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Kapittel 3: Metode og feltarbeid – veien og valgene

3.8 Analysearbeid

A introdução de melhores soluções para a separação de águas residuais na fonte, no âmbito das instalações saúde, pode resultar em quantidades reduzidas de águas residuais que exijam tratamento especial, e portanto, reduzir os custos de tratamento destes efluentes. É importante que, independentemente das tecnologias utilizadas para o tratamento e eliminação, as normas para a protecção do ambiente e da saúde humana sejam uniformes para todos estabelecimentos de saúde.

A qualidade das águas residuais nas unidades de saúde tem de ser tidas em consideração. Os hospitais usam uma variedade de substâncias químicas, tais como fármacos, radionuclídeos, solventes e desinfectantes para fins médicos ou afins. Depois de aplicadas, algumas destas substâncias, não-metabolizadas são excretadas pelos pacientes que entram nos efluentes hospitalares, que podem ou não serem tratados. O contacto dos poluentes hospitalares com os ecossistemas aquáticos leva a um risco directamente relacionado à existência de substâncias perigosas que podem ter efeitos potencialmente negativos sobre o equilíbrio do ambiente.

Para uma correcta caracterização dos efluentes hospitalares é essencial monitorizar os seguintes parâmetros (físico-quimicos, biológicos e toxicológicos):

• CQO e CBO5

• Os AOX

• Os metais pesados • Coliformes fecais • Fármacos

As determinações destes parâmetros podem ser comparados com os valores limite estabelecidos nos seguintes casos:

• Parâmetros globais e poluentes: valores limites regulamentados na legislação sobre efluentes urbanos;

• Parâmetros microbiológicos: valores fixados em 1x108 coliformes por 100 ml, valor correspondente à média dos efluentes urbanos.

Nas unidades de saúde as águas residuais acabam por ser consideradas resíduos, e portanto têm os mesmos elementos de gestão de resíduos líquidos. Isto significa que, a certa altura, substâncias específicas tornam-se águas residuais.

Este estudo mostra a importância da separação das águas residuais na fonte, por diferentes redes de drenagem, a vantagem dessa separação ocorre essencialmente no que toca a processos de tratamento mas também em vantagens económicas. Para tal sugerem-se as seguintes redes de drenagem:

• Rede de águas residuais domésticas

Redes prediais de águas residuais domésticas, são todas as águas originadas em serviços não médicos (administração, cantinas, recepção). Estas águas podem ser encaminhadas directamente para um sistema municipal sem tratamento a montante.

• Rede de águas pluviais

Rede predial águas pluviais. Estas águas devem ser tratadas na ETARI. • Rede de águas residuais contaminadas (infectadas)

Águas residuais infectadas são águas residuais capazes de produzir doenças infecciosas, podem ter origem no sangue, culturas biológicas com agentes infecciosos associados, encontram-se normalmente em salas de operações, salas de tratamento/recobro e urgências. Estas águas necessitam obrigatoriamente de um tratamento a montante (ETARI) antes de ser lançadas para um sistema municipal.

• Rede de águas residuais de cozinhas

Nesta categoria encontram-se as águas provenientes de cozinhas, lavandarias e laboratórios. Estes efluentes possuem muitos compostos químicos, féculas de batata, gorduras, metais, solventes orgânicos e detergentes. Como as águas residuais contaminadas exigem tratamento específico, para a remoção destes poluentes.

São resultantes dos serviços de radioterapia, ou radiologia que utilizem radioisótopos. Todos os hospitais que possuem estes serviços necessitam de um tratamento para decaimento dos radioisótopos.

Propõe-se o seguinte tratamento:

Pré-tratamento para os efluentes provenientes da cozinha em que é aconselhável uma câmara remoção de gorduras e féculas seguida de uma flotação. Para os efluentes radioactivos é essencial a existência de tanques de decaimento.

Os hospitais usam muitos tipos diferentes de solventes (álcoois, xilenos) que podem ser regenerados depois de utilizados. A reciclagem de solventes feita por uma empresa externa reduz a quantidade de resíduos perigosos, e de solventes comprados. A reciclagem também pode ser feita dentro do hospital, através da destilação do solvente gasto, também se recupera o xileno e o etanol através desta técnica (EPA, 1989).

O Quadro 6.1 sumariza as diferentes abordagens de tratamento consoante os diversos poluentes.

Quadro 6.1: Propostas de tratamento para diferentes tipos de poluentes

Pré-Tratamento Tratamento Convencional (Lamas activadas/Leitos Percoladores) Tratamento mais avançado (Osmose Inversa) Águas residuais das cozinhas Obrigatório (Câmara de remoção de féculas e gorduras)

Aconselhável, mas podem seguir para tratamento num sistema

municipal Aconselhável numa perspectiva futura Águas residuais radioactivas Obrigatório (tanques de decaimento)

Aconselhável, mas podem seguir para tratamento num sistema

municipal - Detergentes e Desinfectantes Obrigatório (reciclagem e armazenamento dos produtos)

Ineficaz (eficaz apenas se ocorrer

esterilização) Ineficaz

Carga Orgânica Obrigatório

Obrigatório para os efluentes que tenham uma carga orgânica superior

aos encontrados nas ETARS municipais Aconselhável numa perspectiva futura Fungos, bactérias, Vírus e protozoários

Obrigatório Ineficaz Aconselhável

Metais Pesados Obrigatório Pouco eficaz

Pouco eficaz (aconselhável a permuta iónica)

Fármacos Obrigatório Pouco eficaz Aconselhável

A osmose inversa, implica um pré-tratamento a montante, mas em compensação ocupa pouco espaço. Se os orçamentos forem limitados deve-se optar por um tratamento

convencional juntamente com um tratamento da fase sólida (lamas) por digestão anaeróbia/aeróbia.

Na desinfecção química, o desinfectante oxida a matéria orgânica e destrói os agentes infecciosos, o desinfectante mais comum é o hipoclorito de sódio. A desvantagem é que há o risco associado à movimentação e armazenamento de cloro exigindo um nível elevado de manutenção.

O efluente tratado deve obedecer à legislação em vigor no caso de uma legislação específica sobre águas residuais hospitalares, senão a legislação passa a ser do domínio das águas domésticas ou industriais.