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Anbefalinger til akvakulturnæringen

7. Konklusjon

7.3 Praktiske implikasjoner

7.3.1 Anbefalinger til akvakulturnæringen

Na seção anterior, se procurou compreender a expressão teórica dos mestrandos em relação ao EPP, as suas origens e a sua coerência com as expressões teóricas de pesquisadores sobre o EPP. Esta seção procura explicitar as correntes epistemológicas e/ou teorias de aprendizagem às quais os pesquisadores aderem. Ou seja, são teorias epistemológicas e de aprendizagem que os pesquisadores defendem, independentemente de se relacionarem diretamente com o EPP.

No geral, os pesquisadores não apresentam de forma explícita a sua adesão a vertentes epistemológicas ou a teorias de aprendizagem, com algumas exceções apresentadas a seguir.

O Pesquisador H faz uma retomada histórica das tendências para o ensino de Ciências e apresenta uma seção sobre o construtivismo no ensino de Ciências, na qual adere a esta corrente, dissertando sobre autores construtivistas (Piaget, Moraes, Carretero) e caracterizando essa teoria, com clara relação com as características apresentadas sobre o EPP:

Evidencia-se, pois, a necessidade de um novo olhar sobre a organização curricular do ensino de Ciências, que contemple as idéias prévias do aluno sobre uma situação desafiadora. O construtivismo rejeita a apresentação de conceitos prontos, propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupos, o desenvolvimento do raciocínio, entre outros. Enfatiza o erro não como tropeço, mas como ponto de partida para a aprendizagem. Ele serve como um indicador para que o educador possa delinear novos caminhos que possibilitem a construção de novos conhecimentos (PESQUISADOR H).

O Pesquisador B apresenta uma seção na qual se posiciona a partir de uma abordagem construtivista, sociointeracionista, e manifesta que uma teoria formada da união das ideiais de Vygotsky, Freire e Novak é a que está mais de acordo com as suas ideias atuais sobre aprendizagem e conhecimento. Nas suas palavras:

Nesse momento, dialogo com as ideias de Vigotski (1999), Freire (1994) e Novak (1981) para fundamentar o meu entendimento sobre a aprendizagem e sobre como ocorre o processo de construção do conhecimento. Acredito que um complementa o outro e que a teoria formada na união das ideias dos três teóricos está mais de acordo com o que penso no momento da escrita deste texto (PESQUISADOR B).

Ao fundamentar a Unidade de Aprendizagem construída e aplicada, o Pesquisador I adere à abordagem sociocultural (Vygotsky, Wells e Wertsch) e também se refere à teoria da aprendizagem significativa (Ausubel, Novak e Hanesian).

A UA, além de ser uma expressão do educar pela pesquisa, fundamenta-se na abordagem sociocultural de aprendizagem e desenvolvimento (VYGOTSKY, 1984 e 1996; WELLS, 2001; WERTSCH, 1998 e 2008), na qual a linguagem é valorizada

na sua função epistêmica, como modo de aprender, além de comunicar (PESQUISADOR I).

Partindo do pressuposto de que um dos caminhos para a efetivação da aprendizagem é a compreensão do que está sendo estudado e a reconstrução dos saberes a partir dos conhecimentos iniciais, este trabalho vem ao encontro da teoria proposta por Ausubel e seus colaboradores, que entende que a aprendizagem significativa ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva de quem aprende. (AUSUBEL, NOVAK, HANESIAN, 1980) (PESQUISADOR I).

Os demais pesquisadores, embora não apresentem claramente as suas convicções pessoais sobre conhecimento e aprendizagem, citam autores ou fazem declarações que indicam as suas posições. Vygotsky é o mais citado, e o posicionamento construtivista o mais sugerido pelas declarações dos pesquisadores. Além disso, Paulo Freire também aparece nos textos dos pesquisadores C, D; e David Ausubel e seus seguidores (Novak, Hanesian e Moreira), e a teoria da aprendizagem significativa, são utilizados como referência para os pesquisadores E e F.

A adesão ao EPP por todos os pesquisadores foi levada em conta para se considerar uma vinculação com a visão epistemológica interacionista, com uma visão de ciência e de realidade mais relativista, traduzida para uma teoria de aprendizagem construtivista, sociointeracionista, baseada, principalmente nas ideias de Lev Vygotsky.

Nas expressões das suas ideias teóricas sobre epistemologia e aprendizagem, os pesquisadores, a partir do posicionamento construtivista, afirmam que aprendizagem é reconstrução do conhecimento. O conhecimento reconstruído não precisa ser novo, mas, sim, próprio, a coisa nova deve tornar-se sua. Para aprender é necessário relacionar o novo com o que já se sabe. Na reconstrução do conhecimento o aluno aprende a aprender. Para o Pesquisador C, “passamos a acreditar que conhecemos e aprendemos algo, quando conseguimos expor nossas opiniões e teorias e explicá-las de maneira clara, objetiva e precisa dentro da nossa realidade e do nosso vocabulário”.

Para eles, a aprendizagem ocorre a partir de problemas significativos. O conhecimento, a partir da reflexão sobre a prática, vai se tornando mais complexo. A reconstrução é a complexificação dos conceitos. Aprender na escola, para eles, é a complexificação do cotidiano, considerando que o conhecimento científico advém da reflexão acerca do ambiente. Assim, o Pesquisador G explica:

Outro passo a ser dado constitui-se na reconstrução do conhecimento, conduzindo o aluno a sentir a necessidade de aprender a aprender. A reconstrução implica interpretação, compreensão e transformação do que foi aprendido. Isso não significa abandonar conceitos anteriormente construídos, mas reconstruir os já assimilados, inserindo neles aspectos novos, amplos e ricos e possibilitando a compreensão do mesmo fenômeno, por conceitos mais complexos e mais elaborados.

Expressam a busca por um ambiente interdisciplinar e, para isso, dizem que é preciso integrar as áreas de conhecimento, acabando com a disciplinarização dos conteúdos escolares, que afasta o conhecimento escolar do conhecimento cotidiano. A escola não pode desconsiderar a aprendizagem cotidiana e, sim, torná-la mais rica. A apropriação dos discursos formais faz parte da aprendizagem. A educação formal se distingue pela construção, pesquisa e formulação própria.

A fragmentação do conhecimento trouxe grandes avanços científicos, principalmente na Física do século passado. No entanto, o paradigma cartesiano cujo representante comumente utilizado é o relógio, que se fundamenta na compreensão das partes com o propósito de melhor entender o todo, trouxe uma visão reducionista de ciência que atualmente sabemos estar ultrapassada. A fragmentação do conhecimento fez surgirem especialistas que, segundo Morin (2003), são totalmente incompetentes quando surge um problema novo. O especialista é competente para resolver problemas já solucionados no passado e ou problemas puramente teóricos que sabemos não existirem no mundo real. (PESQUISADOR F).

Chama a atenção a relação feita por quatro pesquisadores (B, E, F e I) da teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel (1918 – 2008) e seus colaboradores (Novak, Hanesian e Moreira) com o construtivismo na versão sociointeracionista, baseada em Vygotsky, que embasa o EPP. Apesar das diferenças de concepção acerca do papel das interações sociais para a aprendizagem, muito importantes para Vygotsky e não importantes para Ausubel, ambos concordam quando assumem que a aprendizagem científica se observa mediante a relação com conceitos já presentes na estrutura cognitiva do aluno. “Nos conceitos científicos que a criança adquire na escola, a relação com um objeto é mediada, desde o início, por algum outro conceito” (VYGOTSKY, 1998a, p. 116). Na visão de Ausubel:

[...] a aprendizagem significativa ocorre quando a tarefa de aprendizagem implica relacionar de forma não arbitrária e substantiva (não literal), uma nova informação a outras com as quais o aluno já esteja familiarizado, e quando o aluno adota uma estratégia correspondente para assim proceder (AUSUBEL et all., 1980, p. 23).

Assim, é possível a compreensão que os posicionamento teóricos-epistemológicos explícitos e implícitos dos sujeitos são coerentes com os pressupostos do Educar pela Pesquisa, não apresentando afastamentos significativos que tornem incoerentes a decisão do sujeito por esse princípio para embasamento das suas práticas de sala de aula.