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5.3 Analyse av programinnholdet spesifikt for klienter i en tidlig vekstfase

5.3.2 Aktiviteter og progresjonsmåling for klienter i en tidlig vekstfase

Temos então uma leitura temporal desse enunciado: No momento em

que você estiver viajando, minimize os impactos ambientais.

Na leitura deôntica o estado de coisas em E e R também são futuros, ocorrendo à direita de L na linha temporal:

____________L_____E___R______________

Esse exemplo pode ser interpretado como em (2.19b), temos então uma ordem dado pelo locutor.

A interpretação deôntica é possível pela presença do modo imperativo em E, assim sendo codificado um ato de fala (ordem).

2.2.2.1.1. Identificação dos domínios

O reconhecimento do domínio em que uma conexão é estabelecida se dá pelos tipos de entidades que são conectadas. Saber em quais domínios cada conector opera é, em parte, uma questão de interpretação.

Os conectores no domínio temporal interagem com tempos verbais e outros recursos codificadores de tempo, e a condição prototípica para que haja uma interpretação temporal de um enunciado é que os relata tenham tempos verbais distintos. Existem alguns recursos linguísticos para o reconhecimento do domínio temporal, segundo esse modelo: a utilização de paráfrases, como acontecer, ser um fato, ser o caso, etc, nos dois relata e; a negação do relatum E.

Blühdorn (2008) em seu estudo apresenta uma série de hipóteses sobre o comportamento das diferentes classes de conectores da língua alemã em relação aos domínios temporal e epistêmico. Ao tratar do teste da negação, mostra que esse teste é um recurso linguístico para a

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identificação da leitura possível de um enunciado. Segundo o autor, se ao negar o relatum E (que segundo o autor pode ser denominado argumento externo do conector), o relatum R entrar no escopo da negação, a leitura temporal do enunciado será possível. Ele apresenta o seguinte exemplo: (2.21a) Martin não foi para casa (argumento externo do conector), porque [ele estava com

dor de cabeça](argumento interno do conector).

Original: (Martin ist nicht nach Hause gegangen, weil er Kopfweh hatte.)

Nesse exemplo, é possível duas interpretações:

(2.21b) O fato de Martin estar com dor de cabeça não fez com que ele viesse para casa. (2.21c) Martin não foi para casa porque estava com dor de cabeça, e sim por outro motivo.

Na interpretação (2.21b), a negação só atua sobre o argumento externo do conector weil (Martin não foi para casa). Já em (2.21c), o escopo da negação é todo o enunciado. No primeiro caso, a conexão se estabelece no domínio epistêmico; no segundo, ela se estabelece no domínio temporal.

Portanto, para que haja a confirmação de que uma das interpretações possíveis de um enunciado se dá no domínio temporal, um dos testes de verificação utilizados é o teste da negação. Basta posicionar o relatum E anteposto ao R (este pode ainda ser denominado de argumento interno do conector, segundo o autor) no enunciado e negar o E. Somente no domínio temporal o conector entra no escopo da negação.

Analisemos o seguinte exemplo:

(2.8a) (Atualiza com novos dados sobre o acidente e as vítimas) Genebra, 12 jul (EFE).- Seis militares suíços morreram hoje nos Alpes (E) enquanto escalavam a face sul do

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Jungfrau (R), um pico de 4.158 metros de altitude, por causa de uma avalanche que os arrastou até as proximidades da geleira de Rottal.

[http://esporte.uol.com.br/ultimas/efe/2007/07/12/ult1777u68927.jhtm-12.07.2007] (2.8b) É um fato seis militares suíços morreram hoje nos Alpes, é um fato escalavam a face sul do Jungfrau.

(2.8c) Seis militares suíços não morreram hoje nos Alpes enquanto escalavam a face sul do Jungfrau.

A paráfrase em (2.8b) e o teste da negação em (2.8c) mostram que a frase (2.8a) possui uma leitura temporal. Os dois relata em (2.8b) possuem valores de factividade, são factivos, e em (2.8c) o conector em R entra no escopo da negação. Podemos representar os dois relata da seguinte forma na linha temporal, com relação ao momento de fala.

________E__________R__________L________

Diferentemente do domínio temporal, onde há interação entre os tempos verbais, nos domínios epistêmico e deôntico há a interação entre os modos verbais. Os domínios epistêmico e deôntico, na maioria das vezes, exigem o modo subjuntivo.

O domínio epistêmico negocia proposições, afirmações que se tornam verdadeiras. Nesse domínio não há interação entre tempos verbais, mas sim entre valores de verdade. Os conectores, nesse domínio, interagem com recursos epistêmicos, como advérbios epistêmicos e os modos verbais indicativo e subjuntivo. As paráfrases são os recursos linguísticos existentes para a identificação desse domínio semântico: ser plausível, ser

verdade, acreditar que, por causa da verdade de, etc.

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[http://www.icej.de/archiv/zaun20040224.html – 01.02.2006]

Esse exemplo pode ter duas interpretações possíveis: temporal e epistêmica. No domínio temporal, pode ser interpretado que os dois relata acontecem ao mesmo tempo: O mundo debate sobre o fim das guerras, ao

mesmo tempo, Israel enterra seus mortos. Existe uma interação entre os

tempos verbais, os eventos narrados acontecem concomitantemente. Além disso, o relatum R entra no escopo da negação: Israel não enterra seus

mortos, no momento em que o mundo debate sobre o fim das guerras. Os relata podem ser representados da seguinte forma na linha temporal:

___________{___E___}_____________ { R }

L

A interpretação epistêmica seria parafraseada da seguinte forma:

Israel enterra seus mortos, ao passo que o mundo debate o fim das guerras. Na leitura epistêmica, a frase acima contrasta os dois relata, não

havendo uma interação entre os tempos verbais. A frase acima negocia proposições com valor de verdade: É verdade que o mundo debate sobre o

fim das guerras. Ao contrário disso, também è verdade que Israel enterra seus mortos. Além disso, o relatum R não entra no escopo da negação: Israel não enterra seus mortos, ao passo que mundo debate o fim das guerras.

O domínio deôntico negocia intenções, opções de agir, os efeitos que as pessoas querem atingir, as normas que dizem respeito ao agir das pessoas, etc. Os conectores, nesse domínio, relacionam-se com advérbios e verbos modais deônticos, assim como com o modo verbal imperativo. As paráfrases existentes para a identificação desse domínio são: desejável que,

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O contexto para que se possa interpretar um enunciado como tendo uma leitura deôntica é o seguinte: a) o nível deôntico se realiza se for um ato do locutor; b) R pode ser um ato de fala ou não; c) E é tipicamente um ato de fala.

(2.19a) Enquanto você estiver viajando (R), minimize os impactos ambientais (E). [COMET-12.07.2007]

Esse exemplo também pode ter duas interpretações, uma temporal e outra deôntica. De acordo com a interpretação temporal, o relatum R situa o E no tempo durante o momento em que. No teste da negação o relatum R entra no escopo da negação: Não minimize os impactos ambientais, enquanto você estiver viajando. Os relata podem ser representados da seguinte forma na linha temporal:

____________L_____E___R______________

Na leitura deôntica, o exemplo acima pode ser interpretado como uma ordem favorecida pelo modo imperativo do verbo minimizar. Podemos parafrasear a frase acima da seguinte forma: Enquanto você estiver

viajando, eu lhe ordeno que minimize os impactos ambientais.

O relatum R é um contexto que torna desejável o locutor realizar o ato de fala E.

Percebemos, com a análise dos exemplos (2.23a) e (2.19a) que a mesma frase pode ser interpretada em diferentes domínios.

As possibilidades de interpretação de um enunciado em mais de um domínio são exploradas por Blühdorn (2008). Segundo o autor, a reinterpretação das frases em termos de domínio se dá sempre do domínio menos complexo conceitualmente para o mais complexo:

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Espacial Temporal Epistêmico Deôntico

menos complexo mais complexo

Sentido da reinterpretação

Blühdorn (2006a:16), ao tratar da reinterpretação de enunciados quanto aos domínios semânticos, afirma que:

Relações de espaço podem ser reinterpretadas como relações temporais, epistêmicas e deônticas. Relações temporais podem ser reinterpretadas como epistêmicas e deônticas, mas não como espaciais. Relações epistêmicas podem ser reinterpretadas como deônticas, mas nem como espaciais e nem como temporais. As relações deônticas, por sua vez, não podem ser mais reinterpretadas.

E acrescenta (2006a:16):

A etimologia dos conectores abunda de exemplos que ilustram essas possibilidades de reinterpretação. A grande maioria dos conectores tem como base uma preposição com sentido espacial (p.ex. logo de lat. lócus). No decorrer de sua história, essas foram transferidas metaforicamente para o domínio temporal, dali para o epistêmico e dali para o deôntico.

Dessa forma, segundo Blühdorn (2008), a interpretação temporal dos conectores precede a interpretação modal, pois aquela é diacronicamente mais antiga e menos complexa conceitualmente que a interpretação modal. Segundo o autor, a interpretação modal só ocorre sob condições especiais que a favorece.

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