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4.5 Analyse av MCR-komponentene

4.5.2 Analyse av hver enkelt MCR-komponent

O Departamento de Saúde Comunitária da UFPR foi constituído originalmente pela união das duas cátedras do Curso de Medicina: a de Moléstias Tropicais e a de Higiene. Depois, foram agregadas a Cátedra de Higiene e Saúde Pública do Curso de Odontologia, a Cátedra de Higiene Social e Saúde Pública do Curso de Farmácia e outra Cátedra de Higiene e Saúde Pública do Curso de Medicina Veterinária.

O corpo docente do Departamento de Saúde Comunitária ficou, então, constituído de médicos, odontólogos, farmacêuticos e

veterinários Os cursos de Enfermagem, Nutrição e Terapia Ocupacional surgiram mais tarde e se organizaram de outra maneira em relação à Saúde Comunitária. O Curso de Enfermagem criou a área de Enfermagem e Saúde Coletiva e o de Nutrição, a área de Nutrição Social. Uma história diferente aconteceu com o Curso de Terapia Ocupacional, criado mais recentemente, e que tem procurado uma maior integração com o Departamento de Saúde Comunitária.

A partir da constituição do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, o Departamento de Saúde Comunitária passou a ter uma forte atuação no Hospital de Clínicas, desde a sua inauguração em 1961, na Enfermaria de Moléstias Infecciosas, como também no ensino, pesquisa e extensão da área de Saúde Coletiva propriamente dita.

Segundo o relatório da Investigação Nacional sobre o Ensino da Medicina Preventiva, as características do trabalho desenvolvido pelos docentes da UFPR, em 1976, foram assim descritas:

(...) O Departamento de Saúde Comunitária parece estar estruturado de maneira dinâmica na medida em que desenvolve intenso programa de pesquisa em sua área de conhecimento. É integrado pelo Núcleo Profilático Universitário Prof. Pereira Filho, que desenvolve vários programas de atendimento à comunidade. Esse órgão auxiliar do Departamento, administrado pelo Chefe do Departamento, pretende, conforme o Regimento do Departamento de Saúde Comunitária do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, ter como objetivos: I. Promover a saúde e prevenir as doenças no corpo docente, discente e demais servidores da Universidade Federal do Paraná; II. Promover a saúde e prevenir doenças na população residente nos bairros: Batel, Santa Teresinha, Seminário e todos do Distrito de Curitiba; III Proporcionar estágio prático ao corpo discente da Universidade Federal do Paraná; IV. Proporcionar treinamento em serviço a todos os servidores que desempenhem funções no Núcleo; V. Realizar pesquisas, pura e aplicada, na área de Saúde Pública e Medicina Preventiva, com vistas ao aprimoramento das suas atividades; VI. Colaborar com todas as disciplinas do Departamento e de outros departamentos da Universidade Federal

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do Paraná; VII. Avaliar, semestralmente, demonstrando por relatório a situação da morbidade verificada em exames pelo Núcleo. É significativo o papel que o Departamento de Saúde Comunitária desempenha dentro da escola. Desenvolve, a partir do Núcleo, um importante programa de atendimento à comunidade. Realiza pesquisas pioneiras na região, e o que é mais importante, promove estágio prático para o corpo docente da escola, dentro de uma nova visão da prática médica. Em 1976, a Universidade assinou com a Prefeitura de Curitiba um “Termo de Acordo” visando à implementação de um Programa de Saúde Comunitária com o intuito de propiciar estágio a alunos da Universidade no campo da Saúde de Comunidade. Antes disso, em 1974, o próprio Departamento assinara um “Termo de Ajuste” com a Secretaria de Estado dos Negócios da Saúde Pública do Paraná com o intuito de permitir o desenvolvimento de um Programa de Saúde Comunitária. Todo esse programa de atendimento à comunidade é realizado através do Núcleo, que além de desenvolver atividades de assistência médico-sanitária, pretende treinar alunos da própria escola e também de outros cursos da Universidade. Nesse sentido, pode-se perceber que esse Departamento segue um esquema de integração em dois sentidos: por um lado, com os demais Departamentos da escola, e por outro, visa à integração com os serviços de saúde do Estado(AROUCA, 1978).

Caracteriza-se nitidamente, neste caso, o chamado “Modelo Racionalizador”, pois estava além do Modelo Mínimo Legal e diferindo do Modelo Liberal pela prática de extensão de cobertura, entre as classificações propostas pelo PESES (1978), para a área de Saúde Coletiva naquele momento, e descritas no parecer acima, constante do relatório da pesquisa encaminhado à FINEP.

A partir de 1994, com a implantação da reforma curricular (Resolução CEP N.31/94), os docentes do Departamento de Saúde Comunitária passaram a atuar mais regularmente em sete disciplinas que, em termos de carga horária, representam 6% (480 horas) da carga horária total do curso. No entanto, para aqueles estudantes que optam pelo estágio no Internato de Medicina Geral e Comunitária, a carga horária total de Saúde

Coletiva sobe para 12% (920 horas) e se desenvolve nas seguintes disciplinas:

a) Saúde, Sociedade e Meio Ambiente, ofertada no 3o semestre (60 horas): Conceitos básicos sobre o processo saúde e doença e a determinação social do mesmo. Influência dos processos sociais e culturais e suas repercussões nas condições e práticas de saúde da população. Relação meio ambiente, saúde e desenvolvimento, da influência do ambiente físico e dos riscos ambientais à saúde, da importância do saneamento básico e da higiene dos alimentos e as medidas de controle de doenças aplicadas ao ambiente (UFPR, 2007a). b) Epidemiologia, ofertada no 6o semestre (60 horas): Epidemiologia Geral.

Compreensão da evolução histórica, concepção, usos e perspectivas da epidemiologia. Estrutura epidemiológica das doenças transmissíveis e medidas profiláticas. Diagnóstico de saúde através dos indicadores de morbi- mortalidade, recursos e atividades de saúde. Metodologia epidemiológica e dos principais modelos aplicados à investigação das doenças e sua aplicação em serviços de saúde. Sistemas de vigilância epidemiológica no sistema de saúde (UFPR, 2007b).

c) Prática de Ambulatório Geral I, ofertada no 6o semestre (120 horas):

Atendimento Integrado das patologias prevalentes na comunidade, de acordo com sua demanda espontânea, em Serviços Ambulatoriais Gerais, Hospitais e Consultórios (UFPR, 2007c).

d) Saúde e Trabalho, ofertada no 6o semestre (60 horas): Processo de trabalho e sua repercussão na saúde individual e coletiva. Funções do Médico do Trabalho e os Serviços Médicos das Empresas. Legislação trabalhista ligada à Saúde e Segurança, acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Riscos ocupacionais e das medidas de controle incluindo as técnicas de proteção individuais e coletivas. Higiene dos ambientes de trabalho e das atividades deprevenção de acidentes. Situação atual da assistência à Saúde do

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Trabalhador no sistema de saúde e principais doenças e acidentes do trabalho

(UFPR, 2007d).

e) Prática de Ambulatório Geral II, oferecida no 7o semestre (120 horas):

Visa expor o aluno ao atendimento integrado de clientes diversos - adultos e crianças. O aluno fará anamnese e o exame físico completo para a elaboração de diagnóstico e plano terapêutico. Terão orientação de docentes de diversas especialidades médicas como consultores. O objetivo é o de dar solução à maioria dos casos clínicos a nível ambulatorial. Funcionará no Hospital de Clínicas e em Ambulatórios da Comunidade através de Convênios (UFPR, 2007e).

f) Doenças Sexualmente Transmissíveis, ofertada no 7o semestre (60 horas): Clínica, etiopatologia, diagnóstico e terapêutica das doenças de

transmissão sexual prevalentes de maneira interdisciplinar (UFPR, 2007f). g) Medicina Geral e Comunitária, oferecida no 12o semestre do Internato

Médico como um estágio curricular optativo de 11 semanas (440 horas):

Metodologia de trabalho. Serviços de saúde em nível individual e coletivo integrado em equipe multiprofissional. Área de atuação do serviço e a população residente. Determinantes sociais do processo saúde-doença. Propõe-se também a identificação da Medicina Geral e Comunitária no Sistema Único de Saúde em nível municipal. Produção de trabalho científico sobre problemas identificados em campo (UFPR, 2007g).

Com o Ajuste Curricular proposto pela coordenação do curso e aprovado pelo Colegiado do Curso em 2007, para implantação em 2008, os docentes do Departamento de Saúde Comunitária passarão a atuar em oito disciplinas no Curso de Medicina, que representarão os mesmos 6% (480 horas) da carga horária total e se desenvolverão nas seguintes disciplinas da 1ª à 4ª série:

a) Saúde, Sociedade e Meio Ambiente, ofertada no 3o semestre (60 horas);

b) Epidemiologia, ofertada no 4o semestre (60 horas);

c) Organização de Sistemas e Serviços de Saúde, ofertada 5o semestre (40 horas);

d) Saúde e Trabalho, ofertada no 6o semestre (60 horas);

e) Atenção Integral à Saúde I, ofertada no 6o semestre (80 horas);

f) Atenção Integral à Saúde II, ofertada no 7o semestre (100 horas);

g) Infectologia, ofertada no 7o semestre (60 horas);

h) Investigação em Saúde Coletiva, ofertada no 8o semestre

(20 horas).

Como estamos analisando um currículo em transição que, do sexto semestre para baixo é o currículo ajustado e do sétimo para cima é o sem o ajuste, fica difícil conseguir visualizar como de fato ficará a estrutura curricular final do curso. Além disso, existe a perspectiva de se aumentar o Internato Médico para dois anos.

Caso isso se confirme, a carga horária do Internato totalizará 3.520 horas, sendo que o Internato em Saúde Coletiva passará de optativo no 12º semestre para obrigatório no 10º semestre e terá uma carga horária como os outros estágios de 440 horas, o que representará um percentual de 12% (920 horas) para a carga horária total de Saúde Coletiva no Curso de Medicina da UFPR.

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A análise quantitativa que se pode fazer do currículo ajustado é que houve mudanças na oferta da carga horária de Saúde Coletiva, induzidas por pela busca de maior adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Graduação em Medicina.

No que diz respeito às recentes iniciativas de capacitação, um grupo de professores do Departamento de Saúde Comunitária promoveu em 2008, um curso de Apoio Pedagógico ao Ensino de Saúde Coletiva na Atenção Primária à Saúde para os médicos que fazem a preceptoria dos estudantes na rede básica de saúde, visando às mudanças das práticas em Saúde Coletiva.

O curso foi desenvolvido em encontros quinzenais em que se discutiu um determinado tema, após o que foi realizado um seminário aberto à comunidade, para o qual foram convidados os quatro cursos de Medicina existentes em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, além dos gestores e professores do Curso de Medicina da UFPR.

No primeiro módulo, foi feita uma introdução ao campo da Saúde Coletiva por mim, que discuti os Desafios e Tendências do Ensino da Saúde Coletiva na Atenção Primária à Saúde, e que contou com a participação dos 10 profissionais que fazem preceptoria para a UFPR e mais 30 preceptores das outras faculdades de Curitiba.

No módulo seguinte, realizou-se uma discussão sobre a importância do aprendizado da Atenção Primária à Saúde para a formação

geral do médico, seguida da discussão da Clínica Ampliada, das Políticas de Saúde e o SUS, da Educação em Saúde, finalizando com Atenção Integral à Saúde.

O impacto qualitativo deste ajuste curricular no processo avaliativo do Curso de Medicina da UFPR é uma questão em aberto a ser respondida futuramente pelos gestores do curso, quando se completar o processo de transição curricular em 2012, que marcará o 100º ano do curso.

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