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Annex to Chapter 2 on Continuity of Supply

De acordo com a análise feita anteriormente, pretendemos aqui resumir os resultados obtidos, e desta forma permitir obter uma visão geral e integrada, relativamente à amostra estudada:

Relativamente ao sexo e à idade, a amostra revelou-se maioritariamente de sexo feminino (67,5%), sendo a média de idade 76,2 anos;

A maioria dos inquiridos eram viúvos (52,5%), embora a quase totalidade dos restantes (45%) fosse casada;

Também a maioria tinha filhos (82,5%), vivendo próximo dos mesmos (63,6%); Uma grande parte dos sujeitos (52,5%) vivia com a família (cônjuge ou filhos),

vivendo os restantes sozinhos (32,5%) ou em lar de idosos;

Como habilitações literárias, a maioria tinha o ensino básico (60%);

Dos que exerceram actividade profissional, a grande maioria reformou-se na idade prevista pela lei então em vigor;

Apenas uma pequena parte dos sujeitos (37,5%) ocupava os seus tempos livres com um passatempo;

A grande maioria dos inquiridos (60%) não recebia qualquer tipo de apoio institucional;

Relativamente à ajuda emocional, uma grande parte (72,5%), referiu recebê-la, quando dela necessitava, sendo que a mesma era, sobretudo, fornecida pela família (72,4%), tendo os mesmos se manifestado muito satisfeitos com a ajuda recebida; Do ponto de vista da ajuda funcional, uma percentagem menor (52,5%), referiu

receber ajuda, sendo que, uma grande parte (61,9%) se manifestou igualmente muito satisfeita com a ajuda recebida;

Em relação ao apoio financeiro, a maioria referiu não receber qualquer tipo de apoio (67,5%). Aos restantes, o apoio era dado pela família, manifestando-se estes muito satisfeitos com a ajuda recebida;

Relativamente à satisfação global, a grande maioria dos inquiridos (92,5%), manifestou graus de satisfação entre o moderadamente satisfeito e o extremamente satisfeito;

Por outro lado, face aos resultados obtidos em função dos défices estudados, nomeadamente sensorial, funcional, mobilidade, cuidados pessoais, e incontinência, constatámos que a amostra não demonstrava dificuldades nestas áreas, pelo que pudemos concluir que, relativamente às AVD e AIVD, os inquiridos apresentavam um grau de independência elevado;

Apesar do referido anteriormente, os resultados obtidos face à percepção de qualidade de vida (avaliada em ambas as escalas) e à satisfação com a sua saúde, revelaram que a amostra se encontrava nem satisfeita, nem insatisfeita;

A avaliação feita pela Escala Geriátrica da Depressão (numa versão abreviada de 4 itens) revelou que a amostra se apresentava deprimida, exibindo a grande maioria dos inquiridos (77,5%) sinais de depressão. As mulheres (64,5%) revelaram-se mais deprimidas que os homens, enquanto que em termos de idade não se identificaram diferenças significativas;

Uma grande percentagem de inquiridos (70%) apresentava sentimentos de solidão; Do ponto de vista cognitivo, a maioria dos inquiridos (70%) apresentou

normalidade ou ligeira diminuição;

Os inquiridos que apresentavam maior Défice Sensorial demonstraram percepcionar pior Qualidade de Vida, quer quando medida pela EASYcare, quer quando medida pelo WHOQOL-bref;

Quanto maior o Défice na Qualidade de Vida Percebida (EASYcare), pior também a Percepção de Qualidade face à Vida (WHOQOL-bref);

Por outro lado, os inquiridos que percepcionavam menor Satisfação com a sua Saúde, percepcionavam, igualmente, pior qualidade no Ambiente que os rodeava;

Também aqueles que apresentavam maior Défice Funcional demonstraram pior Percepção de Qualidade de Vida, menor Satisfação com a Saúde e menor percepção de qualidade face ao Ambiente envolvente;

Por outro lado, quanto maior o Défice na Mobilidade apresentado, pior a Percepção de Qualidade de Vida, menor a Satisfação com a Saúde e pior a percepção de qualidade face ao Ambiente;

Relativamente ao Défice na capacidade para executar os Cuidados Pessoais, quanto maior o primeiro, pior a percepção de qualidade sob o ponto de vista Físico;

Também quanto maior a Incapacidade apresentada, pior a Percepção de Qualidade mas apenas sob os pontos de vista Psicológico e do Ambiente;

Verificou-se ainda que a existência de défice, neste caso a qualquer nível, dentro do que foi avaliado pela EASYcare, parecia não interferir, relativamente à amostra em estudo, com o grau de satisfação, face às ajudas recebidas;

Relativamente ao Défice na Qualidade de Vida Percebida (EASYcare) e à Percepção de Qualidade de Vida (WHOQOL-bref) verificou-se que a faixa etária dos 68 aos 75 anos apresentava maior percepção de qualidade de vida quando comparada com a faixa etária dos 76 aos 88 anos. A idade, contudo, parece não interferir com a Satisfação com a sua Saúde;

Os mais novos, na faixa etária dos 68 aos 75 anos, apresentavam, menor Défice Sensorial e Funcional.

Os inquiridos que desenvolviam algum passatempo percepcionavam melhor qualidade de vida;

Aqueles que se reformaram depois da idade prevista apresentavam maior Défice Funcional;

Os inquiridos que haviam exercido profissões menos qualificadas apresentavam pior Percepção da Qualidade de Vida, maior Défice Funcional e maior Incapacidade Total. Por outro lado, os inquiridos que haviam exercido profissões mais qualificadas demonstraram Percepção da Qualidade de Vida elevada.

Relativamente aqueles que usufruíam de apoio institucional, estes apresentavam, quer maior Défice Funcional, quer maior Défice na Mobilidade, no entanto,

percepcionavam melhor qualidade de vida do ponto de vista Físico, face aos que não tinham acesso a este tipo de apoio;

Por outro lado, os indivíduos que responderam ter acesso, quer a Apoio Institucional, quer a Ajuda Emocional, quer a Ajuda Funcional, percepcionaram melhor qualidade de vida, do ponto de vista das Relações Sociais.

Os indivíduos com sinais de depressão percepcionavam pior qualidade de vida em relação aos que não apresentavam sinais de depressão. Aqueles que não apresentavam sinais de depressão percepcionavam, não só melhor qualidade de vida, obviamente, mas também se encontravam mais satisfeitos com a sua saúde; Não se verificou existir qualquer relação entre diminuição cognitiva e qualquer

uma das variáveis estudadas, nomeadamente depressão, percepção de qualidade de vida ou relações sociais.