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Analysis of a sediment sample from Skagerrak

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4 Analysis of a sediment sample from Skagerrak

Mais importante do que estabelecer uma data pontual que sirva como marco inicial para a criação da Contabilidade é compreender as origens e os fatores que levaram à sua criação.

Desde os primórdios da raça humana, uma necessidade em especial tem marcado sua evolução: controlar e administrar posses e as atividades de escambo e comércio.

Se se pensar a respeito dessa necessidade fazendo um paralelo com o que se tem registro na história, concluir-se-á que, desde o princípio das civilizações organizadas, o homem teve forte ligação com o conceito de posse e sempre esteve empenhado na proteção e multiplicação de seus territórios, alimentos e riquezas.

De uma forma geral, pode-se dizer que todos os homens que um dia necessitaram controlar suas atividades comerciais com terceiros ou mesmo suas posses pessoais, tais como: territórios, plantações, animais, bens pessoais, dinheiro etc., precisaram, em algum momento, estabelecer critérios ou métodos que lhes permitissem atingir seus objetivos. Essa necessidade é tão básica e antiga que não é possível definir, pontualmente, seu início.

Os antecedentes da Contabilidade estão fortemente relacionados com a origem da sociedade civilizada e sua criação foi resultado da própria evolução dessas sociedades ao longo do tempo. Todos os marcos históricos, que, por ventura, estejam relacionados com a necessidade básica aqui evidenciada, guardam relação com a construção da Contabilidade em seu conceito mais amplo.

São muitos os registros históricos sobre eventos que retratam a evolução social do homem e que datam de até 3000 a.C. É intrigante imaginar como as sociedades de cada uma dessas épocas controlavam suas riquezas, posses ou mesmo os eventos diários de troca ou comércio.

Hendriksen e Van Breda (1999, p.42) contam que “sistemas contábeis sofisticados parecem ter existido na China já em 2000 a.C. [...].”

Ao que parece, esses métodos de controle foram evoluindo ao longo do tempo, à medida que evoluíam também a própria arte da escrita, o desenvolvimento do conhecimento sobre a matemática e, principalmente, o

reconhecimento e uso generalizado da moeda entre os homens. As sociedades cresciam e conceitos como os de propriedade privada, de crédito e de acumulação de capital passavam a fazer parte do dia a dia das pessoas.

No início da Idade Moderna, por volta de 1300 d.C., nasceu o que os historiadores chamaram de Era do Renascimento, momento em que, na Europa, foram muito evidenciadas as evoluções humanas na cultura, religião, política, sociedade e economia.

O comércio era forte naquela época, principalmente no norte da Itália, e a necessidade de controle patrimonial era eminente o que contribuiu definitivamente para o que os historiadores da Contabilidade definiram como um dos seus marcos históricos, ou seja, a criação do método das partidas dobradas.

O primeiro registro de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas é o encontrado nos arquivos municipais da cidade de Gênova, Itália, cobrindo o ano de 1340. (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999, p. 39).

Por volta de 1494, o livro “Summa de arithmetica, geometrica,proportioni et proportionalitá” foi escrito pelo frei franciscano, Luca Pacioli, o primeiro homem a codificar o método contábil das partidas dobradas e publicá-lo para conhecimento geral da sociedade. Ressalte-se que a sua obra, descoberta em Veneza, foi tão importante para a estruturação da Contabilidade em seu conceito mais simples, que, ainda hoje, mais de 500 anos depois, muitas de suas conclusões ainda são validadas e utilizadas.

Mas o que começou como um método matemático, desenhado para descrever e controlar atividades mercantis, tomou corpo e, ao longo do tempo, passou a fazer parte da vida e dos negócios das pessoas, que, por sua vez, ficavam mais complexos a cada dia.

A dificuldade em gerir um negócio não era privilégio dos antigos empresários. Na verdade, mesmo depois de séculos de grandes evoluções nas técnicas de gestão, de controle e da própria tecnologia da informação, sobreviver no mundo atual dos negócios é tão ou mais difícil do que no

passado. Essa dificuldade faz parte da própria evolução e talvez seja a fonte mais básica que motiva o homem a buscar soluções aos seus problemas.

Com a Contabilidade não poderia ser diferente. Depois de tantas evoluções no mundo dos negócios, a Contabilidade que no passado era apenas um sistema eficiente de escrituração dos atos e fatos ocorridos no patrimônio de uma determinada entidade, passou a ser cada vez mais utilizada com foco na gestão do negócio.

[...] é no século XIX que a Contabilidade, através de autores talentosos de vários países, não sem predecessores em épocas anteriores, assume vestimenta científica, saindo do estreito âmbito da escrituração para as especulações sobre avaliação, enquadramento da Contabilidade entre ciências, introdução dos raciocínios sobre custos de oportunidade, riscos e juros [...]. (IUDÍCIBUS; MARTINS, 2005, p. 10).

A figura da “entidade”, também, foi um dos fatores determinantes para essa evolução teórica da contabilidade. À medida que o negócio crescia, ficava ainda mais clara a necessidade de controlá-lo de forma individualizada. Esse controle personalizado do patrimônio da entidade pretendia ainda aumentar as chances de maximização dos seus resultados. Eram os tempos do pensamento capitalista, tomando força com o advento da revolução industrial.

A evolução econômica das entidades passou a ser, então, crucial para os seus gestores e também para a sociedade em geral. Com isso, a teoria da Contabilidade ganhava um objeto específico de estudo: o patrimônio da entidade e suas variações tanto sob o ponto de vista quantitativo como qualitativo. Por objeto de estudo entende-se o campo de atuação da ciência.

Diversas teorias foram se consolidando e o campo do conhecimento contábil passou a ter validade mediante a aplicação desses conceitos e princípios básicos.

Para Hendriksen (1999, p. 32), “a teoria da Contabilidade pode ser definida como um conjunto coerente de princípios hipotéticos, conceituais e pragmáticos que formam um quadro geral de referência para a investigação da natureza da contabilidade.”

Durante anos, diversos autores escreveram sobre as diferentes óticas da ciência da Contabilidade, tentando atribuir um objetivo específico para ela. Muitas definições foram formuladas, porém a grande maioria parece convergir para a gestão do negócio.

O objetivo principal da Contabilidade (e dos relatórios dela emanados) é fornecer informação econômica, física, de produtividade e social relevante para que cada usuário possa tomar suas decisões e realizar seus julgamentos com segurança. (IUDÍCIBUS, 2006, p. 32).

Assim, o que começou como um método de escrituração tem hoje o reconhecimento de uma ciência social aplicada, que estuda o comportamento da sociedade, particularmente no que se refere às relações econômicas entre suas diversas entidades.

É razoável inferir que a ciência da Contabilidade continuará sempre em evolução, motivada pelo surgimento de novos problemas de natureza econômico-financeira e disposta a prover os gestores com informação relevante em resposta a esses problemas.

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