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Al-Shabaab Membership and financiers

Chapter 4: Data Presentation

4.2 Thematic Data

4.2.4 Al-Shabaab Membership and financiers

Conforme já destacado, Azevedo (2010) realizou pesquisa na Avenida Paulista, levantando através da aplicação de fotoquestionário as percepções do público em geral em relação ao profissional da Contabilidade para as características: Criatividade; Dedicação aos Estudos; Trabalho em Equipe; Comunicação; Liderança; Disposição para Correr Riscos e Ética. Concluiu que o contador não era estereotipado negativamente para as referidas características,

à exceção de Criatividade, para a qual foi constatada uma percepção negativa e Disposição para Correr Riscos para a qual foi evidenciada uma percepção próxima a neutra. Enfatiza o autor que para estas duas últimas características os testes não foram significantes, não permitindo, portanto, desconsiderar a hipótese das percepções dos respondentes serem neutras ou positivas.

Nesta pesquisa, foi utilizado o mesmo fotoquestionário usado por Azevedo (2010). Cada uma das características Criatividade; Dedicação aos Estudos; Trabalho em Equipe; Comunicação; Liderança; Disposição para Correr Riscos e Ética foram tratadas como variáveis nas análises dos resultados. Inicialmente, foram calculadas as quantidades e seus respectivos percentuais em relação às percepções positivas, neutras e negativas e percepções quanto aos estereótipos de gênero para cada uma das características. O resultado está na Tabela 13.

Tabela 13: Características por Classificação de Gêneros e Estereotipagens positivas neutras e negativas (%)

Características (Variáveis)

Classificação Positivo, Neutro e Negativo- Por Característica (+) Masc (+) Fem Total (+) (0) Masc (0)F em Total (0) (-) Masc (-) Fem Total (-) Não Sabe Não Resp Total Criatividade 25,73 14,52 40,25 32,37 7,05 39,42 11,62 8,30 19,92 0,41 0,00 100,00 Dedicação aos Estudos 36,51 54,77 91,28 2,90 3,73 6,63 1,24 0,83 2,07 0,00 0,00 99,98 Trabalho em Equipe 31,95 39,42 71,37 7,05 3,73 10,78 9,96 7,47 17,43 0,00 0,41 99,99 Comunicação 42,74 22,82 65,56 13,28 8,30 21,58 8,30 4,56 12,86 0,00 0,00 100,00 Liderança 41,91 24,07 65,98 17,01 7,88 24,89 5,81 3,32 9,13 0,00 0,00 100,00 Disposição para correr riscos 22,82 26,56 49,38 9,96 8,30 18,26 18,26 13,28 31,54 0,00 0,83 100,01 Ética 34,85 23,65 58,50 21,58 9,13 30,71 8,30 2,49 10,79 0,00 0,00 100,00 Média 33,79 29,40 63,19 14,88 6,87 21,75 5,75 14,82 0,41 0,62

Fonte: Elaborado pelo Autor

Os resultados detectados nesta pesquisa sugerem uma estereotipagem positiva para as características Dedicação aos Estudos (91,28%); Trabalho em Equipe (71,37%); Comunicação (65,56%); Liderança (65,98%). Para estas características as percepções positivas dos respondentes foram percentualmente mais expressivas do que a percepção neutra ou negativa.

Para a característica Ética o distanciamento entre as percepções positiva (58,50%) e neutra (30,71%) foram menores que as anteriores, porém sugerindo ser a percepção positiva.

Já para a característica Criatividade devido às percepções positiva (40,25%) e neutra (39,42%) estarem mais próximas, sugerem uma estereotipagem positiva menor do que as

características anteriores, p percepções negativas totaliz

Finalmente, para a caracterí (49,38%) não serem muit totalizado 18,26% das perce os profissionais sejam ester para ingresso nas IES sem a que não está disposto a assu

Estes resultados podem ser pesquisa, considerando que afirmar que os profissionais

Para visualização, os res compreender melhor a for profissionais da Contabilid dispostas cada uma das cara “positivo”; “neutro” e “nega perceber a participação de daspercepções dos responde

Gráfico 12: Classificação P Fonte: Elaborado pelo Auto

Criatividade Dedicação aos Estudo

Trabalho em Equipe Comunicação Liderança Disposição para correr risco

Ética

, porém sem atingir uma percepção negativa, lizaram somente 19,92% das percepções dos re

terística Disposição para correr riscos devido às uito superiores às negativas (31,54%), consi

rcepções dos respondentes, pode indicar que p stereotipados de forma neutra pelos alunos dos m atingir uma estereotipagem negativa, o que s ssumir riscos, porém não se oporia ao mesmo.

er considerados similares aos detectados por Az ue para todas essas características o autor conc ais da Contabilidade foram negativamente ester

resultados foram apresentados na forma gr forma como os respondentes indicaram na ilidade para cada uma das características. N

aracterísticas, por barras, segregadas individua egativo”, indicando os níveis 0%; 50% e 100%

de cada uma das categorias (positivo, neutro ndentes para cada uma das características.

o Positivo/Neutro/Negativo – Por Característica (%) utor 0,00 50,00 100,00 ade dos ipe ção nça cos tica a, considerando que as respondentes. às percepções positivas nsiderando a neutra ter e para esta característica dos cursos preparatórios e sugere um profissional

Azevedo (2010) em sua oncluiu não ser possível

tereotipados.

gráfica. O intuito foi a pesquisa perceber os . No Gráfico 12 estão ualmente nas categorias %. Desta forma pode-se tro e negativo) no total

Total Positivo

Total Neutro

Da análise gráfica pode-se inferir que os resultados desta pesquisa sugerem que as percepções dos respondentes foram predominantemente positivas para todas as características, exceto para Criatividade e Disposição para Correr riscos que tiveram estereotipagens positivas inferiores a 50%. Entretanto, os resultados não demonstram serem os profissionais da Contabilidade estereotipados negativamente para qualquer das características, considerando que as percepções positivas e neutras somadas ficaram dispostas acima do nível de 50% das percepções dos respondentes para todas as características.

Para fins de comparação com o trabalho de Azevedo (2010) optou-se por utilizar a mesma metodologia empregada por ele. Para esta análise específica atribui-se o valor “1” quando os alunos dos cursos para ingresso nas IES indicaram os desenhos que representavam os estereótipos positivos, o valor “0” para os casos nos quais indicaram os desenhos que representavam os estereótipos neutros, e por fim, o valor “-1” quando indicavam os desenhos que representavam os estereótipos negativos, independente dos desenhos estarem representando estereótipos masculinos ou femininos. Foram calculadas as médias de acordo com os resultados.

Expõe-se na Tabela 14 os resultados das duas pesquisas para comparações e análises.

Tabela 14: Resultados de Azevedo (2010) e desta Pesquisa

Características (Variáveis)

Pesquisa Azevedo (2010)

Esta Pesquisa

Obs. Média Desvio- Padrão

Obs. Média Desvio- Padrão

Criatividade 1034 -0,04 0,83 240 0,20 0,75

Dedicação aos Estudos 1034 0,83 0,51 241 0,89 0,37 Trabalho em Equipe 1034 0,16 0,94 240 0,54 0,78

Comunicação 1034 0,34 0,86 241 0,53 0,71

Liderança 1034 0,41 0,75 241 0,57 0,66

Disposição para correr riscos 1034 0,02 0,92 239 0,18 0,89

Ética 1034 0,40 0,78 241 0,48 0,68

Fonte: Elaborado pelo Autor

Da análise da Tabela 14 pode-se ponderar os resultados, sugerindo algumas tendências das variáveis estudadas. As diferenças em algumas percepções das características foram mais relevantes como Criatividade (de -0,04 para 0,20); Trabalho em Equipe (de 0,16 para 0,54); Comunicação (de 0,34 para 0,53); Disposição para correr riscos (de 0,02 para 0,18). Em

outras como Dedicação aos (de 0,40 para 0,48) a difer amostras de populações dif da Avenida Paulista em São para ingresso nas IES.

Ao comparar as médias d comportamento de todas as tem percepções mais positi Azevedo (2010).

Gráfico 13: R Fonte: Elabor

Os resultados apresentados às características dedicação ambas as pesquisas constata

Quanto às características c quanto a presente pesquisa c

Em relação à criatividade n que das demais caracterí profissional é considerado diverso. Hoffjan (2004) afir

os Estudos (de 0,83 para 0,89); Liderança (de ferença foi menos relevante. Salienta-se, no e diferentes. Na pesquisa de Azevedo (2010) um ão Paulo/Capital e desta pesquisa dos alunos d

s das variáveis das duas pesquisas percebe- as variáveis no Gráfico 13. Observa-se que o p sitivas para todas as variáveis do que as do pú

Resultados médios Azevedo (2010) x Esta Pesquisa borado pelo Autor

os nesta pesquisa se alinham aos achados de Az ão aos estudos, trabalho em equipe, comunica ataram percepções positivas de seus respondent

criatividade e disposição para correr riscos sa constataram percepções próximas a neutra.

e na pesquisa atual constatou-se uma percepç erísticas, porém destaca-se que para o pú do criativo. Já nas pesquisas anteriores iden

firma que quando os profissionais da contabili

de 0,41 para 0,57); Ética o entanto, que são duas uma amostra do público s de cursos preparatórios

-se uma tendência de o público desta pesquisa público da pesquisa de

Azevedo (2010). Quanto icação, liderança e ética entes.

tanto Azevedo (2010)

pção menos positiva do público respondente o dentifica-se um cenário ilidade são vinculados à

gestão são considerados inflexíveis, passivos e sem criatividade. Byrne e Willis (2005) constataram percepções de serem profissionais chatos, precisos e voltados para cumprimento de normas (compliance driven). Schlee et. al. (2007) constataram uma estereotipagem negativa para esta característica. Já Splitter e Borba (2014) apontam para um profissional introspectivo, pouco crítico e sem visão de negócios indicando atributos de um profissional não criativo.

Em relação à dedicação aos estudos a presente pesquisa se alinha a pesquisa de Schlee et al (2007) que constatou serem os profissionais da contabilidade estudiosos e talentosos em matemática e de Azevedo (2010) que constatou percepções positivas de seus respondentes.

Já para as características trabalho em equipe os achados desta pesquisa vão ao encontro da pesquisa de Azevedo (2010) que também detectou serem profissionais que se prestam a trabalhar em equipe. Porém não se alinha às pesquisas anteriores que apresentaram percepções contrárias a esta percepção. Cita-se Noel, Michaels e Levas (2003) que indicam ser um profissional tímido; Hoffjan (2004) que apontou serem profissionais inflexíveis, desagradáveis, sem senso de humor, invejosos, dissociados e ascéticos; Byrne e Willis (2005) que apontam para um profissional chato; Schlee et al. (2007) que constataram não ser um profissional voltada para o trabalho em equipe, e por fim, Splitter e Borba (2014) que contataram ser um profissional introspectivo, pouco participativo, usa muito a lógica e se esquece das pessoas.

Quanto à comunicação tanto a pesquisa atual quanto a de Azevedo (2010) verificaram serem os profissionais da contabilidade comunicativos. Já Hoffjan (2004) constatou atributos que indicam profissionais não comunicativos como: desagradáveis, sem senso de humor, dissociados; Schlee et al. (2007) indicam que são estereotipados negativamente para comunicação; Maubane e Outdshoorn (2011) afirma que os profissionais da contabilidade não se definem como comunicadores, e Splitter e Borba (2014) indicam serem profissionais introspectivos e pouco comunicativos.

Em relação à liderança a presente pesquisa e Azevedo (2010) verificaram uma percepção positiva dos seus respondentes. Já as pesquisas anteriores como as de Noel, Michaels e Levas (2003) indicam que os profissionais de contabilidade não tem capacidade de liderança; Shclee

et. al (2007) indicam a falta de habilidade como orientação a pessoas, flexibilidade,

Considerando a propensão a correr riscos dos profissionais ligados a realizar julgamentos, assumir responsabilidades e trabalhar junto a gestão de negócios proativamente, pode-se concluir que a presente pesquisa se alinha a pesquisa de Azevedo (2010) pois constatou-se um baixo nível para referida habilidade nas duas pesquisas. Destaca-se entretanto, que na presente pesquisa a percepção dos respondentes foi positiva. Neste ponto, a presente pesquisa vai de encontro às pesquisas anteriores que denotam serem os profissionais da contabilidade passivos, que não participam da gestão, da tomada de decisão, indicando um profissional avesso ao risco, que não realiza julgamento, não assume responsabilidade por tomada de decisão. Hoffjan (2004) constatou profissionais passivos quando ligados a gestão; Hunt, Flagiani e Intrieri (2004) destacam a contabilidade como uma profissão que não forma lideres que pudessem dar boas orientações aos negócios; Schlee et al. (2007) indicaram uma percepção negativa dos profissionais quanto a esta habilidade; já Splitter e Borba (2014) enfatizaram ser um profissional pouco envolvido com a gestão, apenas cumpre normas e resolve questões operacionais.

Para a habilidade ética a pesquisa atual se alinha com Azevedo (2010) pois ambas destacam serem os profissionais da Contabilidade éticos. Hoffjan (2004) também segue esta linha, pois constatou serem profissionais éticos, leais e bem organizados. Mas contrapõe Hunt, Falgiani e Intrieri (2004) que indicam não ser uma profissão ética e Smith e Jacobs (2011) que aponta para um profissional que abusa da confiança, sendo autor de fraudes e simulações.