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6.1 Førsteinntrykk og brukervennlighet studie

6.2.1 Alle kategoriene

A escolha do tipo de metodologia a ser utilizada na abordagem de conceitos nas aulas representa uma das etapas que podem influenciar diretamente no processo de ensino e aprendizado. Além disso, identificar quais as metodologias, os modelos e as etapas didáticas apropriadas durante o trabalho docente é uma das tarefas mais difíceis e que exigem uma reformulação constante na maneira como o docente desenvolve o ensino de conceitos químicos.

Nesse enfoque os professores participantes da pesquisa foram questionados sobre as metodologias usadas nas aulas e as principais dificuldades encontradas na abordagem do conteúdo de Ligações Químicas. Três docentes afirmaram utilizar principalmente aula expositiva como metodologia com a utilização eventual de recursos de vídeo para demonstrar a formação das ligações.

Apenas um professor citou o uso de experimentos e testes além das aulas expositivas. No ensino de Química as atividades experimentais se tornam importante pois colaboram para a compreensão dos conceitos de Ligação Química, bem como para o entendimento da linguagem representacional para os modelos de ligação (PARIZ; MACHADO, 2011). Na verdade, entende- se que a diversidade de metodologias contribui para o processo de ensino-aprendizagem das ciências uma vez que abre possibilidades de observação por vários ângulos, favorecendo a construção cognitiva dos conceitos envolvidos. Nesse sentido Pariz e Machado (2011) afirmam que

a dificuldade de se trabalhar esse conteúdo em sala de aula pode estar, em parte, associada a obstáculos de se implementar estratégias didáticas diversificadas, além da falta de materiais, que associem teoria-experimento sem banalizar os conceitos químicos, atribuindo-lhes significados mais próximos aos aceitos cientificamente (PARIZ; MACHADO, 2011, p.2).

Ao se referirem sobre as dificuldades encontradas em abordar o conteúdo de Ligações Químicas no nível médio de ensino, as respostas dos docentes se dividiram em três categorias pontuais: a regra do octeto, ligação metálica e ligação coordenada.

Os professores apontam que o uso, quase que exclusivo, da “regra do octeto” para a explicação de como os átomos interagem acaba tornando-se um complicador para o ensino e para a aprendizagem do conceito de Ligações Químicas. Essas dificuldades estão relacionadas com a falta de outros modelos e também pelo fato de os próprios professores contestarem sua aplicabilidade. As falas destacadas a seguir mostram estes apontamentos, feitos pelos professores.

“A maior dificuldade é a falta de um modelo papável para o ensino de ligações, pois sempre acabo no famoso ‘regra do octeto’”. (C)

“Encontro dificuldade pelo fato de saber da não existência da regra do octeto e ainda continuar ensinando”. (B)

Observa-se através das falas destacadas que, os professores têm consciência das limitações do modelo explicativo usado atualmente. No entanto, a falta de alternativas para esse modelo acaba dificultando a abordagem do tema de forma mais significativa. Segundo Mortimer, Mol e Duarte (1994), reverter essa tendência ritualística e resgatar os princípios químicos e suas relação com os fatos experimentais como tema centrais do ensino nos parece tarefa fundamental para reafirmar o caráter da Química como ciência racional não como conhecimento dogmático e ritualístico.

A segunda categoria aponta como um entrave na abordagem das Ligações Químicas em sala de aula é a explicação das ligações coordenadas, onde os professores destacam:

“A principal dificuldade no ensino é explicar ligação coordenada” (D) “Ligação dativa??” (B)

Apesar dos professores não revelarem a origem dessas dificuldades, acredita-se que a base das dificuldades no entendimento deste tópico está na falta de compreensão dos conceitos

fundamentais das Ligações Químicas. Esta inferência é feita pensando-se que na explicação deste tópico são necessários outros aportes e teorias que não a regra do octeto, haja vista que, em muitos casos para a ocorrência das ligações coordenadas não são observadas a obtenção de octetos (ou duetos), além da existência de orbitais híbridos, estruturas de ressonância e expansão da camada de valência.

O terceiro ponto apontado como dificuldade para o ensino das Ligações Químicas pelos professores participantes da pesquisa, refere-se à abordagem das ligações metálicas, onde os professores destacam:

“Tenho dificuldade em ensinar ‘ligação metálica’, ‘mar de elétrons’. Os alunos sempre me olham com cara de interrogação” (A)

“Ligação metálica, atrair a atenção dos alunos para aprendizado de Ligações Químicas que são difíceis para os alunos assimilarem” (D)

Acredita-se que essas dificuldades estejam relacionadas ao modelo explicativo não muito bem definido para esse tipo de ligação, que é exposto pelos livros didáticos e, consequentemente, acaba servindo de aporte para o professor em sala de aula. Como aponta Pariz e Machado (2011), a maioria dos livros trabalha com a definição de “mar de elétrons” e a existência de cátions para explicar a ligação metálica sem fazer referência ao conceito de bandas de energia ou a não- direcionalidade das interações entre os átomos metálicos. Carvalho e Justi (2005), afirmam que a problemática desses alunos decorre da grande dificuldade em construir modelos mentais a partir da analogia do “mar de elétrons”. Dessa maneira, os estudantes acabam aceitando a analogia usada como verdade absoluta, um típico problema de modelos.

Com base nas analises e discussões realizadas, considera-se necessário e importante para o ensino do conceito de Ligações Químicas a formulação de novos modelos didático-pedagógico- metodológicos. Tais modelos podem contribuir para diminuir as dificuldades da abordagem do tema pelos professores e no entendimento dos conceitos por parte dos estudantes. Além dessas constatações, entende-se que é importante a inserção dessas discussões no processo de formação dos professores, dando a eles subsídios teóricos e metodológicos para trabalhar o conteúdo de Ligações Químicas de acordo com os conceitos aceitos cientificamente e de forma mais significativa aos estudantes.

4.4 EXPLICAÇÃO DAS LIGAÇÕES QUÍMICAS PARA EXCEÇÕES À REGRA DO