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A metodologia utilizada pelo DNIT utiliza uma escala de classificação que possui cinco níveis e em um estoque numeroso de estruturas, muitas delas serão avaliadas com a mesma nota, e o único critério de desempate previsto é o VMD, que é característico de um segmento da pista. Esse segmento pode conter várias OAEs com mesma nota técnica, como ocorreu na BR-450/DF, que teve todas as nove estruturas avaliadas com nota 3. Nesse caso a metodologia GDE/UnB surgiu como uma hipótese para a solução dessa questão.

A execução da metodologia descrita no item 5 se iniciou pela adaptação da metodologia GDE/UnB para sua aplicação em inspeções rotineiras de OAEs. A adaptação contemplou a eliminação de ensaios de campo, uma vez que essas inspeções são essencialmente visuais, e a inclusão de famílias não contempladas por Euqueres (2011).

A metodologia GDE/UnB foi aplicada para a determinação do grau de deterioração das 22 OAEs de duas formas distintas: na primeira foram considerados apenas os valores de Gde maiores ou iguais a 15 (Gd), e na segunda foram considerados todos os valores de Gde (Gd*). Em quatro OAEs o valor de Gd* foi superior a Gd, em média 0,54%, nas demais OAEs o valor de Gd foi maior que Gd* em média 31,13%.

Após a verificação das divergências relatadas no parágrafo anterior e a realização das simulações apresentadas no item 7.2, se constatou que a consideração apenas dos danos

expressivos se adequa melhor à formulação da metodologia GDE/UnB com as alterações

propostas por Fonseca (2007). Entretanto, durante as referidas simulações se observou que em uma situação de intervenção parcial em um OAE, em que fossem feitas intervenções apenas em danos de baixa intensidade, o novo cálculo de Gd resultaria em um valor maior que o anterior, dando a impressão que o nível de deterioração da estrutura piorou, apesar de terem sido empenhados recursos na OAE. Constatou-se que esse comportamento da

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Equação 3.5 se deve ao fato de se tratar de uma média ponderada, em que os graus de

deterioração das famílias são ponderados em função dos respectivos fatores de relevância estrutural (Fr).

Nesse caso, o gestor da estrutura teria uma informação contraditória, indicando que, apesar do investimento feito, a condição da OAE se agrava. Esse fato motivou a investigação de uma nova equação para o cálculo do grau de deterioração da estrutura. Como premissa, se definiu que a nova equação deveria manter duas características que a metodologia do DNIT não apresenta: ponderação em função do elemento onde o dano está instalado, e a consideração da relevância da família à qual pertence o elemento danificado. Como resultado se obteve a Equação 7.2, que foi aplicada às 22 OAEs inspecionadas, os resultados se mostraram mais consistentes quando considerados todos os valore de Gde, uma vez que, mesmo em casos de estruturas com danos de baixa intensidade, seria possível a priorização entre elas.

Após a inspeção e análise dos resultados, os danos foram tabulados e analisados quanto à sua ocorrência.

8.2. CONCLUSÕES

As conclusões deste trabalho são elencadas a seguir:

• A metodologia GDE/UnB passou por adaptações para sua utilização em inspeções rotineiras de OAEs rodoviárias, tendo como base o estudo feito por Euqueres (2011). Considerando que as inspeções rotineiras são essencialmente visuais, os danos que necessitavam de ensaios de campo para sua constatação foram eliminados. Outro ajuste necessário foi a inclusão de duas novas famílias de elementos: travessas e transversinas.

• Todas as 22 OAEs selecionadas foram inspecionadas e avaliadas de acordo com as metodologias GDE/UnB e SGO/DNIT, sendo obtidos os fatores de intensidade e os

fatores de ponderação dos danos, que são usados para o cálculo dos valores do grau do dano para cada OAE, e as notas técnicas dos elementos de todas as estruturas

inspecionadas.

• Os resultados das simulações de intervenções nas OAEs mostraram que a formulação proposta por Fonseca (2007), também utilizada por Euqueres (2011), não reflete as

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intervenções feitas nas estruturas. As simulações mostraram, ainda, que em alguns casos, mesmo após a realização de intervenções, o grau de deterioração (Gd) das estruturas aumentou. O contrário também ocorreu: a inclusão de novos danos provocou a redução do grau de deterioração.

• Uma nova formulação para o cálculo do grau de deterioração foi proposta e testada nas 22 OAEs inspecionadas. Essa formulação foi utilizada para a realização das mesmas simulações de intervenção realizadas com a formulação proposta por Fonseca (2007), e os resultados se mostraram coerentes com as intervenções realizadas e com o surgimento de novos danos.

• Os resultados obtidos pela aplicação da Equação 7.2 às 22 OAEs inspecionadas, se mostraram mais consistentes quando considerados todos os valores de Gde, inclusive os menores que 15, uma vez que, mesmo em casos de estruturas com danos de baixa intensidade, seria possível a priorização entre elas.

• Os resultados obtidos pela metodologia SGO/DNIT mostraram que, das 22 estruturas inspecionadas, cinco obtiveram nota técnica igual a 2, sendo portanto prioridade em relação às demais estruturas no que se refere à aplicação de recursos. Ao definir qual dessas cinco estruturas teria prioridade em relação às outras, o critério de desempate se mostrou ineficiente, uma vez que todas as cinco estruturas estão inseridas no mesmo segmento da via. O mesmo ocorre com as estruturas com as estruturas com nota

técnica igual a 3, sendo nove na BR-450/DF e cinco na via L4.

• Tendo como referência o Roteiro de inspeção em estruturas de concreto armado (FONSECA, 2007) e Roteiro de inspeção de pontes de concreto armado (EUQUERES, 2011), foi elaborado o Manual de aplicação da metodologia GDE/UnB a OAEs. Esse manual incorpora as recentes recomendações da NBR 6118:2014 bem como a fórmula de cálculo do grau de deterioração da estrutura proposta nesta pesquisa (Equação 7.2). • Após a tabulação dos danos foi possível a avaliação da incidência dos mesmos. Os três danos de maior incidência foram as fissuras, com 266 ocorrências, as falhas de concretagem e as manchas, com 131 ocorrências cada. As fissuras se mostraram mais frequentes nas lajes, com 175 das 266 ocorrências. As falhas de concretagem tiveram maior incidência nos pilares, com 52 ocorrências, e as manchas tiveram maior incidência nas lajes, com 84 das 131 ocorrências.

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Após o cumprimento dos objetivos específicos este trabalho, concluiu-se que a aplicação da metodologia GDE/UnB, com as adaptações descritas em 5.1 e com a formulação proposta no item 7.3, apresentou como resultado valores mais escalonados, minimizando as chances de duas OAEs serem avaliadas com o mesmo grau de deterioração. Nesse sentido, a metodologia GDE/UnB se mostrou adequada como uma alternativa à metodologia atualmente utilizada pelo DNIT para alimentação do SGO.