oljeinntektene
Boks 6.1 Anslag for verdien av de gjenværende ressursene på sokkelen Finansdepartementet utarbeider tre ulike anslag
A unidade de análise de um produto é a chave de uma ACV, permitindo comparar produtos com funções equivalentes e fornecendo uma referência em relação à qual os dados de inventário são normalizados, de acordo com a ISO 14044:2006. Embora o presente estudo não se relacione com o apoio a afirmações comparativas, futuramente, pode vir a ser alterado em ordem a esse propósito.
A unidade de análise considerada neste estudo é de 1 m2 de telha Advance Lusa na
tonalidade vermelho natural preparada para ser vendida, o que corresponde a 12 unidades, com um peso de aproximadamente 37,8 kg. O fluxo de referência corresponde assim a 42,65 kg de argila e 4,74 kg de areia.
Nível de qualidade esperada
Os níveis de qualidade esperada estão sujeitos à durabilidade e desempenho da cobertura cerâmica. Os quais dependem da sua utilização e manutenção admitindo-se que a circulação sobre a cobertura é reduzida e limitada às ações de manutenção e afins, devendo existir caminhos de circulação, por forma a realizar as operações necessárias à preservação da cobertura. Pretende-se que a sua durabilidade seja coincidente com a do edifício, aproximadamente 50 anos, sendo a sua duração ou tempo de vida de 35 anos.
O produto apresenta o código 23322 - Fabricação de telhas, segundo a Nomenclatura Geral das Atividades Económicas nas Comunidades Europeias (NACE) e, de acordo com as exigências especificadas no Guia PAP para a definição da unidade de análise.
Limites do sistema
A fronteira do sistema define os limites do estudo e, especifica que processos devem ser incluídos. A seleção das fronteiras deve ser realizada de acordo com o objetivo do estudo.
As fases de utilização e fim-de-vida do produto foram excluídas, assim como as fases de construção da fábrica e das restantes infra-estruturas. Também a produção de bens de equipamento, atividades pessoais, equipamentos de escritório e manutenção de edifícios, atendendo à extensão das fronteiras do sistema
Em síntese, os limites do sistema compreendem a extração de matérias -primas e o fabrico de telha cerâmica, conforme a Figura 3.
Sempre que relacionados com a figura 3 foram incluídos os seguintes fluxos de entrada: os fluxos de energia;
os recursos materiais e outros recursos materiais, tais como, materiais auxiliares de processo.
Os fluxos de saída do sistema incluem: a telha cerâmica como produto final; as emissões para a atmosfera;
as emissões para a água, distinguindo-se entre as águas do Separador de Hidrocarbonetos (SH) e da Estação de Tratamento de Águas Industriais (ETARi), nesta as águas residuais são enviadas para o tratamento necessário à sua reutilização nos limites da unidade de produção;
a produção de resíduos, na qual se considerou os resíduos enviados para deposição, sendo uma das frações reutilizada internamente e outra entregue a entidades autorizadas para valorização.
Pelo que, o conjunto de resíduos referido no inventário resulta da análise das guias de acompanhamento de resíduos e de outros documentos, onde se define as operações de tratamento a que estes são sujeitos e com base nessa análise considerou-se apenas os que são enviados para deposição. Assim, os dados e informações relativos aos restantes resíduos são desconsiderados no inventário e mencionados a título de informação ambiental adicional.
Não são executados outros tipos de medições em relação às emissões associadas à unidade de produção, como é o caso das emissões para o solo, estando estas somente correlacionadas com os fluxos para os quais são consideradas significativas no software, pois não existem dados de primeiro plano relacionados com as mesmas.
Pressupostos baseados no critérios de corte e procedimentos de alocação
O critério de corte, também designado por, regra de corte estabeleceu-se para os processos e atividades que contribuem menos de 0,5% para os impactos ambientais, ou seja, em termos de importância ambiental, inicialmente, seria determinado em 0,5% da contribuição de massa, hipótese esta descartada ao longo da fase ICV devido ao tamanho do perfil de recursos e emissões obtido posteriormente à recolha de dados.
Os critérios de alocação baseiam-se na produção da telha cerâmica, produto escolhido como caso de estudo para aplicação da metodologia PAP, neste foi adotado um
procedimento de alocação mássica, consistindo este na divisão de entradas e saídas em proporção à massa da telha considerada na unidade funcional – 1 m2 de produto e
respetivo fluxo de referência.
Representatividade de dados
Os requisitos de qualidade de dados baseiam-se em diversos aspetos, entre os quais se encontram a adequação de dados e os tipos de fontes e informações exigidas. Os dados utilizados foram recolhidos a partir das bases de dados da empresa, e junto dos fornecedores de matérias-primas e outros materiais utilizados nos processos.
A utilização de bibliotecas de bases de dados de inventário disponibilizadas no software SimaPro, sendo estas as seguintes: Ecoinvent, Ecoinvent 3.0, Eco-profiles, European Reference Life Cycle Database (ELCD) e EnergieStoffe-Umwelt - Eindgenössische Technische Hochschule (ETH-ESU), sendo desnecessário a utilização de dados de fontes literárias e bibliográficas para a elaboração do perfil de utilização de recursos e emissões.
Visto que a utilização do software seria indispensável, as bibliotecas mostraram-se como uma boa alternativa à ausência de dados por parte dos fornecedores e um excelente recurso, tendo em conta os níveis de qualidade dos critérios exigidos pelo Guia PAP.
Categorias, indicadores e modelos de impacto ambiental
O método de avaliação de impacto utilizado no presente relatório recorre a fatores de caraterização em função das categorias de impacto ambiental recomendadas no guia sobre a PAP (CE, 2013b), sendo estas as seguintes: alterações climáticas, destruição da camada de ozono, toxicidade humana - efeitos cancerígenos, toxicidade humana - efeitos não cancerígenos, partículas em suspensão/matérias inorgânicas inaláveis, radiações ionizantes – efeitos na saúde humana, formação fotoquímica de ozono, acidificação, eutrofização – terrestre, eutrofização – aquática (água do mar), eutrofização – aquática (água doce), ecotoxicidade para a água doce, esgotamento de recursos – água, esgotamento de recursos – minerais, fósseis e, por fim, transformação do solo, estas são indicadas na tabela 1.
As emissões e os recursos são atribuídos a cada uma das categorias de impacto, sendo então convertidos em indicadores recorrendo a modelos de AICV. As emissões e os recursos, bem como diferentes opções de produtos, podem, assim, ser comparados nos termos dos indicadores representados (EC, 2010b).
Alterações climáticas Depleção do ozono Toxicidade humana Radiações ionizantes Ruído Acidentes Formação fotoquímica de ozono Acidificação Eutrofização Ecotoxicidade Uso do solo Esgotamento de recursos Dessecação, Salinização Matérias inorgânicas inaladas
F lu x o s e le m e n ta r e s
Ponto médio Ponto final
Saúde humana
Meio ambiente
Recursos naturais
Os indicadores referidos na tabela 1 são utilizados na AICV de modo a avaliar a magnitude e a importância dos potenciais impactos ambientais ao longo do ciclo de vida da telha Advance Lusa vermelho natural.
A figura 4 apresenta um diagrama que ilustra a relação entre as categorias de impacto do ponto médio e as três “Áreas de Proteção” abordadas em ILCD Handbook: Framework and requirements for LCIA models and indicators (EC, 2010b) do Manual ILCD, no qual se baseia o método da Pegada Ambiental para a seleção das categorias de impacto.
A relação existente num modelo AICV entre os indicadores de uma determinada categoria ambiental e os diferentes níveis de impacto (cadeia de causalidade), de acordo com o mecanismo ambiental em que estes se refletem, possibilita estabelecer uma ligação de um modo simplificado, entre os fluxos elementares e as áreas de proteção apresentadas na figura 4.
Figura 4 – Diagrama de categorias de impacto em função da caraterização do ponto médio e do ponto final (EC, 2010b).
A avaliação dos impactos ambientais define-se, essencialmente, em quatro passos numa análise de AICV: a seleção das categorias ambientais e classificação, a caraterização, a normalização e a ponderação.
Na seleção das categorias ambientais e na classificação são alocados os fluxos do ICV às categorias de impacto ambiental definidas no estudo ACV, segundo as potencialidades das substâncias influenciarem diferentes questões ambientais.
A caraterização baseia-se na modelação quantitativa dos impactos de cada fluxo elementar em função do mecanismo ambiental influído, através de fatores de caraterização que permitem calcular os impactos no ponto médio.
A normalização permite associar as quantificações obtidas dos passos anteriores às diferentes áreas de proteção nas quais estas se refletem, por meio de referências comuns é possível quantificar o dano. E, por último, a ponderação, o último passo de uma AICV, onde os resultados da normalização são classificados em conformidade com a sua importância relativa, suportando, deste modo, a comparação entre produtos. Estes dois passos são facultativos e foram dispensados do presente estudo.
A figura 4 mostra, deste modo, esta relação entre as categorias de impacto e as três áreas de proteção em função de uma abordagem ACV e conforme os modelos avaliados em EC (2010b) que fundamentam a escolha das categorias de impacto ambiental recomendadas no guia PAP.
Formato do relatório requerido pelo estudo
O tipo e formato de relatório requerido pelo estudo são conduzidos em conformidade com as recomendações do guia PAP, com o suporte do Anexo I, onde se destacam os principais requisitos e princípios para o desenvolvimento da estrutura do relatório principal sobre a PAP com base no quadro metodológico ACV proposto pela ISO 14044:2006.