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mål om et aktivt, variert og attraktivt jordbruk som leverer mat og fellesgoder i tråd med Stortingets mål?

Nota. QED.Int = Intensidade das emoções; QED.Dir = Direção das emoções. *p < .05. **p < .01. ***p < .001.

Rendimento Individual &'(&')*. ) ∆&' ∆. .

(/0) 1 2 2 34 56% 8 9: ;9. Bloco 1: Intensidade .15 (.14) .15 24.30*** 24.30 *** (5, 699) QED.Int: Ansiedade -.18 -.19 [-.27, -.11] -4.46*** .72 1.39 QED.Int: Tristeza -.22 -.28 [-.46, -.10] -3.0** .23 4.33 QED.Int: Excitação .19 .18 [.08, .28] 3.54*** .44 2.26 QED.Int: Alegria .13 .11 [.02, .20] 2.28* .40 2.50 Bloco 2: Direção .17 (.16) .02 4.05** 14.44 *** (10, 694) QED.Int: Ansiedade -.16 -.17 [-.25, -.08] -3.87*** .70 1.44 QED.Int: Tristeza -.20 -.25 [-.44, -.07] -2.71** .22 4.62 QED.Int: Excitação .17 .16 [.05, .28] 2.72** .32 3.11 QED.Dir: Ansiedade .12 .10 [.01, .20] 2.17* .40 2.51

Discussão

Neste estudo analisa-se a experiência psicológica dos árbitros antes da realização de um jogo de futebol, com particular ênfase para as reações emocionais, nomeadamente nas suas dimensões de intensidade e de efeito no rendimento dos árbitros. Esta análise considerou igualmente as relações entre as emoções e o

stress

, avaliação cognitiva e a perceção de rendimento dos árbitros.

Começando pelo modo como os árbitros se sentem antes do jogo, verificamos que as emoções positivas foram mais prevalentes do que as negativas. Destaca-se a alegria e a excitação como emoções mais relatadas pelos árbitros, o que demonstra um sentimento positivo e facilitador destas emoções por parte dos árbitros num contexto pré-competitivo. De referir também que 68.5% dos árbitros revelaram níveis de

stress

entre nenhum

stress

a moderado

stress

, o que está consistente com outros estudos (Gencay, 2009; Johansen & Haugen, 2013). No entanto, para 14.8% dos árbitros o jogo a realizar foi considerado de bastante a elevado

stress

. O

stress

associado a cometer erros, foi o fator mais prevalente, o que é igualmente assinalado na literatura (Gustafsson, Sagar, & Stenling, 2017; Mark, Bryant, & Lehman, 1993).

As diferenças de intensidade das emoções nas restantes variáveis do estudo (e.g.,

stress

, avaliação cognitiva e a perceção de rendimento), revelaram dados interessantes, alguns deles complexos na interpretação. Nesta análise, os árbitros foram divididos em dois grupos, um com menor intensidade emocional e outro com maior intensidade emocional. Começando pela ansiedade, verificou-se que árbitros com aumentos da intensidade desta emoção sentiram maior efeito facilitador da excitação e alegria. Experienciaram também maior

stress

em todos os seus fatores, maior ameaça, menor potencial de confronto e perceção de rendimento individual, o que vai de acordo com o esperado. No entanto, de modo inesperado, aumentos da intensidade da ansiedade correspondeu a maior perceção de desafio (algo já evidenciando nas correlações entre estas variáveis). Estes dados sugerem que não existem apenas efeitos negativos da ansiedade, podendo, nalguns casos específicos, produzir um padrão mais ajustado de adaptação ao

stress

, tal como sugerido anteriormente por outros autores (ver Lazarus, 2000a; Martinent & Ferrand, 2015; Johansen & Haugen, 2013).

Quanto à intensidade da excitação, verificamos que o grupo com uma maior intensidade desta emoção sentiu um efeito facilitador da ansiedade, um efeito debilitador da tristeza e da raiva, assim como um efeito facilitador da excitação e da alegria, dados que estão de acordo com as expetativas (Jones, 2003). Perante uma maior intensidade da excitação, ocorreu também maiores níveis de

stress

associado a cometer erros e à carreira desportiva, mas, curiosamente, significou menores níveis se

stress

excitados (i.e., com sentimento positivos de bem-estar físico e psicológicos) poderá também diminuir a experiencia negativa de

stress

relacionada com o modo se sentem fisicamente para o jogo. De realçar ainda que árbitros com maior intensidade de excitação avaliaram mais positivamente o jogo a realizar (maior perceção de desafio, potencial de confronto, perceção de controle) e sentiram maior perceção de rendimento individual, reforçando-se assim o papel das emoções positivas no funcionamento humano (Gomes, Abreu, Póvoa, & Vaz, 2013; Santos, 2017)

No que se refere à intensidade da alegria, há aspetos que vale a pensa reter. No entanto, o mesmo não pode ser assumido para a avaliação cognitiva, pois sentir-se mais positivo (alegre) correspondeu a menor

stress

associado à confrontação, menor perceção de ameaça, maior perceção de desafio, potencial de confronto e perceção de controle. Além disso, árbitros com maior experiência de alegria relataram maior perceção de rendimento individual. Uma vez mais, os dados reforçam também o papel desta emoção positiva no funcionamento humano (Velasco Matus, Villanueva Orozco, Rivera Aragón, & Díaz Loving, 2016; Uphill, Groom & Jones, 2014).

Noutro agrupamento de análises, testamos as diferenças nos efeitos das emoções (i.e., direção) nas restantes variáveis do estudo (e.g.,

stress

, avaliação cognitiva e a perceção de rendimento). Nesta análise, os árbitros foram divididos em dois ou três grupos (consoante a frequência de respostas) relativos ao efeito facilitador, indiferente e debilitador das emoções. Neste caso, observou-se um padrão mais estável de resultados, indicando que quando os árbitros experienciaram as emoções como possuindo efeito facilitador, demonstram uma maior intensidade da excitação e da alegria, assim como, menor perceção de ameaça, maior potencial de confronto, maiores níveis de perceção de controle e maior perceção de rendimento individual. Os árbitros que revelaram efeito indiferente, tanto nas emoções positivas como negativas, revelaram menores níveis de intensidade da ansiedade, menor

stress

associado a cometer erros e à carreira desportiva, sugerindo que o efeito indiferente torna os árbitros menos reativos “emocionalmente” e “stressados” face ao jogo a realizar. Não obstante, os árbitros que percecionam as emoções positivas como possuindo um efeito facilitador do rendimento e que avaliam mais positivamente o jogo a realizar, também relatam maior perceção de rendimento desportivo. O4s resultados estão em paralelo com a literatura, tal como verificado num estudo com árbitros de

lacrosse

(Friesen, Devenport, & Lane, 2017).

No último objetivo do estudo, procuramos analisar o valor preditor da intensidade e efeitos (i.e., direção) das emoções nas restantes variáveis em estudo (

stress

, avaliação cognitiva e a perceção de rendimento dos árbitros). Para além da “curiosidade” em perceber que variáveis emocionais explicam

estas variáveis psicológicas, procuramos observar se a direção das emoções acrescentaria variância explicada, além da alcançada pela intensidade das emoções.

Os dados do nosso estudo salientam o papel preponderante da intensidade das emoções no modo como os árbitros se sentem antes do jogo (sendo de salientar as emoções da ansiedade e da excitação), seguido da direção da intensidade (sendo de salientar o papel facilitador das emoções como a alegria, raiva e ansiedade). Os dados da literatura reforçam o papel fundamental de algumas destas emoções na explicação do modo como, por exemplo, os atletas de sentem face à competição (Campo, Champely, Lane, Ferrand, & Louvet, 2016; Gomes, Abreu, Póvoa, & Vaz, 2013; Martinent & Ferrand, 2015) bem como nos próprios árbitros (Andrew P. Friesen, Tracey J. Devenport, & Andrew M. Lane, 2015; Vela & Arbinaga, 2017)

Este estudo apresenta algumas limitações. Em primeiro lugar, apesar da amostra ter um número significativo de participantes, estes são apenas oriundos de quatro associações de arbitragem, sendo todas da zona norte de Portugal e, maioritariamente, do sexo masculino. Para além disto, nos participantes deste estudo temos um número muito reduzido de árbitros profissionais. Por fim, o facto do estudo tratar-se de uma abordagem transversal, faz com que os árbitros tenham sido avaliados antes de um único jogo.

Após a análise destas limitações, surgiram algumas ideias e recomendações que podem ser utilizadas em investigações futuras. Perceber de que modo, a equidade do género nos participantes poderá ser uma variável importante de análise. Aumentar o número de árbitros profissionais, e comparar com os árbitros não profissionais, de modo a perceber se as emoções sentidas são diferentes em situação pré-competitiva. Outra ideia interessante, seria uma comparação e respetiva análise das diferenças entre árbitro principal e árbitro assistente, visto que são duas funções diferentes. E por fim, perceber de que modo as emoções podem influenciar o

burnout

, visto que arbitrar pode ser uma experiência que cria sentimentos emocionais de frustração, muitas vezes devido às criticas e expetativas de outros, o que leva a

stress

prolongado, que consequentemente pode levar a que os árbitros sofram síndrome de

burnout

(Ferreira & Brandão, 2012).

Apesar das limitações discutidas e recomendações fornecidas, o presente estudo fornece um contributo importante, de modo a perceber e compreender, qual a influência das emoções na adaptação ao

stress

por parte dos árbitros de futebol.

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