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5.1 Detailed Results for Wafer B2_053 at 90K

5.1.1 Analysis of Emissions by Using MATLAB to Extract Images

h) técnica de ensino são as aulas expositivas 11% 28%

i) currículo integrado 96% 94%

j) avaliação com provas escritas ou testes objetivos

83% 94%

Quanto à opinião dos estudantes sobre as técnicas de ensino, foi assinalado que apenas em 11% das atividades de ensino aparece a aula expositiva, que curiosamente aumenta no Internato Médico, considerando ser esta uma etapa de predomínio das atividades práticas. O grau de integração curricular na opinião da turma de 2004 se mantém bastante alto ao longo do curso acima de 94%, o que reforça a impressão de que a integração curricular do curso se manteve ao longo dos seis anos.

Em relação aos instrumentos de avaliação utilizados no curso, os estudantes relataram que em mais de 83% dos módulos são as provas escritas ou os testes, mesmo havendo uma valorização da avaliação prática e das habilidades e atitudes profissionais no curso através das OSCES a cada semestre, sobe para 94% no Internato Médico.

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Em relação ao desempenho dos alunos na prova de 2004, comparando as notas médias dos alunos em formação geral, percebe-se que a diferença entre as notas dos ingressantes da instituição foi de 13,5 pontos acima da média do Brasil. Em relação aos concluintes, a nota média da instituição foi 7,2 pontos acima da média brasileira (56,3).

Quanto às notas médias dos alunos no componente específico na prova de Medicina, a nota média dos concluintes da UEL (55,6) foi maior do que a média brasileira (47,2). Nesse mesmo componente, a nota média dos alunos ingressantes da UEL foi 22,6; comparando-a com a média obtida no Brasil, que foi 19,6, verifica-se uma diferença de três pontos entre as duas.

Em relação ao desempenho dos alunos na prova de 2007, comparando as notas médias dos alunos em formação geral, a nota média dos concluintes da UEL (27.4) foi menor do que a do Brasil (65.5). O que não aconteceu em relação aos alunos ingressantes, cuja nota média foi 74.8, enquanto que a obtida no Brasil foi 64.2, uma diferença de 10.6 pontos entre as duas. O mesmo padrão de desempenho mantém-se no componente específico na prova de Medicina: a nota média dos concluintes da instituição foi 30.5 e a dos estudantes ingressantes foi 36.2, uma diferença de 5.7 pontos entre as duas, sugerindo que houve um boicote dos concluintes (Turma 55), que tiveram uma média geral menor (29.7) do que os ingressantes (45.8) da mesma instituição.

Em 2004, o curso obteve o conceito 5 no ENADE e um conceito IDD de 4. Tendo em vista o interesse em se conhecer o desempenho

dos estudantes da UEL e em se avaliar o novo currículo do curso que

vem utilizando metodologias ativas de ensino-

aprendizagem, a partir dos resultados do ENADE 2004, foi realizado um estudo comparativo entre o desempenho dos estudantes de Medicina da UEL e o desempenho dos estudantes da área médica no contexto nacional (Perim, 2007).

Embora os resultados do processo de avaliação iniciado em 2003, que ouviu a comunidade interna e a sociedade local, e da avaliação externa realizada por pares, tenham sido bastante positivos em relação ao currículo integrado, são também muito subjetivos, pela característica qualitativa dos instrumentos utilizados.

Nesse sentido, o ENADE veio complementar o processo de avaliação do curso, possibilitando, inicialmente, a comparação do desempenho dos estudantes formados pelo novo currículo com o desempenho de estudantes de outros cursos de Medicina do país e, posteriormente, a comparação do desempenho dos estudantes da UEL no início e no término do curso, mostrando o valor da formação oferecida durante sua trajetória na Universidade.

As conclusões do estudo de Perim (2008a) demonstraram que os estudantes da UEL não só apresentam bom desempenho quando comparados com grupos de escolas que utilizam ou não metodologias ativas, como apresentam bom desempenho quando comparados com as escolas que obtiveram as melhores médias no ENADE em 2004.

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Em síntese, o referido estudo demonstrou que não procede a preocupação com a eficácia do uso de metodologias ativas quando se compara o desempenho dos estudantes. No entanto, não é possível afirmar que o uso dessas metodologias distingue os estudantes da UEL dos demais; seria necessário um estudo mais aprofundado com o estabelecimento de controle sobre as demais variáveis da formação que interferem nos resultados obtidos no exame.

4.1.2

A

S

AÚDE

C

OLETIVA DO

C

URSO DE

M

EDICINA DA

UEL

Os professores de Saúde Coletiva iniciaram suas atividades acadêmicas em Londrina em 1969 e instalaram-se no ano seguinte no Departamento de Medicina Preventiva, Higiene e Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina do Norte do Paraná. Após concurso para docente, foram contratados o professor Nelson Rodrigues dos Santos, como chefe do Departamento, e os professores Darli Antônio Soares e Maria Cristina Romariz Duarte.

A proposta original dos professores era desenvolver uma medicina integral, associando a medicina preventiva com a clínica através da organização da atenção primária à saúde, sendo que, já no segundo semestre de 1970, deu-se início ao trabalho prático no primeiro Posto de Saúde Periférico, na Vila da Fraternidade, que passou a desenvolver não apenas ações de promoção de saúdee prevenção de doenças, como também atenção

básica de saúde, sempre com a participação dos estudantes de Medicina desde a primeira turma do curso.

O objetivo a ser alcançado pelos professores, naquele momento inicial, era o de provocar alterações no ensino médico e na organização dos serviços de saúde a nível municipal e estadual, colaborando assim para mudanças no âmbito nacional. As estratégias utilizadas foram o desenvolvimento de trabalhos práticos ao lado de reflexões teóricas, procurando evitar o teoricismo, além de atividades integradas, impedindo o isolacionismo por meio de várias articulações internas e externas à Universidade.

Nesses 38 anos de trabalho, os professores assumiram diferentes inserções institucionais. É possível identificar na evolução histórica da área de Saúde Coletiva da UEL algumas características marcantes ao longo da sua trajetória político-institucional:

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QUADRO 6 Evolução histórica da área de Saúde Coletiva da UEL.