DEL III TILTAK PÅ SPESIELLE
11.2 Tiltak mot økonomisk krimina- krimina-litet på skatte- og avgiftsområdet
11.2.9 Analyse
Os dados obtidos permitiram identificar diversas anomalias e também, concluir que em qualquer dos casos de estudo, a degradação do betão armado é claramente a anomalia mais gravosa e que requer uma abordagem diferenciada. Na Tabela 30, sintetizam-se os principais dados obtidos para cada edifício.
Tabela 30 – Quadro comparativo dos diversos casos de estudo Casos de Estudo Características 1 2 3 4 Data de construção 1988 1982 1950-1960 1981 Classe de exposição XS1 XS1 XC4 XS1 Espessura do recobrimento (média) 16,8 mm 11,1 mm 12,0 mm 14,6 mm Profundidade de carbonatação (média) 25,5 mm 35,6 mm 35,9 mm 43,1 mm Teor de cloretos 0,33% 0,40% 0,04% 0,26% Resistência à compressão estimada (cubo)
25,6 MPa 27,3 Mpa 27,3 Mpa 27,8 Mpa
Dos edifícios analisados, três foram construídos na década de 80 e um na década de 50, e portanto, sendo edifícios já com alguma idade, é expectável que apresentassem degradação originada pelo envelhecimento natural dos materiais.
Segundo norma NP EN 206-1:2007 e de acordo com a localização de cada edifício (Capítulo 2.2), foi possível enquadrar os edifícios contruídos na década de 80 na classe de exposição ambiental XS1, devido ao facto de se localizarem próximos do mar, e portanto, o principal fator de desencadeamento da corrosão das armaduras serem os cloretos transportados pelo ar. A classe de exposição XS1 é bastante agressiva para os edifícios pois ao risco de corrosão das armaduras por carbonatação do betão, inerente a qualquer estrutura, á que acrescentar o ataque das armaduras pelos iões cloretos, que é ainda mais agressivo.
O caso de estudo 3, ao contrário dos restantes casos de estudo, localiza-se num zona interior, afastada de zonas costeiras, e portanto segundo a norma NP EN 206-1:2007 enquadra-se na classe de exposição XC4, que considera a carbonatação do betão como o principal indutor da corrosão nas armaduras do betão armado.
Relativamente às sondagens e ensaios realizados, verificam-se recobrimentos insuficientes em todos os casos de estudo, atingindo, em alguns casos, valores quase nulos. Analisando a Tabela 30 verifica-se que, a média das espessuras dos recobrimentos não satisfazem o mínimo regulamentar à data da construção dos edifícios e, portanto, comparativamente às normas vigentes os valores de recobrimento identificados, ainda se encontram mais desatualizados e inconformes. A existência de recobrimentos insuficientes não assegura uma eficaz proteção das armaduras, quer em termos físicos, quer em termos químicos, além de uma eficiente transmissão das forças de ligação entre o aço e o betão.
A insuficiência de recobrimentos são um problema construtivo, tendo origem em erros de execução, reveladores de uma generalizada falta de qualidade. Poder-se-á previsivelmente apontar, entre outras deficiências, à não utilização de espaçadores entre as armaduras e a cofragem.
A existência de armaduras em zonas de betão carbonatado é, também, um problema comum a todos os casos de estudo. Na Tabela 30 verifica-se que a profundidade de carbonatação média em cada caso de estudo é elevada, além do facto de ser bastante superior à espessura de recobrimento média, indicando que, as armaduras já se encontram em zona carbonatada, ou seja, sujeitas à despassivação e corrosão há bastante tempo (Capítulo 2.3.1).
Relativamente ao teor de cloretos, verificou-se, como era esperado, um elevado teor, apenas nos casos de estudo localizados em zona litoral, designadamente no caso de estudo 1, 2, e 4. O teor de cloretos máximo definido pela norma NP EN 206-1:2007 em função da classe de exposição XS1 é de 0,2%, pelo que através da Tabela 30 verifica-se que os valores médios superam esse limite para os referidos casos de estudo. Os edifícios localizados em zonas costeiras estão sujeitos aos sais marinhos transportados pelo ar e que se depositam nos edifícios e penetram no betão armado atingindo as armaduras (origem extrínseca). No caso de estudo 2, o elevado teor de cloretos também tem origem intrínseca, devido, eventualmente, à utilização de agregados deficientemente lavados no betão, que transportavam iões cloreto. O facto das amostras para determinação do teor de cloretos terem sido retiradas apenas a profundidades não carbonatadas e, a origem da maior parte dos cloretos ser extrínseca, indica que a menor profundidade o teor de cloretos seria ainda superior, e portanto as armaduras estão sujeitas a um teor de cloretos elevado, visto que as amostras para determinação do teor de cloretos terem sido retiradas a profundidades maiores do que as espessuras de recobrimento.
Na Tabela 31, sintetizam-se as causas de degradação do betão armado que foram identificadas nos diferentes casos de estudo.
Tabela 31 – Causas da deterioração do betão armado nos edifícios analisados
Casos de Estudo Causas da deterioração Recobrimento insuficiente Betão carbonatado Elevado teor de cloretos 1 X X X 2 X X X 3 X X 4 X X X
Verifica-se que, de acordo com os dados obtidos, a degradação do betão armado tem entre os diferentes casos de estudo, origens comuns, sendo que as anomalias mais frequentes, consistem na sua maioria, em fissuras, desagregações e delaminações originadas pela corrosão das armaduras.
A degradação do betão armado, identificada nos casos de estudo, deve-se, exceto no caso de estudo 3, à existência combinada de teores de cloretos elevados e carbonatação do betão em zonas de armaduras. Certamente, um destes fenómenos foi o primeiro a atingir as armaduras e a iniciar o processo de corrosão, no entanto, verificou-se em alguns locais a existência combinada destes fenómenos que amplifica a velocidade do processo de corrosão das armaduras e a consequente degradação do betão (Capítulo 2.3.1).
De acordo com os dados recolhidos no ensaio para determinação do índice esclerométrico e nos valores de resistência à compressão dai estimados, através de correlações desenvolvidas neste trabalho (Capítulo 5), verifica-se que em nenhum dos casos de estudo a resistência do betão se apresentou preocupantemente reduzida. Deste modo, depreende-se que a degradação do betão armado identificada nos casos de estudo, apresenta exclusivamente uma origem química, não existindo a nível mecânico qualquer escassez de resistência à compressão do betão.