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Analyseresultater

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Haugesund

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No desenvolvimento deste estudo, existem conceitos que importa referir, para poder fazer o enquadramento recomendável acerca dos argumentos usados e dos equipamentos que utilizados, tais como o de medição da pressão e do cálculo do tempo de reação, sabendo que apenas existe a hipótese remota da aferição da fadiga através da análise à urina ou ao sangue.

A fadiga do motorista pode ser quantificada através da análise de fluidos corporais (alterações no metabolismo do sangue ou da urina). Mas esse método tem a desvantagem de que a amostra é recolhida após a conclusão da tarefa. Isso indica que não há medição contínua. (Murthy, K. and Khan, Z. 2013).

2.2.1 Conceitos de pressão

Para o desenvolvimento deste estudo é importante referir que o equipamento utilizado vai recolheu registos da pressão corporal do condutor utilizando medidas do SI.

Mestrado em Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacionais

20 Introdução

A pressão é definida como a força por unidade de área. Se a mesma força é aplicada a duas zonas, uma menor e uma maior, a pressão seria maior para a área mais pequena.

A unidade de pressão SI é o pascal.

Um kilopascal (kPa) é um múltiplo decimal do pascal, que é a unidade derivada de pressão do SI. É uma medida de força por unidade de área, definida como um Newton por Metro quadrado.

1 Pa = 1 N/m2

Outras medidas poderiam ser adoptadas, mas o bar (símbolo bar) não é uma unidade de pressão SI.

É definido exatamente igual a 10⁵ Pa ou 10⁶ dyn/cm² no CGS (Sistema CGS de unidades). É aproximadamente igual à pressão atmosférica na Terra ao nível do mar.

100,000 Pa = 1 bar ≈ 750.0616827 Torr. O nome da unidade é derivado do grego βάρος, que significa peso.

Então, 1 bar = 100 kPa e assim, 1 kPa = 0,01 bar, logo 1 Pa = 0,00001 bar.

Também não se optou pela unidade de pressão atm. O termo atmosfera (símbolo: atm) refere-se a uma unidade de pressão. Esta unidade é reconhecida, mas não recomendada, por não pertencer ao Sistema Internacional de Unidades (SI). O SI recomenda o uso da unidade de pressão pascal (símbolo Pa).

A pressão de 1 atm corresponde à pressão exercida por uma coluna de 760 mm contendo mercúrio, massa específica 13 595,1 kg/m³, sujeita a uma aceleração da gravidade de 9,80665 m/s².

As seguintes relações são válidas:

1 atm = 101 325 Pa = 101,325 kPa = 1,01325 bar = 760 mmHg

Quando a pressão em atmosferas é igual à unidade (1 atm), esta condição recebe o nome de atmosfera padrão.

Uma atmosfera padrão, ao nível do mar, possui as seguintes características: P = 101 325 Pa (pressão)

ρ = 1,225 kg/m³ (massa específica) T = 288,15 K (temperatura)

Relativamente à psi, a força pound force per square inch que significa libra por polegada quadrada (lbf/polegada², psi) é uma unidade de pressão, utilizada pelas unidades americanas e Imperiais Britânicas. É uma medida da força por unidade de área.

A pressão de 1 psi corresponde 6894.757293178 Pa. Então 1 kPa = 0.14503773773 psi. A relação mais comum é de 1 bar = 14.503773773 psi = 100 kPa

Perante todos os considerandos, a escolha foi óbvia e recaiu no equipamento representado pela

Bernardino, José 21

2.2.2 Conceito de Tempo de Reacção

Seguindo a mesma estratégia, utilizando a unidade de medida do tempo SI, utilizou-se o segundo. Na contagem do tempo total da experimentação, fez-se a conversão para minutos.

1 minuto = 60 segundos, então 120 minutos = 7200 segundos.

Para exemplificar o cálculo da distância percorrida, durante o tempo de reacção, utilizou-se a unidade de medida SI, o metro.

Neste estudo, importa referir que a fadiga influencia directamente o Tempo de Reacção e este afecta a distância de reação e, consequentemente a distância de paragem, considerando que a distância de paragem resulta da soma da distância de reação com a distância de travagem, conforme se pode observar na Figura 1.

Figura 1 - Distância de paragem. Fonte: Prof. Nuno Machado (2011).

O espaço percorrido durante o tempo de reacção depende da velocidade do veículo (IMTT, 2011). A distância de reacção equivale ao espaço percorrido pelo veículo entre o momento em que o condutor avista o obstáculo (ou perigo iminente) e o momento em que acciona o comando do veículo que lhe permite evitar ou prevenir o acidente. Sendo o tempo médio de reacção de aproximadamente 1 segundo quando, por exemplo, o veículo se desloca a 50 kms/hora o que é equivalente a percorrer 13,89 metros por segundo, isto significa que inevitavelmente percorre um espaço de, aproximadamente 14 metros, com o veículo que estamos a conduzir até conseguir reagir (IMTT, 2011).

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22 Introdução

Em experiências de simulação, o tempo médio de reacção (o movimento do pé direito entre os pedais de acelerador e travão) a um estímulo visual (o acender da luz de travão do veículo da frente), é em média de 0,7 segundos (IMTT, 2011).

O tempo de reacção é definido como o tempo que decorre durante o processo decisional, ou seja, perante o surgimento de um estímulo sensorial, o condutor realiza a exploração perceptiva, recolhe a informação, transmite essa informação ao cérebro, recorre à sua memória, experiência e conhecimentos e dá-lhe significado, após recolher a informação e identificar a situação, analisa, pondera e toma a decisão. Seguidamente comunica essa decisão a partir do cérebro ao seu corpo e passa à acção, nesse momento obedece, acionando o respetivo comando do veículo.

O espaço de tempo para a reacção (para identificar o perigo, analisar as opções possíveis, decidir e agir com os comandos do veículo) depende do estado físico e psíquico do condutor, da sua experiência, da sua preparação, da sua visibilidade e estado emocional.

Figura 2 – Processo decisional. Fonte: IMTT (2011).

A este processo, como pode ser observado na Figura 2, classifica-se como Processo Decisional da Tarefa da Condução.

A distância de reacção constitui uma parte da distância de paragem. Por definição, a distância de paragem (dp) é a distância percorrida pelo veículo durante o tempo de paragem, isto é, durante o tempo que decorre entre o preciso instante correspondente à posição do veículo no momento em que ocorreu a percepção de um determinado estímulo (ou acontecimento) por parte do seu condutor (t0), até ao instante correspondente à posição em que ocorre, em condições de segurança, a paragem do veículo (tp).

Matematicamente, a distância de paragem (dp) resulta da soma da distância de reacção (dr) com a distância de travagem (dt), conforme pode ser observado na Equação 1.

Bernardino, José 23 Enquanto factores integrantes da circulação rodoviária, o homem (desempenhando umas vezes o papel de condutor, outras de passageiro e também enquanto peão), a via (estradas, ruas e caminhos) e o veículo, contextualizam-se no ambiente rodoviário. Todos estes fatores conjugados, conferem a complexidade ao sistema de circulação rodoviário. Estar, enquanto factor integrante deste sistema, em condições para se comportar como utente da via, é condição fundamental para que a segurança rodoviária esteja salvaguardada. No limite, quando um destes intervenientes apresenta sintomas de fadiga, todo o sistema de circulação rodoviário fica comprometido e inseguro. O tempo de reação não se pode apenas considerar para os condutores de veículos, tem de ser considerado também para os peões, que partilham a via com os demais.

Considerando-se que a fadiga é, atualmente, um fator presente com maior ou menor incidência nos condutores, importa referir que este fenómeno afecta o comportamento da pessoa e produz efeitos no seu desempenho durante a tarefa da condução, que é uma tarefa complexa, como pode ser observado na Figura 3, apresentando sinais e sintomas com causas e consequências para a sinistralidade rodoviária, seguindo o Modelo de Reason.

Figura 3 - A tarefa da condução. Fonte: Modelo de Reason (1990).

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