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Annen støtte fra Forsvaret til det sivile samfunn

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5. FORSVARSSEKTORENS ROLLE I TOTALFORSVARET

5.8 Annen støtte fra Forsvaret til det sivile samfunn

Um dos primeiros tópicos a se pensar na elaboração de um projeto arquitetônico ecologicamente correto é o uso de materiais de construção alternativos, que possam minimizar os impactos ao meio ambiente.

Dentre esses materiais alternativos, podemos citar o Bambu. O Bambu é uma matéria prima altamente sustentável, pois é abundante e renovável. Como tem sua velocidade de crescimento acelerada, pode ser colhido anualmente sem prejuízos à natureza. Ainda tem um elevado potencial de armazenar carbono. Essa característica de retenção de carbono é um fator que pode interessar empresas de variados setores a entrar nesse ramo de atividade. Por ser uma planta flexível e durável, a variedade de uso do bambu é enorme. Para áreas externas, por exemplo, pode ser usado como: sombreamento, quebra-vento, proteção contra a erosão e drenagem. Também tem sua utilidade em estruturas como vigas, pilares e telhado, tendo um tratamento específico que o esterilize contra pragas, estenda a durabilidade e de fácil manutenção. Já em áreas internas, seu uso pode ser na área de decoração, sendo utilizado como revestimento de paredes ou pisos, pois requer pouca manutenção, é durável e resistente, além

de belo ou até mesmo artesanatos. A sua utilização na construção civil não surgiu com essa ênfase à sustentabilidade atual. Em países asiáticos e americanos, como China, Japão, Índia, Equador e Colômbia, a técnica já é bem desenvolvida e utilizada inclusive para edifícios de pequeno porte e pontes. No caso do Brasil (Figura 1.12), a situação é um pouco distinta. Essa cultura precisa ser difundida primeiramente para após ter a criação de um material didático para difundir as técnicas de utilização e treinamento da mão-de-obra. (Disponível em www.ecodesenvolvimento.org). Mas essa realidade está mudando após a aprovação da Lei Federal nº 12.484 de 08 de setembro de 2011, que trata da Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu (PNMCB). Esta Lei tem como objetivo o desenvolvimento da cultura do bambu no Brasil por meio de ações governamentais e de empreendimentos privados.

Figura 1.12 – Projeto residencial do arquiteto colombiano Simon Velez, localizada no sul da Bahia.

Disponível em: <http://arquiteturaesustentabilidade.wordpress.com/2012/11/14/o-bambu-como-

alternativa-na-construcao/>. Acesso em 22 set. 2014.

Outro material alternativo é a tinta ecológica, que utiliza de pigmentos naturais (Figura 1.13), como minerais e vegetais. A tinta com pigmentos minerais é feita à base de terra crua e emulsão aquosa. Sua matéria prima é retirada de jazidas certificadas. Essa tinta não agride o meio ambiente, pois não possui nenhum tipo de Composto Orgânico Volátil (COVs – considerado um poluente perigoso), nem biocidas, estabilizantes ou corantes. A tinta com pigmentos vegetais é à base de insumos animais (como a caseína, que é um ligante extraído do leite da vaca), ainda sendo vendidas em embalagens reutilizáveis ou recicláveis. A Tinta Natural é durável, lavável e não descasca com a umidade. São as melhores quanto à saúde do morador e das habitações, pois permitem que ocorra a difusão do vapor d’água (que a parede respire) e, como são alcalinas, não permitem que fungos e microrganismos se instalem na casa. Para ser

classificada como ecológica, a tinta deve ter seu ciclo de vida avaliado, incluindo dispêndio energético, uso, consumo de água, efluentes gerados, embalagens, descarte e reciclagem de materiais e insumos. A quantidade de solventes e produtos de limpeza que se gastam dentro da fábrica para limpar os próprios recipientes em que se produzem as tintas é considerada para se certificar uma tinta como ecológica. E, em tese, hoje se sabe que só existe um solvente de tipo ecológico: a água.

Figura 1.13 – Pigmentos naturais usados nas tintas ecológicas.

Disponível em: <http://www.embarro.com/embarro-introducao.html>. Acesso em 22 set. 2014.

Outra ideia de materiais ecológicos é o uso da madeira plástica, que, conforme observado nas Figuras 1.14 e 1.15, têm diferentes especificações e usos. Segundo o Wikipédia:

Madeira plástica (do inglês Wood-plastic composites (WPC)) é um tipo de material composto de fibra de madeira/serragem de madeira e de termoplástico(s) (inclui PE, PP, PVC etc). Matéria-prima 100% reciclada. Polímeros mais fibras naturais conferem alta resistência e durabilidade aos perfis pultrudados. O material utiliza de 30 a 40% de polímeros (PE e PP de alta densidade) e 60 a 70% de fibras orgânicas descartadas pelas indústrias do agronegócio, alimentícia e outras. Material não racha, é impermeável e não gera subprodutos ou resíduos na fabricação. Pode ser trabalhado de maneira similar à madeira tradicional.

É uma opção sustentável para ter seu uso em ambientes externos como decks, piers e outros. Esse material é altamente resistente à corrosão de intempéries e é imune à pragas, cupins, insetos e roedores. Apesar da aparência lembrar muito a madeira comum, sua fabricação é feita com diversos tipos de plásticos reciclados e resíduos vegetais de agroindústrias. Além de decks, piers, assoalhos em geral e revestimentos de fachadas e paredes, esse material pode

ser amplamente utilizado em objetos de uso diário e decoração, como mesas, bancos, lixeiras, guarda-copos e outros. A Madeira Plástica não empena, não racha e não solta farpas, como a madeira comum. Além disso, não absorve umidade e, portanto, não cria fungos nem mofa. Também não precisa de pintura ou qualquer outra manutenção.

Figura 1.14 – Uso da madeira plástica em fachadas. Projeto de Tatiana Terry e Luciano Alvarez. Residência localizada na Serra Fluminense.

Disponível em: <http://casa.abril.com.br/materia/casa-sustentavel-osb-madeira-plastica#12>. Acesso em 22 set. 2014.

Figura 1.15 – Uso da madeira plástica em fachadas e deck. Imagem ilustrativa feita pela Madeplast. Disponível em: <http://webjornalismoup.wordpress.com/2011/03/31/empresa-incubada-na-up-fabrica- madeira-plastica/>. Acesso em 22 set. 2014

CAPÍTULO 2

ESTUDO E LEVANTAMENTO DAS TELHAS

O processo de especificação de materiais com baixo impacto ambiental possui uma abordagem multifacetada, onde o profissional se depara com uma quantidade grande de informações pouco objetivas e/ou direcionadas. Muitas vezes é obrigado a recorrer a consultores do próprio selo ou certificação para entender os procedimentos obrigatórios de como alcançar a pontuação desejada (LANNOY, 2013).

Segundo a Norma de Desempenho NBR 15.575, não há distinção entre materiais ruins ou bons, mas sim materiais com caraterísticas próprias que devem ser levadas em conta na escolha e no momento da aplicação. Não entram em consideração as deficiências de fabricação e as falhas causadas pelos materiais decorrentes da inadequação do uso e sua especificação. Na busca constante da sustentabilidade, o ciclo de vida dos produtos ganha espaço cada vez maior no mercado construtivo quanto à durabilidade, a menor exploração de recursos naturais renováveis ou não, o menor consumo de água e de energia e o menor o teor de poluentes gerados nas fábricas e no transporte das matérias-primas e dos produtos.

Para certificar se o material é ecologicamente correto ou se causa menos impacto ao meio ambiente, é necessário verificar se a matéria-prima é virgem ou reciclada, se é um recurso renovável ou não e como essa matéria-prima é extraída da natureza. Deve-se ter a preocupação de como foi feito o processo produtivo do material, se houve baixo consumo de energia e de água e se o processo de fabricação é poluente do ar, água, terra ou som. É ainda importante averiguar que tipo de resíduo é gerado na produção do material e se sua manutenção e instalação também geram resíduos. A partir desta etapa, faz-se necessário examinar a logística da distribuição do produto, inclusive se a embalagem de transporte possui potencial de reciclagem ou reuso. E para finalizar, verificar a certificação (ISO 14001) ou selo de avaliação e qualificação.

Neste capítulo apresentamos um levantamento das telhas analisadas e avaliadas dentro da qualificação dos selos.

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