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Analytisk tilnærming – systematisk tekstkondensering

5.1 V ITSKAPLEG OG METODISK TILNÆRMING

5.1.4 Analytisk tilnærming – systematisk tekstkondensering

Ao percorrer o caminho semântico do termo simulacro, observa-se um encontro entre o conceito de e-materialidade e o simulacro baudrillardiano. Deixando-se claro este alinhamento de pensamentos, o hiper-realismo de Baudrillard aponta para além do aspecto contemporâneo de observar veracidade e falsidade de um fenômeno.

Pode-se creditar somente a este tipo de simulacro um forte eixo de reflexão para toda argumentação da imagem apresentada e representada como o scripton de um texton avatarizado. Mesmo que, infelizmente, o simulacro baudrillardiano ainda possa ser lido como um “simulacro empìrico” "[…] fundado numa leitura proveniente da semiologia, ou seja, enquanto o simulacro que, mesmo inconsciente, é operado pela mecânica e fabulatória do

espa o imagin rio” (ROSA, 2005. p.112), o equìvoco est em sua leitura que ainda tenta garantir uma diferenciação entre o virtual e o atual.

Sobre os diferentes simulacros, aponto a visão de Marc Richir que apresenta:

“Sabemos pouco sobre o simulacro ontológico na sua estrutura interna: que ele seja simulacro de si mesmo. Que quer dizer: ser simulacro de si mesmo? Isso significa: ser simulacro de simulacro, ou seja, aparência da aparência na qual aparece o seu aparecer, aparência cuja aparência é a aparição da aparência, mas na qual, precisamente, a aparição só se reflecte como aparência na sua diferença relativamente ao inaparente, de modo que a aparência que a aparição toma é apenas simulacro, uma aparência de aparição.” (RICHIR, 1981a. p.60)

A sugestão é manter-se apartado das visões sobre o simulacro baudrillardiano e aprofundar-se única e exclusivamente no seu conceito deflagrado na oposição à simulação e dissimulação. Mesmo que, em alguns momentos, o próprio Baudrillard tenha sido pouco eficiente para expressar essa diferença fundamental, em um trecho de sua obra delimitou claramente as definições de simulação e dissimulação, para, então, chegar à conclusão do que é simulacro:

“Dissimular é fingir n o ter o que se tem. Simular é fingir ter o que não se tem. O primeiro refere-se a uma presença, o segundo a uma ausência. Mas é mais complicado, pois simular n o é fingir […] Logo fingir, ou dissimular, deixam intacto o princípio da realidade: a diferença continua a ser clara, apenas disfarçada, enquanto que a simula o põe em causa a diferen a do „verdadeiro‟ e do „falso‟, do „real‟ e do „imagin rio‟”. (BAUDRILLARD, 1991 p. 9-10)

Definidas simulação e dissimulação, Baudrillard apontou para outro estado (simulacro) que pode ser interpretado como um não-fingimento baseado na autorreferencialidade daquilo que se tem e daquilo que é "[…] nem possìvel, nem impossìvel, nem real, nem irreal: hiper-real" (p. 155).

sua condição gnosiológica e ontologicamente menor:

“ [...] configura uma […] revolu o no olhar. A simula o abole o simulacro, abolindo assim a imemorial maldição que conjugaria

imagem e imitação. […] Com a concep o assistida por computador, a imagem produzida não é já uma cópia segunda de um objecto anterior, é o inverso. Contornando a oposição do ser e do parecer, do semelhante e do real, a imagem infográfica não tem já que mimar um real exterior, na medida em que é produto real que deve imitá-la para poder existir. Toda a relação ontológica que desvalorizava e dramatizava, ao mesmo tempo, o nosso diálogo com as aparências desde os gregos encontra-se subvertida. O 're' de representação salta, cumprindo a longa metamorfose onde as coisas já apareciam, cada vez mais, como as pálidas cópias das imagens. Aliviada de todo o referente (pelo menos, em princípio), a imagem auto referencial dos computadores permite visitar um edifício que não está ainda construìdo […]. Eis o visual. Enfim, tal como surge em si mesmo.” (DEBRAY 1994, p. 386-387.)

2.2.2.1 Uma contradição contestável

A hiper-realidade do simulacro baudrillardiano que retorna e encerra em si a experiência da existência em si mesma, é uma possibilidade de revisão paradigmática que pode e deve ser aliada às Não-Coisas de Flusser e à Lógica Paraconsistente de Da Costa.

Esta última, trata de uma linha não-clássica de pensamento, trabalhada por Newton da Costa (1999), que propõe algo mais que a consistência euclidiana. Por meio de uma modelização matemática diferenciada, onde uma equação ou sentença pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo, gera-se uma lógica (paraconsistente) com alternativas como "indeterminado e inconsistente" aos valores "verdadeiro e falso".

Desta maneira, pode-se encontrar hipóteses demolidoras do princípio aristotélico da Não Contradição e, por consequência de séculos de pensamento ocidental, através da comprovação da ambiguidade: seja pelo meio matemático da Lógica Paraconsistente; ou pela

pelas Não-Coisas, que não são a negação das coisas no Formalismo Flusseriano.

A integração destas maneiras de entendimento são basilares para a construção da argumentação desta tese, pois tratam de compreensões que podem ser aplicadas a alguns fenômenos cotidianos que operam em profunda ambiguidade e, por vezes, ambivalência.

Estamos em posição de confrontar locais, seres e coisas que se apresentam sobre a (e-)matéria formalizada de códigos virtuais-atualizados e/ou atuais-virtualizados que trazem a possibilidade das pessoas subjulgarem as matérias orgânicas, em prol da interação e da vivência em um estado mais fluido. Uma vivência em torno de um meio desreferencializado de tempo/espaço que se apresenta por presenças etéreas, voláteis e oscilantes.

O ser (e-materializado) pratica uma sensação de onisciência e onipotência, capaz de atualizar-se frente à demanda daquele ente que outrora fora conhecido como o receptor (na teoria da comunicação), mas que atualmente é um cúmplice-usuário tão ou mais atualizado como volátil e etéreo.

Ambos apresentam-se avatarizados, feitos de mensagem e existem enquanto acontecimento dentro de um ambiente comunicacional, que está diretamente implicado a uma nova maneira de se enxergar a realidade. O conceito de Realidade traz em si um Rei morto (in realitas mortuus rex est), que jaz em um tempo da memória, em um tempo passado onde era importante potencializar-se em matéria traduzível e não em e-matéria formalizada e traduzida.