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Atualmente, existem dois importantes estudos, a nível mundial, que medem os determinantes da competitividade das nações: o Global Competitiveness Report (GCR), produzido pelo World Economic Forum (WEF), e o World Competitiveness Yearbook (WCY), produzido pelo International Institute for Management Development (IMD). Ambas as publicações são anuais e obtidas através de informações estatísticas e pesquisas realizadas em cada país. Os dois estudos usam fatores de competitividade semelhantes, extraídos da literatura e de análises empíricas.

Para o IMD (2008), a competitividade pode ser entendida como uma análise da forma como os países e as empresas gerem as competências disponíveis para alcançar prosperidade económica e níveis mais elevados de lucratividade para as empresas. O IMD classifica os dados em torno de quatro fatores: (i) bom desempenho da economia, (ii) eficiência do governo; (iii) eficiência do negócio, (iv) infraestrutura. Cada um destes dividido em cinco subfatores. O WCY é baseado em dois tipos de informação: (1) indicadores estatísticos (dados concretos) compilado especialmente de organizações internacionais como o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Organização Mundial do Comércio (OMC), Banco de Desenvolvimento Inter-Americano (BID) e a Organização das Nações Unidas (ONU), entre outros, que representa dois terços do anuário, e (2) pesquisas anuais de empreendedores à volta do mundo (dados indicativos), que representa um terço do anuário.

Por sua vez, o WEF classifica os dados tendo por base 12 pilares de competitividade, fazendo denotar-se os cenários de cada país a todos os níveis de desenvolvimento.

O primeiro pilar refere-se ao ambiente institucional, que é ―determined by the legal and administrative framework within which individuals, firms, and governments interact to generate income and wealth in the economy‖. Este pilar determina tanto a competitividade como o crescimento devido à influência sobre as decisões de investimento e organização da produção, assim como as estratégias e políticas de desenvolvimento. Além do quadro legal, as atitudes do governo em termos de

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corrupção, focalização de mercados, forma de regulamentação, etc., são importantes na atração de novas empresas e de novos mercados. Ou seja, este pilar procura captar a qualidade do governo e da gestão das finanças públicas. Apesar da referência da literatura económica maioritariamente sobre instituições públicas, as instituições privadas apresentam-se de igual forma importantes na criação de riqueza, pelo que ambas devem ser incluídas na análise da competitividade.

O segundo pilar menciona as infraestruturas. A existência de amplas e eficientes infraestruturas são uma importante forma de determinação da localização da atividade económica, dos tipos de atividade e/ou sectores a serem desenvolvidos. Isto acontece pois as infraestruturas bem desenvolvidas reduzem ―the effect of distance between regions, integrating the national market and connecting it at low cost to markets in other countries and regions‖. A qualidade de estradas, ferrovias, portos e do transporte aéreo permitem uma melhor facilidade na obtenção de bens e serviços aos empresários para desenvolverem os seus negócios e uma maior facilidade para os trabalhadores na deslocação para o local de trabalho. O fornecimento de eletricidade e uma sólida e extensa rede de telecomunicações apresentam-se importantes na medida em que permite o desenvolvimento da atividade empresarial e um rápido fluxo de informação, respetivamente.

O terceiro pilar assenta sobre o ambiente regional. Um ambiente estável é importante para os negócios, pelo que é importante para a competitividade. De facto, o governo não pode prestar serviços da forma mais eficiente tendo juros altos sobre as suas dívidas, pois a sua capacidade de reação aos acontecimentos inerente aos negócios. Denote-se que este pilar não avalia diretamente a forma como as contas públicas são geridas pelo governo, devendo esse fator analisado no segundo pilar (instituições).

O quarto pilar realça elementos sobre a Saúde e Educação primária. A produtividade e competitividade das regiões dependem vitalmente da saúde da força de trabalho, uma vez que trabalhadores doentes não oferecem o seu potencial. Este facto leva a importantes críticas económicas no que se refere aos investimentos na prestação de serviços de saúde. A qualidade e quantidade dos serviços de educação básica apresentam-se de igual forma importantes na medida em que aumenta a eficiência de cada trabalhador, em termos de dificuldades e adaptação, nomeadamente no que se refere a cadeia de valor na produção de bens intensivos e mais sofisticados.

O quinto pilar refere-se ao ensino superior e formação, fundamental para economias que pretendem utilizar processos mais inovadores e mais sofisticados pois

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favorece o ambiente de mudanças que ocorrem. Este pilar contempla de igual forma a formação contínua de pessoal, fator que é bastante negligenciado em algumas economias. Denote-se que este pilar pode ser medido através das taxas de matriculados e pela avaliação do ensino pela comunidade.

O sexto pilar mostra a importância da eficiência do mercado de bens. As condições de oferta e da procura, assim como a concorrência, devem ser eficientes de forma a garantir o mínimo de impedimentos à atividade empresarial através das entidades de intervenção. Por exemplo, ―competitiveness is hindered by distortionary or burdensome taxes and by restrictive and discriminatory rules on foreign direct investment (FDI)—limiting foreign ownership—as well as on international trade‖. O grau de dependência das economias de todo o mundo fez-se notar com a recente crise económica, pelo que medidas protecionistas são contraproducentes.

O sétimo pilar referencia a eficiência do mercado de trabalho, quer em termos de alocação de pessoas, de forma rápida e com baixos custos, quer em termos de incentivos para um maior desempenho e equidade no ambiente de negócios entre sexos.

O oitavo pilar refere o desenvolvimento do mercado financeiro. Pretende-se que o sector financeiro atinja níveis de eficiência através das economias dos cidadãos, e canalizando recursos para empreendedores ou projetos de negócios com grande potencial, onde uma boa análise do fator risco é essencial, englobando de igual forma bolsas de valores mobiliários bem regulamentadas, capital de risco e outros produtos financeiros.

O nono pilar considera a prontidão tecnológica. A agilidade com que as empresas adotaram as novas tecnologia apresenta-se como um elemento importante para as empresas em termos de competição e crescimento.

O décimo pilar: Tamanho de Mercado. Este afeta a produtividade, uma vez que grandes mercados permitem às empresas explorar economias de escala. Apesar de, tradicionalmente, os mercados serem delimitados pelas fronteiras tradicionais, a globalização tornou os mercados internacionais em substitutos aos mercados domésticos. Apesar de acarretar vantagens, não existe uma vasta evidência empírica que mostra a abertura comercial positivamente associada ao crescimento, exceto no que se refere a países pequenos.

O décimo primeiro pilar: Sofisticação de negócios. Quanto maior este determinantes maior se apresenta a eficiência da produção de bens e serviços. Este fator diz respeito à qualidade das redes de negócios global de um país e à qualidade das

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operações e estratégias das empresas. Os clusters apresentam-se importantes, assim, devido às maiores oportunidades em termos de inovação.

Tabela4. Comparação índices de competitividade

IDM 2008 World Economic Forum 2010-2011 Índices Publicados World Competitiveness Yearbook Global Competitiveness Index Sub-Índices Desempenho Economico Instituições Eficiência Governamental Infraestruturas Eficiência dos Negócios Ambiente Macroeconómico Infraestruturas Saúde e Educação

primária Ensino Superior e Formação Eficiência do mercado de bens Eficiência do mercado de trabalho Desenvolvimento do mercado financeiro Prontidão tecnológica Tamanho do Mercado Sofisticação de negócios Inovação

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O décimo segundo pilar: Inovação. Este pilar denota-se particularmente importante para as economias na medida em que a inovação é um fator que melhora a produtividade através das novas tecnologias e do conhecimento criado. As empresas de cada país devem projetar e desenvolver novos produtos e processos, criando vantagem competitiva face aos seus concorrentes. Este pilar deve, assim, ser apoiado pelos sectores públicos e privado, através de investimentos em I&D, a presença de instituições de pesquisa científica de alta qualidade, colaboração de pesquisa entre universidades e indústria, e proteção de propriedade intelectual.

Para elaborar o GCI são utilizados dados estatísticos e pesquisas, onde das 110 variáveis, 79 são obtidas através de pesquisas e 31 a partir de dados estatísticos obtidos a partir de fontes secundárias.

Enquanto a teoria do WEF baseia-se no modelo do diamante de Porter (1990), o IMD aplica a sua própria teoria, que vê os países como a gestão do seu ambiente de acordo com quatro forças fundamentais que formam o ambiente competitivo.

A Tabela 4 mostra um resumo dos índices e subíndices publicados por: (i) IMD (2008); (ii) WEF Global Competitiveness Report.

Os índices de competitividade regional na América Latina (México, Chile, Colombia e Peru) são derivados principalmente da pesquisa realizada por Michael Porter, do WEF e do IMD Global Competitiveness Yearbook.

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