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Akustiske undersøkelser

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6. UTBREDELSE OG TALLRIKHET AV TORSK

6.1 Akustiske undersøkelser

3.6.1 Conceito

A teoria econômica, a partir do modelo de Solow-Swan de 1956, indica que os países mais pobres tendem a crescer mais rapidamente do que os países mais desenvolvidos. A ideia por trás dessa hipótese da convergência, é que a taxa de retorno do capital é mais alta nos países menos desenvolvidos, dada a abundância de negócios não exploradas e a escassez de capital, ou seja, dada a diferença nos estoques de capital.

Desse modo, desde que houvesse uma liberalização financeira, os capitais abundantes das nações mais desenvolvidas iriam para as regiões subdesenvolvidas em busca de maiores retornos, ou seja, esses capitais seriam alocados de maneira mais eficiente, trazendo maiores ganhos.

A condição para que isso acontecesse era que os países de renda baixa e média garantissem um ambiente econômico seguro, estável e voltado para o mercado. É a ideia do

build confidence, de construir confiança a partir das sugestões dos fornecedores do capital,

para que esse fluxo se efetivasse. Nas palavras de Bresser-Pereira e Nakano (2003. p. 4): "Desde a crise da dívida externa dos anos 80, os países endividados, particularmente os latino-americanos, vêm aprendendo a seguinte mensagem: 'sabemos que vocês não contam com recursos internos suficientes para financiar seu crescimento, mas não se preocupem: controlem o déficit orçamentário, abram e reformem a economia e dêem acesso aos ativos internos, que nós financiaremos seu desenvolvimento econômico'. Em outras palavras, cuidem das finanças do Estado e dêem início às reformas orientada para o mercado, que os fluxos de capital do mercado internacional cuidarão de vocês, e você voltarão a experimentar crescimento econômico. Essa poupança externa - acrescentou-se - virá mais sob a forma de investimentos diretos do que de empréstimos, quanto melhor você se comportar".

Por outro lado, os receptores desse capital também deveriam estar convencidos de que esse era um processo favorável aos seus países. A ideia por trás é de que a poupança interna dessas nações eram insuficientes para promover os investimentos necessários ao desenvolvimento econômico. Portanto, nada mais "natural" que a transferência da poupança

externa, de outros países, para a realização desses investimentos. Isso é o que se chama de crescimento com poupança externa.

Vale ressaltar que essa estratégia significa crescimento econômico com déficit em conta-corrente, uma vez que, por definição, a poupança externa é justamente o negativo do saldo da balança de transações correntes.

Se essa poupança externa se convertesse, de fato, em maiores investimentos, não se poderia contestar seus benefícios, uma vez que os maiores ganhos futuros compensariam as percas decorrentes do pagamento das dívidas adquiridas. Em outras palavras, se o déficit em conta-corrente fosse originado pela importação de máquinas e equipamentos que aumentassem a capacidade produtiva da economia em um segundo momento, isso significaria um maior excedente que possibilitaria o pagamento das dívidas e, ainda assim, ficar numa situação melhor do que no caso de não ter contraído tais dívidas.

A macroeconomia estruturalista do desenvolvimento, no entanto, argumenta que essa poupança externa não se soma a poupança interna. Em vez disso, o que se percebe é uma substituição da poupança interna pela poupança externa. E, para agravar a situação, a sobrevalorização do câmbio decorrente dos ingressos de capital, dificulta ainda mais a entrada dos empresários nacionais no mercado internacional, restringindo assim as oportunidades de investimento e, por conseguinte, dificultando o desenvolvimento econômico desses países. Na seção seguinte, portanto, serão analisado os fundamentos dessa argumentação.

3.6.2 Substituição da Poupança Interna pela Externa

A remuneração dos fatores trabalho e capital, isso é, salários e lucros, compõem a renda bruta. Os valores de cada uma dependem não apenas da produtividade da economia e do padrão de distribuição dessa renda, mas também da taxa de câmbio.

Quanto mais apreciada for, significa que os bens comercializáveis serão mais baratos nesse país, o que implica dizer que os salários reais serão mais altos. Por outro lado, esse apreciação implica em redução nas oportunidades de investimento, uma vez que dificultam o acesso do empresário nacional ao mercado internacional. Por consequência, há uma redução dos lucros. Uma observação: poderia ser argumentado que o aumento dos salários reais levaria a um aumento do consumo que seria uma oportunidade de investimento

para os empresários locais. No entanto, esse aumento de consumo se dará em relação aos bens comercializáveis, que estão mais baratos em decorrência da valorização cambial.

Percebe-se, portanto, duas forças atuando sobre o consumo. A primeira é de aumento da sua taxa, dada a elevação dos salários reais, e a segunda uma diminuição, visto a redução dos lucros. Levando em consideração a hipótese de que a primeira força será maior, dada a maior propensão marginal a consumir dos trabalhadores, tem-se que haverá uma redução da poupança interna.

Além disso, como foi dito, haverá uma menor expectativa de lucro por partes dos empresários nacionais, dada a restrição ao mercado externo imposta pela apreciação cambial. Isso implica dizer que estes não terão incentivos a poupar, o que também contribui negativamente para a poupança interna. Ou, em outras palavras, contribui para a redução dos investimentos financiados pela poupança interna.

Por outro lado, essa apreciação é consequência exatamente da entrada de capital no país, quer seja através de investimentos diretos, quer seja através de empréstimos. Isso implica dizer que há um aumento dos investimentos financiados pela poupança externa.

Segundo os teóricos da MED, portanto, para saber se a poupança externa está realmente contribuindo para o aumento dos investimentos no país é preciso identificar os determinantes, bem como o grau de substituição entre as poupanças interna e externa. Esse é o tópico da próxima seção.

3.6.3 Taxa de Substituição da Poupança Interna pela Externa

A taxa de substituição da poupança interna pela poupança externa representa o quanto desta última se converte em consumo, em vez de investimento, quando ingressa no país. Ou seja, quanto maior a taxa, menor é a parcela do déficit em conta corrente que se transforma efetivamente em investimento.

Sua medição é simplesmente a variação da taxa de poupança interna em relação ao PIB, Si, dividida pela variação da taxa de poupança externa em relação ao PIB, Sx. Indicando essa taxa por z, tem-se:

Se essa taxa corresponde a 100%, implica dizer que toda a poupança interna foi substituída pela poupança externa, ou seja, aquela se transformou integralmente em consumo. Se for 0%, significa que a poupança externa, de fato, foi integralmente somada a poupança interna, alavancando o investimento. Qualquer valor entre 0% e 100%, indica que houve uma substituição parcial.

Agora, para finalizar, é preciso esclarecer os determinantes dessa substituição. Os dois primeiros fatores dizem respeito ao consumo dos trabalhadores. Quanto maior a variação dos seus salários reais em função da apreciação cambial, ou seja, quanto mais sua cesta de consumo for composta por bens comercializáveis internacionalmente, maior será a tendência a substituição. Além disso, e mais importante, é a propensão consumir desses trabalhadores - quanto maior, também maior será a substituição.

Os outros dois fatores estão relacionados à classe empresarial. O primeiro é a sensibilidade dos investimentos em relação às exportações, e das exportações em relação ao câmbio, ou seja, a elasticidade dos investimentos em relação a taxa de câmbio. Quanto maior essa elasticidade, maior será a redução dos investimentos, dado a apreciação cambial, ou seja, maior será a taxa de substituição.

O quarto e último fator é a diferença entre as taxas de lucro esperadas e as taxas de juros, ou seja, as oportunidades de investimento. Quanto maior for esse diferencial, maior será o estímulo da classe empresarial para investir, assim como será maior o incentivo da classe trabalhadora de converter parte do aumento dos seus salários reais em poupança. Desse modo, o diferencial entre as taxas de lucro esperadas e as taxas de juros condicionam o quanto do déficit em conta corrente será efetivamente convertido em investimento.

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