• No results found

Alberte og friheten .1 Frihetens goder

In document Lengselen etter et autentisk liv (sider 62-67)

5. Alberte og friheten

5.2 Alberte og friheten .1 Frihetens goder

ARTE PÚBLICA

- Conceito de Arte Pública - Funções da Arte Pública - Paisagem Urbana

- Os elementos e a qualidade da paisagem urbana

- Percepção das obras de Arte Pública EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - Abordagem pedagógica de obras de arte - Programa de EVT - Competências

essenciais da Ed. Visual - Literacia em Artes Visuais

Contributos para a abordagem

pedagógica de obras de Arte Pública

Arte Pública como recurso

educativo

- Papel Educativo da Arte Pública - A paisagem urbana nos desenhos das crianças - O diálogo com a obra de Arte Pública ESTUDO EMPÍRICO

- Aplicação dos instrumentos de recolha de dados

- Análise e tratamento de dados - Verificação de hipóteses - Conclusões

Arte Pública como Recurso Educativo 145

2| Hipótese Geral, Hipóteses Específicas e Variáveis

A nossa relação com o objecto e com a situação em estudo, as nossas preocupações sobre a abordagem pedagógica de obras de arte, e a nossa percepção sobre a pouca utilização de obras de Arte Pública como recurso pedagógico levaram-nos a formular a questão de partida. Para verificar a influência dos locais com muita e pouca Arte Pública sobre os saberes artísticos, sensibilidade estética e perceptiva das crianças deste nível de escolaridade apoiamo-nos num instrumento de recolha de dados que englobou todos estes aspectos, como mais adiante apresentaremos. Procedemos pois, a um inquérito por questionário que nos permitiu chegar a conclusões empíricas sobre estas influências, de modo a verificar as nossas hipóteses (geral e especificas).

2.1| Hipótese Geral:

Decorrente da questão de partida, formulámos uma hipótese geral, e algumas hipóteses específicas que orientaram todos os procedimentos da metodologia por nós seguida.

Os alunos do 2º ciclo que frequentam escolas situadas em locais onde na paisagem urbana existem muitas obras de Arte Pública, revelam um maior desenvolvimento da percepção do espaço urbano e um nível superior de literacia em Artes Visuais, por terem um contacto quotidiano com estas obras de arte, quando comparados com aqueles que não beneficiam dessa proximidade.

2.2| Hipóteses específicas:

Definida a questão de partida e a hipótese geral, equacionámos então as hipóteses específicas que estabeleceram as várias relações entre as variáveis a explicar e as variáveis explicativas do nosso estudo, de modo a que nos permitissem encontrar uma resposta satisfatória e conclusiva.

a) O contacto frequente dos alunos com obras de Arte Pública favorece o

desenvolvimento da sua percepção do espaço urbano.

b) A localização da escola influencia a predisposição dos alunos para observar os

elementos “artísticos” da paisagem urbana.

c) O modo como os alunos se deslocam para a escola influencia a sua percepção do

espaço urbano.

d) O nível sociocultural da família influencia o interesse dos alunos pela arte.

e) Os alunos dos locais com muita Arte Pública revelam uma maior capacidade para

apreciar obras de arte.

f) Os alunos que têm um contacto frequente com obras de Arte Pública revelam ter uma

Arte Pública como Recurso Educativo 146

2.3| Variáveis

A partir das hipóteses em estudo considerámos três tipos de variáveis: As independentes, as dependentes e as intermédias:

Variável Independente (VI):

Considerámos “as obras de Arte Pública” como variável independente deste estudo, para a qual estabelecemos duas dimensões: Muitas obras de Arte Pública e poucas obras de Arte Pública, ambas em paisagem urbana.

Variáveis Dependentes (VD):

As variáveis a explicar que considerámos neste estudo são:

O hábito de observação; o domínio do vocabulário específico das artes visuais; a capacidade apreciar arte; a literacia em artes.

As variáveis intermédias (Vi):

Como variáveis intermédias que consideramos:

A Idade; o sexo; o ano de escolaridade; o modo de deslocação dos alunos para a escola; o nível sociocultural familiar.

Arte Pública como Recurso Educativo 147

3| Métodos, técnicas e instrumentos

A recolha dos dados foi feita através da aplicação de um inquérito por questionário. A opção pela realização e aplicação de um questionário deveu-se essencialmente ao tipo de população ao qual o estudo se dirigia, à representatividade da amostra e ao tipo de dados pretendidos. Antes da aplicação efectiva dos questionários realizámos um teste piloto com o intuito de rectificar este instrumento, tendo este sido aplicado às duas populações em análise. Aplicámos este teste em duas escolas diferentes217, e a duas turmas (uma de 5º ano e outra de 6º ano). O estudo piloto seguiu as condições nas quais futuramente iria ser aplicado o instrumento definitivo, ou seja, aplicação a turmas de 5º e 6º ano, e em contextos com muita e pouca Arte Pública. A aplicação do teste piloto foi acompanhada de uma grelha de observação (cf. Anexo 12) na qual o professor aplicador deveria registar um conjunto de informações que serviriam de base à realização das alterações necessárias ao instrumento por nós criado. As informações recolhidas foram analisadas e procedeu-se então às alterações consideradas necessárias, elaborando-se assim a versão final do questionário (cf. Anexo 13).

Junto dos Conselhos Executivos de cada escola foram feitas as diligências necessárias para que se conseguisse a autorização para a aplicação dos questionários. Assim, foi dirigida uma carta ao Presidente do Conselho Executivo de cada escola onde se explicavam os objectivos do questionário e se pedia a referida autorização (cf. Anexo 14).

Para a aplicação dos questionários, de modo a reduzir ao mínimo o número de respostas inválidas ou a dualidade de critérios na sua aplicação, foi elaborado um documento com um conjunto de instruções (cf. Anexo 15), dirigidas aos professores, e que fornecia todas as indicações necessárias para a sua correcta e eficaz aplicação.

O questionário é composto por vinte e sete perguntas, algumas delas subdivididas, mas todas elas, à excepção de uma em que é pedido aos alunos que elaborem um desenho, são de resposta fechada em que os alunos apenas terão de assinalar com uma cruz (X) a resposta pretendida, de acordo com as instruções dadas em cada pergunta. Algumas das perguntas do questionário têm apenas a função de controlo, servem para confirmar a tendência de resposta, ou seja, se a resposta dada a uma determinada pergunta é verdadeira ou não.

Apesar de o questionário estar construído de forma contínua, ou seja não há uma separação formal entre os conjuntos de perguntas que se referem a temas específicos, podemos identificar cinco partes principais nas quais se subdivide o conjunto das perguntas: a primeira parte (perguntas de 1 a 13) inclui perguntas relativas ao enquadramento sociocultural dos alunos, tendo como objectivo recolher um conjunto de dados necessários para realizar uma breve caracterização; a segunda parte (perguntas de 14 a 17) são perguntas onde se pretende averiguar a familiaridade dos alunos com alguns conceitos relativos à obra de arte; a terceira

217As escolas onde foi aplicado o questionário com o intuito de o testar foram a escola EB 2,3 Conde de

Oeiras, em Oeiras, e a Escola EB 2,3 do Bairro Padre Cruz, em Lisboa. Nesta última escola foi posteriormente realizada a recolha de dados mas com duas turmas diferentes daquela que participou neste estudo piloto.

Arte Pública como Recurso Educativo 148

parte (perguntas de 18 a 21.2) consagra o conceito e o (re)conhecimento do que é ou do que pode ser considerado Arte Pública; a quarta parte (perguntas de 22 a 24.1) relaciona-se com a identificação dos elementos da linguagem visual e com o juízo estético sobre a obra de Arte Pública; a quinta e última parte (perguntas de 25 a 27) reúne três perguntas distintas: a primeira relaciona-se com a política de colocação de obras de arte na paisagem urbana, a segunda com o facto de os alunos já terem ou não abordado na escola o tema da Arte Pública, e a terceira que propunha a realização de um desenho no qual se pretendia averiguar o estádio de percepção do espaço urbano evidenciado por cada aluno, bem como a representação de elementos marcantes da paisagem (edifícios importantes ou obras de arte, por exemplo). O questionário foi construído de acordo com as hipóteses delineadas para este estudo e organizado segundo três dimensões: dimensão estética, onde foram considerados alguns indicadores relativos ao conhecimento e capacidade de apreciar arte; dimensão perceptiva, onde foram considerados indicadores relativos aos elementos constituintes da gramática visual;

dimensão sociocultural, onde foram considerados aspectos relativos à identificação de

pertença sociocultural dos inquiridos. Houve a preocupação de formular perguntas que estivessem de acordo com as aprendizagens dos alunos e ao alcance das competências que deverão evidenciar neste ciclo de ensino, por isso não foram elaboradas perguntas especificamente ligadas à análise formal de obras de arte, uma vez que nem o programa de EVT nem as competências essenciais da Educação Visual prevêem a sua exploração com os alunos do 2º ciclo.

Dado o tipo de estudo que pretendíamos implementar, e o tipo de dados que pretendíamos recolher, optámos por uma metodologia quantitativa, para um estudo quase-experimental, por a considerarmos mais adequada aos nossos objectivos de investigação. Este tipo de metodologia permitir-nos-á obter os dados necessários para estabelecer uma comparação entre as duas realidades a estudar: as paisagens urbanas com muitas obras de Arte Pública e as paisagens urbanas com poucas obras de Arte Pública (VI), estabelecendo as relações entre estas e as outras variáveis em análise (VD). Os dados recolhidos e o enquadramento teórico escolhido deverão permitir tirar um conjunto de conclusões nas quais se irão fundamentar os

Contributos para a abordagem pedagógica de obras de Arte Pública.

Os dados recolhidos pelo questionário foram tratados recorrendo a um programa informático específico de tratamento estatístico. De modo a facilitar a introdução dos dados no programa informático as respostas foram codificadas. Em algumas perguntas do questionário era autorizado aos alunos que assinalassem mais do que uma opção de resposta, o que fez com que cada uma dessas opções fosse tratada individualmente pelo programa informático, dado que a soma das respostas seria superior ao número dos indivíduos constituintes da amostra. Esta situação levou ao aumento do número de variáveis a tratar pelo programa mas também nos possibilitou recolher um conjunto de dados que nos ajudarão a tirar as conclusões necessárias.

Arte Pública como Recurso Educativo 149

Para a validação das nossas hipóteses específicas empregámos vários tipos de operações estatísticas de acordo com a verificação pretendida em cada uma, tais como as de análise de frequência, testes de χ2, e médias.

Como já referimos, a grande maioria das perguntas dos questionários são de resposta fechada o que facilitou a codificação e o tratamento dos dados, no entanto a última pergunta propunha aos alunos a realização de um desenho cuja análise e tratamento levantou algumas questões. Os desenhos foram analisados em duas etapas distintas: a primeira visava apenas, e de forma objectiva, averiguar se os desenhos representavam obras de arte ou edifícios marcantes da paisagem; a segunda etapa visava inscrever o desenho num dos estádios de desenvolvimento da percepção da paisagem urbana, definidos por Battro e Ellis (1999). À partida, um único elemento, neste caso um desenho, é insuficiente para se poder classificar e afirmar que um aluno se encontra neste ou naquele estádio. Por isso esta classificação é bastante subjectiva, tanto mais que não nos foi possível averiguar com exactidão a relação entre a representação e a realidade, isto porque não conhecemos a fundo a estrutura do ambiente representado; porque temos apenas uma representação que nos dá indicações sobre as imagens mentais que cada aluno tem desse ambiente; e porque desconhecemos qual o domínio que cada aluno tem sobre a técnica de desenho. De modo a minimizar estes problemas recorremos ao método comparativo, não só entre os desenhos recolhidos mas também entre estes e os exemplos dados pelos autores citados como representativos de cada um dos estádios, de modo a recolhermos um conjunto de indícios que nos permitissem integrá-los num determinado estádio, ainda que de modo especulativo e indiciário.

Arte Pública como Recurso Educativo 150

4| Escolha da população e definição da amostra

A escolha das escolas para a aplicação dos questionários aos alunos foi norteada apenas por dois critérios principais: escolas situadas em paisagens urbanas com muitas obras de Arte Pública; escolas situadas em paisagens urbanas com poucas obras de Arte Pública.

Mas estes critérios levantaram à partida algumas dificuldades. As palavras “muitas” e “poucas” remetem-nos à partida para uma quantificação das obras de arte pública existentes em cada local. Mas como iríamos nós fazer esta quantificação? A partir de quantos exemplares poderíamos considerar “muitos”? Três, quatro, …, dez? Ou, para sermos mais correctos, faríamos um rácio entre o número de obras e o número de habitantes, ou entre o número de obras e a área da localidade? Qualquer uma destas soluções não faria qualquer sentido uma vez que os números a encontrar seriam totalmente deturpados se duas localidades diferentes tivessem o mesmo número de obras de arte pública e diferissem no número de habitantes ou na sua área.

Assim, evitando os constrangimentos da quantificação, decidimos aplicar os questionários em locais que, tendo bastantes exemplares de obras de arte pública, tivessem também um projecto subjacente à colocação dessas mesmas obras, nomeadamente a realização de simpósios, encontros ou planos urbanísticos específicos. Os locais onde existem poucas obras de arte pública são mais abundantes, e por isso a sua escolha foi mais casual. Contudo, certificámo-nos da existência quase nula de exemplares de obras de arte pública nesses locais. Na escolha das escolas a aplicar os questionários tivemos ainda a preocupação de obter uma representatividade nacional, nomeadamente Litoral/Interior e Norte/Centro e Centro Sul; houve também a preocupação de que a amostra escolhida fosse representativa de cada ano de escolaridade do segundo ciclo – 5º e 6º ano – e de cada situação em estudo. Não nos interessou que a amostra fosse significativa em cada escola uma vez que não nos propusemos fazer um estudo de caso. Os questionários foram aplicados a uma amostra que consideramos representativa, tanto de cada ano de escolaridade como de cada situação em estudo. Aplicaram-se os questionários a 240 alunos, sendo 120 de cada um dos anos de escolaridade do 2º ciclo. Em cada uma das seis escolas, representativas das duas situações em estudo, foram escolhidas aleatoriamente duas turmas, uma de 5º ano e outra de 6º.

4.1| Caracterização dos locais em estudo

Tendo em conta estes critérios orientadores, as escolas escolhidas nas paisagens urbanas com pouca Arte Pública foram: EB 2,3 do Bairro Padre Cruz, em Carnide, Lisboa; EB 2,3 do Teixoso, na Covilhã; e a EB 2,3 Pedro Eanes Lobato, na Amora, Seixal.

As escolas escolhidas nas paisagens com muita Arte Pública foram: EBI/JI Vasco da Gama, no Parque das Nações, Lisboa; EB 2,3 D. João II, nas Caldas da Rainha; e a EB 2,3 de S. Rosendo, em Santo Tirso.

Arte Pública como Recurso Educativo 151

A escolha destas escolas em particular ficou a dever-se em primeiro lugar ao facto de estarem situadas em locais que cumprem os critérios estabelecidos; em segundo lugar à facilidade de acesso à escola, ou seja, a possibilidade e a facilidade que tivemos em encontrar um interlocutor dentro da escola que aplicasse os questionários aos alunos, cumprindo as nossas instruções na aplicação dos mesmos.

Importa agora fazer uma breve caracterização de cada um dos locais e das escolas escolhidas para a realização deste estudo, de modo a que se possam entender melhor os motivos da nossa escolha.

4.1.1| Bairro Padre Cruz, Carnide, Lisboa

O Bairro Padre Cruz situa-se nos limites da Freguesia de Carnide em Lisboa, confinando com o Município de Odivelas. O Bairro começou a ser construído há cerca de 50 anos e divide-se em dois núcleos distintos. O núcleo nordeste – mais antigo – com casas térreas, tipo moradia com um pequeno quintal e o núcleo sudoeste onde foram construídos prédios sociais, nos anos 80 e 90 e algumas zonas verdes.

Estima-se que vivam actualmente no bairro cerca de 20 mil pessoas. A população do bairro tem um baixo nível de escolaridade, sendo que 44% dos habitantes não possui qualquer nível de escolaridade e apenas 1% tem um curso profissional médio ou superior. O nível socio- económico da generalidade da população é maioritariamente baixo verificando-se, inclusivamente, que uma parte substancial da população vive do Rendimento de Inserção Social218.

No bairro existem alguns equipamentos sociais, tais como duas escolas do 1º Ciclo; uma do 2º e 3º Ciclos; um Jardim-de-infância; um mercado diário; um edifício da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que alberga uma biblioteca, um jardim-de-infância e uma ludoteca; e três clubes desportivos.

Em cada um dos núcleos, as casas e os prédios são muito homogéneos quanto à forma e à cor, sendo os equipamentos referidos o que constitui a diferença na paisagem, tornando-se

elementos marcantes, tal como os designa Lynch (1990: 90 e seg.). Podemos ainda referenciar

a capela e a única escultura existente no bairro – um busto do Padre Cruz da autoria de Joaquim Martins Correia, inaugurado em 1967 – colocada em frente à capela, debaixo de frondosos plátanos que dificultam a sua contemplação.

A escola EB 2,3 do Bairro Padre Cruz tem cerca de 400 alunos, todos provenientes do bairro, sendo cerca de 180 alunos do 2º ciclo e os restantes do 3º ciclo219. Constatámos que os alunos têm pouco contacto com a realidade exterior ao bairro, provavelmente devido ao facto de todos eles serem provenientes do bairro onde a escola está inserida, não necessitando de se deslocar para fora das imediações do mesmo.

218 In Projecto Educativo da Escola EB 2,3 do Bairro Padre Cruz.

Arte Pública como Recurso Educativo 152

Figura 4. Busto do Padre Francisco da Cruz; Joaquim Martins Correia (1967), Lisboa

Como já referimos, há no bairro apenas uma única escultura, podendo ser observado também alguns graffiti em muros e paredes220. Apesar de o bairro se encontrar próximo de obras como “Cidade Imaginária” de Charters de Almeida, 2001, ou de um enorme painel em mosaico bizantino do artista José de Guimarães, colocado junto à estação de Metro de Carnide, os alunos têm pouco contacto com estas obras, pois como referimos anteriormente, os alunos, na sua maioria, raramente se deslocam para fora do bairro.

A facilidade de acesso que tivemos nesta escola e as características particulares deste bairro fizeram com que incluíssemos o Bairro Padre Cruz no nosso estudo como uma paisagem urbana com pouca Arte Pública.

4.1.2| Amora, Seixal

Amora, elevada a cidade em 1993 (embora a sua existência seja já referenciada no séc. XIV), situa-se no concelho do Seixal, localizado na Península de Setúbal e pertencente à área metropolitana de Lisboa – Sul. Segundo os Censos de 2001, a cidade da Amora tem uma área de 5,5 Km2 e cerca de 44 500 habitantes221, o que poderemos considerar como uma forte

densidade populacional.

Dada a sua localização geográfica privilegiada, a Amora tem assistido a uma forte industrialização desde os finais do séc. XIX. No século XX a instalação da Siderurgia Nacional, inaugurada em 1961, e a ponte sobre o Tejo, em 1966, deram um novo impulso ao desenvolvimento económico, com incidência no crescimento demográfico e na alteração das

220 Os graffiti que podemos observar são, na sua grande maioria, tags sem grande valor plástico ou

artístico. Não há nenhuma parede que possamos considerar como wall of fame (designação dada às paredes com muitos graffiti de muita qualidade e muito coloridos onde só os melhores grafiters podem efectuar as suas obras). Sobre os graffiti e a sua gíria consultar em linha, por exemplo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafitti

221Câmara Municipal do Seixal – Seixal em números, 2003. [em linha]. Seixal: Câmara Municipal do

Arte Pública como Recurso Educativo 153

suas características urbanísticas. Fruto destas alterações, as diversas quintas que existiam nesta zona foram substituídas por blocos de habitação, que poucos vestígios deixaram do passado rural, a não ser os nomes que os bairros herdaram das quintas antigas. O acelerado processo de construção de bairros residenciais, aliado ao baixo preço do solo, verificado nestas últimas décadas, levou a um aumento extraordinário da população e a um consequente

In document Lengselen etter et autentisk liv (sider 62-67)