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Analyse av samsvar

4. Analyse

4.1 Analyse av samsvar

aika eva sarv¯arth

a-praka´sah. pravibh ajyate dr ˚´sya-b h ed¯anuk¯aren.a, v¯aky¯arth ¯anugamas tath ¯a. (2.7)

Assim como uma cogni¸c˜ao ( prak¯a´sa) que cont´em todos os objetos ´e una e ´e analisada segundo as diferen¸cas dos objetos sens´ıveis, ´e-o da mesma maneira a compreens˜ao ( anugama) do sentido da frase ( v¯aky¯arth

a).

citra-j˜n¯anam. sarv¯ak¯aram ekam eva. pravibh

¯agas tv asya dr

˚´sya-b

h

eda-sam- ¯a´srayen.a kriyate. n¯ıla-p¯ıt¯ady-anek¯ak¯aram eva vij˜n¯anam upaj¯atam iti. va-

stu-sth

ity¯a tatra j˜n¯ana ¯ak¯ara-bh

edo n¯asti. tath

¯a v¯akya-v¯aky¯arth

ayoh. sva-r¯u- pam. boddh

avyam. v¯aky¯arth

¯anugamas tath

¯a ity anena hi n¯an¯a-v¯aky¯arth ayor akh

an.d.atvam. p¯anaka-rasa-m¯ayur¯an.d.a-rasa-citra-r¯upa-nara-sim. ha-gavaya-ci- tra-j˜n¯anavat sam¯anam evocyate. yath

¯a v¯akyam. nirvibh

¯agam. sph ot.a-laks.an.am. v¯acakam. tath ¯a v¯aky¯arth o ’pi tath ¯a-vidh

a evety anayor eka-yoga-ks.ematvam.

Uma cogni¸c˜ao variegada (citra-j˜n˜ana) que cont´em todas as formas (¯ak¯ara)

´e de fato una. A an´alise que se faz dela deve-se `as diferen¸cas nos objetos sens´ıveis. ´E ent˜ao que surge o discernimento (vij˜n¯ana) de diversas formas, o

azul, o amarelo, etc. O fato de que os objetos adquiriram estabilidade (sth iti)

n˜ao faz com que haja diferen¸ca de forma na cogni¸c˜ao em si mesma. ´E-o da mesma maneira a compreens˜ao do sentido da frase. Aqui entende-se que a

indivisibilidade (akh

an.d.atva) de dois sentidos diferentes numa mesma frase

´e como a que h´a na cogni¸c˜ao variegada dum gaial44

, de Nara-sim. ha45

, das in´umeras cores que h´a no l´ıquido do ovo do pav˜ao ou de uma bebida46

. Ora, uma vez que tanto a frase como o sentido dela n˜ao possuem partes (nirvi-

bh

¯aga), tˆem forma de sph

ot.a e s˜ao denotadores (v¯acaka), ambos realizam-se

como unidade (anayor eka-yoga-ks.ematvam).

evam ¯antaram. dr

˚s.t.¯antam upadar´sya b¯ahyam apy upadar´sayitum ¯aha: Depois de um exemplo interior, ele apresentou um exterior:

citrasyaika-sva-r¯upasya yath

¯a bh eda-nidar´sanaih. n¯ıl¯adibh ih. sam¯akh y¯anam. kriyate bh inna-laks.an.aih., (2.8)

Assim como se analisa ( sam¯akh

y¯anam kriyate) uma ´unica forma colorida indicando-se diferen¸cas cujas caracter´ısticas, como o azul, etc. s˜ao diferentes entre si,. . . (2.8)

44

Bos frontalis, uma sub-esp´ecie de boi (cf. Wikip´edia, s.v.). Os autores indianos o

classificavam com uma esp´ecie de veado (cf. Monier-Williams, gavaya).

45

“Homem-le˜ao”, quarta encarna¸c˜ao de Vis.n.u.

46

Talvez se trate de um preparado, uma mistura de substˆancias que forma uma bebida espec´ıfica, algo como um coquetel.

citram. hi r¯upam anam. ´sam ekam eva. tasyaiv¯avaya-gatair yath

¯a n¯ıl¯adibh ir bh

edena nidar´sanam. pradar´sanam. yes.¯am. taih. pr

˚t

h

ag-r¯upair eva sam¯akh y¯a- nam. kriyate.

Ora, uma forma colorida n˜ao tem partes, ´e de fato una. Assim como ela ´e indicada, i.e., apresentada possuindo diferen¸ca por causa do azul, etc. de suas partes, que s˜ao analisados a partir de diferentes cores,. . .

tath

¯a prakr

˚te kim? ity ¯aha: . . . [?]

tath

aivaikasya v¯akyasya nir¯ak¯a ˙nks.asya sarvatah. ´sabd¯antaraih. sam¯akh

y¯anam. s¯ak¯a ˙nks.air anugamyate. (2.9)

da mesma maneira analisa-se uma ´unica frase sem expectativa ( nir¯ak¯a ˙nks.a, i.e. de sentido completo) indicando-se ali outras palavras que requerem umas `as outras ( s¯ak¯a ˙nks.a). (2.9)

ekasya nirvibh

¯agasya v¯akyasya sarvatah. parip¯urn.asya v¯aky¯antara-gataih. pa- d¯antarair anv¯akh

y¯anam. tath

aiva kriyate iti.

da mesma maneira, a frase, que ´e una, sem partes, completa de todos os lados, ´e analisada por meio de palavras outras que ocorrem noutras frases.

“na v¯a padasy¯arth

e prayog¯ad [MBh

¯as. 1.237]” ity asmin dar´sane yath ¯akh

a- n.d.am eva padam. prakr

˚ti-pratyay¯adib

h

ih. kalpitair eva vibh

ajyate tath ¯a v¯akye ’py asatya-bh ¯ ut¯an¯am ev¯abudh a-bodh

an¯aya pad¯an¯am. vibh ¯ago dr

˚as.t.avya iti pra-

tip¯adayitum ¯aha:

“Ou n˜ao, j´a que a palavra ´e usada num sentido [MBh

¯as. 1.237.]”, segundo essa opini˜ao, assim como uma palavra sem partes ´e analisada em base, afixos, etc., que s˜ao de fato formas hipot´eticas, no caso da frase deve-se observar da mesma forma, a fim de ensinar os de pouca inteligˆencia, a divis˜ao em palavras, que na verdade s˜ao entidades irreais. Para explicar isso ele disse:

yath

¯a pade vibh

ajyante prakr

˚ti-pratyay¯adayah., apoddh

¯aras tath

¯a v¯akye pad¯an¯am upavarn.yate. (2.10)

Assim como no caso da palavra separa-se a base, os afixos, etc., no caso da frase, da mesma maneira, usa-se da extra¸c˜ao ( apo-

ddh ¯ara) de palavras. (2.10) pade hi yath ¯a prakr ˚ti-pratyaya-vib h

¯ago ’satya eva b¯ala-vyutp¯adan¯aya kriya- te, tath

¯a v¯akye v¯aky¯arth

a-pratip¯adan¯ay¯apoddh

¯arah. pad¯an¯am upavarn.yata iti boddh

avyam.

I.e., assim como, no caso da palavra, procede-se a uma separa¸c˜ao, irreal com

efeito, de bases, afixos, etc., que serve para ensinar as crian¸cas, da mesma maneira, no que se refere `a frase, recorre-se `a extra¸c˜ao das palavras a fim de explicar-lhe o sentido.

tatra v¯aky¯ad apoddh r

˚t¯an¯am. pad¯an¯am. kevalam itara-pada-s¯ar¯upya-m¯atram. dr˚-

´syata iti pratip¯adayitum ¯aha:

Aqui para explicar que no caso das palavras extra´ıdas duma frase observa-se nada mais que a semelhan¸ca que elas tˆem com outras palavras, disse o autor:

varn.¯antara-sar¯upatvam. varn.a-bh

¯ages.u dr ˚´syate, pad¯antara-sar¯up¯a´s ca pada-bh

¯ag¯a avasth

it¯ah.. (2.11)

Nas partes dos fonemas observa-se semelhan¸ca com outros fone- mas, e as partes das palavras se estabelecem na semelhan¸ca com outras palavras. (2.11) yath ¯a sandh y-aks.ares.u bh ¯ag¯a varn.¯antara-sar¯up¯a dr ˚´syante, param¯art h atas tv avyapavr ˚ktatv¯an nirvib h

¯ag¯a eva, evam. v¯akye pad¯antara-sar¯up¯ah. pada-r¯up¯a bh

¯ag¯ah. pada-bh

¯ag¯ah.. pade v¯a niram. ´se ye bh¯ag¯ah. prakr

˚ti-pratyaya-r¯up¯as te

’vasth it¯a iti.

Assim como nos ditongos observam-se partes que tˆem semelhan¸ca com outros fonemas, mas que na realidade n˜ao s˜ao partes pois (os ditongos) n˜ao se

dividem, da mesma maneira, na frase, a partes que tˆem forma de palavras semelhantes a outras palavras s˜ao partes de palavras. Ou ainda, as partes que h´a na palavra, ela mesma sem partes, est˜ao estabelecidas na forma de bases e afixos.

etad eva vyakt¯ı-kurvann ¯aha:

Esclarecendo, ele disse: bh ¯agair anarth akair yukt¯a vr ˚s.ab h odaka-y¯avak¯ah., anvaya-vyatirekau tu vyavah¯ara-nibandh anam. (2.12) (Palavras como) vr ˚s.ab h

a (touro), udaka (´agua), y¯avaka (trigo)

est˜ao associadas com partes sem sentido, mas os procedimentos de anvaya e vyatireka47

s˜ao a base do di´alogo (a respeito delas). (2.12) na hi vr ˚s.ab h e r ˚s.ab h

asyodaka-y¯avakayor voday¯av a´sabdayor arth

¯anugamah. ka- ´scid asti. api tu ´s¯astre padasya prakr

˚ti-pratyayor anvaya-vyatirek¯ab

h

y¯am. vin¯a kath

am aj˜no vyutp¯adyeta? evam. ca niram. ´sam eva v¯akyam. v¯acakam ity evam. yuktam.

Em vr ˚s.ab

h

a n˜ao h´a qualquer compreens˜ao do sentido de r

˚s.ab

h

a ou. . . [?]. Na

gram´atica, como quem n˜ao conhece os procedimentos de anvaya e vyatireka poder´a derivar a base e os afixos duma palavra? Assim, a frase expressiva (i.e. a frase como unidade de significa¸c˜ao) ´e sem partes, a´ı est´a.