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O monitoramento requer que a gestão esteja diretamente envolvida com a dimensão pedagógica, acompanhando de perto as ações que ocorrem nesse sentido, cuidando para que o processo de ensino ocorra e transcorra com a finalidade de melhorar o desempenho discente e desenvolver as competências de leitura e interpretação e resolução de problemas. Essa ação, então, se desdobra em monitoramento das aulas in loco; avaliações bimestrais com relatórios de desempenho; análise de compartilhamento de resultados; comunicação de altas expectativas e mapeamento dos alunos com defasagem.

Para que os bons índices sejam resultado do desenvolvimento de um trabalho consciente e coletivo realizado pela escola, faz-se imprescindível a orientação e o monitoramento das práticas pedagógicas em sala de aula. Porém, esse trabalho depende dos tempos pedagógicos. Nesse sentido, o gestor escolar dispõe do Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC), que compõe a jornada de trabalho do professor, para articular ações de orientação sobre o planejamento, a aplicação em sala de aula e a avaliação para replanejamento.

O monitoramento das aulas in loco será realizado mediante agenda de acompanhamento das turmas pela gestão e coordenação, seguindo o cronograma mensal (anexo II), e devolutiva dos pontos observados às professoras, no dia seguinte ao monitoramento (anexo III). Tal ação objetiva a reflexão para alcançar melhorias na estruturação das aulas e perpetuar as excelências observadas.

Serão realizadas reuniões semanais da gestão e coordenação a fim de estabelecer os parâmetros para o monitoramento e as devolutivas, além de indicações para os HTPCs de planejamento e estudo. Com base no que foi observado e no guia de acompanhamento do planejamento (anexo IV), os HTPCs

serão coordenados às segundas-feiras por grupos de professores para cada ano de escolaridade.

Como não se pode negar a importância da atuação dos docentes no processo de ensino, por meio da gestão da sua turma e do tempo em sala de aula, o que influencia fortemente o resultado da escola, o monitoramento das aulas e o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo deve garantir um ciclo virtuoso a favor da aprendizagem, para que a prática pedagógica contribua com o desenvolvimento escolar dos alunos. A concepção subjacente à ação traz elementos estruturantes do processo desenvolvido em sala de aula, como planejamento, intervenção, avaliação e orientação do planejamento, ilustrados na figura 3.

Figura 3: Ciclo virtuoso 1

Fonte: Elaborado pela autora (2014).

As avaliações bimestrais, com os relatórios de desempenho dos alunos, serão preparadas pelos docentes sob a orientação da coordenação e supervisão da direção e vice-direção. Elas serão realizadas nas diversas áreas do conhecimento, Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências, de acordo com o currículo mínimo encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação, desenvolvido em sala de aula.

Após a realização das avaliações, os dados serão computados em tabelas, gerando relatórios de desempenho sobre cada aluno, turma e ano de escolaridade, que serão utilizados para análise, mapeamento das defasagens e indicação dos alunos com dificuldades, possibilitando, assim, o replanejamento de ações. Os resultados das avaliações externas também serão discutidos e analisados com a mesma finalidade exposta acima.

A prioridade, no momento, é melhorar o desempenho discente nas competências cognitivas de leitura, interpretação e resolução de problemas, avaliadas como insuficientes pela Prova Brasil e SARESP. Portanto, esse desdobramento incidirá prioritariamente sobre essas competências.

A análise e o compartilhamento dos resultados, dados e relatórios gerados a cada bimestre serão realizados com toda a equipe docente, visando encontrar avanços indicativos da competência da equipe em melhorar os resultados, fortalecendo, com isso, as ações exitosas, bem como identificando as lacunas nas quais devem ser empregados mais esforços. Vale ressaltar que o monitoramento constante possibilita uma intervenção mais assertiva e imediata. Considera-se que o momento oportuno para compartilhar essas análises será a cada bimestre durante as reuniões de Conselho de Ciclo.

Também será nesses encontros que, diante dos resultados obtidos a cada bimestre, a direção deverá comunicar as expectativas para o próximo bimestre, não somente aos professores, mas também aos alunos, ajudando-os a estabelecerem metas cada vez mais altas para o ensino e o aprendizado.

As planilhas com os dados obtidos a partir das avaliações realizadas indicarão os educandos que se encontram em defasagem e que deverão, por isso, receber tratamento diferenciado quanto à sua dificuldade, inclusive quanto a encaminhamentos necessários, como recuperação paralela e contínua e participação no Programa Mais Educação, Programa Período Integral e na assistência social. São ações preventivas para evitar que o educando não passe o ano letivo sem intervenções que possibilitem seu avanço. Os quadros 20, 20.1 e 20.2 sintetizam as ações compreendidas pela linha de ação relacionada à própria gestão.

Quadro 20: Síntese da proposta de ações da gestão relacionadas à própria gestão escolar: Ação 1

O QUÊ? QUEM? QUANDO? COMO? POR QUÊ? QUANTO?

1-Condução e elaboração

do PPP Estimular o planejamento

coletivo

Direção Nas reuniões de elaboração do PPP

Estar à frente da elaboração do PPP, estimulando a equipe a pensar e a refletir sobre as condições de ensino

coletivo.

Ter um objetivo comum leva a equipe a propor

ações conjuntas e o direcionamento leva a

atingir as metas mais rapidamente.

Sem custo para a escola. Compartilhar visão e metas com a equipe escolar Direção escolar Reuniões pedagógicas para a elaboração do PPP 1ª fase/ 1º semestre Reunir toda a comunidade escolar para a elaboração do PPP em processo, realizado por etapas. O

início contemplará a visão, a missão e os valores envolvidos no

trabalho da escola.

Compartilhar a visão envolve toda a equipe em

um objetivo comum, que deve servir de norte para

todo o trabalho pedagógico.

Sem custo para a escola. Estabelecer metas claras e definir prioridades Direção e comunidade escolar Reunião pedagógica para elaboração do PPP 2ª fase/ 2º semestre

Nesta fase, a equipe e a comunidade escolar serão convidadas a, mediante as lacunas identificadas no desempenho discente, estabelecerem, coletivamente, as prioridades e as metas a serem atingidas a curto, médio e longo

prazo.

Cada fase do processo de ensino precisa de metas de aprendizagem para que

cada ano de escolaridade possa retomar e aprofundar o processo de

ensino, buscando, com isso, melhor proficiência

dos alunos.

Sem custo para a escola.

Quadro 20.1: Síntese da proposta de ações da gestão relacionadas à própria gestão escolar: Ação 2

O QUÊ? QUEM? QUANDO? COMO? POR QUÊ? QUANTO?

2 - Promoção de Ambiente de aprendizagem Gerir recursos para manter o ambiente de aprendizagem. Direção e Conselho de Escola A cada trimestre, com o recebimento de verbas O Conselho de Escola e a APM estabelecem as prioridades mediante o diagnóstico e assinalam as prioridades. O ambiente de aprendizagem deve ser acolhedor, esteticamente agradável e prover todas aas condições básicas para estadia da criança na

escola. R$12 mil, referente à verba municipal. Estimular o envolvimento de todos na função da escola.

Direção A cada bimestre

Reunião com os funcionários da escola, relacionando suas atividades-meios com a atividade-fim da escola. Não somente os professores, os gestores e coordenadores devem trabalhar para a melhoria

do ensino, mas todos os atores da comunidade

escolar.

Sem custo para a escola. Promover e manter espaços para exposições, feiras, painéis e divulgação de trabalhos.

Direção Início das aulas

Colocação de painéis expositores no pátio e nos corredores de circulação. Um ambiente de aprendizagem comunica os conteúdos aprendidos expondo aos outros alunos

o que cada turma aprendeu.

Sem custo para a escola, já que os painéis já existem, sendo necessária, apenas, sua realocação. Fonte: Elaborado pela autora (2014).

Quadro 20.2: Síntese da proposta de ações da gestão relacionadas à própria gestão escolar: Ação 3

O QUÊ? QUEM? QUANDO? COMO? POR QUÊ? QUANTO?

3 -

Monitoramento constante da aprendizagem

Monitoramento

das aulas in loco coordenação A cada mês Direção e

Coordenadoras terão um cronograma de monitoramento in loco

com devolutiva aos docentes.

Identificar pontos a melhorar e excelências a

comunicar e perpetuar.

Sem custo para a escola. Avaliações bimestrais com relatórios de desempenho Direção e

vice-direção bimestre A cada

Os docentes elaborarão e aplicarão as avaliações

sob a supervisão da direção e vice-direção.

Monitorar a aprendizagem para identificar lacunas e alunos em defasagem que

precisam de intervenção.

R$225,00 em folhas de sulfite,

a ser pago com recursos da APM. Análise e

compartilhamento dos resultados

Direção e

vice-direção bimestre A cada

Nas reuniões de Conselho de ciclo serão

compartilhados os resultados de toda a

escola por ano de escolaridade.

Para identificar causas e propor soluções, pois o monitoramento constante

possibilita a intervenção imediata.

Sem custo para a escola.

Comunicação de

altas expectativas vice-direção Direção e bimestre A cada

Nas reuniões de conselho de ciclo, após análise dos resultados, comunicar expectativas para o próximo bimestre,

partindo do ponto real.

É necessária, a cada diagnóstico realizado, a comunicação de altas expectativas que contribuam para o aprimoramento de todos.

Sem custo para a escola. Mapeamento dos alunos com defasagem Direção, coordenação e docentes A cada bimestre Pelas avaliações bimestrais identificar os alunos que tiveram baixo

desempenho para encaminhar ações

específicas ao estudante.

Ação preventiva para evitar que o aluno não passe o

ano letivo sem alguma intervenção que possibilite

seu avanço.

Sem custo para a escola.

As ações destinadas à gestão pretendem, também, estabelecer uma cultura na organização voltada para a aprendizagem, na qual a equipe docente estabeleça o hábito de avaliar o ensino oferecido pela instituição, analisar seus resultados, compartilhar os avanços, estabelecer novas metas e propor soluções para desafios coletivamente. A elaboração do Projeto Político Pedagógico deve ser o ápice da determinação dessa cultura, sintetizando em seu conteúdo o que a equipe discutiu durante todo o ano e elaborando planos de ação, a fim de tornar a instituição uma escola eficaz, com um ensino que surta efeito no desempenho e desenvolvimento das competências cognitivas de seus alunos.