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RESUM I PARAULES CLAUS

2. Anàlisi dels resultats

2.1 Anàlisi de l'avaluació del vincle afectiu al PAFPI

CONHECER FAZER JUNTOS

Combinando uma A fim de adquirir não Desenvolvendo a Para desenvolver, o cultura geral, só uma qualificação compreensão do outro melhor possível, a suficientemente ampla, profissional, mas, de e a percepção das personalidade e estar com a possibilidade de uma maneira mais interdependências – em condições de agir estudar, em abrangente, a realizar projetos com uma capacidade profundidade, um competência que torna comuns e preparar-se cada vez maior de número reduzido de a pessoa apta a para gerenciar autonomia, assuntos, ou seja: enfrentar numerosas conflitos – no respeito discernimento e aprender a aprender, situações e a trabalhar pelos valores do Responsabilidade para beneficiar-se das em equipe. pluralismo, da pessoal.

oportunidades compreensão mútua e Com essa finalidade, a

oferecidas pela da paz. educação deve levar

educação ao longo da em consideração

vida. todas as potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se. Fonte: Relatório UNESCO (2000, p. 31)

De acordo com o relatório da UNESCO (2000, p. 14), se faz necessária adaptação da educação em decorrência das constantes mudanças da sociedade. Porém, “sem negligenciar as vivências, os saberes básicos e os resultados da experiência humana”.

Diante do atual panorama e das mudanças que a educação vem passando, Rossato (2002, p. 87) aponta que “o mundo do século XXI será uma sociedade cada vez mais fundada no saber” advindo do aprender a conhecer, do aprender a fazer, do aprender a viver juntos ou aprender a viver com os outro e do aprender a ser.

A partir de 1980, Tardif (2004), fala que começam a surgir estudos voltados para compreensão sobre o saber docente. Já vi anteriormente, que o ofício de ser

professor, engloba múltiplos saberes, categorizados de diferentes maneiras, por Gauthier (1998), Tardif (2004), e que levam à reflexão sobre a formação docente.

Tardif (2014, p. 60) atribui à noção de saber “um sentido amplo que engloba os conhecimentos, as competências, as habilidades (ou aptidões) e as atitudes dos docentes, ou seja, aquilo que foi muitas vezes chamado de saber, saber-fazer e de saber-ser”.

Gauthier (1998) expõe três concepções do saber, sendo a subjetividade, o juízo e a argumentação.

Quadro 5: Concepções do saber segundo Gauthier (1998).

Subjetividade Certeza subjetiva fundada na racionalidade, constatação e demonstração lógica. Juízo Consequência de atividade intelectual.

Argumentação Atividade discursiva lógica, dialética ou retórica, para validação de proposição ou de ação. Fonte: Gauthier (1998).

Ser professor, nessa sociedade pós-moderna, envolve dimensões que vão além do domínio técnico de um determinado conteúdo, ou única e exclusivamente aplicar um método de ensino eficaz. Freire (2015, p. 116) enfatiza que “ensinar não é transferir conteúdo a ninguém”. Nóvoa (2013, p. 15) aponta que “reduzia-se a profissão docente a um conjunto de competências e de capacidades, realçando essencialmente a dimensão técnica da ação pedagógica”.

Nos relatos sobre ser professor e os saberes que envolvem esse fazer, Júlio Heleno diz que é algo muito complexo, e destaca que para ser professor é necessário sensibilidade, paciência, doação, dedicação absoluta, sem restrição, e para ele o primeiro saber que o fez professor de música foi “a necessidade de fazer algo ao próximo”. Ao falar sobre a Banda da Escola Almirante, diz que já viveu a escola 24 horas, seja consertando instrumentos, seja preparando aulas; passou domingos, feriados, madrugadas. Destaca que é um profissional com um fardo muito pesado, e que não se deve esperar reconhecimento, muito menos retorno financeiro, porém ter consciência de que é fundamental para a sociedade.

Observando a maneira que o antigo instrutor da banda da escola Almirante conduzia o trabalho, de forma voluntária, demostrando muito amor pelo que fazia, o professor Júlio Heleno segue o mesmo caminho e se dedica de forma voluntária, e como ele mesmo fala: “me entreguei de corpo e alma”. Todos que compõem a equipe da coordenação do projeto, atuam de forma voluntária, e são ex-alunos de

Gesival de Melo Vieira, que esteve como regente desta banda ao longo de 25 anos. Durante as entrevistas, Júlio Heleno comenta que os instrutores de bandas de música em Santarém são voluntarios.

Essa é uma prática que pode ser observada, desde a época de José Agostinho da Fonseca ( 1886 - 1945), que chegou em Santarém no ano de 1906, e organizou orquestras e bandas de música em Santarém, e repetida por seus filhos, como relata Wilson Fonseca:

Eu nunca tive um tostão de salário de música e até hoje a banda de música, às vezes, dá uma gratificação e eu nunca recebo nada. Eu e o Wilde, nós não recebemos nada, nem o Bazinho (Sebastião Sirotheau). Assim como o meu pai nunca recebia dinheiro e, se recebia, era alguma coisa que depois chegava um músico dizendo que estava ruim daquilo e daquele dinheiro mesmo que ele tinha recebido, ele transferia para outro. (SENA, 2012, p. 173)

Assim como José Agostinho da Fonseca, Wilson e Wilde Fonseca, Júlio Heleno coloca-se como oferenda, e quando se doa, a recompensa que espera receber é o resultado positivo de seus alunos – ou que eles também se convertam em oblato ou oblação. Um fato curioso é que quando ele foi convidado para ministrar aula em Oriximiná, ele aceitou, pois em troca do seu pagamento receberia peles para os instrumetos da danda da escola Almirante. Ele abre mão do retorno financeiro, para ver o melhor para sua banda.

Júlio Heleno Lages Pereira, estudado nesta pesquisa, formou-se professor e, antes, sendo músico, as duas formações caminharam juntas, dominando, na atuação, o modo de ser do músico-oferenda de si mesmo sobre o modo de ser do professor, também em oblato convertido.