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Andre utviklingsretninger

2 Trekkspillets historie i korte trekk

3.3 Andre forandringer

3.3.5 Andre utviklingsretninger

Em cada passo do modelo são apresentadas as variáveis a serem identificadas e as análises a serem realizadas a partir delas.

Passo 1: Meios de apresentação do local e sua oferta

O objetivo desse primeiro passo é demonstrar, de forma geral, os meios utilizados para apresentar a oferta turística do local (Figura 12). Pelas entrevistas, pode- se identificar também como a oferta é formatada e, posteriormente, apresentada. A formatação da oferta deveria, teoricamente, ser feita com base em um inventário turístico elaborado com conhecimento partilhado entre os agentes do setor público e privado e contemplando o urbano e o rural em cada município pesquisado. No caso da apresentação, esta pode ser realizada por meio de “sites” na internet, revistas, guias turísticos e “folders”.

CLUSTER TURÍSTICO

Meios de apresentação do local e sua da oferta turística

Inventário turístico Internet Folhetos

FIGURA 12. Meios de apresentação do local e sua da oferta turística. Fonte: elaborada pela autora.

Mais detalhadamente (Figura 13), os elementos que constituem a oferta nos locais são:

Elementos da oferta

História e aspectos gerais

Bens turísticos Equipamentos e

serviços turísticos

Infra-estrutura de apoio

FIGURA 13. Recursos/atrativos da oferta turística. Fonte: elaborada pela autora.

►BENS TURÍSTICOS

⇒ Naturais

• Relevo montanhoso – picos, serras, montes, morros, colinas.

• Planalto, planícies – chapadas, tabuleiros, patamares, pedras, vales, rochedos.

• Hidrografia – rios, lagos, lagoas, represas e córregos.

• Quedas de águas, cursos de água, águas represadas, fontes e corredeiras. • Fontes hidrominerais ou hidrotermais.

• Parques.

• Reservas e bosques da flora e fauna. • Grutas/cavernas/furnas.

• Áreas de caça e pesca.

⇒ Culturais - históricos

• Monumentos – arquitetura civil, arquitetura religiosa, arquitetura industrial e agrícola, arquitetura militar, ruínas, esculturas, pinturas, outros.

⇒ Instituições culturais de estudo, pesquisa e lazer • Bibliotecas.

• Arquivos.

• Institutos históricos geográficos.

⇒ Culturais - manifestações e usos tradicionais populares

• Festas e comemorações religiosas, populares, folclóricas e cívicas. • Gastronomia típica.

• Artesanato - com a utilização de materiais do meio rural – cerâmica, cestaria, tecelagem e bordados, metal, pedras, rendas, madeira, couro e aproveitamento de lixo.

• Feiras e mercados.

⇒ Eventos e acontecimentos programados • Congressos e convenções.

• Feiras e exposições.

• Realizações diversas – desportivas, artísticas e culturais, gastronômicas, sociais/assistenciais, festas etno-culturais-religiosas, feiras de antiguidades.

⇒ Culturais

• Personalidades históricas. • Personalidades artísticas. • Grupos culturais.

• Colônias estrangeiras.

► EQUIPAMENTOS TURÍSTICOS

• Hospedagem – hotéis, residências, pousadas, colônias de férias, hotéis de lazer, albergues, campings, etc.

• Serviços de alimentação – restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, casas de chás, confeitarias, etc.

• Áreas de recreação e instalações desportivas. • Estabelecimentos noturnos.

• Cinemas.

• Outros locais de espetáculos.

► SERVIÇOS TURÍSTICOS

• Agências de viagens. • Transportadora turística. • Postos de informações.

► INFRA-ESTRUTURA DE APOIO

• Sistema de transportes – terminais rodoviários, ferroviários aéreos. • Sistema de comunicações - correios, postos telefônicos, etc.

• Sistema de segurança – delegacias de polícia, postos de policia rodoviárias, corpo de bombeiros, etc.

• Sistema educacional – universidades, faculdades, institutos, colégios, escolas, estabelecimentos de ensino, aprendizagem e pesquisa.

• Equipamentos médico-hospitalares – pronto socorros, hospitais, clínicas e maternidades.

Passo 2: Agentes envolvidos com o turismo

O objetivo desse segundo passo é o de identificar os agentes envolvidos com o turismo em locais com perfil rural, relacionados aos bens turísticos, aos equipamentos e serviços turísticos e à infra-estrutura de apoio (Figura 14).

Agentes

Bens turísticos Setor turismo Setor comercial Setor público Comunidade Produtores rurais. Transporte

Agências Acomodações Alimentação Associação comercial Municipal, estadual e federal Associações em geral

FIGURA 14. Agentes envolvidos com o turismo em locais com perfil rural. Fonte: elaborada pela autora.

Passo 3: Processo de seleção dos parceiros

O objetivo desse terceiro passo é o de avaliar se existe alinhamento entre o perfil gerencial dos agentes, identificados no passo 2, considerando as seguintes variáveis: o conhecimento, o papel, o interesse, o objetivo e as ações, de parcerias ou individualizadas, em relação à atividade de turismo no espaço rural. O alinhamento entre essas informações acontece quando as variáveis acima citadas convergem (Figura 15).

Agentes

Conhecimento Papel Interesse Objetivo

Perfil gerencial

Individualista Coletivista

FIGURA 15. Características dos agentes envolvidos com o turismo no espaço rural. Fonte: elaborada pela autora.

Passo 4: Características dos relacionamentos e estratégicas de cooperação

O objetivo desse quarto passo é o de identificar e analisar, entre os agentes, aspectos referentes à organização e à administração das transações. Alcançado tal objetivo, pode-se identificar o tipo de estratégia de cooperação existente entre os mesmos.

A análise do relacionamento ou transações, com base em WILLIAMSON (1985), recai sobre os conceitos:

⇒ Relacionamento, organização e administração das transações: • especificidade dos ativos;

• freqüência das transações; • incertezas;

• pressupostos comportamentais – racionalidade limitada e oportunismo; • regras estabelecidas;

A análise sobre o tipo de estratégia, com base YOSHINO & RANGAN (1996) apud OLIVEIRA (2002), recai sobre:

⇒ Tipos de estratégias de cooperação

• Potencial de conflito: na divisão dos benefícios da aliança e relacionado aos objetivos táticos e estratégicos entre as empresas envolvidas.

• Extensão da integração - refere à quantidade de áreas funcionais e níveis funcionais envolvidos, bem como à intensidade da integração.

Por meio destas duas dimensões gerenciais podem-se identificar quatro tipos de alianças, conforme Figura 16:

Tipo de estratégias de cooperação

Pró-competitivas Não competitivas Competitivas Pré-competitivas Baixa integração e baixo

nível de conflito

Alta integração e baixa concorrência

Alta integração e alto potencial de conflito

Integração baixa e alto potencial de conflito

FIGURA 16. Tipo de estratégias de cooperação.

Fonte: adaptada pela autora de YOSHINO & RANGAN (1996) apud OLIVEIRA (2002).

Passo 5: Análise dos procedimentos de coordenação

O objetivo a ser alcançado neste quinto passo é o de analisar os procedimentos de coordenação utilizados nos locais com potencial turísticos com ênfase rural. Os procedimentos são a organização, o controle, a orientação e comunicação (Figura. 17).

Coordenação

Procedimentos

Organização Orientação Comunicação Controle

FIGURA 17. Coordenação nos potenciais clusters turísticos. Fonte: elaborada pela autora.

Passo 6: Estratégia de agrupamento: estágio de organização de potenciais clusters turístico

Na análise da estratégia de agrupamento, considerando a tipologia cluster, o objetivo a ser alcançado é o de realizar uma análise das informações obtidas nos passos 1, 2, 3, 4 e 5, para identificar o estágio de evolução de cada cluster turístico (Figura 18).

As informações são sobre a existência de concentração geográfica, existência de atrativos, existência de cultura associativa, alinhamento, associação entre público e privado, participação da comunidade, apoio mútuo e coordenação.

Cluster turístico Pré-clusters Poucas empresas isoladas voltadas a um mesmo produto Nascimento do cluster Maior concentração de empresas e fortes relações comerciais Desenvolvimento do cluster, aumento da concentração com verticalização e início de formação de consórcios Cluster estruturado Consócios formalizados Sistema local estruturado, forte parceria público- privada

FIGURA 18. Estágio de evolução de potenciais cluster turístico.

Fonte: Adaptada pela autora de EURADA (1999), apud CASAROTTO FILHO & PIRES (2001).

Passo 7: Análise das variáveis de desenvolvimento e sustentabilidade

O turismo é considerado um instrumento de desenvolvimento local e sustentabilidade, se bem gerenciado. Dessa forma, o objetivo desse sétimo passo é o de

identificar e analisar seus impactos, percebidos pelos agentes entrevistados, resultantes da gestão implementada em potenciais clusters de turismo com ênfase rural. Tais variáveis são apresentados na Figura 19.

Os dados utilizados aqui são primários. Tais dados podem ser obtidos a partir de entrevistas com os agentes envolvidos na atividade de turismo em cada local visitado.

Variáveis de desenvolvimento e sustentabilidade

Programas de desenvolvimento Ambientais Sociais Culturais Econômicos

FIGURA 19. Variáveis de desenvolvimento e sustentabilidade. Fonte: elaborada pela autora.

Alguns exemplos de impactos para cada variável podem ser:

⇒ Os impactos em relação a variável social

Satisfação das necessidades básicas da população como:

• educação, alimentação, saúde e lazer;

• melhoria da infra-estrutura, instalações e serviços da comunidade: água canalizada, sistemas de saneamento, estradas, saúde e segurança, desenvolvimento de novos investimentos na região;

• maiores oportunidades de formação profissional; • queda no índice de marginalização e desigualdades;

• preparação da mão-de-obra da população para absorção no mercado de trabalho do turismo;

• participação da população no processo;

• a existência de um plano de sistema social, garantindo: empregos, segurança social, erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como, por exemplo, os índios e, por fim, • a existência de programas de educação; abertura de novos mercados para

os produtos locais.

⇒ Os impactos em relação a variável cultural

Maior consciência da proteção do ambiente e cultura por meio de:

• preservação da arquitetura, artesanato, linguagem, tradições, gastronomia, arte e música, história, tipo de trabalho e tecnologia usada, religião e suas respectivas manifestações, sistema educacional, atividades de lazer e tipo de vestimenta usada.

A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar a cultura e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal).

⇒ Os impactos em relação a variável ambiental

A solidariedade para com as gerações futuras por meio da preservação do ambiente, de modo que elas tenham chance de viver, evitando:

• contaminação das águas, poluição atmosférica, visual e auditiva; • destruição da flora e fauna;

• congestionamento e construções;

• destruição de estabelecimentos históricos e culturais; • privatização de áreas de lazer e, por fim,

• formação de condomínios.

A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal).

⇒ Os impactos em relação a variável econômica • receita líquida obtida nas propriedades rurais; • arrecadação de impostos nos municípios; • especulação da terra;

• baixo retorno sobre o investimento por causa da influência sazonal da demanda.

As informações relacionadas às variáveis, resultantes da gestão, podem ser positivas indicando que a gestão do turismo está contribuindo para o desenvolvimento local de forma sustentável, ou podem ser negativas, indicando a existência de falhas gerenciais e a necessidade da revisão e discussão sobre os possíveis problemas que geraram os resultados negativos.

Passo 8: Feedback

Identificados possíveis problemas, as decisões podem ser: • aplicação das ferramentas de administração dos stakeholders; • escolha de novas parcerias;

• estabelecimento de novas regras de relacionamentos;

A seqüência dos passos, a ser seguida, é apresentada, em forma de fluxo, em um protótipo de modelo analítico, na Figura 20.

CLUSTER TURÍSTICO

Meios de apresentação do local e sua da oferta turística

Inventário turístico Internet Folhetos

Oferta turística

História e aspectos gerais Bens turísticos Equipamentos e serviços turísticos

Infra-estrutura de apoio

Agentes

Setor rural Setor turismo Setor comercial Setor público Comunidade Propriedades rurais Transporte

Agências Acomodações Alimentação Associação comercial e industrial Municipal estadual e federal Associações de em geral

Características dos agentes

Conhecimento Papel Interesse Objetivo

Perfil gerencial

Individualista Coletivista

Estratégias de agrupamentos e cooperação Estratégias de agrupamento e cooperação

Coordenação Coordenação

Estágio do cluster Estágio do cluster

Impactos relacionados as variáveis de desenvolvimento e sustentabilidade

Programa de desenvolvimento Ambientais Sociais Cultural Econômicos Desenvolvimento local sustentável

FIGURA 20. Gestão de potenciais clusters turístico com ênfase rural. Fonte: Elaborado pela autora.

6 APLICAÇÃO DO MODELO: VERIFICAÇÃO EMPÍRICA E AVALIAÇÃO

Na seqüência, são apresentados os municípios selecionados, os quais serviram como instrumento para a avaliação do modelo analítico proposto. Os municípios são Lages, SC; Bonito, MS; São Carlos, SP; Venda Nova do Imigrante, ES e Carrancas, MG.

Os resultados são apresentados seguindo os oito passos esquematizados no modelo analítico, os quais são: os meios de apresentação do local e sua oferta, os agentes envolvidos na atividade de turismo, o processo de seleção dos parceiros, as características dos relacionamentos ou transações e as estratégicas de cooperação, os procedimentos de coordenação, o estágio de evolução do potencial cluster turístico, os impactos em relação as variáveis de desenvolvimento e sustentabilidade e, por fim, o feedback..