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ANDRE LANDS PERSONREGISTERLOVGIVNING .1 Innledning

Oversikt over andre internasjonale reguleringer og andre lands rett

9.5 ANDRE LANDS PERSONREGISTERLOVGIVNING .1 Innledning

Apesar do tema da sobredotação se ter tornado progressivamente mais comum na comunidade portuguesa e junto dos profissionais da Educação (Miranda & Almeida, 2003; Almeida, Pereira, Miranda & Oliveira, 2003), esse esforço ainda não é suficiente para uma maior consciencialização e competência dos vários intervenientes na identificação de alunos portadores de altas habilidades e talento. Ainda é reduzido o investimento por parte dos investigadores na construção e validação de instrumentos que tornem essa identificação mais precisa e válida (Almeida, Oliveira, Silva & Oliveira, 2002; Miranda & Almeida, 2003), na medida em que são escassos os trabalhos de validação de instrumentos à população portuguesa.

Também o tema da sobredotação continua a não integrar os planos curriculares de formação de professores e de outros profissionais de Educação (Miranda & Almeida, 2003). Posto isto, a qualidade do trabalho de identificação destes agentes fica seriamente comprometida quando os instrumentos disponíveis e a formação dos profissionais são deficitários (Miranda & Almeida, 2003; Veiga, Moura, Menezes & Ribeiro, 1997).

Os estudos no contexto nacional têm tido como principais objetivos a compreensão da perceção dos professores sobre o conceito de sobredotação, ilustrando as dimensões mais valorizadas por estes e dificuldades características destes alunos, assim como, a convergência da sinalização feita pelos professores e a realizada por provas psicológicas, a fim justificar a recorrência a estes agentes para o processo de identificação, bem como a necessidade de formação dos professores quer para a identificação dos alunos sobredotados como para os cuidados de atendimento a estes alunos (Almeida, 2010; Almeida, Oliveira, Silva & Oliveira, 2000; Almeida, Pereira, Miranda & Oliveira, 2003; Oliveira & Almeida, 2010; Veiga, Moura, Menezes & Ribeiro, 1997), tal como já foi salientado anteriormente.

Como exemplo ilustrativo, o estudo de Veiga, Moura, Menezes e Ribeiro (1997) com 157 professores de diferentes níveis de ensino dos distritos de Viseu e Bragança, demonstraram que em relação à caracterização dos sobredotados, indicou que os professores destacam as capacidades mentais, como o desenvolvimento intelectual superior e um elevado QI. Tais resultados demonstraram que os professores não possuíam uma imagem muito abrangente das características dos alunos sobredotados, tal como no estudo de Oliveira e Almeida (2010), com 249 profissionais da região do interior do Centro do país, no qual foi demonstrado que a maioria dos agentes educativos tem ainda uma escassa (in)formação neste domínio. As áreas ou domínios considerados mais relevantes na sinalização dos alunos com altas habilidades foram, por ordem decrescente, as habilidades cognitivas e de aprendizagem; problemas vivenciados pelos alunos; elevado nível de motivação; desenvolvimento geral em todas as áreas; criatividade e talentos específicos (Oliveira & Almeida, 2010).

No estudo de Leitão et al. (2006) também se analisaram as perceções dos professores em relação ao tema da sobredotação e alunos sobredotados, cujos resultados demonstraram que os alunos foram essencialmente descritos pelas suas capacidades cognitivas e

desempenhos elevados, tendo sido os aspetos de aprendizagem e da adaptação comportamental os mais mencionados pelos professores, enquanto os psicólogos enfatizaram a capacidade intelectual e, parcialmente, a criatividade.

Também os resultados obtidos no estudo de Almeida, Oliveira, Silva e Oliveira (2000), com 80 professores do 1º ciclo do ensino básico, dos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo, demonstraram que estes acabam por destacar as dimensões cognitivas e académicas, emergindo a área de expressões como a menos pontuada. Ainda neste estudo observou-se uma frequência de rapazes no processo de sinalização. Assim como no estudo de Melo (2003).

A mesma tendência surgiu no estudo de Nogueira (2003), com 72 docentes de um agrupamento de escolas do distrito de Vila-Real (jardim de infância e 1º ciclo do ensino básico), estes caracterizaram a sobredotação enfatizando a sua componente cognitiva e de liderança, sugerindo a necessidade de treino intensivo para se manifestar. Os docentes consideraram a sobredotação através de uma inteligência acima da média (70%), e em alguns casos com um rendimento escolar elevado (47.1%). Por outro lado, a criatividade e a motivação para a realização de tarefas não foram consideradas como fatores relevantes a ter em consideração. A visão prevalente é a de que a sobredotação é sinónimo de genialidade e de excelência (Nogueira, 2003).

Os resultados do estudo de Almeida (2010) ilustraram outra problemática que se tem verificado nas escolas e sobre a qual é necessária uma maior consciencialização, nomeadamente, a concordância dos docentes com a identificação de alunos sobredotados e talentosos. Os resultados do estudo desta autora assinalaram que os profissionais, na sua grande maioria concordam com o processo de sinalização de crianças com características de sobredotação, sendo mais reticente os educadores e os professores de ensino especial, situados em zonas urbanas e públicas. Estes apontaram a possibilidade destas crianças poderem ser alvo de “rotulações” e “categorizações” estereotipadas após a sinalização, ou mesmo por considerarem que o contexto educativo não é capaz de responder eficazmente às necessidades destas crianças. Os profissionais da educação, neste estudo, tal como noutros, apresentaram uma escassa formação e experiência neste domínio, o que poderá enviesar (ou atrasar) o processo de identificação destes alunos e limitar a intervenção e apoio fornecido aos mesmos (Almeida, 2010).

No estudo de Miranda e Almeida (2003), com um enfoque maioritariamente na convergência dos procedimentos de identificação com base em diferentes fontes e instrumentos, os resultados demonstraram a mesma tendência que os realizados a nível internacional, na medida em que os dados obtidos neste estudo reforçaram a ideia da não simultaneidade da informação de professores e psicólogos, podendo justificar o recurso a ambos os profissionais na identificação dos alunos sobredotados e talentosos especialmente quando aceitamos a multidimensionalidade da sobredotação e que esta cobre diversos domínios da realização (Miranda & Almeida, 2003).

Em suma, apesar das amostras de professores cobrirem diferentes níveis de ensino e diferentes regiões do País, os resultados de tais estudos sugerem a presença de uma conceção

unitária de sobredotação definida essencialmente pelas capacidades intelectuais dos alunos e pelo seu desempenho escolar (Almeida, Pereira, Miranda & Oliveira, 2003), existindo alguns domínios que raramente são mencionados pelos docentes como principais indicadores de habilidades excecionais da aprendizagem, nomeadamente as capacidades de imaginação, criatividade, inovação e motivação (Almeida, 2010; Maia-Pinto & Fleith, 2002; Nogueira, 2003). Posto isto, todos estes estudos alertam para a importância em apostar na formação dos agentes educativos e nos estudos de avaliação e intervenção junto destes alunos, tal como já referenciámos. E, de acordo com Antunes e Almeida (2010) também é importante que seja realizado um acompanhamento contínuo do percurso de vida que cada um dos alunos identificados com altas habilidades vai seguindo (Antunes & Almeida, 2010).