Presença do Ser no seio
da Proposição
A identidade afirmativa do acto, a sua essência afirmativa, é tão forte no acto da própria enunciação do juízo que o põe, que se tornou difícil de- cidir a qual pólo desse juízo se deve atribuir a primazia da relação com
o ser: na proposição, o ser por ela posto encontra-se mais do lado do su- jeito ou do atributo ou igualmente nos dois? O sujeito encerra, já em si, tudo o que é possível dizer de si, isto é, o seu acto de ser guarda já todo o ser que a afirmação irá traduzir em ser e diversificar em diferenciali- dade predicamental, sendo estes predicados apenas uma eclosão como que visível de um tesouro subjacente, presente, mas oculto, no acto de ser, como que eternamente? A predicação é apenas um manifes- tar temporal dessa mesma riqueza oculta? Verdadeiramente, o segundo termo da afirmação não traria qualquer novidade ao sujeito, apenas se limitando, analiticamente, a evidenciar a sua riqueza, que seria do tipo metafísico, sendo a proposição o lugar da tradução ontológica. As- sim, cada acto de ser constituiria uma espécie de realidade última de si mesmo, auto-poiética, auto-suficiente, indiscernível do Acto total.
Ora, tal acto de ser de um tal sujeito anularia os próprios atributos com que apareceria predicado, pois, não acrescentando, estes últimos, coisa alguma ao que já é, nada são em si mesmos. Se se reduz, portanto, toda a essência do predicado à essência do sujeito, aquele desaparece, passa a ser uma mera ilusão insubstante e sem razão alguma de ser. De tal modo que verdadeiramente não deveria de modo algum existir, mesmo como ilusão, desmentindo, assim, a teoria a realidade. Mas, ainda que ilusoriamente, os atributos aí estão para desmentir a teoria. E o papel da filosofia não é o de ficcionar ilusões que combatem ilusões, mas o de seguir os trilhos, por mínimos que possam ser, da verdade, mesmo quando esta parece apresentar-se sob a forma humilde da ilu- são. A ilusão, que é possibilidade da nossa condição, não pode ser afastada ou condenada, mas deve ser transfigurada, amada e salva, até à verdade. Não haja ilusões: ninguém parte da verdade.
É, pois, partindo desta evidência humilde de um mínimo de reali- dade que se deve exigir, em nome dessa mesma realidade, que se deve aceitar perceber que há uma realidade do atributo, realidade que, en- quanto do atributo, sua, que o ergue como tal, tem uma realidade pró- pria que não pode ser adjudicada a algo de diferente, enquanto em acto. O ser do atributo, enquanto tal, não provém do sujeito, pertence ao atri-
buto. Ao contrário do que se possa pensar, neste acto de relação entre sujeito e atributo que é a proposição, sujeito e atributo estão ao mesmo nível ontológico, que é o da relação que os põe a ambos e sem a qual não haveria nem sujeito nem predicado. A afirmação, como acto, não é nem do sujeito nem do predicado, mas de algo diferente, algo que os institui a ambos como relação. Só que esta relação não provém de uma inter-acção entre sujeito e predicado, antes, é a relação que lhes é ante- rior e que os põe a ambos. Que anterioridade é esta, dado que não pode ser cronológica, – o tempo aparece também com ela –, nem ontológica, pois, é ela que permite a ontologia, lugar criado pela afirmação, não da afirmação? É uma anterioridade lógica, mas lógica porque metafísica. A anterioridade da relação entre sujeito e predicado relativamente a su- jeito e predicado radica na própria participação que institui o acto de ser, não como acto de um sujeito que pode ser predicado, mas como o acto que institui em um mesmo acto sujeito e predicado. É este acto que funda a relação entre sujeito e predicado e faz com que um e o outro se presentifiquem unitariamente, indissoluvelmente. É por causa desta unidade de acto e em acto que não há propriamente sujeito sem pre- dicado algum ou predicado sem sujeito algum. Um puro sujeito sem qualquer predicação em acto não é sequer uma abstracção, mas tão só uma referência vazia. Consideração paralela se pode fazer relativa- mente a um puro predicado sem actualidade em um sujeito. É em acto, que é acto de relação instituinte, que sujeito e predicado se presentifi- cam, mas se presentificam em uma unidade que é essa mesma relação em acto, sem a qual não haveria nem sujeito nem predicado algum.
Não faz, pois, qualquer sentido perguntar o que seria isso de um su- jeito absolutamente distinto, logo, isento de predicados. Um sujeito do qual nem se poderia dizer que fosse sujeito, dado que a afirmação, fosse do que fosse, abriria imediatamente uma brecha na absoluta impredica- ção, destruindo a pureza impredicada de tal sujeito. Tal “entidade” se- ria indiscernível do nada ou, então, de um absoluto, tão absolutamente absoluto, implosivamente, que também, pela sua radical irrelação, não se distinguiria do nada. Quer isto dizer que o sujeito não é mais do
que a soma dos seus atributos, como que erguido a partir de fora, sem densidade alguma própria, insubstante?
Levada a análise da relação a um extremo de exigência, parecem desaparecer os próprios esteios da afirmação, os pólos sobre os quais se fundava, sobretudo aquele que parecia ser o seu pólo activo, o su- jeito: este ou é um absoluto nada ou é um absoluto tudo, tão absoluto que devora a possibilidade da relação e se fecha em algo que é indis- cernível de um nada. Ora, o que a realidade entendida como acto nos permite perceber é que não pode haver seja o que for prévio ao acto: nem sujeito nem atributo. O que quer que o sujeito seja , é-o em acto. Este acto, como já foi visto, impõe uma continuidade quer metafísica quer ontológica que implica uma infinidade de relações, impostas por aquela continuidade; é no seio deste universo de relações que, como forma possível, aparece a relação de predicação, que não se dá entre sujeito e o que dele se diz, mas que estabelece o sujeito porque dele é possível dizer algo e há o acto de dele algo dizer.
A relação, como acto, é, pois, anterior, aos relacionados: nem o atributo, que necessariamente tem de se subordinar ao sujeito, nem o sujeito, que não pode ser definido senão em função do atributo, podem exprimir o ser adequadamente: o ser encontra-se na cópula, que é rela- ção.177 Para ser mais preciso, o ser dá-se na cópula, dá-se pela cópula.
Não se trata, obviamente, de uma questão de linguagem, quer ao nível da espécie humana quer ao nível de um qualquer grupo humano em especial. Dizer que o ser se dá na cópula, é dar o símbolo de uma on- tologia possível do que se passa a um nível mais profundo, de um acto que se põe e com ele põe o todo da realidade de que é capaz e que o acompanha necessariamente. Dizer que o ser se dá na cópula, é dizer que o acto de presentificação do acto de ser é humano; ao dar-se, traz
177I.O., p. 14 : “Mais si ni l’attribut, par la nécessité de le subordonner au sujet,
ni le sujet, par l’impossibilité de le définir autrement qu’en fonction de l’attribut, ne parviennent à exprimer l’être adéquatement, n’est-ce pas que l’être réside dans la copule?” (Mas, se nem o atributo, pela necessidade de o subordinar ao sujeito, nem o sujeito, pela impossibilidade de o definir senão em função do atributo, conseguem exprimir o ser adequadamente, não será que o ser reside na cópula ?).
consigo e põe consigo tudo isso que é o acto de ser da realidade, que emerge com a emergência do acto de ser humano, e que constitui, em acto, agora em acto, o horizonte do ser.
O ser é o resultado, não da atribuição de um sujeito ou da sujeição de um atributo, numa voz imperiosa que sempre é alienante, mas da contínua afirmação do acto de ser humano, que, ao pôr-se, põe con- sigo o resto da realidade, não sob a forma de juízo, que já é derivada, mas sob a forma de intuição. No entanto, esta intuição funciona on- tologicamente como se fosse uma afirmação. Ao intuir o acto em ser, afirmo-o, trago-o à realidade que é a minha, trago-o à realidade ontoló- gica, digo-o ontologicamente, criando-o neste nível ontológico que é o do ser. Posso, depois, dizê-lo por palavras, melhor ou pior, mas sempre distante de isso que foi afirmá-lo em acto de ser. A grande afirmação é a criação do ser por meio do acto de participação com que me crio e crio tudo o mais; o acto com que construo o sentido que sou e que ou- torgo ao que comigo crio. É esta a grande linguagem, o grande logos, ao mesmo tempo, emergência do ser e sentido dessa mesma emergên- cia, nessa mesma emergência e dela indissociável. A linguagem, como um discurso sobre este acto primordial, já é algo de derivado, segundo, menor. A linguagem da criação ergue o acto em ser. É um acto de amor, de encarnação. Não diz de, não disserta sobre, é.
A cópula, a relação é o lugar do ser, não porque o juízo ou a lingua- gem, insubstantivamente entendidos, sejam ontopoiéticos por si mes- mos, mas porque é no é da intuição que o ser aparece, não como fruto de uma imposição legisladora, mas como descoberta criadora e posi- cionadora do universo ontológico. Este é, antes de ser um é da lingua- gem, é um é da visão, símbolo operativo da inteligência, num sentido de possibilidade de ser tocado, – sensível –, pelo acto matricial e de ver, de sentir o sentido desse toque, com e em uma inteligência que, sen- tindo o que sente, se cria em consciência, e ao fazê-lo, cria o próprio ser e o todo do mundo, melhor, do sentido, de que o mundo é parte.
Esta consciência também não é anterior ao ser nem este é anterior à consciência, um e o outro nascem concomitantemente num mesmo acto
de inteligência, que é o acto próprio do acto de ser, o qual só é porque é o acto de inteligência particular, mas com um horizonte infinito, da- quilo que o acto puro põe à sua disposição, nisso a que chamamos o acto matricial.
A preeminência da cópula é, pois, a preeminência metafísica do acto de relação, que institui o todo disso que é o acto de ser humano e seu mundo e sentido. O ser reside nesse acto sempre em acto vígil e desaparece quando essa vigilância desaparece. O ser reside no acto de consciência, enquanto sua densidade ontológica produzida, não en- quanto qualquer realidade substantiva independente desse mesmo acto de consciência. Mas o ser não é redutível à consciência no sentido de nesta terminar, dado que esta não é auto-estanque e não termina em si mesma, mas se prolonga pelas e nas suas raizes metafísicas. O funda- mento último do ser não é a consciência, é o acto puro.
O estatuto metafísico da cópula, como tradução ontológica do acto de intuição que cria o próprio acto de ser, é o de potência infinita, – virtual, mas em acto de virtualidade –, de todos os possíveis, que, pelo acto da cópula, exercido, cria um liame novo entre dois desses possí- veis, unindo-os num novo acto de ser, que já não é um nem o outro nem uma síntese dos dois, mas algo de novo, não absolutamente novo, mas novo absolutamente. É isto o ser: esta novidade absoluta, irrepe- tição de coisa nenhuma e por coisa nenhuma repetível. É a criação de algo de novo, não a partir da junção de outros pré-existentes, mas a partir do acto de relação que criou algo de novo, a partir da base metafísica dos possíveis. Um ser nunca resulta de outros seres, por isso são incomunicáveis, mas da presentificação ontológica de algo metafí- sico. O ser é sempre criado de novo e a única história possível é a da presentificação da eternidade.
O ser, sempre em acto, sempre visto como acto de ser, é coextensivo a toda a afirmação em acto e o ser como possível é coextensivo a toda a afirmação possível. O acto de ser é, pois, coextensivo ao acto de afir- mação, seja esta entendida como a afirmação predicativa da linguagem seja como a afirmação intuitiva, não já da linguagem, mas do acto da
inteligência, seja no sentido do seu posicionamento por algo que o cria como ser mesmo que é. A primeira afirmação é de índole meramente física: dá-se na natureza e é dominável, enquanto utilizadora de meios físicos, pela ciência física; a segunda afirmação já nos remete para um campo intermédio entre o físico e o metafísico, dado que a intuição é exactamente o operador e o veículo dessa ligação entre aqueles dois planos: o acto da inteligência usa meios físicos, – usamos o corpo nesse acto –, pode dirigir-se ao físico, embora a ele não se restrinja, mas o que capta ou produz não é de ordem física, pois o sentido, isso que literalmente lê no interior das “coisas” não é do âmbito do físico, é já metafísico, numa síntese propriamente ontológica; a terceira afirmação remete-nos para o campo estritamente metafísico, em que o Acto que suporta o próprio físico se desdobra na mesma possibilidade de leitura da inteligência, acto que constitui o acto de criação do próprio ser. As duas primeiras formas da afirmação são virtualmente infinitas, porque o seu objecto último também o é, mas são finitas em acto; a terceira é infinita em acto e, como tal, acaba por abarcar as outras duas, e, infini- tamente, quaisquer outras que sejam possíveis, – e são-no em número infinito.
Como produto da universal afirmação, num acto que abarca em si os três níveis mencionados, o ser aparece como o universal afirmado, como o todo concreto do acto de afirmação. Aparece também como o absoluto relativo: absoluto, porque na dimensão da inteligência, o ser é o todo possível em acto, para aquém e para além do qual nada há que faça sentido, o ser esgota o todo do sentido; relativo, porque este todo é fruto de uma relação multímoda, de horizonte virtualmente infinito, entre a inteligência em acto e o acto puro. Do lado da inteligência humana, – é a única que se conhece, que se pode conhecer –, o ser é o absoluto da relação, dado que não há relação que não se dê em ser, e, se não se der deste modo, é porque não é possível; do lado do puro acto, é relativo à actividade desse mesmo acto, em partilha, com a participação nele operada pela inteligência.
Todas as espécies de relação, independentemente da forma como aparecem expressas, são, cada uma no seu modo próprio, modos do ser, isto é, modos de o acto se manifestar à, com a, através da, pela e na inteligência. O ser é sempre uma cópula, só que não é redutível a um tipo gramatical ou logístico de cópula, – expressões meramente glóticas –, antes, é expansível a um universo de acto criador, em que a génese do ser é a cópula entre o acto puro e a inteligência em acto. O ser é um indício de origem, sempre em evolução, nunca uma totalidade, um somatório, algo de delimitável, de abarcável, definível, apreensível. O ser é sempre um acto. O ser nunca é uma detenção, uma estatificação, sob que forma for. Não admira a perplexidade que a sua não apreensão sempre originou: todas as tentativas para fixar o acto do ser, de modo a retê-lo, para o poder dominar, foram goradas. Quando se quer chegar junto do acto que dá o ser, a intuição, aquele já lá não está, já o acto de ser é outro, já aquilo que se queria ter na mão se esvaiu, sem deixar rasto, perdido para sempre, perdido para sempre nisso que foi em acto e que nunca, nesta nossa dimensão, será recuperável. Há outros seres, sempre outros seres, tão evanescentes como aquele outro, tão presentes, no seu instante próprio, quanto ele, mas tão ausentes quanto ele, quando se procuram fora do instante de absoluta presença que foi o seu.
É assim a relação: tudo, em acto, nada, como produto fora desse acto. Daí ter Lavelle enunciado tão fortemente em De l’Acte que o acto não tem efeito,178 o ser não é o efeito do acto, mas o produto da
sua presença, tradução em uma outra presença, já fruto da participação operada pela inteligência, evanescente, irrecuperável e que origina todo um mundo falso de vãs e ilusórias tentativas de recuperação, constituin- tes de uma memória cujo acto é legítimo, mas que também ela não tem efeito, limitando-se a ser para dentro de si mesma, não dando mais do que o acto da presença de representações, imagens, reais em si mes- mas como imagens, mas vazias de qualquer outra dimensão que possa transcender essa imagética. A história possível do ser é a sua presença evanescente. O restante é pura ilusão.
O mundo só é um mundo de seres porque é um mundo de actos, um mundo em acto, em que o que conta não são os seres como efeitos do acto da inteligência, mas os actos que os mantêm no ser. Quando se atenta contra a vida de alguém, não é o seu ser, – transparência à inte- ligência –, que está fundamentalmente em causa, mas essa actividade profunda que sustenta esse ser com que contacto. A interferência pro- funda faz-se, não ao nível luminoso que a minha consciência domina, – seria óptimo, dado que poderia, por exemplo, fazer reverter o processo –, mas a um nível em que a minha acção toca, mas a minha inteligência não, em que as consequências dos meus actos têm uma pertinência que me transcende, porque penetram num campo em que a minha consciên- cia não tem acesso, numa espécie de anti-magia que me rouba o poder de fazer, depois de já ter feito. Preço da dignidade ontológica própria de cada acto irrepetível e irrecuperável e, por isso, absolutamente pre- cioso. Cada acto é uma manifestação absoluta de um absoluto que se manifesta pela e na presença de cada um dos actos. Reside aqui o sen- tido absoluto da preciosidade do bem como pura positividade, como isso que está em vez de um absoluto nada. Dignidade tão grande, que é incompreensível, mas que nos toca e comove como isso a que devemos tudo o que somos; e o que somos é tudo, uma porta metafísica aberta para o infinito e a afirmação do absoluto da presença.
4
SEGUNDA PARTE
A PRESENÇA
HUMANA
4.1
I
Acto de Ser e Presença Humana
“Et nous avions pensé que l’on pouvait définir l’être comme la source de tous les modes possibles de participation, l’existence comme l’acte de participation à l’être en tant qu’il s’effectue dans un être capable de dire “ je et moi ” et la réalité comme l’être encore, en tant que, présent tout entier au je ou au moi, il le surpasse pourtant et affecte pour lui la forme d’un être donné. Dès lors ces trois notions exprimant des affirmations différentes sur l’être pouvaient être définies comme les catégories premières de l’ontologie.”179
Um ser é acto, isto é, é interior a si mesmo, à pura actividade que o ergue onde nada dele havia, que como que o retira do nada de si mesmo, nada que é a única contrapartida possível para a cessação deste acto,180
é um em si e um por si; há identidade entre o ser e a sua justificação, entre o ser o seu sentido.181 O ser é o sentido. Não se pode destacar a
179I.O., p. VII. (Pensamos que se pode definir o ser como a fonte de todos os modos
possíveis de participação, a existência como o acto de participação no ser enquanto se efectua num ser capaz de dizer “eu e me” e a realidade como o ser, ainda, enquanto, inteiramente presente ao eu ou ao me, todavia, o ultrapassa e reveste para ele a forma de um ser dado. Desde logo, estas três noções, que exprimem afirmações diferentes sobre o ser, podem ser definidas como as categorias primeiras da ontologia.).
180T.V.I, p. 407 : “Et ce que l’on entend par création n’est rien de plus que cette
activité éternelle par laquelle l’être ne peut chômer sans cesser d’être.” (E o que se entende por criação nada mais é do que esta actividade eterna por meio da qual o ser não pode estar inactivo sem deixar de ser.).
181T.V.I, p. 515 : “[. . . ] l’être des choses, ce n’est pas le phénomène, mais le sens
ontologia da axiologia, esta radica naquela: o valor do ser é o próprio acto de ser, é o que justifica o ser e essa justificação é ontológica, é in- terior ao íntimo do próprio ser, não é derivada ou aposta; o valor do ser