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Annen vesentlig aktivitet

In document ÅRSRAPPORT FOR 2018 (sider 59-64)

Identificamos como resultados da EPT as percepções relacionadas às consequências da formação e da necessidade de se conhecer o itinerário do egresso no âmbito profissional e no prosseguimento nos estudos. Os que apontaram para esse tema foram um reitor, um docente e um diretor. Esse tema está bastante relacionado aos outros expostos anteriormente, entretanto, caberia ressaltar algumas questões citadas a seguir.

O Reitor I colocou como tema para estabelecer um indicador que considera importante, a ―empregabilidade‖ dos egressos:

como eu ia dizendo, fazer uma avaliação do sucesso do profissional que a gente forma e a sua inserção no mundo do trabalho... a gente precisa fazer uma avaliação de quantos alunos se formaram, estão se formando e quantos ingressaram no mundo do trabalho [...] quantos entraram na instituição, qual é o itinerário formativo e quantos não se formaram e nós também não podemos limitar isso, acho que esses indicadores têm que ser explicativos sob pena da pessoa olhar o número frio ali... tem que vir acompanhado de uma análise de quem os apontou. (REITOR I)

O outro indicador, na visão do mesmo Reitor é:

quantos se formam e quantos vão para o mundo do trabalho e outra, quantos estão no mundo do trabalho e avaliam que sua vida mudou? [...] acho que a rede precisa trabalhar melhor os seus números, nós somos carentes de informações. Quantos alunos que vieram da rede pública que ingressam nos IF. Quantos

alunos que vieram da rede pública que concluíram o curso? Quantos vieram da rede privada? A gente não precisa querer aprofundar demais nesse itinerário que a gente pode se perder nos dados, o objetivo seria simplificar. (REITOR I)

Para isso, o Docente II apresenta uma solução para a qual já foi elaborado um projeto:

Nós elaboramos um projeto, nós queríamos fazer um acompanhamento do itinerário do aluno. Os alunos preenchem um questionário aqui na instituição em seu processo seletivo, mas nós pensávamos, olha, se nós fizermos uma avaliação, criássemos um sistema de avaliação aonde nós pegássemos um candidato, alguns vão ser alunos outros não, vão morrer na praia, quais são suas expectativas. Depois um questionário ao final do primeiro ano, como ele vê o professor, como ele vê seu curso, como ele se vê como cidadão. Depois no segundo questionário ao final do segundo ano e um terceiro questionário ao final do terceiro ano e um questionário um ano depois como egresso. Se nós pudéssemos criar um sistema de avaliação que acompanhasse o itinerário dele, cidadão que almeja estudar numa rede pública de educação tecnológica, depois ele como estudante e como ele em três momentos distintos na sua formação, então são as mesmas perguntas como ele vai concebendo a instituição, o curso, a relação com os professores e depois, um ano depois de graduado; quero avaliar o papel da escola, os seus currículos, o papel social que ela cumpre e tal, eu tenho que saber como esse homem está construindo a visão de si e da instituição em seu itinerário. (DOCENTE II)

Esse projeto citado pelo Docente II estaria muito a frente da pesquisa que se desenvolve na Austrália, no NCVER, por ter o potencial de proporcionar, se desenvolvida em todos os Institutos, o conhecimento da realidade local e da educação profissional em âmbito nacional, de poder fornecer informações para o aprimoramento dos projetos pedagógicos e por subsidiar análises acerca da qualidade da educação profissional de forma mais concreta e menos subjetiva.

O Diretor II diz que é necessário fazer uma diferenciação ―entre o técnico integrado ao médio e só o técnico, que pode ser concomitante e subsequente‖. Além disso, há outra implicação sobre a formação que é a (des)valorização do profissional:

eu não posso dizer que isso é uma regra geral, mas na minha realidade, isso acaba acontecendo. Porque se o empresário contrata um tecnólogo ele acaba tendo que pagar mais, um técnico não, mas ele sabe que o técnico tem um bom conhecimento que acaba suprindo essa necessidade dele. (DIRETOR II)

Esse mesmo diretor reflete sobre um modelo de avaliação: ―seria alguém de fora do grupo que acompanha o processo que vai fazendo uma avaliação para ajudar indicando as correções ou o aperfeiçoamento desse curso até o resultado final, do acompanhamento do egresso‖. Mas, sem descartar a possibilidade apontada pelo diretor, a auto-avaliação institucional é um poderoso elemento para gerar autoconhecimento, assim como propõe o SINAES, entretanto, a limitação

desse sistema de avaliação ocorre justamente por não contemplar o ensino técnico de nível médio.

Percebe-se certa indefinição em função do processo de construção em que se encontram os Institutos. Indefinição com relação ao ensino técnico integrado ao ensino médio; à capacitação docente; aos cursos de extensão; ao desenvolvimento tecnológico. Entretanto, respeitadas as críticas levantadas e as visões algumas vezes contraditórias, elaboramos os indicadores com base na inquietação dos atores, na legislação e no referencial teórico deste estudo.

O Quadro 12 sintetiza os temas citados. Nesse quadro separamos ensino, pesquisa e extensão para apontar questões específicas, diferente de como fizemos na análise.

Quadro 12 - Síntese das Percepções dos Atores da EPT

TEMAS PERCEPÇÕES

Ensino

1. A concepção de educação praticada;

2. O perfil do profissional formado pela instituição; 3. O perfil do cidadão formado pela instituição; 4. O efeito da formação na vida do cidadão;

5. A expectativa do aluno com relação à prática (laboratórios e estágio)

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