4.2 Teoretisk analyse og drøfting
4.2.1 Analyse og drøfting av studienes resultater i lys av Cooperative Learning
Fonte: Mapa elaborado pela autora a partir de levantamento de campo e com base nas imagens geradas pelo software AppleMaps.
Os moradores mencionaram que frequentam diariamente o núcleo comercial do bairro, a Av. Beira Mar e a Praça do Ferreira (Mapa 6.4). Durante a entrevista foi destacado que a Av. Beira Mar não fazia parte dos limites do Centro, mas foi possível observar que os moradores a consideram como uma extensão do bairro. Apesar de não fazer parte dos limites do bairro, os moradores consideram que a Av. Beira Mar próxima à localização do edifício e estão habituados a fazer o percurso à pé seja para atividades de lazer ou para a prática de exercícios
físicos. Ao indicar os lugares que fazem parte de sua rotina diária, um dos moradores declarou:
Beira Mar, Centro, Praça do Ferreira, né? (Entrevistado ST1, morador do Edifício Sky Tower, 44 anos)
Os entrevistados indicaram que frequentam regularmente, pelo menos uma vez por semana, templos religiosos do bairro. Foram mencionadas a Catedral de Fortaleza, o Seminário da Prainha e a Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Além disso, mencionaram que frequentam o Centro Cultural Dragão do Mar, que está adjacente ao limite norte do bairro, como opção de lazer. Quando questionados sobre os lugares que não frequentam no bairro, assim como os moradores de outros edifícios estudados, destacaram que se sentem inseguros nos bares presentes no entorno e em outras partes do bairro.
Bares de esquinas. Esses de meio da rua, que falam, né? Mas ali... os do Dragão do Mar a gente vai! Lá é mais selecionado. Mas aí (apontando para o entorno) pode dar esses espírito de porco, que podem chegar de repente e criar um caso. Fazer... Puxar uma arma. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Ao responderem sobre o lugar favorito no bairro, não houve um consenso, mas foram destacados o Mercado Central e a Praça do Ferreira. A Catedral de Fortaleza foi mencionada por um dos moradores como seu lugar favorito.
A Praça do Ferreira ali, pela parte da tarde, tem uma turma de aposentados que se encontra ali. É aposentado que não acaba mais. Contando história de todo jeito, inclusive mentira! O sujeito fica velho e pode dar até pra mentir! Eu vou pra lá por isso. Bate papo. Cada um conta uma história. E a gente se conhece de lá. Um passatempo. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Todos os entrevistados declararam estar aposentados de suas atividades de trabalho, e relataram que saem todos os dias para atividades cotidianas no bairro, à pé, destacando que “não pode ficar parado”.
É porque eu sou aposentado. E eu gosto de tá andando pelo Centro. Todo dia eu vou fazendo a pernada de manhã pelo Centro. (...) Acontece que eu fico sempre andando pelo comércio. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Além da facilidade de deslocamento pela localização, os moradores entrevistados ressaltaram a satisfação de terem vista para o mar a partir do edifício.
Mas daqui já olhando, já não dá nem vontade de sair. Só de olhar, já fica satisfeito. Então eu acho assim muito tranquilo, bem ventilado. Com a frente pro mar, é bem ventilado. Eu gosto daqui por isso. Não pretendo sair. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Sobre as vantagens de morar no Centro, um dos moradores, sorriu e foi enfático:
O nome já tá dizendo: no Centro! (Entrevistado ST1, morador do Edifício Sky Tower, 44 anos)
Quando questionados sobre as desvantagens de morar no bairro, os moradores destacaram o problema da insegurança, a presença de pontos de uso de drogas e de moradores de rua no entorno. Ressaltaram que não saem após as 19:00 horas e que evitam retornar à pé para o edifício após este horário.
Não. A única desvantagem é que não se sai à noite, não se entra na frente da casa. Não pode hoje mais, né? Em lugar nenhum. A gente fica trancado. Fica trancado, assistindo a TV a cabo, ou a novela. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Os moradores também relataram que evitam principalmente passar pelo núcleo comercial do bairro, após o horário de funcionamento das lojas.
Se eu for chegar a pé, eu não venho. Porque às vezes eu pego a topic, o ônibus. Não cruzo mais o Centro. Ou desço num local. Venho pela Dom Manuel até a Vinte e Cinco dá pra vir. Então eu pego um moto táxi onde eu descer e venho pra cá. Mas pra mim cruzar o Centro, a partir de oito hora que os comércio fecham, não dá. É muito roubo. (Entrevistado ST2, morador do Edifício Sky Tower, 63 anos)
Quando questionados sobre os aspectos fundamentais que precisam ser melhorados no bairro, os moradores mencionaram os problemas relacionados à segurança e à infraestrutura. Relataram problemas relativos à manutenção da rede de abastecimento de luz e telefonia, à drenagem das águas pluviais e à conservação das calçadas. Durante levantamentos de campo no entorno do edifício foi observado a presença de postes de energia elétrica bloqueando o passeio em um dos acessos ao edifício, localizado à Rua Pereira Filgueiras.
Você anda em qualquer rua, é fio pendurado. É tudo. É da eletricidade, da companhia de telefone. Tudo. Logo aqui na frente, tem dois postes enterrados que não usa pra nada! (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76 anos)
Ali na esquina mesmo, alaga. Você já viu ali? Em frente à Prefeitura... A casa cultural, né? Em frente a essa casa cultural, alaga muito de um lado a outro, se chover bastante. Então, quer dizer, a gente tem que passar pelo cantinho. (Entrevistado ST1, morador do Edifício Sky Tower, 44 anos)
Ao final da entrevista, os moradores relataram alguns problemas relacionados ao condomínio. Primeiramente, em relação à área de lazer, declararam que não é utilizada em sua totalidade, devido a questões referentes à administração do edifício, que impõe regras rígidas para a utilização do espaço e não é realizada a adequada manutenção da sala de ginástica. Outra questão abordada, que incomoda os moradores, refere-se ao elevado número de apartamentos alugados por temporada. Os moradores destacaram que pessoas adquiriram unidades habitacionais no condomínio como investimento imobiliário.
Me parece que só um italiano aí que tinha dezessete. Só ele tinha dezessete pra alugar. Só um. Mas tem outros também. Acredito que deve ter uns quarenta, cinquenta (para
alugar). É... Por temporada. (Entrevistado ST3, morador do Edifício Sky Tower, 76
anos)
O negócio é que vem todo tipo de gente. (...) Você respeita a lei de silêncio. Mas aí, o pessoal de temporada... porque, por exemplo, tem pouco tempo. Eles vêm pra ficar pouco tempo. Então quer dizer, eles querem curtir até o limite. Mas desrespeitando os moradores. (Entrevistado ST1, morador do Edifício Sky Tower, 44 anos)
Os relatos dos moradores do edifício Sky Tower indicam as vivências cotidianas em um edifício de grade porte, populoso, que não é ocupado em sua totalidade por moradores e que é habitado há seis anos. Foi possível observar que, neste caso, os moradores se voltam para suas rotinas de atividades individuais ou com a família. As relações de sociabilidade entre vizinhos, quando ocorrem, são frágeis e marcadas pela formalidade, diferente da realidade observada nos edifícios Jalcy Avenida, Palácio Coronado e Paraguaçu.
6.1.5 Os moradores do Edifício Cidade
As entrevistas aplicadas no edifício Cidade revelaram que os moradores se voltam predominantemente para atividades realizadas nos espaços privados do edifício, tanto coletivos (áreas comuns do condomínio) como individuais (unidades habitacionais). Os entrevistados mencionaram que caminham pelas vias do Centro principalmente com o objetivo de realizar compras ou resolver questões cotidianas (Mapa 6.5). E declararam que se deslocam regularmente de carro, táxi e ônibus.
Os moradores destacaram que estão satisfeitos com o bairro e que o escolheram para morar por causa da localização, que permite facilidade de acessos e de deslocamentos, além da
proximidade com o centro comercial. Também mencionaram que o valor do imóvel foi importante para que adquirissem um apartamento no edifício.
Estar próximo de tudo. (Entrevistado CD3, morador do Edifício Cidade, 34 anos)
Ao serem questionados sobre os lugares que frequentam diariamente no bairro, os moradores não souberam identificar uma resposta, declarando que não havia um local específico que visitassem todos os dias, nem mercados. Uma das moradoras destacou que às vezes passa até três dias sem sair do edifício. O morador mais jovem entrevistado destacou que, por trabalhar em outro bairro durante todo o dia, só retorna para o edifício no turno da noite. E não frequenta os espaços do entorno no dia a dia.
No Centro eu não chego a frequentar. É mais pra moradia mesmo. (...) Eu basicamente só uso aqui pra morar mesmo (...) Eu só venho pra cá só pra dormir mesmo. (Entrevistado CD3, morador do Edifício Cidade, 34 anos)