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Analysis of Reward Volunteers based on Functional Approach to Volunteerism

5 Results & Analysis

5.3 Analysis of Reward Volunteers based on Functional Approach to Volunteerism

De acordo com Porto e Régnier (2003), a especificidade da constituição e da transformação do setor de educação superior no país reside no fato de que, ao mesmo tempo em que ele se dinamiza e se expande, seus produtos e serviços trazem elementos positivos tanto para o setor produtivo (que passa a contar com pessoal mais qualificado) quanto para o campo social. Essa nova condição instrumentaliza os indivíduos para o exercício da cidadania e aumenta suas chances de inclusão social em um mercado cada vez mais exigente do ponto de vista da qualificação, e também quanto ao acesso de bens de consumo, cada vez mais complexos e sofisticados. Para os autores,

em paralelo com os movimentos identificados no contexto mundial, também no Brasil o acesso a níveis mais elevados de ensino se coloca como uma questão fundamental para que o país possa entrar consistentemente na ‘sociedade da informação’. (PORTO e RÉGNIER, 2003)

Observando os preceitos do Banco Mundial, os modelos de universidade pública convencional voltados para pesquisa não são de todo adequados ao mundo atual em desenvolvimento. Isso se deve ao fato de que instituições não universitárias de formação profissional acabam por atender de maneira mais eficaz, pela flexibilidade de seus programas, às exigências do mercado de trabalho. Para os autores, do mesmo modo, o fomento às instituições de ensino superior privadas poderia ampliar as oportunidades de forma eficiente sem onerar os já altos investimentos do Governo na educação superior no país (CUNHA, 2005; SGUISSARD, 2008-B, ALMEIDA, 2013).

A sugestão da UNESCO para esse novo momento é de que a educação superior, independente de sua tipologia, norteie suas ações de expansão baseadas nos seguintes princípios fundamentais: pertinência, qualidade e internacionalização.

A UNESCO tem tido voz ativa no auxílio e orientação dos países para o desenvolvimento de políticas públicas para a educação, inclusive e, sobretudo, para o ensino superior (CUNHA, 2005).

Segundo Cunha (2005, p.80), as últimas décadas têm presenciado fundamentais transformações no âmbito da educação superior, a saber: a) considerável expansão quantitativa de IES privadas; b) importante aumento na oferta de vagas nessas Instituições; c) marcada diversificação institucional; d) severa restrição do gasto público em educação, e; e) acentuada assimetria da internacionalização.

Paralelamente ao aumento quantitativo de IES privadas e de vagas no ensino superior nessas instituições, Cunha (2005) alerta para o fato de que o crescimento não é acompanhado nas questões de qualidade do ensino oferecido. O país ainda apresenta atraso na quantidade e na oferta de vagas no ensino público; ainda se notam importantes disparidades da oferta nos grandes centros urbanos e na periferia, bem como nos municípios menores e mais afastados das capitais; em especial nas IES privadas, ainda é possível observar a baixa qualificação e produção acadêmica do corpo docente (que normalmente possui vínculo empregatício como horista); falta de uma estrutura real de prestação de contas nas avaliações dos órgãos competentes do governo federal, bem como para com a sociedade; e não menos importante, as questões da baixa qualidade do ensino que é oferecido na maioria das IES privadas.

Guzzo e Euzébios Filho (2005, p.3) compartilham dessa preocupação afirmando que

a distribuição de doutores nas IES do país é uma demonstração, ainda que incipiente, de que as universidades públicas ainda se preocupam em manter um determinado padrão de qualidade, por meio do comprometimento com a produção científica e tecnológica do país. A tradição de pesquisa nas IES públicas não significa, no entanto, que o investimento do Estado tem sido suficiente para garantir melhores condições de trabalho docente e, tampouco, o conhecimento produzido nas universidades está acessível à maioria da população. O fato de as IES públicas apresentarem uma quantidade maior de professores titulados é um elemento positivo, mas que se encontra imerso em uma conjuntura de desfavorecimento do sistema público de Educação. (GUZZO e EUZÉBIOS FILHO, 2005, p. 3)

Para Porto e Régnier (2003), a educação absorve um alto grau de expectativa em se tratando da construção do futuro do país quando se desenvolvem a qualidade de vida e se busca a equidade social entre as pessoas. Os autores ensinam ainda que algumas ideias e conceitos estão sendo retomados ou reformulados, principalmente a partir do estabelecimento de uma maior conexão entre a educação e o mundo do trabalho. Os autores dizem que

no campo macroeconômico, a educação congrega a expectativa de contribuir para a inserção positiva dos países no jogo da globalização. Ao que se soma a confiança de que os investimentos em educação produzem externalidades importantes, gerando benefícios em outras áreas como na saúde, no índice de participação cívica e na propensão à inovação, que acrescentariam mais valor econômico. Já no nível micro ou das esperanças individuais, a educação seria o sustentáculo ou a base mater para a mobilidade social e a aferição de maior renda. Em outras palavras, encontra-se disseminada na sociedade uma imagem que computa à educação a capacidade de ‘lançar’ no futuro países e cidadãos. (PORTO e RÉGNIER, 2003)

Com base no relatório Horizon Report 2013, documento anual produzido pela

New Media Consortium e Educause Learning Initiative, o Blog Desafios da Educação

(2015) diz que especialistas em educação esclarecem que, até o ano de 2018, vamos presenciar mudanças singulares por uma completa renovação profissional e por novas formas de ver o aprendizado no ensino superior. O Blog apresenta em sua página uma lista de cinco tendências interessantes para o futuro da educação superior no Brasil, vejamos quais são elas:

Educação aberta – “Conceitos como conteúdo, dados e recursos abertos serão muito valorizados. Existirá a necessidade de focar na curadoria de conteúdo para validar as informações que, muitas vezes, vem de diversas fontes. Diferentemente de ‘educação gratuita’, o termo ‘educação aberta’ é utilizado para designar um conhecimento que é livre e pode ser remixado, replicado e de amplo acesso. Características como transparência e acessibilidade dos dados também fazem parte dessa tendência.”

Cursos abertos e gratuitos – “Os cursos online, abertos e gratuitos (os chamados MOOCS – Massive Online Open Courses –, em inglês) se

fortalecem como uma alternativa ao estudo tradicional. A perspectiva de atingir dezenas de pessoas com um único curso leva cada vez mais instituições a discutirem questões relacionadas ao financiamento de tais atividades.”

Habilidades do mundo real – “O mercado de trabalho exige habilidades que não estão nas grades curriculares dos cursos de ensino superior. Por esse motivo, o aprendizado informal será cada vez mais frequente. Seja através do uso de novas tecnologias ou de espaços informais, os alunos serão estimulados a experimentar, brincar e explorar temas com base em suas próprias motivações, além de desenvolver o senso crítico e a comunicação.” Novas fontes de informação – “Transformar a experiência de aprender em

um processo personalizado será a chave dos próximos anos. A utilização de ferramentas de Learning Analytics (Análise de Dados de Aprendizagem) dará aos gestores das universidades um vasto número de dados sobre as atividades educacionais online dos estudantes. A esperança é que essa informação permita uma melhoria contínua nos resultados do ensino.”

Novo papel para o professor – “Com um número crescente de estudantes aprendendo de maneira informal, qual é o papel do professor? A tendência é a renovação dos educadores, que precisam se posicionar cada vez mais como curadores de conteúdo, dando aos alunos ferramentas para encontrar o conhecimento dentro e fora de sala de aula.”

Tendências como a educação e cursos abertos atendem a diversas expectativas de mudanças no mercado da educação contemporânea. Os alunos esperam conteúdos mais criativos que facilitam a aprendizagem e a adequação às habilidades exigidas pelo mundo real. Nesse contexto, a renovação do papel do professor se faz urgente e necessária. Um tutor, que conduza os alunos nessa nova forma de aprender vale mais do que a figura do professor do passado. São novas fontes de informação para atender novos alunos com novas necessidades e expectativas de formação superior.

Em entrevista ao site da UnB.Futura da Universidade de Brasília (2014), Evandro Mirra – professor e membro da Academia Brasileira de Ciências - discutiu o passado, o presente e o futuro do ensino superior no Brasil. Segundo Mirra, a Universidade brasileira evoluiu significativamente nas últimas décadas. Apesar de ser uma instituição relativamente nova quando comparada a experiências seculares desenvolvidas, por exemplo, em países europeus, o Brasil ainda tem que construir seu modelo de ensino superior e isso já apresenta pontos positivos e negativos. Como desvantagem, há o fato de que não temos um ambiente muito acolhedor, uma vez que criar um ambiente verdadeiramente acadêmico é um trabalho de gerações. O lado vantajoso está ligado ao fato de que temos maior liberdade para experimentar e não temos que lutar contra a tradição, como ocorre em lugares onde essa instituição já se estabeleceu há muitos séculos.

Ainda em entrevista, e falando sobre o futuro, Mirra assinalou que o caminho para a Universidade do século XXI deve ser construído de maneira coletiva e com diferentes visões. Para isso, disse ser necessário considerar alguns aspectos: a) a democratização do conhecimento, abarcando diferentes públicos; b) a integração com a indústria, com a troca de saberes e estimulo da produção qualificada; c) a mobilidade global, num mundo onde isso se torna cada vez mais possível; e d) a contestação dos mercados e a evolução das formas de financiamento.

Os debates que se seguiram indicaram que, no modelo contemporâneo de universidade, o tripé “Ensino, Pesquisa e Extensão” vem sofrendo várias mudanças institucionais. Mirra observou que a pesquisa cada vez mais está voltada para o contexto da solução de problemas, com múltiplos atores que aportam uma heterogeneidade essencial e que agrega diversos grupos sociais.

Vale ressaltar também que o futuro da educação superior no Brasil não depende tão somente da evolução quantitativa dos dados do setor (como já foram apresentados anteriormente, com relação ao número de IES, de matrículas, etc.), mas também com relação aos inúmeros esforços da Academia para tornar a Universidade um lugar mais heterogêneo de construção do conhecimento.

Os dados do INEP (2013) também apresentam algumas tendências singulares para o desenvolvimento do ensino superior no Brasil. A história tem nos mostrado uma tendência de interiorização das IES, o que amplia o acesso à escola

de nível superior; sobretudo nas IES públicas temos presenciado uma importante solidificação da pós-graduação no país, que por sua vez passa a fornecer mão de obra de melhor qualidade formativa (corpo docente) para as faculdades e universidades; e um substancial aumento de produtividade do setor por conta dos inúmeros acordos de cooperação nacional e internacional entre IES.

As constantes mudanças globais têm motivado novas estratégias institucionais, que segundo Rocha Neto e Carneiro (2007, p.44), são descritas a seguir:

A progressão da educação formal ou informal dos trabalhadores em todo o mundo tem sido evidente, e não há expectativa de regressão no futuro próximo;

O conceito e a prática da educação continuada ainda se encontram em fase embrionária, mas em expansão, mesmo no contexto de incertezas econômicas e políticas. A educação tem sido objeto de grandes expectativas e necessidades – nem sempre de demanda – servindo como importante dimensão do processo educativo da sociedade contemporânea. A educação formal tem se mantido por enquanto como estratégia individual ou como expectativa de ascensão social;

Com a possibilidade da educação mediada pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), o critério geográfico perdeu parte de sua potência. Há uma crescente generalização do ensino superior em escala global; há mudanças nas exigências de tempo e espaço e há diversificação das estratégias institucionais dentre as quais se destacam: o aumento do ensino mediado pelas TICs; a formação de parcerias e alianças estratégicas; o crescimento gradativo das atividades assíncronas da educação continuada; e, a influência da indústria do entretenimento na educação;

O aumento da mobilidade internacional de estudantes em todas as modalidades e tecnologias usadas; e,

O aproveitamento do envelhecimento populacional em escala global e, em particular, no Brasil.

Todo esse contexto em constante mudança tende a levar a universidade a um futuro que busque responder às pressões da sociedade sem perder sua excelência, de forma que será o mundo externo que irá propor alternativas para que a instituição se renove sob a ascensão das novas tecnologias, contribuindo para uma inovação do sistema educacional em nível superior pautado no crescimento com responsabilidade social.

O momento histórico é singular, desafiador e exige mudanças urgentes por parte das IES. A educação superior no Brasil tem a oportunidade de construir um novo cenário para o setor com a introdução de mudanças radicais em seus sistemas de gestão. “A antecipação de cenários tem sido um exercício não somente desafiador, mas também essencial às escolhas das estratégias institucionais.” (ROCHA NETO e CARNEIRO, 2007, p.45)

Capítulo 3 – Marketing e Comunicação nas Instituições de Ensino

Superior

O capítulo 3 trata sobre o Marketing e a Comunicação nas Instituições de Ensino Superior.

Primeiramente o capítulo descreve os fundamentos teóricos do Marketing e da Comunicação. Logo a seguir discute o Modelo de Gestão das Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas e é finalizado discutindo os fundamentos teóricos e aplicado para o Retorno de Investimentos em Comunicação.