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3. METODE

4.2 B ANKENES L ØNNSOMHET

Apesar da influência do potássio em aspectos relacionados à qualidade de frutos, quando se avaliou o 10 ciclo de produção, verifica-se que não houve diferenças significativas devido à aplicação crescente do fertilizante em nenhuma das variáveis estudadas (Tabela 7).

Com relação à firmeza dos frutos (textura) na pós-colheita, percebe-se, que os frutos apresentaram uma ligeira tendência de redução da sua firmeza com o incremento das doses de potássio (Figura 18). No entanto, quando se utiliza a dose mais elevada verifica-se novamente aumento dos seus valores, podendo-se inferir para uma possível ocorrência do efeito da toxidade específica provocada pelo cloreto de potássio, cuja teoria segundo Richards (1977), considera que os efeitos tóxicos dos sais sobre as plantas, se realizam via metabolismo, por trocas causadas na atividade metabólica que produzem a acumulação de substâncias intermediárias, que não se encontram em plantas que crescem em condições normais. O efeito, neste caso, é específico, tendo origem químico-biológico, mais do que físico.

120 130 140 150 160 170 180 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) C ic lo de pr oduç ã o (d ia s) Y = 0,053x + 172,8 R² = 0,92

Figura 18. Textura de frutos de bananeiras ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em função de diferentes

doses de K2O

A acidez total titulável, representada pelo teor de ácido málico, influencia principalmente o sabor dos frutos. A presença de ácido málico nos frutos de bananeira teve a tendência de ser mais acentuada, apenas no segundo ano de produção, apresentando efeito quadrático do potássio sobre a variável, com coeficiente de correlação (0,98) significativo (Figura 19). Os teores verificados nos frutos verdes variaram de 0,14 a 0,16% de ácido málico, os quais foram inferiores aos encontrados por Brasil et al. (2000) ; Guerra (2001), possivelmente, estas diferenças são devidos às condições climáticas locais e ao grau de maturação dos frutos em que foram feitas as análises, já que a acidez aumenta com a maturação do fruto. Rossignoli (1983) ; Bleinroth (1995), relatam que intervalo de acidez em bananas pode variar de 0,17 a 0,67%.

800 850 900 950 1000 1050 1100 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) T ext u ra ( g f)

1 ciclo (Prata anã) Y = 2E-06x³ - 0,0018x² + 0,035x + 905 R² = 0,95 2 ciclo (Prata anã) Y = 7E-07x³ - 0,0006x² + 0,02x + 963 R² = 0,97 1 ciclo (Maçã) Y = 5E-08x³ + 1E-04x² - 0,123x + 996 R² = 0,81

Figura 19. Acidez em frutos de bananeiras ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em função de diferentes

doses de K2O.

A análise dos resultados de sólidos solúveis totais (SST) por meio do uso da regressão polinomial quadrática, mostra que o valor do 0Brix dos frutos de banana aumentaram à medida que aumentaram as doses de potássio até 400 g K20 touceira-1 havendo logo em seguida, decréscimo em seus teores (Figura 20), alcançando neste nível o ponto de inflexão da reta, levando-se a deduzir que a planta não mais respondia aos efeitos com o aumento da disponibilidade de potássio no solo. Porém, as diferenças significativas avaliadas pela análise de variância só ocorreram em frutos produzidos no segundo ano de produção para a bananeira cv ‘Prata anã’ (Tabela 7), cujos teores variaram de 4,48 na testemunha a 6,68 0Brix no tratamento K2 (400 g K2O touceira-1), e coeficiente de correlação significativo indicado pela regressão polinomial cujo R2 = 0,93.

O cv ‘Maçã’ o 0Brix nos frutos variaram de 3,68 na testemunha a 6,18 com a aplicação de 400 g K2O touceira-1 (Tabela 7). Verificou-se por meio da regressão polinomial efeito quadrático significativo (R2 = 0,83), indicando haver tendência de aumento até a dose aplicada de 400 g K2O touceira-1 (Figura 20). Fatores nutricionais como deficiência de potássio reduzem drasticamente a fotossíntese, conseqüentemente, o teor de sacarose no fruto, resultando em frutos de baixa qualidade (HUBBARD et al., 1990) Comparando os teores médios de SST da planta matriz com a planta filho (Tabela 7), registra-se superioridade marcante da planta filho, mostrando assim,

0,13 0,14 0,15 0,16 0,17 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) A c id e z ( % a c . m á li c o ) Y = -5E-08x² + 7E-05x + 0,14 R² = 0,98

que as bananas colhidas no segundo ano apresentaram-se mais doces. Guerra (2001), trabalhando com parcelamento do nitrogênio e potássio, verificou comportamento semelhante, o mesmo colheu frutos com teores de SST mais elevados no segundo ano de cultivo.

Os valores de amido, pH não foram influenciados pelos tratamentos, no entanto, os teores estão de acordo com os preconizados por Bleinroth, (1995).

Figura 20. Sólidos solúveis totais (oBrix) em frutos de bananeiras ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em

função de diferentes doses de K2O.

A relação SST/ATT permite indicar sobre o estado de maturação da fruta e o seu sabor, resultando com a ausência do potássio um atraso na maturação dos frutos. Entretanto, a mesma indicou efeito significativo dos tratamentos para a Maçã e a Prata anã (20 ciclo), podendo observar com o incremento das doses de potássio um aumento nos valores da relação SST/ATT (Figura 21). Tais resultados indicam a importância do K na antecipação da colheita do cacho, levando-as a acelerar o desenvolvimento das plantas, a maturação dos frutos, e conseqüentemente a uma maior precocidade, corroborando com Ho (1969), que obteve boas respostas com a adição de K.

3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) SS T ( 0 Br ix )

Prata anã Y = -5E-06x² + 0,007x + 4,3 R² = 0,93 Maçã Y = -8E-06x² + 0,009x + 4,0 R² = 0,83

Figura 21. Relação sólidos solúveis totais (SST) e acidez (ATT) em frutos de bananeiras

‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em função de diferentes doses de K2O.

25 30 35 40 45 50 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) SS T /A A T

Prata anã Y = -3E-05x² + 0,036x + 32,3 R² = 0,98 Maçã Y = -5E-05x² + 0,063x + 26,6 R² = 0,89

Tabela 7. Características de qualidade pós-colheita de frutos de bananeira.

cv ‘Prata anã’(planta matriz - 10 ciclo)

Textura pH

Acidez

(ATT) SST

Açúcares

Totais SST/ATT Amido

Tratamentos

Gf --- % ac. mál. 0Brix % ---- %

K0 906,8a 5,86a 0,12a 3,22a 2,81a 27,83a 22,17a

K1 907,3a 5,87a 0,12a 3,30a 3,22a 27,50a 21,88a

K2 879,2a 5,83a 0,12a 3,34a 3,26a 27,80a 21,72a

K3 836,7a 5,85a 0,12a 3,20a 3,12a 26,67a 22,32a

K4 938,8a 5,80a 0,13a 3,28a 3,26a 25,23a 21,82a CV% 6,98 1,30 10,33 13,35 11,83 16,48 2,37 Média 893,8 5,84 0,12 3,27 3,12 27,00 21,98

DMS 120,8 0,14 0,02 0,84 0,73 8,72 1,00

cv ‘Prata anã’ (planta filho - 20 ciclo)

Textura pH Acidez (ATT) SST Açúcares Totais SST/AAT Amido

Tratamentos

gf --- % ac. mál. 0Brix % ---- %

K0 981,2a 6,00a 0,14a 4,48a 3,14a 32,00a 22,06a

K1 972,0a 6,00a 0,15a 5,7ab 3,29a 38,00ab 21,74a

K2 934,0a 6,00a 0,16a 6,68b 3,34a 41,75b 21,38a

K3 931,3a 6,00a 0,16a 6,62b 3,25a 41,37b 22,16a

K4 964,5a 6,00a 0,16a 6,60b 3,45a 41,25b 21,73a CV% 5,02 0,00 7,79 13,58 7,45 10,31 1,56 Média 956,7 6,00 0,16 6,02 3,29 38,87 21,81

DMS 93,0 0,0 0,02 1,55 0,48 7,73 0,80

cv ‘Maçã’ (planta matriz – 10 ciclo)

Textura pH Acidez (ATT) SST Açúcares Totais SST/AAT Amido

Tratamentos

gf --- % ac. mál.

0Brix % ---- %

K0 997,5a 5,98a 0,15a 3,68a 3,16a 24,53a 21,95a

K1 969,9a 5,96a 0,15a 6,02b 3,34a 40,13b 21,35a

K2 974,5a 5,99a 0,15a 6,18b 3,26a 41,20b 22,11a

K3 962,3a 5,96a 0,14a 5,86b 3,36a 41,86b 21,67a

K4 986,8a 5,99a 0,14a 6,18b 3,41a 44,14b 21,95a CV% 3,08 0,97 10,0 18,88 15,65 19,60 2,11 Média 978,2 5,98 0,15 5,58 3,30 38,37 21,80

DMS 58,3 0,11 0,02 2,10 1,00 15,10 0,89

SST – sólidos solúveis totais ; ATT – Acidez total titulável ; SST/AAT – relação sólidos solúveis totais e acidez total titulável;

Médias seguidas das mesmas letras não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

CV (%) - coeficiente de variação ; DMS - Diferença mínima significativa.