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Alternative splicing event analysis

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5.2 Alternative splicing event analysis

A educação escolar está voltada às pessoas que ingressam no universo social, atividade sistemática, organizadora, que trata da herança cultural, política e profissional da sociedade. A escola lida com o saber, um saber organizado das “elites”, conforme Rodrigues (1991), dos grupos que detêm o conhecimento e produzem um determinado tipo de saber. Prepara os jovens a fim de que possam adquirir condição social para assumir sua parcela de responsabilidade para com a sociedade.

Três instituições eram essencialmente responsáveis pela educação: a família, a igreja e a comunidade. A primeira educava as crianças e jovens para o trabalho voltados para reproduzir o trabalho do pai, no caso dos rapazes. As meninas desempenhavam as funções reservadas às mulheres. À segunda instituição, a igreja, competia a educação religiosa e comportamentos de acordo com as regras morais e sociais. Finalmente, a comunidade transmitia as normas e valores éticos aos seus jovens membros.

Com os tempos modernos, acontecem a desestruturação e fragilidades de tais instituições e, assim, a sociedade criou escolas às quais passou a responsabilidade educacional. Enquanto a educação, antes, dividia a sua responsabilidade entre a família, a igreja e a comunidade, passou para uma instituição socialmente necessária, a escola.

Daí uma das razões importantes da escola pública “como a única capaz de responder a essa ampla necessidade social de forma a mais democrática possível” (Rodrigues, 1997, p.63).

A escola torna-se importante e, com grandes responsabilidades, passou a ter por função desenvolver o indivíduo, instrumentalizando-o de modo cultural, intelectual, profissional e político. Consequentemente, recai sobre ela expectativas diversas, pois, numa sociedade de classes, os interesses educacionais são diferentes. Embora todos os que constituem uma sociedade de classe reconheçam a importância da escola, ao conceituar sua relevância institucional, apresentam um cenário diferente, pois expressam uma visão de mundo, a partir de suas próprias vivências nas diferentes classes sociais em que se apresentam. Consequentemente, a instrumentalização da educação escolar, como a da ciência e da técnica, não pode ficar limitada ou fragmentada nas classes subalternas. Todavia, o que se tem apresentado é que a instituição escola transparece como incompetente para as classes subalternas, para a sua formação social e política.

Adentrando-se à escola, cabe considerar o processo ensino e aprendizagem em relação ao educador, educando e vice-versa. O objetivo final deste processo é o aluno e, por exclusão, a sociedade. Para Rodrigues (1997, p.65):

(...) deve existir uma articulação dinâmica entre a escola e a totalidade das pessoas que convivem e que são atendidas nessa escola. Por conseguinte, a passagem do conteúdo educativo para o sujeito ao qual se destina não pode ser arbitrária e autoritária, nem a base do laissez-faire, nem de maneira desconectada e desorganizada – há de se ter direção, condução, proposta (...). Se a escola detém a liderança do processo educacional, ela tem de ter clareza sobre a realidade para a qual está educando. Essa exigência parece óbvia mas, na verdade, vem sendo ignorada nas atividades educacionais. O professor de Ciências julga que não precisa conhecer a realidade social (grifos nossos).

O que se tem apresentado é que os professores transferem esse conhecimento aos demais colegas. As disciplinas são trabalhadas isoladamente e de modo compartimentalizado. Os professores de Ciências desenvolvem o processo educativo dissociados das condições reais e objetivos do educando, com uma metodologia

desarticulada do contexto social do estudante, sem o conhecimento de sua realidade e tampouco abre espaço para ouvi-lo. A escola tem se mostrado como uma articulação horizontal, como mera executora de ações determinadas pela administração da educação, em termos de escola, de município, de estado e até da União. Tais níveis nada têm a ver com a realidade dos alunos e de sua comunidade.

O conhecimento científico trabalhado na sala de aula confronta-se com o conhecimento do senso comum daquela comunidade; para esta, o tratamento para muitas doenças está no uso de fitoterápicos, contrapondo-se ao conteúdo dos livros didáticos de Ciências. Assim como ocorre o estudo aprofundado de determinadas espécies animais e vegetais estranhos ao seu contexto real. A dissociação do ensino e da vida é visível nas escolas brasileiras. Os nossos alunos aprendem Ciências e educação para saúde com noções abstratas, em vez de aprender a partir da prática concreta, retirar ensinamentos aplicáveis à sua vida cotidiana, da atividade mais simples, a partir do concreto e passar a outros níveis mais gerais.

A prática educativa no interior da escola, com relação aos processos sociais que nela acontecem, não pode se desvincular do desenvolvimento intelectual e moral do educando, pois a ciência ensinada e aprendida na instituição educativa deve estar voltada à educação do indivíduo para a vida social, cujos processos que mais se destacam são a participação, a cooperação e solidariedade, tornando o discurso de libertação, numa prática autoritária, conforme assinala Freire (1991) e em vez de participação, observa-se uma prática excludente, segundo Demo (2009).

A prática educativa na escola deve ter um aspecto solidário, participativo e sem competição entre os seus membros, pois há uma totalidade que deve ser resguardada e que só pode ser alcançada através da cooperação. A essência é a participação e cooperação, e seus membros são “eleitos em assembléias livres e não pelas cooperações ou em função das posições que os profissionais de educação ocupam na hierarquia da escola” (Rodrigues, 1987, p.69). Não pode existir preeminência dos interesses corporativos sobre os interesses educativos.

As escolas necessitam da instauração de processos administrativos e pedagógicos que contribuam e desenvolvam uma forma democrática de operacionalizar os processos pedagógicos. O colegiado trata-se de um espaço oportuno para contemplar a questão dos manuais escolares na medida em que se trata de local onde se torna possível a defesa dos objetivos educacionais, onde possibilita criar estratégias de relações no interior e fora da instituição. Torna-se um espaço favorável ao envolvimento do diretor, professores e pais, voltados para o projeto educacional da escola, e como instrumento de democratização das decisões.