LE MARCHÉ FRANÇAIS
ANALYSE PESTEL
Sessão II Entrevista Reflexiva com as professoras (realizada em 01 de julho de 2015)
Pesquisadora: Vamos conversar sobre as estratégias de avaliação? O que vocês
podem me dizer?
P1: Cristiane o ruim da ficha de acompanhamento é que ela chegou pra nós pronta,
nenhum professor foi convidado para participar. E ainda tem o relatório. Nós entregamos as fichas do primeiro bimestre agora no sábado passado, ninguém leu, nenhum pai ou mãe leu.
P2: Tem coisas que a gente não sabe nem o que é né P1? Perguntas demais.
Coisas que não temos como saber, como saber se ele reconhece o percurso da casa dele até aqui? E ainda tem as nossas salas que são pequenas que nos impossibilitam de fazer certas atividades.
P1: No ano passado a gente reclamava muito, muito, muito dessa ficha nas
formações e é geral. E foi pra lá nossas reclamações, mas agora no início do ano as formadoras disseram que a prefeitura optou por não tirar a ficha, pois só a minoria não gostou. E ela tem que ser a base. Mas eu sinceramente não gosto desta atividade.
Pesquisadora: Mas o que vocês escolheriam para registrar os avanços das
crianças no lugar da ficha?
P1: Ah, o relatório pra mim serve pra isso, até porque na educação infantil a
observação é a principal forma de avaliação.
P2: Também concordo com a P1.
Pesquisadora: Queria agora conversar com vocês sobre as habilidades de se
orientar no tempo e no espaço. Na primeira entrevista vocês citaram a questão do tempo, que pode ser ensinado através de calendários e relógios, porém eu senti falta das habilidades referentes ao espaço. Deixa eu lhes entregar aqui um quadro.
(A pesquisadora entrega o quadro das noções) P1: Hum que legal, é pra nós?
Pesquisadora: Sim, é pra vocês. Eu quero que observem esse quadro e vejam as
noções que são necessárias para favorecer o desenvolvimento da orientação espacial da criança. Essas noções precisam ser possibilitadas aos alunos de vocês. Entendam, eu não estou dizendo que é preciso ter uma aula só sobre espaço, mas sim que nas atividades cotidianas da sala de aula essas noções podem ser trabalhadas de maneira significativa tanto para vocês quanto para as crianças. É na Educação Infantil que a criança precisa desenvolver seu esquema corporal e orientação espacial, ou seja, ela se reconhecer no espaço. Vocês estão me entendendo?
P1: Ah, essas noções fazem parte da Geometria, não é isso? Pesquisadora: Sim, é isso mesmo P1.
P2: Eu acredito Cristiane que o problema é que a gente pensa que a Geometria é só
ensinar as formas geométricas, nós sempre estamos mostrando caixas em formato de quadrado, retângulo, mas pensar só nessas noções é difícil, pois como te falamos anteriormente nós não temos formação sobre esses conteúdos.
Pesquisadora: Eu queria compartilhar com vocês algumas conclusões das minhas
observações em suas aulas. Eu acredito que tudo contribui, às vezes o docente não oportuniza determinada noção ou por falta de conhecimento da mesma, ou por não saber como ensinar. Vocês me permitem falar sobre a aula de vocês.
P1: Com certeza, eu vou adorar. Gosto de pessoas que opinião sobre o que eu
posso mudar.
P2: Por mim também está tranquilo.
Pesquisadora: Eu acredito que nas aulas de ambas essas noções poderiam ter
sido mais exploradas na contação de histórias. Vocês duas contaram histórias que tinham essas noções, então nesse momento, você podem sim conversar com as crianças sobre elas e a partir daí já iniciar a introdução ou desenvolvimento das noções.
Na hora da brincadeira também acredito que muita coisa bacana pode ser feita, brincar de trenzinho dentro da sala, amarelinha, percurso fora e dentro da sala, a própria toca do coelho, enfim, estratégias que podem ser utilizadas para trabalhar esses conceitos.
P1: Cristiane, tu quer vim dá uma formação pra gente? Seria ótimo, nós sempre
P2: Com certeza, ouvindo você agora nós sabemos em que podemos melhorar. Até
no sábado a gente topava essa formação com você, com seu orientador. Se der certo nos avise.
Pesquisadora: Com certeza.
Pesquisadora: Professoras existem muitas propostas, essas noções são simples e
podem ser ensinadas através de brincadeiras, jogos, livros de literatura infantil, fábulas, enfim muitos recursos. Livros interessantes sobre dentro e fora é Tô Dentro, Tô Fora, Dentro da Casa Tem, vocês conhecem?
P1: Não, deixa a gente anotar, como é o nome dos livros.
P2: Depois tu pode até passar pra gente essas dicas de livros e brincadeiras. Pesquisadora: Com certeza, passo sim.
Pesquisadora: Aquela cara do palhaço que vocês têm pode ser utilizada para fazer
uma brincadeira. Vocês também podem ensinar essas noções através de músicas infantis, músicas populares, exemplo: ciranda cirandinha, escravos de Jó, A canoa virou e outras. Um exemplo de fábula sobre as noções dentro e fora, a gansa dos ovos de ouro, uma história bem interessante que pode ser modificada para a faixa etária da classe.
P1: Verdade essas músicas sempre chamam a atenção deles. Nós cantamos
músicas só na hora da roda de conversa, mas essa proposta aí é bem interessante e em relação as fábulas eu gostei, pois sempre pensei que fábulas eram só pra maiores.
Pesquisadora: O que eu quero deixar de contribuição dessa pesquisa pra vocês é
que a Matemática na educação infantil pode ser ensinada de forma simples, ela só precisa ser favorecida pelas professoras e pela escola de modo que os conceitos sejam compreendidos e aprendidos pelas crianças.
P2: Nós é que agradecemos seu olhar, sua contribuição para as nossas aulas.
Gostamos muito dessa sua pesquisa, bem interessante falar sobre o espaço. Eu confesso que eu pensava que quando estávamos falando de espaço era sobre o espaço físico em si. Vou guardar esse quadro e vou tentar melhorar minha prática.
P1: Eu também digo o mesmo, adorei sua vinda pra cá. É bom saber que temos
pesquisadores tão novos. Obrigado pelo quadro e por essas suas ideias.
Pesquisadora: Eu que agradeço a participação de vocês e a disponibilidade com