2 Komparative Analyse der ersten Episoden
2.4 Analyse der ersten Episode in Der Vorleser
A partir dos dados sobre investimentos federais realizados pelo Ministério do Turismo nos 65 destinos turísticos estudados entre os anos de 2007 e 2009 e da variação da competitividade entre os anos de 2008 e 2010, buscou-se responder às duas primeiras perguntas de pesquisa: (i) que tipos de investimentos federais são mais efetivos para o desenvolvimento da competitividade de destinos turísticos? (ii) diferentes tipologias de investimentos federais afetam quais dimensões da competitividade dos destinos turísticos?
Conforme verificado na seção anterior, foram criados cinco fatores teóricos baseados nas macrodimensões do modelo de competitividade do Ministério do Turismo. Cada fator teórico foi utilizado como variável dependente, enquanto os investimentos federais aplicados em cada um dos destinos analisados foram utilizados como variáveis independentes. As Tabelas 4.1 e 4.2 apresentam os resultados das análises com significância estatística. Os demais resultados das análises de regressão são apresentados no Apêndice B.
Modelo Coeficientes não Padronizados
Coeficientes
Padronizados T Sig.
B Erro Padrão Beta
(Constante) 3,441 ,324 10,629 ,000
Marketing 7,697E-5 ,000 ,315 2,632 ,011
Modelo Coeficientes não Padronizados
Coeficientes
Padronizados T Sig.
B Erro Padrão Beta
(Constante) 5,450 ,679 8,025 ,000
Infraestrutura ,000 ,000 -,272 -2,305 ,025
Patrimônio Histórico -,010 ,004 -,290 -2,461 ,017
Tabela 4.2 – Resultado Análise de Regressão Fator Competitividade Turismo
Foi possível obter resultados com significância estatística somente nas análises de regressão do Fator Competitividade Infraestrutura e do Fator Competitividade Turismo. Conforme Tabela 4.1, para Fator Competitividade Infraestrutura a única variável independente com significância foi o investimento em marketing, de forma que não se vislumbra uma explicação a partir do arcabouço teórico considerado para o presente estudo.
Os resultados da análise de regressão para o Fator Competitividade Turismo, constantes na Tabela 4.2, apresentam significância para as variáveis infraestrutura e patrimônio histórico. Em ambos os casos, no entanto, os coeficientes Beta padronizados apresentaram valores negativos, o que indica que as variáveis independentes influenciam o Fator Competitividade Turismo de forma negativa. Os investimentos realizados nos destinos em infraestrutura e patrimônio histórico, portanto, tiveram resultado oposto ao pretendido, no tocante ao desenvolvimento da competitividade dos destinos turísticos. Esse resultado vai de encontro à proposição de que os investimentos do Ministério do Turismo têm um impacto positivo para o desenvolvimento da competitividade turística.
O Fator Competitividade Turismo envolve as dimensões: Serviços e Equipamentos Turísticos; Atrativos Turísticos; e Marketing. Essas dimensões relacionam-se aos Recursos Centrais e Atrativos do modelo de Crouch e Ritchie (1999) e à Gestão do Destino no modelo de Dwyer e Kim (2003) e são aspectos centrais para o desenvolvimento de recursos turísticos necessários à competitividade dos destinos. Considerando o volume de recursos aportado pelo Ministério do Turismo em ambas tipologias de investimentos, uma possível explicação seria que há um enfoque muito grande em investimentos em infraestrutura (45% do total de investimentos considerados), desproporcional à evolução desses aspectos relativos à competitividade turística. Haveria, portanto, um descompasso nos investimentos, uma vez que, em seguida às infraestruturas básica e de acesso, necessárias para o desenvolvimento turístico, deveria haver investimentos complementares voltados para os produtos e os atrativos turísticos. Segundo Hassan (2000), a ausência de ações de marketing e
de promoção de atrativos turísticos pode acarretar, no longo prazo, o comprometimento da competitividade de mercado dos destinos turísticos.
Da mesma forma, o investimento aportado em patrimônio histórico possivelmente não acompanhou o desenvolvimento dos Fatores relacionados à competitividade, mais uma vez ocasionando um descompasso entre as variáveis e a relação inversamente proporcional aferida na análise de regressão. Cumpre destacar que os investimentos em patrimônio histórico referem-se a menos de 1% do total investido pelo Ministério do Turismo nos 65 destinos considerados.
Nota-se a partir do resultado que os investimentos nos destinos turísticos podem ter influência em aspectos diversos da área temática de aplicação dos recursos, além de não se restringirem a impactos positivos para o desenvolvimento da competitividade. Por haver a possibilidade de resultados negativos para a competitividade ressalta-se a necessidade de planejamento dos investimentos para o desenvolvimento da competitividade e de seu monitoramento para que os resultados alcançados não sejam diversos daqueles almejados. Esser et al. (1996) destacam que uma política ativa e antecipatória não pode ser implementada com um método de planejamento unidimensional e tradicional com a participação exclusiva de organismos governamentais dotados de conhecimentos limitados. Dessa forma, as políticas públicas devem se apoiar no diálogo amplo entre os diversos segmentos para que as mudanças sociais, resultado final da competitividade, efetivamente ocorram (ESSER et al., 1996).
Tendo por base os resultados obtidos, não foi possível identificar quais investimentos foram mais efetivos para o desenvolvimento da competitividade dos destinos turísticos analisados devido à falta de significância estatística da grande maioria das análises de regressão linear. Conforme destacado nos modelos de competitividade de destinos turísticos estudados, a competitividade seria desenvolvida a partir da atuação conjunta do Governo em seus diferentes níveis (municipal, estadual e federal), assim como das organizações que compõem o destino turístico (DWYER; KIM, 2003). Ao abordar somente os investimentos federais realizados pelo Ministério do Turismo diretamente no município, não estão sendo considerados outros investimentos realizados em âmbito regional ou mesmo os investimentos que os Estados e os próprios municípios possam realizar.
Ainda assim, por se tratar de investimentos realizados diretamente nos municípios, e que o desenvolvimento da competitividade é um dos objetivos centrais das políticas públicas desenvolvidas pelo MTur, era esperado que esses investimentos fossem significativos para a variação positiva da competitividade dos destinos turísticos, ainda que com pouca variação podendo ser explicada pelas variáveis inseridas nas análises de regressão.