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5.3 Kystverket

5.3.2 Ansvar

A aplicação local de penicilina no caso de infecções cutâneas, feridas infectadas, etc., constituiu um vantajoso meio terapêutico de modo a conseguir in loco uma concentra- ção forte de antibiótico que nâo era viável por via parenté- rica.

A veiculação do antibiótico em creme ou em pomada foi cedo apontada como solução para a terapia local externa, em- bora possam aparecer aspectos desfavoráveis como alergias ou

A adenda à Br. Ph. de 1951 permitia o uso das formas cristalinas de sais de sódio e potássio como alternativa aos sais amorfos de cálcio ou potássio englobados em vários ti- pos de formas dérmicas de diferente composição: em pomadas com excipiente gordo nas quais o antibiótico se encontra na forma de pó microcristalino, hidrossolúvel ou pouco solúvel na água; em solução aquosa dispersa na matéria gorda ou em cremes com o excipiente emulsionado (O/A) onde o antibiótico é posto em solução directamente na fase aquosa, ou por in- termédio de hidrótropos.

Dada a grande instabilidade da penicilina G, cedo foram experimentados os excipientes à procura de fórmulas mais es- táveis e com maior capacidade de cedência antibiótica. As principais propriedades a exigir aos excipientes para o uso em pomadas compreendem o pH (6-7), ausência de poder oxidan- te e a possibilidade de esterilização sem variações sensí- veis das caracteriticas quimicas e fisicas (37).

A estabilidade das pomadas de penicilina segundo Tol'tsman foi considerada fraca pelo que preconizava a sua preparação extemporânea e conservação no frigorifico não mais de 5 a 10 dias (38).

Bases anidras contituidas por óleo de amendoim e cera ou vaselina e parafina líquida conservam por mais tempo a actividade antimicrobiana (39). Estas bases nas quais a pe- nicilina se encontra dispersa em partículas sólidas dâo uma difusão irregular e descontínua. Pode, porém, tornar-se a difusão mais regular pela adição de pequena quantidade de lanolina que, por hidratação, favorece a dissolução progres- siva, do antibiótico em contacto com a pele.

A mistura de hidrocarbonetos saturados, vaselina com 20 a 25% de parafina líquida era apontada como a melhor base para pomadas oftálmicas de penicilina, ao contrário da lano- lina e dos álcoois resultantes da sua saponificaçâo que eram desaconselhados por inactivar a penicilina (40).

As pomadas oftálmicas de penicilina aplicadas em recém- -nascidos foram consideradas melhores que o nitrato de prata

e mesmo que a penicilina I.M. (41).

A formulação a seguir transcrita, permitindo incorporar soluções de penicilina numa cera sintética, foi estudada comparativamente com outras manipulações com excipientes na- turais contendo lanolina.

Solução de penicilina formolada esterili-

zada, com tampão, correspondente a 1000 U 10 ml Cera sintética (semelhante aos carbowaxes) 10 g Parafina líquida esterilizada q.b.p 100 ml

Obviamente que o período de conservação se mostrou mais longo com excipiente sintético (5 meses), pois nâo tinha qualquer oligoelemento ou peróxido capaz de alterar rapida- mente a penicilina (42).

A preparação da penicilina formolada consiste em juntar 2,5 ml da solução de formol a 2%o previamente neutralizada a 100 000 U de penicilina. Aquecer a 56 <>C durante 30 minutos e repetir este tratamento após 24 horas. Diluir com 2,5 ml de solução tamponada de hipossulfito-boratada. Guardar em ampolas. As soluções conservam-se à temperatura do laborató- rio durante 9 meses sem variação do seu título inicial (43).

Convém proteger convenientemente as pomadas da humida- de, mas, para maior segurança, pode aumentar-se a estabili- dade pela incorporação de compostos que absorvam água, como o amido seco de batata, lactose anidra, uma mistura seca de tampão (pH 6,5) constituída por ácido cítrico e fosfato dis- sódico adicionada na concentração de 1 a 3%.

As bases laváveis constituídas por misturas de polieti- lenoglicóis, embora excelentes excipientes dermatológicos em geral, mostram-se inactivadoras imediatas para a penicilina, sobretudo quando presentes os PEG 400 e 1500. A adição de catalase a estas bases protege a penicilina da acção dos pe- róxidos, mais do que em outros antibióticos (neomicina, oxi-

tetraciclina). Porém, a presença de outros antioxidantes, como o ácido ascórbico e metabissulfito de sódio, nâo dá re- sultados eficazes.

Devido ao bom poder solvente dos PEG face ao celulóide, resinas à base de fenol e formol, PVC e lacas, leva a ser criteriosa a escolha dos materiais de embalagem (44).

Os cremes do tipo O/A contendo penicilina solubilizada na parte aquosa proporcionam uma difusão regular e contínua de grande quantidade de antibiótico.

Podem efectuar-se estudos de difusão por diálise em gé- lose para os antibióticos com alto coeficiente de difusão como a penicilina, ou diálise em água para os de menor coe- ficiente de difusão. A apreciação da cedência antibiótica pode ser efectuada in vivo utilizando animais, ou por expe- rimentação clínica. Estes últimos sâo longos, delicados e mais subjectivos do que os efectuados in vitro (45).

A Br. Ph. (1953) inscreveu uma pomada emulsão que in- cluiu o citrato de sódio como tampão e o clorocresol como conservante, sendo a fase interna constituída por parafina líquida, parafina sólida e cera.

O emprego de agentes tensioactivos (iónicos e nâo ióni- cos) mostra-se de certa maneira condicionado, devido à even- tual interferência na estabilidade do antibiótico e possí- veis erros nos doseamentos microbiológicos, levando a aumen- tos das zonas de inibição (46).

De qualquer modo a conservação de pomadas e cremes hi- dratados é precária, devido à rápida decomposição da penici- lina na fase aquosa.

1.4. OUTRAS FORMAS FARMACÊUTICAS

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