5.3 Q3: Bedriftskundenes etterspørsel etter regnskapsleverandørens tjenester
5.3.1 Analyse av to regnskapsaktører i markedet
A construção de dicionários e materiais didáticos é um exemplo da profícua relação da LC com a área de ensino de línguas, especialmente de inglês como língua estrangeira e segunda língua. Além disso, O'Keeffe, McCarthy e Carter (2007) declaram ser incontestável a contribuição que a LC oferece à descrição da língua a ser ensinada. Biber (2005, apud BENNETT, 2010, p.iii), apontou dois desafios relacionados à progressão da Linguística de Corpus no ensino, “(1) adaptar as descobertas das pesquisas em corpus aos materiais de sala de aula e (2) apontar as aplicações mais eficazes para o ensino em sala de aula.”17. Para se fazer uso de um corpus o professor precisa de orientação a respeito de como extrair a informação desse corpus e treinamento de como avaliar tal informação (SINCLAIR, 2004, p.2), como confirma CONRAD (2000, apud BENNET, 2010): a maior força para a mudança [no que diz respeito a Linguística de Corpus e ao ensino de línguas] poderia ser uma geração de professores ESL que foi apresentada [à Linguística de Corpus] nos seus programas de treinamento, que aprecie o escopo do trabalho, e que
17 (1) adapting corpus findings to classroom materials and (2) determining the most effective applications to classroom
busque desenvolver sua própria investigação com corpus e atividades para a sala de aula.18 (CONRAD, 2000 p. 556 apud BENNETT, 2010, p. iii)
Para se responder algumas perguntas frequentemente feitas na sala de aula pelos estudantes como: “quais são as palavras mais frequentes em inglês?”, “como verifico se posso dizer “get a job” ou “*catch a job?””, “como as pessoas usam o verbo make?”, “qual a frequência de adjetivos no inglês acadêmico?” e “quais os diferentes usos da palavra like?”, os professores podem contar com o apoio da Linguística de Corpus. Por meio dos dados verifica-se que o uso de itens lexicais é arbitrário e o possível uso das palavras em determinada comunidade evidencia-se pelo que é por ela é convencionalizado. Esse consenso faz com que Happy Christmas, Merry Christmas e Happy Birthday sejam construções totalmente possíveis e Merry Birthday fuja do padrão de uso da língua (LEWIS, 1997). A esse respeito Lewis (1997), defende que os estudantes devem ser orientados de que não existem respostas para todas as suas perguntas relacionadas aos diferentes fenômenos linguísticos, como por exemplo, no caso dos verbos irregulares no passado ou o plural irregular, os quais refletem o funcionamento do léxico. Por outro lado, não há impedimento gramatical para que algumas construções sejam feitas, contudo, muitas não seriam bem aceitas pelos falantes da língua. Por meio da seleção de sentenças que de fato ocorrem na língua, é possível conhecer também as combinações preferidas dos usuários em contextos específicos.
Alguns autores oferecem diferentes exemplos das contribuições que a LC pode dar ao ensino de línguas, Berber Sardinha (2004, 2011b), por exemplo, cita diferentes instrumentos para o ensino, como corpora de aprendizes, concordâncias, Currículo Lexical, Abordagem Lexical e Data Driven Learning (DDL) e faz uma revisão da abordagem pedagógica baseada em linhas de concordância. Little (1989) e Anderson e Corbett (2009) também argumentam a favor do uso de materiais autênticos, os quais serviriam como motivação e estímulo para os aprendizes. Para Römer (2008, apud HUNSTON & FRANCIS, 2000), os professores em formação inicial ou continuada devem ser motivados a utilizar a LC e a aprender a descobrir os padrões da língua. Xiao (2009) assegura que para que a LC tenha alcance aos diversos contextos de ensino de línguas, o acesso a recursos apropriados oferecidos pelo corpus e o treinamento de professores é tomado como uma das tarefas prioritárias para os pesquisadores. Outro fator que torna eminente a utilidade
18 the strongest force for change [regarding corpus linguistics and language teaching] could be a generation of ESL
teachers who were introduced [to corpus linguistics] in their training programs, who appreciate the scope of the work, and who have practiced developing their own corpus research and activities in classrooms (Conrad, 2000, p. 556, apud Bennett, 2010, p. iii)
de apresentar a descrição da linguagem baseada em dados ao professor, é o fato de que, muitas vezes sua prática é atrelada às crenças que asseguram haver subjetividade na fala dos nativos, a qual não poderia ser descrita objetivamente e, somada à essa crença, a real dimensão dos padrões da língua não é conhecida, como sinaliza Berber Sardinha (2004, p. 261): “Os materiais de ensino, por mais que sejam baseados no estado da arte da descrição da linguagem pouco adiantam se o professor de línguas ainda acreditar nesses mitos”. O'Keeffe, McCarthy e Carter (2007) esclarecem que a LC oferece base empírica para a pesquisa do professor e apresenta características não observáveis e não descritas intuitivamente a respeito da língua.
Para exemplificar, no que diz respeito à inclusão desta proposta na escola, Reppen (2010) fornece diferentes propostas de exercícios para a sala de aula que vão desde a introdução de vocabulário ao estudo de textos, os quais podem atender dos níveis iniciais aos mais avançados. Dentre os exemplos, um deles tem o objetivo de determinar o nível de dificuldade na leitura de estudantes iniciantes, e para isso a autora sugere a geração de lista de palavras a partir de três textos jornalísticos, nos quais a frequência de cinco palavras desconhecidas será selecionada pelos estudantes. Caso a frequência dessas palavras seja alta, o estudante teria dificuldade na leitura e caso seja baixa, o estudante poderia realizar a leitura do texto com êxito. Em outra atividade, destinada a estudantes de níveis intermediários ou avançados, são demonstradas algumas diferenças entre o texto falado e o texto escrito com base no acesso ao corpus, no qual a expressão got to será investigada nos registros conversação e textos acadêmicos e, ao observarem os registros, os estudantes serão capazes de responder em qual deles o uso dessas duas palavras é mais frequente e detalhar diferenças no uso da expressão.
Outra referência de trabalho com exemplificações de atividades, é o material de Bennett (2010). A título de exemplo, em uma das atividades propostas, os estudantes teriam acesso à 40 frases de um corpus falado para identificar padrões de uso de a/an e the e realizariam atividades com o uso dos artigos. Atividades relacionadas ao vocabulário acadêmico, frequência de palavras e linhas de concordância também são descritas. Além das propostas de atividades, a autora compõe alguns capítulos a partir de comentários feitos pelos estudantes após a realização dos exercícios propostos. Os passos para a realização das atividades também são assinalados.
Cada uma das atividades exemplificadas pode ser adaptada à diferentes situações de ensino e, além disso, é importante salientar que os exercícios exemplificados não são diferentes daqueles
já utilizados pelos professores em suas aulas, a diferença é marcada pela seleção de conteúdo para o trabalho e como ele será determinado (REPPEN, 2010).
A seguir, alguns princípios da LC, os quais estão em consonância com o escopo deste estudo, são evidenciados para o trabalho com atividades baseadas em corpora, os quais atendem à diferentes níveis de proficiência linguística dos estudantes, como a aprendizagem movida por dados, o uso das linhas de concordância e a descoberta de padrões léxico-gramaticais, o uso dos colocados e prosódia semântica.