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Kapittel 4 Manglende opplysninger om forskriftsbrudd

6. Analyse og drøftelse

Nas últimas décadas, o termo empreendedorismo vem sendo amplamente utilizado em diferentes áreas do conhecimento. Entretanto, a disseminação da palavra empreendedorismo ocorreu juntamente com a relativa frouxidão do conceito.

Num sentido mais amplo, empreender vai além de uma atividade intrínseca à iniciativa privada, pois passou a englobar o terceiro setor e a administração pública e os empregados das empresas privadas. Não mais circunscreve apenas o espaço da inovação, mas também das mudanças organizacionais adaptativas (MARTES, 2010).

Empreendedorismo é voltado para o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades relacionados à criação de um projeto, seja ele um projeto de vida, um projeto técnico, científico, ou laboral. Empreendedorismo é a capacidade voltada para o investimento, para o desbravamento e a expansão de novos mercados, produtos e técnicas.

Para Denge (2009), empreendedorismo consiste no fenômeno da geração de negócio em si, relacionado tanto com criação de uma empresa, quanto com a expansão de alguma já existente. Tanto no ato da criação de negócios como nas empresas já existentes, o empreendedorismo voltado para a busca e exploração de oportunidades tende a acelerar a expansão dos empreendimentos, o progresso tecnológico e a geração de riqueza.

Na perspectiva de Leite (2012), quando nos referimos ao termo empreendedorismo, temos a tendência de imediatamente associá-lo com empreendimentos empresariais, negócios, iniciativa individual, criação do próprio emprego, geração de emprego e renda, entre outras opções. Está relacionado com gestão bem-sucedida de um empreendimento.

Só é possível falar sobre empreendedorismo adotando-se uma visão ampla, já que para compreendê-lo é preciso necessariamente considerar diferentes tipos de indivíduos (de acordo com a idade, sexo, origens, formação do empreendedor etc.), diferentes formas de organização (de acordo com o porte da empresa, o setor, laços com outras empresas, etc.), diversos ambientes econômicos – próximos (o meio) ou mais amplos (o mercado) -, e diversas épocas (o tempo) (JULIEN, 2010, p.22).

Na visão de Schumpeter (1997), o empreendedorismo é a busca de novas direções, do diferencial competitivo e de novas conquistas, associadas à inovação, na medida em que sua essência está na percepção e aproveitamento de oportunidades de negócios, no desejo de fundar empreendimentos, de utilizar recursos de uma nova forma, na alegria de criar, de fazer as coisas e de exercitar a energia e a engenhosidade.

Um fator que impulsiona o empreendedorismo é a criação do próprio posto de trabalho, em um cenário em que a procura do emprego especialmente o primeiro que se apresenta cada vez mais difícil, não apenas pelo maior grau de exigência, por parte de quem recruta, mas também devido à forte concorrência entre candidatos.

De acordo com Leite (2012), os empreendedores percebem novas ideias como grandes oportunidades. A sua segurança econômica não está fundamentada em um emprego, mas no próprio potencial de produzir, pensar, criar e se adaptar.

No pensamento de Degen (2009), os empreendedores motivados por oportunidade têm maior impacto sobre o crescimento econômico de um país, porque eles, mais bem preparados, desenvolvem mais negócios baseados em inovação e novas tecnologias, com um potencial de desenvolvimento sustentável.

O empreendedorismo é a criação, a inovação, a descoberta e a transformação, cujo resultado gera o desenvolvimento dos negócios, o destaque e o surgimento de oportunidades de sucesso. Para muitos autores, o empreendedorismo é particular e já nasce com o indivíduo; sendo apenas amadurecido e aperfeiçoado com o tempo. Já para outros o empreendedorismo é um ensinamento com o qual os alunos são estimulados a empreender, a enfrentar novos desafios e visualizar oportunidades a fim de atingir o sucesso empresarial e financeiro.

Ser empreendedor significa ter capacidade de iniciativa, imaginação fértil para conceber ideias, flexibilidade para adaptá-las, criatividade para transformá-las em oportunidades de negócio, motivação para pensar conceitualmente e capacidade para perceber a mudança como oportunidade.

Segundo Leite (2012), ser empreendedor é um sonho de muita gente. Contudo, isso não é fácil. De fato, deixar a segurança proporcionada por um emprego estável é uma atitude difícil.

O empreendedor, tanto como gerador de novas empresas quanto administrador de empresas já existentes, passa a ser o eixo central da criação de novos postos de trabalho, intensificando transações econômicas e contribuindo para a competitividade de uma nação (PREVIDELLI e SELA, 2006).

“Empreender é essencialmente um processo de aprendizagem proativa, em que o indivíduo constrói ciclicamente a sua representação do mundo, modificando-se a si mesmo e ao seu sonho de auto realização em processo permanente de auto avaliação e auto criação”. (DOLABELA, 2003, p.32).

O empreendedor é mais conhecido como aquele que cria novos negócios, mas pode inovar dentro de negócios já existentes, ou seja, é possível ser empreendedor dentro de empresa já constituída.

Segundo Filion e Borges (2013), durante muitos anos, a imaginação popular manteve o mito do herói empreendedor, ou seja, aquele que abre uma empresa sozinha e se debate com uma coragem excepcional para sobreviver. Para os autores, o empreendedorismo é um fenômeno coletivo, o empreendedor realizando seu sonho com a participação, a assistência e o apoio de muitas outras pessoas, parentes, parceiros, colaboradores, contatos da sua rede, assim como membros de organizações de apoio. É preciso ter um mínimo de pessoas na rede do empreendedor, o que permite, em primeiro lugar, ser informado sobre o que acontece no setor, estimular a reflexão e o aprendizado.

Para Pinchot (1985), um termo – intrapreuner (empreendedor interno) – é introduzido na literatura empresarial para designar uma pessoa que tem espírito empreendedor, mas que, em vez de montar um negócio próprio para viabilizar suas ideias, faz uso da estrutura da empresa onde trabalha.

De acordo com Julien (2010), o empreendedor potencial sofre três tipos de influências que podem ser positivas ou negativas, como podemos ver no quadro a seguir:

Quadro 2 - Tipos de influências sociais sobre o empreendedor potencial ou efetivo

Influências Origem Efeitos Positivo Negativo

Afetivas Família Laços fortes de segurança Encorajamento Dissuasão Simbólicas Educação, trabalho Normas, crenças, modelos Segurança Conservadorismo Sociológicas Trabalho, experiências, redes Enraizamento ou imersão em um meio

Recursos disponíveis Obstáculos potenciais

Fonte: Julien (2010, p. 112)

O empreendedor potencial sofre as influências afetivas que vêm principalmente da família, as simbólicas, da transferência de modelos e as sociológicas, do envolvimento gradual em um meio. Essas diferentes influências fazem do empreendedor um ser plural e coletivo que se constrói aos poucos, sem necessariamente vocação particular.

Durante as pesquisas que serviram de base para dissertação de acordo com Mendes (2009), foi possível encontrar definições para o termo empreendedor que transcrevemos a seguir:

Quadro 3 - Desenvolvimento do termo empreendedor.

Período Autor Conceito

Idade Média

Desconhecido Participante e pessoa encarregada de projetos de produção em grande escala.

Século XVII

Desconhecido Pessoa que assume risco de lucro (ou prejuízo) em um contrato de valor fixo com o governo.

1725 Richard Cantillion

Pessoa que assume risco é diferente da que fornece capital.

1803 Jean Baptiste Say

Lucros do empreendedor separados dos lucros de capital

1876 Francis Walker Distinguir entre os que forneciam fundos e recebiam juros e aqueles que obtinham lucro com habilidades administrativas.

1934 Joseph Schumpeter

O empreendedor é um inovador e desenvolve tecnologia que ainda não foi testada.

1961 Davis McClelland

O empreendedor é alguém dinâmico que corre risco moderados.

1964 Peter Drucker O empreendedor maximiza oportunidades.

econômicos e aceita os riscos do fracasso.

1980 Karl Vésper O empreendedor é visto de modo diferente por economistas, psicólogos, negociantes e políticos.

1983 Gifford Pinchot O Intraempreendedor é um empreendedor que atua dentro de uma organização já estabelecida.

1985 Robert Hisrich O empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e os esforços necessários, assumindo riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.

2001 José Carlos Assis Dornelas

O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização.

2007 Jerônimo Mendes

É o indivíduo criativo capaz de transformar um simples obstáculo em oportunidade de negócios.

Fonte: Mendes, 2009, p. 6

Conforme apresentado, o empreendedorismo tem sido analisado por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento durante vários períodos e isto tem refletido diretamente nas visões criadas sobre o conceito do empreendedorismo.

Leite (2012) afirma que, para ser um empreendedor eficaz em uma sociedade baseada no conhecimento, precisa de uma formação sólida. Ele precisa de uma base de conhecimento de pesquisa, competência no uso da habilidade de imaginar, analisar, formular e interpretar. Apresentamos, na figura – 1, uma forma esquematizada do conceito do espírito empreendedor, resultante da visão integrada entre percepção da atitude e comportamento empreendedor como expressam os teóricos Schumpeter, Mc Clelland e Drucker.

Figura 1 – A visão integrada de Schumpeter, Mc Clelland e Drucker.

Os empreendedores são apontados como pessoas com capacidade, habilidades e atitudes próprias que formam suas características de identificação. O empreendedor possui características importantes e necessárias para ter sucesso como podemos observar no quadro abaixo:

Quadro 4 – Características dos empreendedores de sucesso

Características Descrição

São visionários Têm a visão de como será o futuro para o seu negócio e sua vida com habilidade de implementar seu sonhos

Fazem a diferença Transformam algo difícil, uma ideia abstrata em algo concreto. Sabem agregar valor aos serviços e produtos que colocam no mercado.

Sabem explorar o máximo de oportunidades Transformam ideias em oportunidades através da informação e conhecimento.

São determinados e dinâmicos Implementam suas ações com total comprometimento.

São dedicados Dedicam 24 horas por dia, 7 dias por semana, ao

seu negócio.

São otimistas apaixonados pelo que fazem Adoram o trabalho que realizam. O principal combustível que os matem mais animados e autodeterminados.

São independentes e constroem o próprio destino Á frente das mudanças. Criar algo novo e determinar seus próprios passos. Ser o patrão e gerar empregos.

São líderes formadores de equipes Têm um senso de liderança. São respeitados e adorados por sua equipe.

São bem relacionados (networking) Constroem uma rede de relacionamento que os auxilia no ambiente externo da empresa, junto a clientes, fornecedores e entidades de classes.

Possuem conhecimento São sedentos pelo saber e aprendem

continuamente.

Assumem riscos calculados Sabem gerenciar o risco, avaliando as reais chances de sucesso.

Criam valor para sociedade Utilizam seu capital intelectual para criar valor para sociedade, com a geração de empregos, dinamizando a economia e inovando.

São organizados Os empreendedores sabem obter e alocar os recursos materiais, humanos, tecnológicos e financeiros, de forma racional, procurando o melhor desempenho para o negócio.

Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de Dornelas (2008).

Todas as características empreendedoras transcritas podem ser transpostas para a educação, pois a teoria do empreendedorismo pode ser utilizada como base para a conquista de uma educação empreendedora, que pode ser disseminada por diretores, coordenadores e alunos empreendedores através de posturas inovadoras em suas salas de aula.

Os estudiosos concordam que o empreendedor é uma pessoa que empenha toda sua energia na inovação e no crescimento, manifestando-se de diversas maneiras: criando sua empresa, desenvolvendo alguma coisa nova em uma empresa preexistente ou, ainda, dedicando suas atividades ao empreendedorismo. Ressalta-se, entretanto, que o indivíduo não deve possuir todas as características anteriormente citadas no quadro - 3 para ser denominado empreendedor, mas a presença de grande parte delas denota um perfil voltado ao empreendedorismo.

Entre essas características, nota-se a relação que muitas delas têm com o perfil da Geração Y, por exemplo: inovação, criatividade, impaciência, alegria, autoconfiança, quer fazer a diferença no mundo, gosta de desafios, quer se expressar por meio do trabalho. Estas características são discutidas em detalhes no capítulo 2.5.1.

De acordo com Previdelli e Sela (2006), o empreendedor é aquele indivíduo que, guiado pela visão, busca aproveitar oportunidades, desenvolve ideias e conceitos que possibilitem caminhar segundo uma direção preestabelecida, mapeando um curso de ação que tolere a mudança e o ajude a responder às mudanças no ambiente. É dotado de energia e está sempre disposto a aceitar a luta, mesmo consciente das incertezas e possibilidades de fracasso. Possui capacidade de iniciativa, imaginação para conceber as ideias, flexibilidade para adaptá-las em uma oportunidade de negócios. Para os autores, o empreendedor é a mola propulsora da economia.

Para Salim e Silva (2010), todas as pessoas possuem, em maior ou menor grau, características empreendedoras, mas que nem sempre sabem exercê-las ou não as cultivam. Somos todos empreendedores, mas precisamos exercitar nossas características empreendedoras e aprender as técnicas para aplicá-las de modo adequado.

Segundo Dornelas (2008), para uma pessoa ser considerada empreendedora, deve possuir algumas habilidades técnicas, gerenciais e algumas características pessoais:

 No campo técnico: deve ser capaz de captar informações, ter oratória, liderança em equipe, dentre outros fatores.

 Habilidades gerenciais: saiba lidar com marketing, finanças, logística, produção, tomada de decisão e negociação.

 Pessoais: disciplina, persistência, habilidade de correr riscos e inovar.

Birley e Musuka (2001) acreditam que os empreendedores recebem influências de origens diversificadas no decorrer dos tempos. Eles podem ser influenciados pela carga genética, pela formação familiar, pelas experiências profissionais anteriores e pelo ambiente econômico em que estão inseridos. O empreendedor pode ser compreendido como um ser social, produto do meio em que vive, sendo um fenômeno regional.

No contexto da sociedade moderna e do conhecimento, percebemos a introdução de novos desafios para o empreendedorismo como abordamos na seção a seguir.