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Gomes et al. (2003) investigaram a influência de ativadores químicos em misturas de cimento portland com adições minerais: escórias de alto forno, cinzas volantes e cinzas de casca de arroz. Estudaram-se os comportamentos de misturas binárias e ternárias, sem e com ativadores, frente à penetração de íons cloretos, através da norma ASTM C 1202, comparando-os ao de uma mistura de referência, sem adições, aos 28 e 91 dias. Para essas idades, foram determinadas também as resistências à compressão axial. Foram testadas três relações água/aglomerantes, 035, 050 e 0,65. Os melhores resultados, quanto à penetração de cloretos, foram obtidos com as misturas ternárias, com 50% de escória e 20% de cinzas de casca de arroz, ativadas com 1% K2SO4. As reduções, em relação à mistura de referência, foram de 84%, 88% e 89%, para as relações água/aglomerantes de 0,35, 0,50 e 0,65, respectivamente.

Grigoli et al. (2001) procuram avaliar o comportamento de dois tipos de concretos, quanto à Penetração de Cloretos, ou seja, carga elétrica passante. Um dos concretos é executado com areia grossa de referência, quartzosa, de granulometria com módulo de finura de 2,19 e dimensão máxima característica (DMC) igual a 4,80 milímetros e outro concreto executado com areia fina quartzosa de granulometria com módulo de finura menor ou igual a 1,20 Dimensão Máxima Característica de 0,60 milímetros, esta última sendo a "areia rosa", ultimamente muito utilizada como agregado miúdo em concretos por concreteiras da Região Metropolitana da Cidade de São Paulo.

Para cada família de concreto estudada, são comparados os seguintes resultados: a) Penetração de Cloretos, com relação ao fator água/cimento.

b) Penetração de Cloretos, com relação à resistência mecânica obtida aos 28 dias. c) Penetração de Cloretos, com relação à absorção de água aos 28 dias.

d) Penetração de Cloretos, com relação ao volume de vazios aos 28 dias. e) Penetração de Cloretos, com relação à absorção capilar aos 28 dias.

Os resultados obtidos mostram que o concreto executado com areia fina, mostrou um desempenho melhor com relação ao concreto executado com areia grossa, quanto à Penetração de Cloretos, através da carga passante, tendo-se como referência de comparação, a resistência de ruptura axial de 40 MPa, aos 28 dias. E, também tendo melhores características físicas, o concreto com a areia fina, no que se refere ao desempenho do volume de vazios, absorção de água e absorção capilar.

Costa et al. (2002) investigaram a influência da finura e do teor de escória na penetração de íons cloreto no concreto. Em cada mistura aglomerante investigada determinou-se a resistência à compressão axial, a penetração de cloreto e a concentração de íons Na+, K+,

Ca2+, SO42-, OH-. Dos resultados obtidos, constatou-se maior penetração de íons cloreto com

aumento na finura da escória, assim como maiores valores de resistência à compressão e concentração de íons Na+ e K+. A substituição parcial do cimento pela adição de escória de alto-forno reduziu a penetração de cloretos de 0,34 a 2,39 vezes em relação à mistura de referência, estando este comportamento relacionado às alterações promovidas pela adição na estrutura da pasta, na composição da solução dos poros e na capacidade de fixação de cloretos. O aumento na finura da escória resultou em acréscimo na condutividade elétrica da solução dos poros. Há forte correlação entre a penetração de íons cloretos e a resistência à

compressão e Na2O equivalente.

Lacerda e Helene (2002) determinaram a resistência à penetração de íons cloreto em três traços distintos de concretos (1:3, 1:4 e 1:5) sendo, para cada traço, examinados um concreto onde o cimento foi substituído em 8% por metacaulim e outro, de referência, sem adição. Consideraram os resultados obtidos bastante satisfatórios onde se observou que os concretos com metacaulim apresentaram, em todas as idades pesquisadas, 28, 63 e 91 dias, elevadas resistências à penetração de íons cloreto podendo, sob este aspecto, serem considerados duráveis e bastante recomendados para obras onde se faz presente o ataque de agentes agressivos caracterizados por íons cloretos.

Ferreira et al. (2003) avaliaram a eficiência do emprego de adições minerais ativas em substituição parcial da massa de cimento com o intuito de elevar a resistência à penetração de íons cloreto da camada de cobrimento. Foram confeccionados corpos-de-prova de concreto com cimento CP II F-32 e as adições minerais utilizadas foram a escória de alto-forno (65%), sílica ativa (10%), cinza de casca de arroz (10%), cinza volante (25%) e metacaulinita (10%) com relações água/aglomerante iguais a 0,40 e 0,55 e dois procedimentos de cura distintos. Estes corpos-de-prova foram submetidos a ensaios de penetrabilidade de íons cloreto aos 28 e 91 dias (ASTM C 1202) e de resistência à compressão nas idades de 7, 28 e 91 dias. A análise dos resultados obtidos evidencia o efeito benéfico, preponderante sobre as demais variáveis, do emprego de adições minerais na redução da penetração de íons cloreto, tendo a sílica ativa os valores mais reduzidos de carga passante. No caso específico do procedimento de cura,

pode-se observar que dentre as variáveis estudadas, esta exerceu menor influência sobre a resistência à penetrabilidade de íons cloreto, sendo a cura úmida ligeiramente superior a ambiente. Destaca-se, portanto, a importância da utilização destes resíduos para aumentar a durabilidade do concreto, fato este evidenciado pela análise de variância que mostrou que a influência da presença de adições minerais é superior à redução da relação água/aglomerante. Com base nos resultados experimentais, sugere-se que além do controle da resistência, utilizem-se adições minerais em concretos expostos à ação de cloretos, já que mesmo os concretos com escória de alto-forno e cinza volante que apresentaram resistências inferiores ao concreto de referência, apresentaram valores reduzidos de penetrabilidade, prova de sua potencialidade para a durabilidade.

Guimarães e Helene (2001) desenvolveram uma metodologia de ensaio em laboratório da influência do GS (grau de saturação) na difusão de cloretos em pasta de cimento endurecida. Os resultados desse ensaio são aplicados em uma estrutura existente com 22 anos de uso, em zona de névoa marítima. Foi constatada uma grande influência do GS do concreto sobre a difusão de cloretos. Portanto “sua influência deve ser mais pesquisada e levada em conta na previsão de vida útil das estruturas”, concluíram os autores.

Hartmann e Helene (2001) fizeram uma avaliação do uso de aditivos superplastificantes destinados à produção de concretos de cimento Portland frente à penetração de íons cloreto. Para tanto, tem-se a avaliação de três traços de concreto com consistência constante e três traços com relação água/cimento constante. Nesses concretos foi realizado o ensaio de penetração de íons cloreto segundo a norma ASTM C 1202. É possível obter por meio do uso de aditivos superplastificantes como redutores de água, além de um aumento na durabilidade e resistência dos concretos, uma redução no consumo de cimento, claramente observado e justificado através de diagramas de dosagem. Conclui-se ratificando a constatação de que esses aditivos não só reduzem a relação água/cimento, e conseqüentemente a resistência, mas também, com uma mesma resistência, aumentam capacidade do concreto em resistir à migração de íons cloreto.

Dal Ri, Gastaldini e Isaia (2002) investigaram a influência da adição de cal hidratada em misturas binárias e ternárias de adições minerais, compostas com cinza de casca de arroz, cinza volante e escória de alto forno. Realizaram-se ensaios de resistência à compressão,

diminuição da penetração de cloretos nas misturas com adições minerais em relação ao concreto de referência. A adição de cal hidratada, com o intuito de repor aquela consumida nas reações pozolânicas resultou, tanto nas misturas binárias quanto nas ternárias, em aumento nos valores de resistência à compressão, penetração de cloretos e condutividade elétrica da solução dos poros quando comparado às mesmas misturas sem esta adição. Os valores de penetração de cloretos das misturas com adição mineral com cal ainda assim são inferiores à do concreto de referência.

4 Programa Experimental, Materiais e Métodos