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Alternativer til konvensjonelle fødebinger

15 2.3.6.2 Bruk av strø

2.4 Alternativer til konvensjonelle fødebinger

Ao pedir aos entrevistados para avaliar, em sua perspectiva, a qualidade do cuidado prestado nas unidades de UE, os entrevistados alocados nas UE1, UE2, UE3 e UE4, de maneira geral, a maioria relata que o cuidado prestado poderia ser melhor se fossem fornecidas melhores condições de trabalho, como estrutura física adequada, equipamentos e materiais de boa qualidade; melhores salários e o plano de carreira como estímulo; recursos humanos suficientes para que eles não se sintam sobrecarregados quando alguém se ausenta e que seus companheiros se comprometessem melhor com as propostas do serviço e, além disso, se a população fosse educada para procurar o serviço de uma forma correta. Contudo, os participantes não consideram que o cuidado prestado seja insatisfatório:

É bom, mas poderia ser ótimo. Poderia ser melhor. Se todos ajudassem, se todos fizessem seu papel, o atendimento seria maravilhoso. Porque nós temos todas as condições para fazer isso. [...] Acho que existem condições de prestar melhor atendimento do que é prestado hoje. É bom, mas deveria ser ótimo. [...] Acho que todo serviço, todo profissional deveria colocar um pouquinho mais de amor, prática, conhecimento... Procurar se especializar um pouquinho mais, tentar ajudar o próximo um pouquinho mais e, as pessoas que tem lá em cima, a chefia, deveria também, fazer um pouquinho mais... Ajudando. Porque se eles ajudassem esses funcionários, eles

_____________________________________________________Resultados e Discussão 86

A gente procura fazer o melhor para o paciente. Por mais que o paciente chegue agitado ou agressivo, a gente procura conversar, fazer o melhor que a gente pode, porque a gente está aqui para prestar o serviço para o paciente. Independente do que ele seja lá fora, a gente vai atender diante do que ele está apresentando [...] Acho que poderia ser melhor dependendo da condição, estrutura, número de funcionários, número de equipamento...

acredito que poderia ser melhor, sim. (AE14 – UE4)

Acho que a gente, às vezes, encontra situações de muito estresse. A população vem, reclama porque o médico está demorando para chamar... a gente tem esse problema do uso inadequado do SUS, muitas vezes o paciente procura um PA para algo que não há a menor necessidade, que ele poderia muito bem resolver o problema em uma UBS. A gente tem uma demanda muito grande e isso pode provocar, e é muito frequente que ocorra isso, uma insatisfação por parte do usuário. [...] O serviço acaba tendo um atendimento mais lento porque existe uma demanda muito grande, ao meu ver, pelo uso inadequado dos serviços de saúde. Infelizmente não há uma campanha, uma divulgação adequada, uma conscientização do uso adequado dos serviços de saúde, porque se houvesse, eu acredito que a

gente teria condições de dar uma qualidade maior... (E3 – UE2)

Poderia ser melhor. Não acho nosso cuidado o pior do universo. [...] Por essas questões de ter gente, às vezes, que fica lá [na observação] e a gente não sabe o que está acontecendo, ou de um dia que está mais movimentado... [...] Condição de trabalho... Nem só o número de funcionário, mas a estrutura... a gente tem um fluxo muito grande de pacientes que não deveriam estar aqui, não são pacientes de PA que talvez, por falta de um trabalho da [Atenção] Básica, acabam vindo parar aqui. A população, ultimamente, tem sido muito agressiva e isso mexe muito com a cabeça da pessoa, na hora que vai prestar o cuidado, já está atordoado com as coisas. Não acho que isso seja um problema da unidade em si, é maior que isso, é mais a sociedade

mesmo... uma coisa mais de gestão. (E5 – UE3)

Em contrapartida, os trabalhadores entrevistados na UE5 tem uma visão muito boa da qualidade do cuidado prestado. Estes consideram que o cuidado é bom, que os profissionais ali alocados trabalham com satisfação visando o bem-estar do usuário. Na visão deles, poderia ser um cuidado melhor do que eles consideram se não ocorressem imprevistos como a falta de algum medicamento ou insumo em algumas situações ou até mesmo se o fluxo de pacientes atendidos fosse menor.

Desde o início, essa unidade foi aberta com o intuito de ser um diferencial para Ribeirão Preto e, desde o primeiro dia, nós trabalhamos a qualidade do atendimento e a humanização. Esse passou a ser o nosso diferencial. A qualidade em atender, o cuidado em atender, a educação em atender... tudo faz diferença na hora do atendimento ao paciente. Hoje, nós podemos dizer que, em dois anos de unidade aberta, nós somos um referencial para Ribeirão Preto. [...] É difícil, pois o número de atendimentos passa a ser um pouco além do que estava preconizado, mas, em contrapartida, a gente fica satisfeita. Por quê? Dentro da região que era para nós atendermos, acaba que outros distritos, vir para o nosso atendimento por notar que nós somos diferenciados, que o atendimento é pontualmente diferenciado de outros lugares e aí a gente fica muito satisfeito, que é onde tem nosso retorno de

trabalho. Nós conseguimos visualizar a satisfação do cliente. (E10 – UE5)

lugar tem seus defeitos, tem suas negligências, mas o básico nós temos para oferecer para o paciente. Com certeza tem. Tem que melhorar estrutura? Tem que melhorar benefício? Tem que melhorar satisfação? Tem. Mas o que o cliente precisa, com certeza, ele vai ter aqui. Nunca falta médico, vai sempre ter um funcionário para ajudar... [...] Acho que nós aprendemos muito e os funcionários que estão aqui são pessoas muito humanas que vão respeitar o usuário sempre. A gente aprendeu a ter muita humanização, muito respeito pela pessoa, pela dor que ela está sentindo... na pediatria, às vezes, chega mãe com duas, três crianças... não custa pegar a criança no colo, para medicar, para fazer um outro procedimento, entende? Eu acho que é isso... [...] Eu acho que o que poderia melhorar aqui é a estrutura física... e, mais

cursos, talvez... a gente pode melhorar. (TE3 – UE5)

Devido à falta de comunicação entre os serviços de saúde da rede, as unidades de UE acabam adquirindo a função de reguladoras do sistema, o que, consequentemente, acarreta em superlotações (O’DWYER; MATTA; PEPE, 2008), sendo um dos fatores mais importantes apresentados pelos entrevistados deste estudo para que o cuidado prestado não seja, rotineiramente, considerado excelente. Faz-se necessário um investimento maior em pontos como a regulação do acesso dos usuários ao serviço, bem como de investimentos em relação à educação e conscientização dos usuários para procurar o serviço correto em relação as suas queixas, além de conscientizá-los quanto à “resolução rápida dos sintomas” e o seguimento deste tratamento. Além disso, necessita-se avaliar como está a acessibilidade destes usuários em UBS e NSF, visto que, muitas vezes, eles se direcionam as unidades de UE por não conseguir acessibilidade na Atenção Básica. Enquanto não houver uma mudança efetiva na organização dos serviços de saúde, as unidades de UE continuarão sendo usadas de forma inadequada pelos usuários.

A valorização dos profissionais de enfermagem é imprescindível pois é a partir desta valorização que este profissional perceberá o reconhecimento do seu trabalho, auxiliando em seu crescimento, autorrealização e satisfação profissional (AMESTOY; et al, 2009), e, consequentemente havendo melhora do cuidado prestado aos usuários dispostos no serviço e redução das taxas de absenteísmo na equipe.

Frente a estes aspectos, sugere-se que haja investimentos nas áreas de infraestrutura, educação e RH para estimular, capacitar e valorizar estes profissionais e, consequentemente, haver melhora da satisfação profissional e do cuidado prestado ao usuário do serviço.