Energy consumption tax, euro per toe
6.1 Robustness I – policy targets
6.1.2 Alternative renewable and energy efficiency targets
O romancista inexperiente se prende ao estático, porque é muito mais fácil de descrever do que o móvel: o difícil é tirar as pessoas desse amálgama estagnado e movimentá-las numa cena. (WOOD, 2012. p. 87)
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29 ONLINE ETYMOLOGY DICTIONARY. O.E. - Old English. – Língua Inglesa falada e escrita entre o século
V e o século XII.
30 ONLINE ETYMOLOGY DICTIONARY. P.Gmc. - Proto-Germanic – Suposto ancestral de todas as línguas
James Wood defende em seu texto Como funciona a ficção, a beleza de uma obra construída a partir do caráter dinâmico das personagens, com um texto que não pretende produzir uma fotografia superficial de seus atores, mas, ao contrário, busca “colocá-los para funcionar” desde o início, como ele mesmo cita. Nesse tipo de texto, as personagens vão sendo construídas e reveladas a partir das nuances de suas ações no decorrer da trama. Para James Wood, é assim que o autor leva o leitor a conhecer personagens pequeninas ou grandiosas em todas as suas esferas e circunstâncias.
É a partir das atitudes e ações que uma personagem emerge da trama em toda sua complexidade (por mais caricata que seja), destilando sua personalidade e, consequentemente, tornando-se cada vez mais natural e atraente para o leitor. “Podemos saber muitas coisas sobre uma personagem pela maneira como ela
fala, e com quem fala – como lida com o mundo.” (WOOD, 2012. p. 89).
Nesse tipo de empreitada não descritiva, aquela em que os traços das personagens vão se formando a partir dos movimentos narrativos, encontra-se toda a essência da habilidade autoral, onde o autor e seus esforços simplesmente desaparecem do texto por completo.
Se a habilidade para suprimir os traços autorais da obra depende da experiência de quem a escreve, então Bram Stoker atinge, em seu romance Drácula, o ápice do amadurecimento como autor, entregando ao leitor uma história que flui tão naturalmente que se torna impossível detectar as artimanhas de quem a construiu.
Com exceção do grande vampiro, não há sequer uma linha dedicada à descrição física, comportamental, social ou, até mesmo, psicológica em toda extensão do texto. Em Drácula, Stoker coloca, literalmente, as personagens para funcionar, desde o primeiro parágrafo.
A história do Conde e seus inimigos começa de uma forma quase displicente: com o diário de Jonathan Harker descrevendo uma viagem que já está em curso. Quem é Jonathan Harker? Como é Jonathan Harker? Quais são suas motivações? Por que ele está viajando? Quais são suas relações com a história? São perguntas que não serão respondidas explicitamente no decorrer do texto, mas, ao contrário, serão sanadas, paulatinamente, a cada diário, a cada capítulo. O resultado é uma personagem crível que se revela de forma
consistente. O mesmo acontece com todas as outras personagens, até com as secundárias ou pontuais. É como se todas elas fossem formas latentes que, inevitavelmente, permeiam os fatos da história.
3 de maio. Bistritz. – Parti de Munique às 8:35h da noite, no dia 1o de maio, e cheguei a Viena no dia seguinte, de manhã cedo; deveria ter chegado às 6:46h, mas o trem atrasou uma hora. Budapeste parece um lugar maravilhoso, pela vista rápida que tive do trem, e pelo pouco que pude andar pelas ruas. Tive um certo receio de me afastar muito da estação, pois chegamos atrasados e, na medida do possivel, partiríamos na hora certa.” - Jonathan Harker em seu diário taquigrafado. (STOKER. 2009. p. 229)
O trecho acima apresenta uma parte do primeiro parágrafo do romance Drácula e, como é possível perceber, não há a preocupação em iniciar a história com delongas descritivas.
A partir desse trecho, é possível admitir que Harker tem o hábito de escrever em seu diário, pela forma eloquente com que o faz. Ademais, trata-se de um homem pontual (caso contrário, não estaria preocupado com os minutos exatos de suas partidas), além de ser minucioso, tendo em conta o detalhamento de suas descrições. Provavelmente, Harker não está viajando a turismo, pois, além de tirar conclusões a partir de vistas da janela do trem e rápidas caminhadas pelas ruas, ele teme afastar-se da estação e perder o horário de partida. Assim, a única certeza é a de que Jonathan Harker está em uma viagem com compromisso marcado. Todo o resto são conjecturas que, mais tarde, serão ou não confirmadas, e uma percepção mais completa sobre a personagem virá aos poucos, a partir do que ela escreverá em seu diário, das relações que estabelecerá com as outras personagens e das atitudes que tomará ao longo da trama.
Jonatha Harker é apenas um exemplo do que se encontra no romance em termos de apresentação das personagens. É possível afirmar, sem exageros, que nada mais do que uma página é dedicada a descrições físicas ou psicológicas de qualquer que seja o actante, de forma que, por razões lógicas, o que mais carece de um empenho descritivo é o Conde Drácula, em toda a sua estranha compleição física.
De fato, não se diz, aqui, que Bram Stoker apresente em seu romance personagens enfadonhamente profundas, ao contrário, elas são superficiais na medida, e cada uma delas é mais relevante em relação ao todo do que como indivíduos. São consistentes porque agem da maneira como se espera. Bram Stoker nos ensina o que e quando esperar de cada uma delas e, a partir dessas ações, a história vai ganhando corpo. No entanto, ao observar cada uma, individualmente, percebe-se que pouco ou nada se sabe sobre elas, a não ser sua importância e postura em relação ao grupo ao qual pertencem.
Diante dessa deliberalidade, levanta-se a hipótese de que esse estilo não descritivo configura-se no elemento mais influente para que as personas dos actantes no cinema se constituíssem em versões reducionistas das literárias, dando lastro à formação de uma nova rede de funções em torno de cada uma delas. Quanto mais aberta a personagem, menos rigorosos tornam-se os termos de sua comparação, em uma tradução intersemiótica.
Por mais prosaico que possa parecer, faz-se necessário uma pequena interferência para o esclarecimento dos termos que compõem o título dessa etapa, principalmente porque é plausível considerar equivocada uma empreitada relativa a personagens, inserida em uma análise das estruturas profundas do texto.
Por isso, para efeito desta análise, as personagens não serão consideradas como sujeitos da ação, mesmo sabendo ser impossível isolá-los totalmente dessa condição. No entanto, quando um actante é observado primeiramente como sujeito de uma ação, ele passa, naturalmente, a se manifestar no nível narrativo, o que, efetivamente, não cabe nessa etapa da análise.
Sendo assim, o critério que norteará a visão sobre as personagens nesta etapa da análise é puramente estrutural, de alocação no interior da frase, submerso nas bases do texto. Dessa forma, quando se lê: A Estrutura Actante:
alocação das personagens como instrumento de organização do texto -, deve
ficar claro que a intenção é construir uma classificação das funções dos actantes, que os posiciona numa tal organização profunda do texto que acaba, essa sim, refletindo mais adiante nos níveis narrativo e discursivo, independente da ação
realizada ou sofrida por eles. O que vale não é a ação em si, mas o posicionamento que ele ocupa na estrutura do texto.
Entende-se, portanto, que a alocação das personagens em campos de função, na primeira instância do texto, influi diretamente no sentido do discurso, na outra ponta da manifestação literária.
Vale aqui afirmar que, ao incluir a função como um dos termos da análise, se está aproximando do conceito de Vladimir Propp que, buscando uma morfologia dos contos maravilhosos, apresenta uma estrutura plausível de ser detectada, independente de sua manifestação no nível narrativo.
Outro ponto importante a ser esclarecido é que por actante entende-se:
Aquele que realiza ou que sofre o ato, independente de qualquer outra determinação. [...] Nessa perspectiva, actante designará um tipo de unidade sintática, de caráter propriamente formal, anteriormente a qualquer investimento semântico e/ou ideológico.(GREIMAS, COURTÈS, 2012. p. 20)
Já o termo personagem apresenta uma característica específica: “é
empregado, entre outras coisas, em literatura e reservado às pessoas humanas”.
(GREIMAS, COURTÉS, 2012. p. 366). Devido a essa importante restrição, o emprego do conceito personagem, relativamente a coisas ou seres não-humanos, depende da associação com um outro conceito denominado personificação que consiste em atribuir capacidades humanas ao não-humano e “dotá-la de um
programa narrativo no qual possa exercer um fazer.” (GREIMAS; COURTÉS.
2012. p. 367). Para efeito dessa análise, Drácula sofrerá o efeito da personificação, visto que, apesar de não ser propriamente um ser humano, age sob os parâmetros de um.
Estando esclarecidos os termos e a intenção da etapa, é possível iniciar a análise, propriamente dita, apresentando um esquema de classificação das personagens do romance Drácula, de Bram Stoker.
TABELA 3 -Classificação das Personagens de Drácula de Bram Stoker
A partir da observação do esquema de classificação, fica mais fácil compreender o que se pretende com o emprego do termo alocação, que se refere a um posicionamento na estrutura do texto a partir da função dos actantes, de modo que esse posicionamento age na organização do texto que, indubitavelmente, se manifestará nos demais níveis.
O Grupo 1 (Personagens Estruturais) envolve somente dois personagens: Drácula e Mina Harker. Justamente aqueles que simbolizam os polos da narrativa (que serão detalhados mais adiante), a saber: o Polo das Forças do Mal e o Polo das Forças do Bem. Tanto um, quanto o outro possuem alto nível de influência na narrativa, de forma que, de suas atitudes e opiniões, as demais personagens são conduzidas. A diferença básica entre os dois é que Drácula possui um índice de influência direta, enquanto Mina Harker influi
indiretamente, tendências que se explicam pela condição de fortíssimo poder do vampiro e de fragilíssima figura feminina de Mina.
Para que se compreenda como esse posicionamento funcional se manifesta na narrativa, é válido demonstrar que Mina é o elemento que mantém os homens em união, além de ser a grande responsável pelo plano que efetiva o aniquilamento de Drácula. Mais ainda, Mina é única que luta diretamente com o vampiro, tendo de se manter viva, mesmo com o sangue de Drácula correndo em suas veias.
O Grupo 2 (Personagens de Ligação) abriga os elementos que proporcionam a interação entre os polos do bem e do mal. Há, dentro desse grupo, uma discrepância em relação à relevância actancial dos elementos, mas, de toda forma, eles posicionam-se na narrativa como mediadores, aqueles que possibilitam a fluidez entre um e outro campo.
Dr. Van Helsing é, obviamente, o mais importante deles e o único que se mantém no centro entre os dois polos. Sua influência sobre os demais actantes é tão significativa quanto a dos personagens estruturais. Ao contrário, Lucy Westenra e Reinfield funcionam apenas como elos de maneira que se transferem de um polo a outro à medida em que sofrem a ação de Drácula.
No nível narrativo, Van Helsing é aquele que possui conhecimentos suficientes para intermediar as relações entre Drácula e os humanos. Lucy Westenra, por sua vez, é um instrumento de revelação, pois, por meio dos ataques sofridos por ela, os humanos tomam consciência da quebra das leis naturais. Também por sua causa, Arthur Holmwood, Quincey P. Morris e John Seward são colocados em contato com a trama de Drácula. Reinfield também altera seu polo de atuação, mas sua importância é fundamental para a narrativa, mesmo estando subentendida nos meandros textuais. Por interpretação, é possível compreender que ele auxilia Drácula na escolha da região em que o Conde se instalará em Londres. Além disso, de sua decisão de “vender a alma ao demônio”, Jonathan Harker é colocado na história, como um substituto para atender aos desejos imobiliários de um excêntrico Conde, na Transilvânia.
O Grupo 3 (Personagens Operacionais) engloba o grupo de actantes que, efetivamente, realizam as ações. Essas são personagens que apresentam índice negativo de influência, de maneira que sua importância estrutural é fazer
com que a narrativa desenrole-se de um polo a outro e de um estado enunciativo a outro. Basicamente, os actantes do Grupo 3 são influenciados de alguma forma pelas personagens dos Grupos 1 e 2 e operacionalizam as ações. Nenhum deles altera o polo de atuação, afinal, na última instância do texto, a discursiva, as Personagens Operacionais simbolizam a força do trabalho em equipe. Entetanto, o Polo das Forças do Mal, representado estruturalmente por Drácula, não possui personagens operacionais, visto que o poder da criatura é suficiente para fazer com que a trama desenrole-se nesse lado da narrativa.
As operações realizam-se no nível narrativo da seguinte maneira: Jonathan Harker é aquele que viabiliza a viagem de Drácula para Londres e, também, aquele que revela a forma de atuação de Drácula em sua terra natal, através das anotações de seu diário; Dr. John Seward é o jovem médico que insere Van Helsing na trama e, além disso, é o chefe do sanatório no qual Reinfield está internado, é ele que leva as informações do homem à equipe de combate; Arthur Holmwood é o aristocrata que providencia todas as informações junto a advogados e procuradores do Conde, em Londres; com seu dinheiro, Lorde Godalming proporciona as viagens e os materiais dos quais a equipe necessita na empreitada; Quincey P. Morris é o cavaleiro forte e destemido, é a personagem que golpeia Drácula de forma fatal, pagando com a própria vida a bravura de livrar a humanidade das ações sobrenaturais de Drácula.
O Grupo 4 (Personagens Viabilizadoras) são personagens que não possuem expressividade no plano narrativo e possuem um grau zero de influência ou índice de influência muito baixo, como é o caso de Peter Hawkins. Mesmo assim, seu posicionamento como viabilizadoras fomenta a ação das demais personagens, especialmente as que pertencem ao grupo operacional.
Mrs. Westenra é a mãe de Lucy, que nada realiza no plano narrativo. No entanto, ao morrer, ela deixa para Arthur Holmwood todos os seus bens materiais, fazendo com que o rapaz tenha dinheiro suficiente para operacionalizar as etapas necessárias à missão da equipe contra Drácula. Mr. Holmwood também não se manifesta no plano narrativo, mas é dele que Arthur Holmwood herda o título de Lorde, tão importante para a performance da personagem.
O caso mais interessante é de Peter Hawkins, dono da agência de imóveis e chefe de Reinfield e de Jonathan Harker. A relevância viabilizadora dessa
personagem está, a exemplo de Reinfield, nas entrelinhas da narrativa, mas, de fato, sem a pressuposta ação desse actante, a história sequer poderia concretizar-se. Apesar de não haver nenhuma manifestação literal sobre as atitudes que precederam as viagens de seus dois empregados à Transilvânia, fica subentendido que foi a partir dele que Drácula tenha entrado em contato com a civilização londrina, para realizar o negócio imobiliário. Dessa forma, Peter Hawkins não só enviou dois homens para o castelo do Conde, como também viabilizou, mesmo que indiretamente, a vinda de Drácula para o Ocidente. Em contrapartida, o homem deixou a Jonathan Harker sua herança, fazendo com que o jovem casal atingisse uma certa estabilidade financeira e social.
No Polo das Forças do Mal, as vampiras, concubinas de Drácula, viabilizam a permanência de Jonathan Harker no castelo, como prisioneiro.
O Grupo 5 (Personagens Facilitadoras) representa aqueles actantes com grau zero de influência sobre as demais personagens e, além disso, não possuem expressividade no plano narrativo. Dessa forma, os actantes facilitadores desempenham as pequenas funções que permitem às personagens dos demais grupos prosseguirem com suas ações, sem a necessidade de delongas explicativas no plano narrativo.
O grau de influência das personagens emerge, portanto, de seu posicionamento na estrutura do texto, delimitado pelo grupo no qual está alocado. Entretanto, apesar da classificação em grupos ser eficiente para delimitar o grau de influência e a função das personagens, é interessante produzir um sistema gráfico que permita reconhecer visualmente as relações que se encontram subentendidas no esquema apresentado. Afinal, o índice de influência aumenta na exata medida em que a personagem é colocada em uma posição estratégica no texto, de forma que mais actantes devem se relacionar com ela para que suas ações possam transcorrer no nível narrativo. Portanto, quanto mais influente é uma personagem, mais central é seu posicionamento, o que gera mais relações que partam de sua personagem no nível narrativo.
Para melhor compreensão dos graus de influências e da implicação do posicionamento nos grupos para a relevância da personagem, será lançado mão
da Teoria dos Grafos31, um dos ramos da matemática discreta. Um grafo é a representação visual das relações entre objetos de qualquer natureza, neste caso, relações entre os actantes na estrutura do texto.
FIGURA 49 - Grafo orientado32 – Relações no Romance Drácula de Bram Stoker
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31 A Teoria dos Grafos é hoje uma das áreas mais importantes e populares da matemática discreta. Oriunda
dos estudos matemáticos voltados à recreação, ela se constituiu em um modelo matemático ideal para o estudo de relações entre objetos. A Teoria dos Grafos foi concebida em 1736, por Leonhard Euler, que utilizou as sete pontes de Königsberg para estruturas as relações. “Os grafos são estruturas discretas que consistem em vértices e arestas que ligam estes vértices.” (ROSEN, 2009. p. 589).
32 Grafo orientado é aquele no qual as arestas possuem um sentido apontado em sua direção. No caso das
TABELA 4 - Adjacências - Relações no Romance Drácula
A tabela de adjacências consiste em uma representação tabelar das relações contidas no grafo. Através dela é possível constatar a concordância existente entre o esquema de classificação (Tabela 3) e o grafo de relações: quanto mais posicionada acima no esquema de classificação, mais relações a personagem irá gerar, a exemplo de Drácula (que, por ser autossuficiente, exige maior quantidade de relações oriundas de sua personagem); Mina Harker, que exerce influência sobre todos os homens que combatem Drácula, incluindo uma importante influência sobre o vampiro e Dr. Van Helsing, que faz a ligação entre os dois polos da narrativa e, portanto, interage com grande parte das personagens que possuem algum tipo de manifestação no nível narrativo.
Conforme já esboçado anteriormente, as relações que se estabelecem no nível estrutural do texto, emergem em forma de grau de influência na narrativa.
TABELA 5 – Matriz de Influências no Romance Drácula
A matriz de influência é constituída por uma relação binária onde (0) significa a inexistência de relações, (1) influência exercida e (-1) influência sofrida. A partir da constituição da matriz tem-se a seguinte situação em relação ao grau de influência exercido ou sofrido pelas personagens no nível narrativo:
Percebe-se, portanto, que, quanto mais estrutural e/ou central é a personagem, maior o índice de influência. Drácula permanece sendo o actante mais influente, seguido por Van Helsing, que, no nível discursivo, representa o conhecimento científico e oculto, valores em alto prestígio na Inglaterra racionalista. Mina Harker consta com um grau de influência relativamente baixo, apenas 1. Mesmo assim, há que se considerar que ela possui um índice indireto de influência e, por ser mulher, é também muito influenciada. Mesmo assim, ela é considerada uma personagem estrutural, cabendo, aqui, uma explanação de suas manifestações na narrativa, para compreensão de sua importância em tudo que privilegia as associações entre os actantes do que as ações praticadas isoladamente.
Há aqui amigos que haveriam de se colocar entre a senhora e a morte. Não deve morrer. Não deve morrer pelas mãos de quem quer que seja, muito menos pelas suas próprias. Até que aquele outro, que maculou a sua vida encantadora, esteja morto de verdade, a senhora não deve morrer. Pois se ele ainda estiver entre os Não-Mortos, sua morte a transformaria num ser igual a ele. Não, precisa viver! Precisa lutar para viver, empenhar-se nisso, mesmo que a morte pareça uma dádiva indizível. Deve lutar contra a própria Morte, venha ela a visitá-la num