93 57 150 62,0% 38,0% 100,0% 110 40 150 73,3% 26,7% 100,0% 92 58 150 61,3% 38,7% 100,0% 295 155 450 65,6% 34,4% 100,0% AD1 AEUDF FIPLAC INSTITUIÇÃO Total F M SEXO Total
Por se tratar de cursos noturnos, a maioria (68,3%) dos alunos são trabalhadores que estudam, como podemos observar na Tabela 3. Vale a pena destacar que cerca da metade possui emprego em tempo integral e 20% em tempo parcial.
TABELA 3 – FREQUÊNCIA DA ATIVIDADE REMUNERADA DOS ALUNOS POR INSTITUIÇÃO
TABELA 3 - FREQUÊNCIA DA ATIVIDADE REMUNERADA DOS ALUNOS POR INSTITUIÇÃO 47 79 24 150 31,3% 52,7% 16,0% 100,0% 50 67 33 150 33,3% 44,7% 22,0% 100,0% 46 73 31 150 30,7% 48,7% 20,7% 100,0% 143 219 88 450 31,8% 48,7% 19,6% 100,0% AD1 AEUDF FIPLAC INSTITUIÇÃO Total Não Sim Tempo Integral Sim Tempo Parcial POSSUI EMPREGO Total
4.2 Métodos utilizados na prática da avaliação em matemática na visão do aluno
A análise da Tabela 4 mostra que, segundo as respostas dos alunos, os professores privilegiam principalmente dois instrumentos para avaliação em matemática: a prova dissertativa (perguntas e respostas, resolução de problemas, redação) e o trabalho em grupo.
TABELA 4 – FREQUÊNCIA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UTILIZADOS EM MATEMÁTICA, NA VISÃO DO ALUNO
Métodos Utilizados Nunca Algumas Vezes
Quase Sempre
Sempre Total
62 136 136 116 450
Prova dissertativa: perguntas e respostas;
resolução de problemas; redação. 13,8% 30,2% 30,2% 25,8% 100%
42 211 131 66 450
Trabalho em grupo.
9,3% 46,9% 29,1% 14,7% 100%
121 222 70 37 450
Observação da participação em sala de aula.
26,9% 49,3% 15,6% 8,2% 100%
131 243 58 18 450
Prova objetiva (assinale X; preencha
lacunas; V ou F, etc.). 29,1% 54,0% 12,9% 4,0% 100%
272 103 63 12 450
Prova dissertativa: monografia; ensaio;
dissertação. 60,4% 22,9% 14,0% 2,7% 100% 227 154 41 28 450 Auto-avaliação. 50,4% 34,2% 9,1% 6,2% 100% 254 128 46 22 450 Seminário. 56,5% 28,4% 10,2% 4,9% 100% 263 130 43 14 450
Prova prática (estágio, pesquisa de campo,
laboratório). 58,4% 28,9% 9,6% 3,1% 100%
185 211 44 10 450
Prova com consulta.
41,1% 46,9% 9,8% 2,2% 100%
283 133 27 7 450
Portfólio.
62,9% 29,6% 6,0% 1,6% 100%
316 104 21 8 449
Ficha de acompanhamento do desempenho
global do aluno. 70,4% 23,2% 4,7% 1,8% 100%
359 77 8 6 450
Prova oral.
79,8% 17,1% 1,8% 1,3% 100%
Somando as alternativas de resposta “Nunca” , “Algumas vezes” e “Sempre”, podemos verificar que a maioria dos métodos listados no questionário é muito pouco utilizada. O portfólio, a ficha de acompanhamento do desempenho global do aluno e a prova oral são decididamente apontados como nunca ou pouco utilizados por mais de 90% dos alunos. A prova objetiva (assinale X; preencha lacunas; V ou F, etc.); a prova dissertativa (monografia; ensaio; dissertação); a auto-avaliação; seminário; a prova prática (estágio, pesquisa de campo, laboratório) e a prova com consulta são indicados como nunca ou pouco utilizados por mais de 80% dos respondentes. A observação da participação em sala de aula está em um plano intermediário com 23,4%.
Levando em consideração a especificidade de cada um dos cursos analisados nessa pesquisa (Administração, Ciências da Computação, Ciências Econômicas e Pedagogia), apresenta-se, a seguir, um comentário geral sobre cada método de avaliação listado no
questionário. No caso de haver diferenças maiores de 20% entre as respostas dos alunos dos diferentes cursos, tabelas adicionais são apresentadas que ilustram tais diferenças.
4.2.1 Prova dissertativa
A análise a seguir mostra que, segundo as respostas dos alunos nos quatro cursos analisados, os professores ainda privilegiam os instrumentos de avaliação de caráter mais objetivo (perguntas e respostas, problemas e redação), embora sejam muito poucos os que levam o aluno a um nível de trabalho mais aprofundado, caso da monografia, do ensaio e da dissertação.
Observe-se ainda que sempre e quase sempre representam 56% das respostas, ou seja, na visão do aluno, mais da metade dos professores de matemática utiliza com mais freqüência uma forma mais subjetiva de avaliação (resolução de problemas). E mais, se excluirmos apenas a coluna nunca, este percentual sobe para 86,2%.
A utilização de monografia, ensaio e dissertação, que são formas mais subjetivas de avaliação, são utilizadas pelos professores em 16,7% (2,7% = sempre e 14% = quase sempre) das vezes.
4.2.2 Participação em sala de aula
Uma vez que a maioria dos professores privilegia uma forma mais objetiva de avaliação (observe-se, de passagem, que a correção de provas não é uma das atividades mais agradáveis a um bom número de professores), não surpreende o fato de a maioria pouco utiliza – ou não utiliza – a participação do aluno na sala de aula como instrumento de avaliação (tabela 4). Deve-se levar em conta que, em geral, o número elevado de alunos na sala de aula é impeditivo para uma observação cuidadosa de cada um deles.
Este pode ser um fator que justifica a preferência dos professores pelos instrumentos objetivos de avaliação em detrimento de uma forma de avaliação que exige muito do professor.
Conforme pode ser observado, 76,2% dos professores consultados nunca ou às vezes utilizam esse instrumento de avaliação. Isso corresponde à prática conservadora tão comum nas instituições de ensino superior que é a utilização da prova escrita.
4.2.3 Auto-avaliação
A questão da auto-avaliação como instrumento de avaliação é um pouco mais complexa. Se for levado em conta o volume de trabalho do professor, esta é, aparentemente, uma forma cômoda de avaliação, pois é o aluno que vai se avaliar, e é o aluno que vai julgar seu desempenho em uma escala de valores - numéricos ou conceituais. Todavia, o fato de 50,45% dos professores nunca utilizar este instrumento de avaliação prende-se a outro aspecto que foi observado tanto entre os alunos como entre os professores: 62,2% dos alunos e 60% dos professores concordam totalmente ou em grande parte com a afirmativa de que os alunos não são inteiramente honestos quando se auto-avaliam. Este fato, por si só, explica porque a auto- avaliação não é um instrumento de avaliação utilizado com freqüência pelos professores. A auto-avaliação, ademais, implica um diálogo franco e aberto entre aluno e professor sobre os motivos que levariam à atribuição de determinada nota.
4.2.4 Seminário
A utilização do seminário como instrumento de avaliação é também muito pouco considerada. Na opinião dos alunos, apenas 15,1% dos professores utilizam sempre ou quase sempre o seminário como meio de avaliação da aprendizagem. O percentual dos que nunca ou só algumas vezes utilizam este instrumento de avaliação chega a 85%. Pode-se supor que muitos professores não se utilizam desse instrumento de avaliação por desconhecer sua dinâmica. Se bem realizado, o seminário possibilita a transmissão de informações relativas ao objeto da pesquisa e é um meio bastante útil para aprofundar o conhecimento dos alunos participantes, além de exigir deles planejamento e organização. A participação do professor é importante para o bom resultado do seminário. Cabe a ele ajudar na delimitação do tema, fornecer a bibliografia e as fontes de pesquisa, esclarecer os procedimentos apropriados para a apresentação e definir o tempo de duração dos trabalhos.
A tabela 5 mostra que o curso de Pedagogia diferencia-se claramente dos demais cursos. Aqui o seminário é utilizado sempre ou quase sempre, segundo a opinião de 31% dos alunos, e para 33% é utilizado às vezes.
TABELA 5 – FREQÜÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DO SEMINÁRIO, POR CURSO FREQÜÊNCIA DO SEMINÁRIO
nunca às vezes quase sempre sempre Total CURSO ADMINISTRAÇÃO 105 34 8 3 150 70,0% 22,7% 5,3% 2,0% 100,0% C. COMPUTAÇÃO 65 29 4 2 100 65,0% 29,0% 4,0% 2,0% 100,0% ECONOMIA 31 15 4 0 50 62,0% 30,0% 8,0% 0,0% 100,0% PEDAGOGIA 53 50 30 17 150 35,3% 33,3% 20,0% 11,3% 100,0% TOTAL 254 128 46 22 450 56,4% 28,4% 10,2% 4,9% 100,0% 4.2.5 Trabalho em grupo
O quadro melhora um pouco quando se trata do trabalho em grupo, um instrumento de avaliação que, em princípio, permite que o aluno se aprofunde mais no tema proposto. Segundo 44% dos alunos, os professores utilizam sempre ou quase sempre o trabalho em grupo como instrumento de avaliação.
Deve-se observar, neste caso, que as respostas dos alunos apontam para uma coerência perfeitamente aceitável, afinal, as atividades em grupo não são utilizadas em todas as aulas do período letivo, o que justifica plenamente o “quase sempre” (29%) dessas respostas. Ainda assim, para 9,3% dos respondentes, os professores nunca utilizam o trabalho em grupo.
TABELA 6 – FREQÜÊNCIA DA UTILIZAÇÀO DO TRABALHO EM GRUPO, POR CURSO
FREQÜÊNCIA DO TRABALHO EM GRUPO
nunca às vezes quase
sempre sempre Total CURSO ADMINISTRAÇÃO 16 77 41 16 150 10,7% 51,3% 27,3% 10,7% 100,0% C. COMPUTAÇÃO 13 42 37 8 100 13,0% 42,0% 37,0% 8,0% 100,0% ECONOMIA 1 18 20 11 50 2,0% 36,0% 40,0% 22,0% 100,0% PEDAGOGIA 12 74 33 31 150 8,0% 49,3% 22,0% 20,7% 100,0% TOTAL 42 211 131 66 450 9,3% 46,9% 29,1% 14,7% 100,0%
O destaque está no curso de Economia da AEUDF onde 62% dos alunos afirmam que o trabalho em grupo, como método avaliativo, é utilizado sempre ou quase sempre.
4.2.6 Prova com consulta
Um instrumento de avaliação que, segundo os alunos, é pouco adotado pelos professores (41% nunca e 46,9% às vezes) é a prova com consulta. Essa prática exige que um trabalho mais meticuloso e aprofundado seja desenvolvido pelos alunos. Talvez pela maior complexidade do trabalho esperado e de sua correção, a prova com consulta é apontada apenas por 12% dos respondentes como sempre ou quase sempre utilizada.
TABELA 7 – FREQÜÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DA PROVA COM CONSULTA, POR CURSO
FREQÜÊNCIA DA PROVA COM CONSULTA
nunca às vezes quase
sempre sempre Total CURSO ADMINISTRAÇÃO 60 78 9 3 150 40,0% 52,0% 6,0% 2,0% 100,0% C. COMPUTAÇÃO 66 31 3 0 100 66,0% 31,0% 3,0% 0,0% 100,0% ECONOMIA 15 22 12 1 50 30,0% 44,0% 24,0% 2,0% 100,0% PEDAGOGIA 44 80 20 6 150 29,3% 53,3% 13,3% 4,0% 100,0% TOTAL 185 211 44 10 450 41,1% 46,9% 9,8% 2,2% 100,0%
No entanto, são notáveis as variações entre os cursos, como mostra a Tabela 7. Contra os pobres 3% e 8% de Ciências da Computação e de Administração, esse método seria utilizado em Pedagogia, segundo 17% dos alunos e sobretudo em Economia (26%).
4.2.7 Portifólio
O portfólio é outro instrumento desprezado pelos professores. Segundo 63% dos alunos os professores nunca o utilizam, e segundo 30% utilizam só às vezes. Uma provável razão dos resultados apresentados é o desconhecimento do método, em termos práticos, pela maioria dos docentes. Também há o fato de ele exigir mais tempo do professor na avaliação e correção dos trabalhos dos alunos, embora seja um instrumento que permite o acompanhamento do desempenho do aluno com base nos trabalhos que ele apresenta para avaliação em seu portfólio.
4.2.8 Ficha de acompanhamento do desempenho global
Na opinião dos alunos, a ficha de acompanhamento dos alunos perde apenas para a prova oral no que se refere à rejeição por parte dos professores. Talvez pelo fato de exigir uma atenção maior do professor a cada aluno – em geral, as turmas são muito grandes, e os professores trabalham com várias turmas – para 70,4%, os professores nunca utilizam este instrumento de avaliação e para 23,2% o utilizam só algumas vezes.
4.2.9 Prova objetiva
Este é um tipo de prova que exige menos tempo para correção, mas, em contrapartida, mais tempo de elaboração por parte do professor. Além disso, alguns conhecimentos técnicos são necessários para montar bons testes objetivos. Isso pode explicar porque 83% dos alunos respondem que a prova objetiva nunca ou quase nunca é utilizada pelos professores.
Pode-se argumentar, ainda, em favor dos que não utilizam este instrumento de avaliação, que a prova objetiva permite a resposta ao acaso – incluindo-se, aí, o fator sorte – ou
o fator “cola”. Em ambos os casos, sua análise não permite constatar, com a precisão desejada, o quanto o aluno desenvolveu o seu raciocínio lógico-matemático, uma vez que não nos permite verificar a escrita matemática na resolução da questão.
4.2.10 Prova prática
Embora seja uma prática útil para medir o desempenho dos alunos, a prova prática, talvez em função das características da disciplina e também das turmas, nunca (58,4%) ou quase nunca (28,9%) é usada como instrumento de avaliação pelos professores. Diferenciam-se dos demais cursos Ciências da Computação e Pedagogia, onde 23% e 17%, respectivamente, dos alunos declaram que a prova prática é sempre ou quase sempre utilizada (ver Tabela 8).
TABELA 8 – FREQÜÊNCIA DA UTILIZAÇÀO DA PROVA PRÁTICA (estágio, campo, laboratório) POR CURSO
FREQÜÊNCIA DA PROVA PRÁTICA
nunca às vezes quase
sempre sempre Total CURSO ADMINISTRAÇÃO 115 31 1 3 150 76,7% 20,7% 0,7% 2,0% 100,0% C. COMPUTAÇÃO 52 25 20 3 100 52,0% 25,0% 20,0% 3,0% 100,0% ECONOMIA 32 13 4 1 50 64,0% 26,0% 8,0% 2,0% 100,0% PEDAGOGIA 64 61 18 7 150 42,7% 40,7% 12,0% 4,7% 100,0% TOTAL 263 130 43 14 450 58,4% 28,9% 9,6% 3,1% 100,0% 4.2.11 Prova oral
A prova oral é o instrumento de avaliação mais rejeitado pelos professores. A maioria - 80% - nunca a utiliza, e 17% poucas vezes. Entre as possíveis explicações, a mais óbvia parece ser o tempo demandado para sua realização, levando-se em conta o elevado número de alunos na sala de aula.
4.2.12 Opiniões dos alunos sobre avaliação a que são submetidos
A tabela 9 mostra o que os alunos acham das avaliações de matemática a que são submetidos.
TABELA 9 – FREQUÊNCIA DE COMO OS ALUNOS VÊEM A AVALIAÇÃO A QUE SÃO SUBMETIDOS
Visão das avaliações recebidas Nunca Algumas vezes
Quase sempre
Sempre Total
5 123 215 107 450
As avaliações são coerentes com os objetivos propostos e os conteúdos trabalhados em classe.
1,1% 27,3% 47,8% 23,8% 100%
10 135 191 114 450
As provas são tecnicamente bem elaboradas e
adequadas à matéria dada? 2,2% 30,0% 42,4% 25,3% 100%
39 189 148 74 450
Sua autonomia intelectual e sua criatividade
são respeitadas? 8,7% 42,0% 32,9% 16,4% 100%
15 173 164 98 450
Os critérios que os professores adotam na
avaliação são claros e transparentes? 3,3% 38,4% 36,4% 21,8% 100%
100 193 96 61 450
É dada a oportunidade de discutir e/ou
negociar as notas? 22,2% 42,9% 21,3 13,6% 100%
É importante destacar que 67,7% dos alunos da amostra acham que as provas são tecnicamente bem elaboradas e adequadas à matéria dada. Mas, uma boa parcela, 30,0% afirmam que só acontece “algumas vezes”. Também chama a atenção o fato de que para 71,6% dos alunos da amostra, as avaliações são coerentes com os objetivos propostos e com os conteúdos trabalhados em classe. Isso significa que os alunos vêem a avaliação como uma conferência dos conteúdos efetivamente ensinados em sala. Os critérios adotados pelos professores nas avaliações são considerados claros e transparentes por 58,2% dos alunos e, 38,4% afirmam que apenas “algumas vezes” isso ocorre.
Verificamos que há um empate técnico no que se refere à autonomia intelectual e a criatividade, pois 49,3% dos alunos afirmam que “sempre” ou “quase sempre” isso ocorre. Mas para 50,7% isso ocorre “algumas vezes” ou “nunca”. Não fica claro porque os professores − que utilizam critérios claros e transparentes e elaboram tecnicamente bem as avaliações de acordo com o conteúdo ministrado em sala de aula − não dão oportunidade aos alunos de discutir e/ou negociar as notas (65,1% afirmam que “algumas vezes” ou “nunca” essa negociação ocorre). É possível que não tenha ficado transparente que tipo de negociação ou
discussão o professor poderia estabelecer com os alunos sem ser, necessariamente um simples atendimento a pedidos de alteração da nota.
4.3 Métodos utilizados na prática da avaliação em matemática na visão do professor
A análise da Tabela 10 confirma as declarações dadas pelos alunos: os professores privilegiam principalmente dois instrumentos para avaliação em matemática: a prova dissertativa (perguntas e respostas, resolução de problemas, redação) e o trabalho em grupo.
TABELA 10– FREQUÊNCIA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UTILIZADOS EM MATEMÁTICA, NA VISÃO DO PROFESSOR
Métodos Utilizados Nunca ou
quase nunca Poucas vezes Várias vezes Sempre ou quase sempre Total 1 7 3 19 30
Prova dissertativa: perguntas e respostas;
resolução de problemas; redação. 3,3% 23,3% 10,0% 63,3% 100%
1 7 10 10 28
Trabalho em grupo.
3,6% 25,0% 35,7% 35,7% 100%
8 8 8 3 27
Observação da participação em sala de aula.
29,6% 29,6% 29,6% 11,1% 100%
10 8 6 3 27
Prova com consulta.
37,0% 29,6% 22,2% 11,1% 100%
15 5 5 1 26
Seminário.
57,7% 19,2% 19,2% 3,8% 100%
19 3 2 2 26
Prova dissertativa: monografia; ensaio;
dissertação. 73,1% 11,5% 7,7% 7,7% 100%
14 8 3 1 26
Prova objetiva (assinale X; preencha lacunas;
V ou F, etc.). 53,8% 30,8% 11,5% 3,8% 100%
18 4 2 2 26
Prova prática (estágio, pesquisa de campo,
laboratório). 69,2% 15,4% 7,7% 7,7% 100% 20 3 2 0 25 Portfólio. 80,0% 12,0% 8,0% 0,0% 100% 18 7 0 1 26 Auto-avaliação. 69,2% 26,9% 0,0% 3,8% 100% 21 4 1 0 26
Ficha de acompanhamento do desempenho
global do aluno. 80,8% 15,4% 3,8% 0,0% 100%
20 6 0 0 26
Prova oral.
76,9% 23,1% 0,0% 0,0% 100%
Quanto aos demais métodos, somando as alternativas de resposta “Várias vezes” e “Sempre ou Quase sempre”, verificamos que 40,7% dos professores utilizam a observação da
participação em sala de aula; 33,3%, a prova com consulta; e 23%, o seminário. Os demais métodos listados no questionário não são muito utilizados. A prova objetiva (assinale X; preencha lacunas; V ou F, etc.); a prova dissertativa (monografia; ensaio; dissertação) e a prova prática (estágio, pesquisa de campo, laboratório) são utilizados por 15% dos docentes. Os restantes (o portfólio, a ficha de acompanhamento do desempenho global do aluno, a auto- avaliação e a prova oral) por 2% ou menos. Levando em consideração a especificidade de cada uma das instituições analisadas nessa pesquisa (AD1, AEUDF e FIPLAC) é interessante saber se a freqüência do uso desses instrumentos varia nas diferentes IES. No caso das respostas dos professores divergirem significativamente, tabelas por IES serão apresentadas.
4.3.1 Prova dissertativa
A maioria dos professores, 63,3%, privilegia os instrumentos de avaliação de caráter mais subjetivo (resolução de problemas). Este percentual engloba os que utilizam “sempre ou quase sempre” a prova dissertativa como instrumento de avaliação. Somando-se a este resultado os que utilizam “várias vezes” a prova dissertativa, tem-se cerca de três quartos dos professores pesquisados. Este percentual elevado está de acordo com a resposta dos alunos, que apontaram
uma freqüência de 86,2% de utilização da prova dissertativa por seus professores (25,8% = sempre; 30,2% = quase sempre e 30,2% = às vezes).
Já a prova dissertativa com características de monografia, ensaio ou dissertação é muito pouco utilizada pela grande maioria dos professores: 73% dos professores assinalaram a alternativa “nunca ou quase nunca” e 12% “poucas vezes”. Também neste item há plena concordância entre as respostas dos alunos e dos professores (ver Tabela 4).
4.3.2 Participação em sala de aula
A maioria dos professores que responderam ao item não utiliza este instrumento de avaliação (29,6% = nunca ou quase nunca e 29,6% = poucas vezes). Este resultado parece indicar que os professores de matemática, em geral, pouco se preocupam com o interesse demonstrado pelos alunos na sala de aula. A responsabilidade de aprender ou não a matéria e, portanto, a participação em sala de aula seria de inteira responsabilidade do aluno. As provas dirão se houve ou não interesse em aprender. Cabe ressaltar, entretanto, que há professores que
levam em conta, em suas avaliações, a participação dos alunos: uma minoria (11%) “sempre ou quase sempre” e uma parcela mais expressiva (30%) “várias vezes”. A Tabela 11 aponta que este método de avaliação é particularmente ignorado na AD1.
TABELA 11 - FREQÜÊNCIA DA OBSERVAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO EM SALA DE AULA POR INSTITUIÇÃO
FREQÜÊNCIA DA OBSERVAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO EM SALA DE AULA
nunca ou quase nunca poucas vezes várias vezes sempre ou quase sempre Total AD1 2 5 2 0 9 22,2% 55,6% 22,2% 0,0% 100,0% AEUDF 3 1 4 1 9 33,3% 11,1% 44,4% 11,1% 100,0% FIPLAC 3 2 2 2 9 INSTITUIÇÃO EM QUE TRABALHA 33,3% 22,2% 22,2% 22,2% 100,0% TOTAL 8 8 8 3 27 29,6% 29,6% 29,6% 11,1% 100,0%
Com relação a este item, não há grande discrepância nas respostas dos discentes e dos docentes. Os alunos (76%) sustentam que esta é uma forma de avaliação pouco ou nunca utilizada pelos professores; e cerca de 60% dos docentes declara não utilizar a participação em sala de aula como instrumento de avaliação. Este, de certa forma, confirma o conservadorismo imputado a muitos professores de matemática.
4.3.3 Auto-avaliação
Está claro que a auto-avaliação é um instrumento pouquíssimo utilizado. Apenas um respondente afirma utilizá-lo sempre ou quase sempre; 69,2% nunca ou quase nunca; e os demais a utilizariam poucas vezes. Tais respostas estão de acordo com a opinião dos alunos, que sustentam que a maioria (85%) de seus professores nunca ou poucas vezes usa este instrumento de avaliação.
É possível que a não utilização deste instrumento seja devida – na opinião de alunos e professores – à baixa validade dos resultados assim obtidos e mesmo à maior possibilidade de fraude. De fato, há dados levantados neste mesmo projeto de pesquisa segundo os quais cerca
de 60% dos alunos e dos professores acreditam que os alunos não são honestos quando se auto- avaliam (ver também MEDEIROS (2004) e ATAÍDE (2004)).
4.3.4 Seminário
Situação semelhante é a da freqüência de utilização do seminário: 58% dos professores nunca ou quase nunca utilizam este instrumento de avaliação, 19% o utilizam poucas vezes e apenas um professor (3,8% dos que responderam) o utiliza sempre. Também segundo os alunos, a utilização de seminários é restrita a muito poucos professores mostrando pleno acordo entre as respostas de docentes e discentes.
4.3.5 Trabalho em grupo
Esse instrumento de avaliação é amplamente empregado no ensino superior, sendo utilizado por 71,4% dos professores sempre ou várias vezes.
Quando analisada por instituição, a sua freqüência é bem diversa. A tabela 12 mostra que dentre as três instituições investigadas, os docentes da AEUDF são os que mais utilizam o trabalho em grupo.
TABELA 12 - FREQÜÊNCIA DO TRABALHO EM GRUPO POR INSTITUIÇÃO
FREQÜÊNCIA DO TRABALHO EM GRUPO
nunca ou quase nunca poucas vezes várias vezes sempre ou quase sempre Total AD1 0 5 0 4 9 0,0% 55,6% 0,0% 44,4% 100,0% AEUDF 0 0 5 5 10 0,0% 0,0% 50,0% 50,0% 100,0% FIPLAC 1 2 5 1 9 INSTITUIÇÃO EM QUE TRABALHA 11,1% 22,2% 55,6% 11,1% 100,0% TOTAL 1 7 10 10 28 3,6% 25,0% 35,7% 35,7% 100,0%
Embora com percentuais tão elevados quanto os dos professores, as respostas dos alunos reconhecem que o trabalho em grupo é bastante utilizado (ver Tabela 4).
4.3.6 Prova com consulta
A prova com consulta é vista com restrições por parte da maioria dos professores consultados. Do total de respondentes, 37% afirmam que nunca ou quase nunca utilizam esse instrumento para avaliar seus alunos e 29,6% a utilizam poucas vezes. Apenas 11,1% dizem utilizá-la sempre ou quase sempre.
Como mostra a tabela 13, a utilização deste instrumento não é uniforme entre as instituições sendo que a FIPLAC e a AEUDF se situam nos pólos opostos.
TABELA 13 - FREQÜÊNCIA DA PROVA COM CONSULTA POR INSTITUIÇÃO
FREQÜÊNCIA DA PROVA COM CONSULTA
nunca ou quase nunca poucas vezes várias vezes sempre ou quase sempre Total AD1 4 3 0 2 9 44,4% 33,3% 0,0% 22,2% 100,0% AEUDF 1 3 5 1 10 10,0% 30,0% 50,0% 10,0% 100,0% FIPLAC 5 2 1 0 8 INSTITUIÇÃO EM QUE TRABALHA 62,5% 25,0% 12,5% 0,0% 100,0% TOTAL 10 8 6 3 27 37,0% 29,6% 22,2% 11,1% 100,0%
Os alunos (88%) afirmam que a prova de consulta é adotada com pouca freqüência por seus professores: nunca utilizam ou utilizam poucas vezes esse instrumento de avaliação (ver tabela 4). Este é outro ponto no qual alunos e professores concordam em suas repostas.
4.3.7 Portfólio
Outro instrumento de avaliação rejeitado pela maioria dos professores é o portfólio: nenhum professor respondeu que sempre ou quase sempre faz uso deste instrumento de avaliação; 80% afirma que nunca ou quase nunca o utilizam, e os demais, que o utilizam algumas vezes.
O ponto de vista dos professores está em inteira concordância com o dos alunos. Talvez pela tendência a privilegiar formas mais objetivas de avaliação, ou por ser o portfólio
considerado pouco adequado no caso de matemática, ou simplesmente por desconhecimento este instrumento de avaliação não merece a atenção da grande maioria dos professores, em que pese o fato de ele permitir o acompanhamento do desempenho do aluno com base no conjunto dos trabalhos por este elaborados.
4.3.8 Ficha de acompanhamento do desempenho global
Na mesma linha que o portfólio está a ficha de acompanhamento do desempenho global do aluno: 80,8% dos professores que responderam ao item nunca a utilizam. Entre os demais, 15,4% utilizam-na às vezes e apenas um professor diz utilizá-la várias vezes. Mais de 90% dos alunos concordam que este instrumento é praticamente ignorado pelos professores. Com tamanha rejeição deste instrumento, seria interessante entender melhor em que sentido 41% dos professores utilizam, como vimos, a observação da participação dos alunos em sala de aula.