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CAPÍTULO I: INTRODUCCIÓN

C. C OMPUESTOS ESTUDIADOS

I. Vitaminas Hidrosolubles

I.3 Análisis químico de las vitaminas hidrosolubles

A média observada para a produção de leite até 305 dias de lactação referente a 1.340 lactações provenientes de 436 búfalas, no período de 1987 a 2001, foi de 1.851,53 kg, com desvio-padrão igual a 660,01 kg e coeficiente de variação de 35,65%. Os componentes de variância estimados pelo modelo sem e com o termo da interação reprodutor x rebanho ou da interação reprodutor x rebanho-ano podem ser observados na Tabela 10.

A estimativa do componente de variância genético aditivo para a produção de leite permaneceu praticamente inalterada quando o modelo foi ajustado para o efeito de interação reprodutor x rebanho, apresentou uma redução de 0,62%. Porém, quando o termo da interação reprodutor x rebanho-ano foi incluído no modelo, o efeito parece ser mais expressivo com uma redução de 2,42%.

A redução no componente de variância do efeito permanente de meio foi de 0,098%, para a produção de leite, quando o termo de interação reprodutor x rebanho foi incluído na análise, porém quando o termo da interação reprodutor x rebanho- ano foi considerado houve um aumento 0,10% neste componente. Para os

componentes de (co)variância residuais esta redução foi de 1,92% para o modelo que considera a interação reprodutor x rebanho e de 4% para o modelo com a interação reprodutor x rebanho-ano em relação ao modelo sem o termo da interação.

Tabela 10. Componentes de variância genética aditiva ( 2 a ˆ σσ ), ambiente permanente ( 2 1 C ˆ

σσ ), interação reprodutor x rebanho ( 2

2 C ˆ σσ ), interação reprodutor x rebanho-ano ( 2 3 ˆ C

σ ) e residual (σσˆe2) para a produção de leite até 305 dias de lactação. Componentes de Variância Modelo 2 a ˆ σσ 2 1 C ˆ σσ 2 2 C ˆ σσ 2 3 ˆ C σ 2 e ˆ σσ S/I 66.601,81 37.942,52 - - 105.497,66 C/I RxR 66.187,01 37.905,22 0,04 - 103.467,86 C/I RxR-A 64.989,44 37.983,33 - 5.724,35 101.275,57 S/I = sem interação; C/I RxR = com interação reprodutor x rebanho; C/I RxR-A = com interação reprodutor x rebanho-ano

Estes resultados divergem daqueles encontrados por MEYER (1987), BANOS & SHOOK (1990) e ARAÚJO (2000), cujas reduções foram maiores para o componente de variância do reprodutor. Já para o componente de variância residual os resultados foram superiores ao de MEYER (1987) e BANOS & SHOOK (1990), porém inferiores aos de ARAÚJO (2000).

Os valores de herdabilidades e proporções da variância fenotípica em relação aos efeitos permanente de meio, efeito da interação reprodutor x rebanho, da interação reprodutor x rebanho-ano e residual, estimados para os modelos sem e com interação, para a característica estão na Tabela 11.

As estimativas de herdabilidade obtidas para a característica produção de leite não variaram quando o modelo foi ajustado para o efeito de interação reprodutor x rebanho.Uma pequena alteração foi observada quando foi considerada

a interação reprodutor x rebanho-ano, fato este devido a maior redução no componente de variância genética aditiva em relação ao componente de variância residual.

As estimativas de herdabilidade são superiores as encontradas por ARAÚJO (2000) que foi de 0,28 e a de COSTA et al. (2000) que foi de 0,25, em estudos envolvendo animais da raça Holandesa no Brasil. Porém são semelhantes ao resultado obtidos por TONHATI (2000) que foi de 0,32, em rebanhos bubalinos. Tabela 11. Estimativas de herdabilidade (h2) e proporções da variância fenotípica em

relação aos efeitos permanente de meio (C1), efeito da interação reprodutor x rebanho (C2), efeito da interação reprodutor x rebanho-ano (C3) e residual (e) estimados para os modelos sem e com interação, para produção de leite. Produção de Leite Modelo h2 C1 C2 C3 e S/I 0,32 0,18 - - 0,50 C/I RxR 0,32 0,18 0,26E-07 - 0,50 C/I RxR-A 0,31 0,18 - 0,02 0,48

S/I = sem interação; C/I RxR = com interação reprodutor x rebanho; C/I RxR-A = com interação reprodutor x rebanho-ano

A alteração na proporção da variância fenotípica devida ao efeito permanente de meio foi nula, provavelmente, porque os componentes de variância se mantiveram muito próximos, entre os modelos sem interação e com interação.

Resultados superiores foram encontrados por MOHAMMAD et al. (1982a), MEYER (1987) e ARAÚJO (2000), para o componente de variância da interação em relação a variância fenotípica da produção de leite, quando estes componentes foram estimados utilizando registros de lactação de vacas Holandesas, ajustados aos 305 dias e à idade adulta.

De acordo com KELLEHER et al. (1967), sempre que a interação reprodutor x rebanho-ano-estação de parto for diferente de zero, vai causar algum erro na avaliação de touros, porém a magnitude deste erro só será significativa quando o componente de interação for responsável por 10% ou mais da variância total. De acordo com esta afirmação, observa-se que o efeito da interação reprodutor x rebanho ou reprodutor x rebanho-ano não exerceu influência significativa sobre as estimativas de componentes de variância obtidas neste estudo.

Mesmo com as estimativas de componentes de (co)variância e herdabilidade terem sido muito pouco alteradas e a proporção da variância fenotípica devido a interação reprodutor x rebanho-ano ter sido pequena, quando foi realizado o teste da razão de verosimilhança, que testa a superioridade entre modelos seqüencialmente reduzidos, obteve-se resultado significativo, quando o termo referente ao efeito de interação reprodutor x rebanho-ano foi considerado no modelo, com aumento do logaritmo da função de verossimilhança (loge L).

Os valores de loge L foram iguais a –16947,5719 e –16942,5007,

respectivamente, para o modelo sem e com interação reprodutor x rebanho-ano, não diferindo para o modelo sem interação e com interação reprodutor x rebanho, os quais resultaram na estatística do teste razão de verossimilhança (LR) igual a 5,07, sendo maior que o valor de qui-quadrado tabelado, com 1 grau de liberdade e a 5% de significância (5,02) e inferior ao valor de qui-quadrado tabelado, a 1% de significância (6,63). Portanto, o teste foi significativo quando se considera 5% de significância, indicando que há superioridade do modelo que considera a interação reprodutor x rebanho-ano sobre os outros dois modelos.

MEYER (1987) encontrou maiores valores para a função de verossimilhança, quando a interação reprodutor x rebanho e interação reprodutor x rebanho-ano- estação de parto foi incluída no modelo.

Também ARAÚJO (2000) encontrou valores significativamente maiores para a função de verossimilhança quando o modelo incluía a interação reprodutor x rebanho.

4.2 Efeito do termo da interação sobre os valores genéticos preditos dos