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Tanto na fotografia como em vídeo ou cinema, é possível tirar uma foto, ou filmar um cenário, mover a câmera lateralmente na distância correta, e posteriormente realizar a outra tomada, desta forma ter-se-ia as duas imagens necessárias para formar o par estéreo. O problema nesta técnica, é que não é possível filmar nada que tenha movimento, pois dificilmente um ator ou um objeto, fará o mesmo movimento duas vezes perfeitamente da mesma forma, o movimento de uma árvore ao vento, etc. Ou seja, qualquer movimento que contiver na cena, torna as imagens capturadas inutilizáveis, pois imagem esquerda com direita não retratará o movimento da mesma forma, não se combinando.

A única forma de fotografar ou filmar uma cena que tenha movimento, cenário ou personagem, com esta técnica, é se este movimento estiver sendo controlado por computador, e puder ser repetido identicamente posteriormente (utilizando um braço robótico, ou tripé controlado por computador, por exemplo).

Tal técnica tem sua utilidade, para se fotografar ou filmar objetos inanimados, que estejam em um cenário onde as intempéries estejam sobre controle, e tem-se a certeza de que a iluminação e a posição de tudo na cena, não mudará (fora que o movimento da câmera para a outra tomada deve ser algo muito bem planejado para que se tenha o correto posicionamento da câmera em relação a sua posição inicial).

Pode ser utilizado, para se filmar um cenário real, em 3D (estereoscópicamente), para posteriormente adicionar os personagens de forma virtual, ou utilizando-se a computação gráfica, por exemplo, ou para filmar ou fotografar objetos estáticos, como vasos, telas ou qualquer outro. Na página 98, “Ilustração 75”, vemos um adaptador de tripé com a função de auxiliar na obtenção de fotos estereoscópicas com apenas uma câmera. Nele, é possível realizar a primeira imagem e deslizar a câmera no trilho, onde ela se fixa para realizar a outra foto, mantendo as duas imagens paralelas.

Outros equipamentos para captura

Adaptador para tripé

Um adaptador para tripé é necessário quando se irá adquirir uma imagem estereoscópica (filmar), a partir de duas câmeras de vídeo distintas. Este tipo de adaptador é útil e imprescindível para manter as câmeras perfeitamente paralelas ou convergentes o tempo todo durante a filmagem para não haver variação horizontal.

Pode-se fazer um adaptador para se encaixar num tripé de filmagem, onde se possam acoplar as duas filmadoras na distância exata já para a filmagem, ou fazer um adaptador com trilhos, para poder fazer um ajuste mais fino antes da filmagem.

Para realizar fotos estereoscópicas utilizando-se duas câmeras fotográficas, também se costuma utilizar um adaptador para manter as câmeras fixas e na distância correta uma da outra. Normalmente já fazem tal adaptador para poder ser utilizado em tripés também. Exemplos disso, temos na “Ilustração 50” e “Ilustração 51” na página 88, além das que seguem abaixo, onde podem-se ver diferentes formas de posicionar as câmeras num adaptador de tripé (observando que as câmeras fotográficas digitais podem além de fazer fotos, fazer vídeos em baixa resolução).

Ilustração 69: Duas câmeras fotográficas digitais da Sony montadas lado a lado num trilho adaptador, de forma

a realizar fotos estereoscópicas, podendo fixá-las num tripé. Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Ilustração 70: Duas câmeras fotográficas digitais da Sony montadas lado a lado num trilho adaptador, de forma

a realizar fotos estereoscópicas, podendo fixá-las num tripé – a câmera esquerda fica de ponta-cabeça. Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Ilustração 71: Duas câmeras fotográficas digitais da Sony montadas lado a lado num trilho adaptador, de forma

a realizar fotos estereoscópicas, podendo fixá-las num tripé – as duas câmeras ficam com seu lado esquerdo voltado para baixo (left side down). Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Ilustração 72: Duas câmeras fotográficas digitais da Sony montadas lado a lado num trilho adaptador, de forma

a realizar fotos estereoscópicas, podendo fixá-las num tripé – a câmera esquerda fica com seu lado esquerdo voltado para baixo, e a câmera direita com seu lado direito voltado para baixo. Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Nestes exemplos fica claro a versatilidade do posicionamento das câmeras. Isto é possível, pois a maioria dos softwares para visualização de fotos ou vídeo estereoscópicos permite que se selecione a orientação em que se encontram as imagens gravadas, para então o próprio software corrigi-las, e fazer a união do par estéreo.

Abaixo, vemos o programa “StereoMovie Maker” ao abrir um par estéreo de vídeo, em sua orientação original de gravação.

Ilustração 73: Programa StereoMovie Maker, exibindo um par estéreo. Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and

Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Depois de confirmado a orientação original de gravação do par estéreo, é só abrir novamente o arquivo, porém selecionando a orientação em que foi gravada a imagem. A partir daí então as imagens poderão ser abertas estando ambas na mesma orientação, para a correta visualização e manipulação.

Ilustração 74: Programa StereoMovie Maker na tela para abertura de um par estereoscópico, onde é possível

selecionar a orientação em que se encontram as fotos, para que o programa abra o par estéreo corretamente. Fonte: Imagens de Gert Jan Wolkers and Co van Ekeren, encontradas no Help do software StereoMovie Maker, versão 0,93.

Interessante salientar que estas possibilidades de posicionamento de câmeras também podem ser utilizadas com câmeras de vídeo. Com elas talvez esta maleabilidade seja até mais necessária, visto que são fisicamente maiores e colocando-as uma ao lado da outra, nem sempre conseguimos deixá-las na distância entre lentes, necessária para a produção estereoscópica.

É possível também realizar fotos estereoscópicas com apenas uma câmera, conforme visto na seção “Uma câmera”, na página 94. Abaixo temos um adaptador de tripé para este fim.

Ilustração 75: Adaptador de tripé com a função de auxiliar na obtenção de fotos estereoscópicas com apenas

uma câmera. Nele, é possível realizar a primeira imagem e deslizar a câmera no trilho para realizar a outra foto, mantendo as duas imagens paralelas. Fonte:

Adaptadores Automatizados

Existem empresas que já produzem adaptadores automatizados, que além de manterem as câmeras à distância corretas, possuem também um sistema eletrônico que controla as duas filmadoras para que os movimentos eletrônicos de zoom, foco e rec/stop, sejam feitos ao mesmo tempo. Além disso, possui controles para adaptar as câmeras tanto de forma paralela, como convergente.

Seguem abaixo imagens de ambos os sistemas.

Ilustração 76: Adaptador para tripé simples e não automatizado. Fonte: http://www.tecgraf.puc-

rio.br/~scuri/cinema3d/cinema3d_handouts.pdf

Ilustração 77: Adaptador para tripé automatizado, e com controle de rec/play, zoom e foco. Produzido pela

empresa Inition, fotos de parte do equipamento, modelo 3DVidRig HD. Fonte:

http://www.inition.co.uk/inition/product.php?URL_=product_stereovis_inition_3dvidrig&SubCatID_=4

Ilustração 78: Adaptador para tripé automatizado, e com controle de rec/play, zoom e foco. Produzido pela

empresa Inition, fotos de parte do equipamento, modelo 3DVidRig HD. Fonte:

Controladores

Existe como visto acima, adaptadores que servem como base para as câmeras para uso em tripé, além de controlá-las ao mesmo tempo. O exemplo acima, possui o recurso ainda de controlar o movimento das duas câmeras automaticamente, aumentando a distancia entre elas, e tornando a imagem paralela ou convergente. No caso abaixo, tem-se um exemplo de sistema que é vendido já com as câmeras, consiste em duas câmeras Sony DCR-HC96E DV, que são acionadas e sincronizadas por um microcontrolador LANC. Com tal sistema é possível fazer fotografias 3D com até 3 megapixels, além de fazer vídeos 3D.

Ilustração 79: Câmeras de vídeo e foto controladas por um sincronizador LANC. Fonte: http://www.3d- shop.ro/?p=productsMore&iProduct=74

A vantagem de um sistema assim, é que possível controlar o foco, a configuração de luminosidade, zoom, além de outras funções das câmeras ao mesmo tempo, permitindo filmar cenas com movimento de câmera e de zoom, pois as câmeras estarão trabalhando sempre em sincronia, tornando o par estéreo totalmente compatível.

Ilustração 80: Par de câmeras digitais em um tripé adaptado, utilizando a central de controle Sheperd. Fonte:

http://www.stanford.edu/dept/SUSE/projects/ireport/articles/3D/3D%20VR%20types.pdf

Uma outra forma possível para obter alguns recursos parecidos, sem ter um controlador LANC à mão, é utilizando duas câmeras do mesmo modelo, que possam ser controladas por controle remoto (sem fio). Desta forma é possível, por exemplo, depois das câmeras estarem fixas no tripé, na posição correta para gravação estéreo, poder fazer movimentos de zoom utilizando o controle remoto. Porém esta é uma forma prosaica, de sincronizar as funções da câmera, que tem suas limitações, como alcance do sinal do controle remoto, de onde será possível controlar as câmeras sem aparecer na cena. Normalmente quem fará este controle não será o cinegrafista, o que dificulta a sincronização dos movimentos de câmera com estes outros possíveis, etc., além de que se ficará restrito às funções que o controle remoto da câmera em questão oferece.

7. Produção

Edição / Pós-produção de Imagens Estereoscópicas

Pode-se dividir a produção de um vídeo estereoscópico em duas etapas principais, que são a aquisição/geração das imagens estéreo, visto anteriormente no item 0, e a edição/pós-produção. Além destas, há também a exibição, que é considerada uma etapa à parte da produção. Porém, convém lembrar uma vez que se trata de uma produção estereoscópica, para cada finalidade escolhida para um vídeo estereoscópico, ou seja, sua forma de exibição (shutter glasses, anáglifo, projeção polarizada, monitor auto-estéreo, etc), corresponderá a uma forma de produzi-lo, utilizando mídia e tecnologias específicas para atingir tal fim.

O processo de edição e pós-produção de um vídeo digital era uma das etapas mais dúbias deste nosso trabalho. Havia muitas opções e tecnologias, e ainda não se sabia como estas se interagiam. Agora com mais esclarecimento sobre esses processos e depois de realizados alguns testes, comentar-se-ão as formas mais comuns de edição e pós-produção de um material audiovisual estereoscópico.

Como se sabe ao falarmos de cinema, a técnica utilizada antigamente para edição dos filmes, consistia em fazer os cortes na própria película e depois a emendarmos novamente, realizando trucagens. Todavia, já há muito tempo isto está em desuso, o processo agora é passar o material gravado em película (já revelado), para o sistema digital, e a este processo de transcodificação dá-se o nome de Telecinagem.

Depois de feita a edição de forma digital (não-linear) e com o material finalizado e pós-produzido, o filme digital pronto é devolvido então para a película, para poder ser exibido nas salas de cinema nos projetores tradicionais. Existem essencialmente três processos para este tipo de transferência: Film Recorder, Kinescopia e Electron Bean Recorder.

Hoje, já existem salas de cinema com projetores digitais de alta resolução. Para exibir o material nestas salas não se usa mais os rolos de filmes, mas sim, dispositivos digitais de alto poder de armazenagem. Muitas produções audiovisuais, publicitárias, documentários e dramaturgias entre outras, utilizam a Telecinagem, ou tecnologias para devolução para película. Isto, porque apesar de existirem câmeras

digitais com qualidade cada vez mais próxima da imagem obtida com película (já existem câmeras tão boas quanto, porém de altíssimo custo), a filmagem em película ainda é o meio tradicional de melhor qualidade, se a compararmos com as câmeras de vídeo em geral. No entanto, a escolha do sistema a ser utilizado (eletrônico ou em película), depende da forma de exibição a que se propõe o material audiovisual.

Devido a esta convergência para a edição não-linear (edição digital feita em computadores), este tópico abordará apenas técnicas de edição e pós-produção deste tipo.

Formas de edição / pós-produção

Existem três formas principais de edição / pós-produção de vídeos estereoscópicos, que são:

a) Edição de sinal anáglifo

b) Edição de sinal entrelaçado (interlaced) c) Edição de par estéreo

a) Para editar um sinal anáglifo usa-se o editor de vídeo da forma tradicional, como se o utilizasse em edição de vídeo normal. O problema de se editar um vídeo já formatado em anáglifo é que fora às transições do programa, corte seco, entre outros, coisas mais elaboradas, como interação de cenário real com personagem virtual, ou cenário virtual com personagem real, já se torna impossível. Ou seja, editar um material que está em formato anáglifo, só vale a pena, caso ele apenas necessite passar por edição em corte seco, ou editado com transições simples, em um programa de edição. Pós-produzir um vídeo é praticamente impossível e inviável. Melhor editá-lo em par estéreo, para depois aplicar o efeito anáglifo como uma das últimas etapas do processo.

Ilustração 81: Testes utilizando o plug-in XidMary, no programa 3DS Max.

A vantagem de se editar um sinal estéreo, é que a imagem que está sendo editada é visualizada já em três dimensões durante a edição. Para edições simples, é possível e viável. Entretanto, por exemplo, para se colocar um GC (caractere gráfico) num vídeo anáglifo, o caractere sempre será visto numa mesma profundidade, e isto não é bom, pois além desta falta de mobilidade neste eixo tridimensional, ela sempre estará sobreposta à imagem de fundo, o que pode causar o conflito Profundidade/Oclusão. Isto também se aplica a efeitos visuais feitos em programas de pós-produção, que não teriam como se integrar com o vídeo 3D anáglifo. Exemplo abaixo.

Ilustração 82: Testes com vídeo anáglifo com o plug-in XidMary, no programa 3DS Max.

Ilustração 83: Aplicando efeitos ou caracteres gráficos a um vídeo anáglifo na edição, o caractere se sobrepõe

ao feito de profundidade e fica sempre no mesmo plano. No programa Adobe Premiere Pro.

b) Para um sinal entrelaçado, também se procederá como se estivesse editando um vídeo não estéreo. A diferença é que para se ter uma noção do produto final durante a edição, ou o computador onde está se realizando a edição precisa possuir shutter glasses e software para poder assistir o vídeo em 3D enquanto se edita. Ou será necessário ter um sistema de shutter glasses ligado a uma televisão (de preferência um monitor de vídeo profissional) de referência. Destas formas, se poderia editar tendo a sensação de profundidade diretamente na tela do micro, ou a partir de um monitor de referência.

Durante as pesquisas, não se teve material disponível para todos os tipos de testes, por exemplo, não se pode comprovar se os softwares de edição, em consonância com a placa de vídeo do computador e o monitor, podem exibir uma imagem de forma entrelaçada, dentro do software de edição (no monitor do computador). Seria muito dificil tentar descobrir os recursos de todos os softwares de edição e pós-produção, ou dos plug-in´s, e a relação destes com os mais variados

hardwares existentes, o que levaria a um outro trabalho. Focaram-se então as

funções mais comuns a estes tipos de programas. A título de curiosidade, a edição utilizando-se um monitor de referência equipado com um sistema de visualização 3D (shutter glasses), com certeza pode ser usado como referência para visualização em 3D durante o uso de programas de edição.

Para se editar ou pós-produzir um vídeo no formato entrelaçado, recomenda-se apenas se for para coisas simples, como na edição de vídeo anáglifo. Igualmente fazer pós-produções mais rebuscadas também é muito difícil. A forma de se trabalhar com edição e composição de vídeo com material entrelaçado é semelhante à forma utilizada com pares estereoscópicos, no entanto este último apresenta vantagens em algumas etapas, pois permite referências muito melhores dentro de um programa de composição ou computação gráfica.

Contudo, para produções que exijam mais recursos ou efeitos de composição, a próxima forma é a mais indicada. Outra desvantagem do sistema

interlaced sobre o “par estéreo” é que o recorte (chroma key) apresenta muito mais

dificuldades, pois o vídeo entrelaçado não deixa o objeto recortado com uma forma contínua em seu contorno, mas sim, todos retalhados, dando a mesma dificuldade de recorte, de quanto queremos recortar, por exemplo, uma pessoa com o cabelo todo esvoaçado.

A vantagem do sistema é que para a edição, utiliza-se apenas um time-line dentro do software de edição, com um vídeo não-estéreo, já no “par estéreo”, é preciso trabalhar sempre com dois time-lines, sendo que é necessário na hora de

renderizar ou fazer as composições, sempre ocultando ou não alguns layers. Em

contrapartida, fazendo a edição de um “par estéreo”, cada canal (imagem de uma das câmeras) terá sua composição feita separadamente, obtendo uma qualidade superior de recorte, ao contrário de uma imagem entrelaçada, que ao ser composta, está se fazendo a mistura de no mínimo quatro imagens ao mesmo tempo, ou seja, um sinal com muito mais ruído.

Um cuidado muito importante ao se trabalhar com o formato entrelaçado (isto em qualquer etapa de um processo), é que ao abrir um projeto novo, no programa de edição, ou ao salvar algum vídeo (dando saída a um material pronto), existem várias configurações no que diz respeito ao formato do vídeo que se está trabalhando, ou que se quer salvar. Por exemplo, se o vídeo será interlaced ou

progressive scan, o programa deverá re-comprimir o sinal de vídeo, qual campo

(field) que começará a formar a imagem, etc. Todos estes recursos se não forem muito bem administrados, podem danificar a imagem 3D entrelaçada, e fazer com que se perca o efeito desejado. Ou seja, ao se produzir um vídeo entrelaçado e manipulá-lo, deve-se tomar cuidado com estes detalhes, pois caso contrário, os codec´s podem levar a culpa. Os codec´s também possuem suas características

próprias, e outros vários recursos para sua utilização, o que também pode comprometer um vídeo entrelaçado, porém antes de se responsabilizar o codec pela qualidade da imagem 3D, é preciso se ater às configurações do programa de edição. Uma observação importante. Para se utilizar o programa StereoMovie

Maker ou StereoMovie Player, é necessário que o codec em que será finalizado o

vídeo a ser exibido pelo programa, seja um codec do tipo “FourCC”. Tanto para abrir vídeos estereoscópicos, como para abrir pares estéreo. Uma lista de codecs que têm suporte “FourCC”, encontra-se como Anexo 02 deste trabalho.

c) Editar ou pós-produzir um par estereoscópico é uma das opções mais convenientes caso o objetivo seja realizar integração real versus virtual, ou utilizar muitos efeitos visuais com programas de composição.

Outra grande vantagem é que se todo o processo, desde a captura, até à finalização, forem feitos em par estéreo, ter-se-á uma resolução total da imagem. Ou seja, um sinal entrelaçado que é projetado de forma polarizada terá a metade da resolução vertical, sendo que um mesmo material que tenha sido concebido todo em par estéreo, e também exibido desta forma, exibirá em 1/30 avos de segundo (NTSC), uma tela completa, com os dois campos (fields), e não apenas um campo por quadro.

O processo de edição/pós-produção exemplificado abaixo pode ser utilizado tanto com softwares de computação gráfica 3D (3DS Max, Lightwave,

Houdini, Maya, Softimage, etc), como com softwares de pós-produção/composição

(After Effects, Combustion, Eyeon Fusion, etc) além dos mais diversos softwares de edição (Premiere, Avid Express DV, Final Cut, etc). No exemplo que segue, as etapas se alternam entre um software que pode ser o 3DS Max, por exemplo, ou o After Effects, e um software de edição, como o Premiere Pro.

Etapas do processo de produção de um vídeo estereoscópico em par estéreo, com base nos testes realizados.

O processo serve para produção de vídeo comum (sem interação com cenário ou personagens virtuais), como também para a produção de vídeo com