5. Kontakt og integrasjon, key account managers og innkjøpssjefer
5.5 Anskaffelser og HR – når produktet er et menneske
O consumo de energia entrará em processo de declínio nos próximos anos, consequência da dificuldade de acesso da sociedade industrial às reservas de combustíveis fósseis até agora conhecidas. O consumo atual de energia, bem como o aumento na demanda primária de energia, crescerá ligeiramente acima da metade do valor atual – o que corresponde a uma média anual superior a 1,6%. Esse cenário persistirá até 2030, elevando para 81% a participação da energia fóssil no suprimento de toda demanda mundial de energia. O consumo de petróleo (combustível amplamente explorado) alcançará os 99 milhões de barris por dia em 2015, e 116 mb/d em 2030, uma elevação de 84 mb/d, superior ao registrados em 2005 (IEA, 2006). É dado que esse aumento ocorra, sobretudo, nos países em desenvolvimento que responderão por 70% do aumento da demanda por combustível fóssil até 2030, sendo a China responsável por 30% desse aumento.
Segundo a AIE, há a necessidade de intervenção dos governos e da sociedade civil na criação de programas e projetos que possam alterar a forma com que a demanda energética é suprida. As bases de produção de bens e materiais tornaram-se um fator de incapacidade do meio ambiente de suprir a demanda desenvolvimentista e de pensar sua continuidade em longo prazo. Deste modo, despertou questões sobre os mecanismos que darão alicerce a sua continuidade, bem como ser capaz de responder e equacionar desenvolvimento econômico, segurança energética e preservação ambiental. Isso porque, o atual estágio de intervenção da sociedade no uso intensivo das reservas naturais e na expansão das emissões de gases à atmosfera, pressiona fortemente a capacidade de absorção e renovação desses recursos pelo planeta.
Um aumento significativo quanto ao custo da extração desses recursos será uma realidade e afetará diretamente as condições que asseguram o crescimento e desenvolvimento econômico e, por sua vez, acaba por refletir no bem-estar sócio- econômico e político mundial. Em seus relatórios, a IEA (2006) prevê que uma grave crise pode se instaurar a partir da consolidação de um aumento na demanda de energia fóssil, ameaçando a segurança energética mundial, já que o crescimento acelerado dos países em desenvolvimento acaba por refletir a necessidade de um maior uso desse recurso e no seu preço de mercado. Essas condições colocarão inúmeros países a alta vulnerabilidade energética, política e também econômica. Os países mais vulneráveis são, principalmente, os mais dependentes das importações - à medida que sua produção nacional torna-se insuficiente para acompanhar a demanda interna. Como exemplo, os países da OCDE, China, Índia e Brasil, estão sustentando seu crescimento econômico na importação de combustíveis fósseis ou na intensa exploração de suas reservas internas.
Nos países não-membros da OPEP13, a produção de petróleo bruto e gás natural deverá atingir seu máximo dentro de uma década. Até 2030, os países da OCDE deverão importar dois terços das suas necessidades de petróleo, comparados aos 55% importados atualmente. A maioria da importação adicional vem do Oriente Médio, por
13 A Organização dos Países Exportadores de Petróleo é composta por: Angola, Argélia, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Qatar.
meio de petroleiros e, por sua vez, sujeitos às vulnerabilidades. A concentração da produção de petróleo em um pequeno grupo de países detentores de grandes reservas – com destaque para os membros da OPEP e a Rússia – reforça seu domínio de mercado e sua capacidade para impor preços mais elevados. Também é possível prever que, em resposta ao crescimento da demanda de gás, suas importações se darão através de grandes gasodutos ou de gás natural liquefeito a partir de fornecedores cada vez mais distantes (IEA, 2006).
Os avanços do desenvolvimento tecnológico, bem como das novas descobertas científicas, estão entre as soluções capazes de apresentar respostas às séries de problemas sócio-econômicas e ambientais. No entanto, sabe-se que os desequilíbrios ambientais tiveram origem nas bases de intervenção do desenvolvimento tecnológico e socioeconômico. Estes fundamentaram a criação de necessidades de consumo de bens que, por sua vez, são produzidos a partir do uso desmedido de energia e recursos naturais. Sendo assim, faz-se necessário definir quais serão as novas tecnologias que irão responder aos impactos ambientais de uma forma a não repetir erros do passado na manutenção de um modelo centralizado em apenas uma forma de produção e geração de energia. Há respostas claras quanto as tecnologias disponíveis: hidroelétricas, biomassa (como renováveis tradicionais); e as novas energias renováveis: eólica, solar, geotérmica, bioenergias, etc.
Nesse sentido, há a necessidade de se criar condições sócio-econômicas, institucionais e culturais que estimulem, não apenas um rápido progresso tecnológico, poupador de recursos naturais, como também uma mudança em direção aos padrões de consumo que não impliquem no crescimento contínuo e ilimitado do uso de recursos naturais, portanto um desafio que reivindica (re) arranjos determinantes para a tomada de decisões.
O Protocolo de Kyoto pode ter sido um instrumento no despertar de um novo cenário de negociações internacionais, frente às mudanças globais e a busca de novas alternativas energéticas. A aceitação do Protocolo - como uma proposta de contenção/captação das emissões de gases de efeito estufa - surge como um movimento de oposição mundial aos países que tentam manter sua hegemonia ao
negociar acordos unilaterais. A assinatura do acordo transforma-se em um mecanismo de compreensão da segurança ambiental global e da busca por alternativas que compensem a ação antrópica no planeta. Todavia, os países que deveriam atuar como os principais interlocutores na consolidação desses acordos mundiais têm procurado salvaguardar seus interesses, por meio de negociações de imunidades que possam avalizar a manutenção de seu modo de vida. Consequentemente, as preocupações com a segurança global e a busca de instrumentos de sustentabilidade socioeconômicas e ambiental perpassam por interesses hegemônicos. Os países, ao participarem das Conferências, optam por pontos que os privilegiam econômica e/ou politicamente. Com esse comportamento, instrumentos como transferência de tecnologias limpas e renováveis encontram barreiras a serem propagadas.