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6. Diskusjon

6.3 Aktiv deltakelse og positiv ungdomsutvikling

De acordo com as informações dos respondentes, a composição familiar é marcada pela presença da figura da mãe e do pai, juntamente com seus irmãos. Como podemos ver na tabela abaixo, a maioria dos jovens, tanto do sexo feminino como masculino, moram com seus pais.

Tabela 5 - Você mora com:

Opções 12 e 14 anos 15 a 17 anos 18 a 20 anos 21 e 24 anos Total Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino

Responsável 1 2 2 4 2 1 0 0 12 Moro sozinho (a) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Irmãos 0 0 0 0 0 1 0 0 1 Amigos ou conhecidos 0 0 1 0 0 0 0 0 1 Com esposo (a) 0 0 0 0 0 1 0 0 1 Outros parentes. Quem? 0 0 0 0 0 1 0 0 1 Total 1 2 3 4 2 4 0 0 16

Fonte: Pesquisa de Campo RS sobre ESJ e as implicações na escolarização de alunos de uma escola ribeirinha (2011)

De acordo com os jovens, todos disseram ter irmãos que também estudam na escola, conforme a idade escolar. Percebemos que há um encontro de várias gerações nos espaços familiares, pois, além dos pais e filhos, também encontramos avós e netos vivendo na mesma casa.

A jovem da 5ª série, de 16 anos, ressaltou que o incentivo dos pais é fundamental para garantir que os alunos continuem a estudar. Na sua experiência revela que recebe o incentivo dos pais para continuar a frequentar a escola. Sobre isso diz:

Ah...eu vejo que sim...falta um acompanhamento mais próximo, assim com os pais, porque como o meu...mais quando já, ele faz de tudo pra eu nunca parar de estudar, todos os meus irmãos. (Jovem da 5ª série, Rio Buiussú, 16 anos)

Esse jovem também responsabiliza a família como uma das principais para auxiliar a vida dos educandos. Para ela, os jovens da comunidade deixam de ir à escola porque seus familiares falham na assistência e no acompanhamento de sua vida escolar.

A aluna da 6ª série, de 16 anos considera a família como a instituição de grande relevância para proteção das crianças e jovens. Perguntamos sobre as dificuldades enfrentadas pelos jovens quanto à falta da família nesse acompanhamento. Sobre isso ela nos diz que:

Era assim, os pais podia aconselhar os filhos, conversar com os filhos, falar: “Meu filho não faz isso, não faz aquilo”. Mandar vim prá escola. (Ormilda, Rio Preto, 16 anos)

Para os jovens, a importância de morar na comunidade se alia ao fato de viverem com suas famílias, obterem seu sustento na região e terem amigos também morando no mesmo espaço.

O grupo de jovens que entrevistamos informou que moram na comunidade São Francisco e na Comunidade São Miguel. Embora a escola pertença à comunidade São Francisco, seus corpo discente é composto por alunos de outras comunidades que cercam a escola, como mostraram os alunos, principalmente depois da construção da nova instituição escolar. Os jovens declararam que moram: Sexo feminino: três (03) moram rio Buiussú; dois (02) rio Preguição; um (01)

comunidade São Miguel; Sexo Masculino: cinco (05) Rio Buiussú; 01 Rio Preto; 02 com. São Miguel; 02 Rio Preguição.

Cabe destacar que, de acordo com os dados da coordenação da Escola, outros alunos que estudam na comunidade, são moradores do município de Melgaço. A divisão geográfica não tem representação substancial nas condições socioeconômicas dos moradores, uma vez que essa divisão não diferencia no trabalho e nas suas relações sociais.

Suas casas são simples, de madeira, organizadas na sua maioria em três compartimentos: sala, quarto e cozinha, com poucos móveis. Algumas dessas famílias moram em casas próprias, outros revelaram que o terreno foi cedido por algum parente ou vizinho. Nos terrenos, em geral, verificamos a presença de criação de animais utilizados para alimento dos familiares, bem como plantação de pequenas hortas.

Foto 15 Foto 16

Foto 17

Uma das jovens entrevistadas relatou que retornou à casa dos seus pais desde que soube de sua gravidez. Até esse momento, morava em Breves com

Painel de Imagens 6 - Foto 15, 16 e 17 – Paisagens de uma escola ribeirinha e a constituições de seus entornos: Foto de uma casa da Comunidade, visualização a partir do trapiche (foto 15) horta flutuante, cultivo de plantas, hortaliças e condimentos para uso doméstico (foto 16) ou Faixada, instante de nossa visita a uma casa próxima ao Tajapuru(foto17). Andréea Vieira, maio 2010 a junho 2011, Breves/Pará.

conhecidos da família com o intuito de estudar. Não pode permanecer e não teve o apoio do pai da criança. Agora mora com seus pais e sua filha.

O contexto que a jovem relatou também está presente em outras casas que visitamos. Percebemos que há um encontro de várias gerações nos espaços familiares, pois, além dos pais e filhos, também encontramos avós e netos vivendo na mesma casa.

As condições de assistência à saúde e saneamento ainda são precárias. A comunidade São Francisco não possui um posto ou unidade de saúde para atendimento aos moradores. Em geral, recebem assistência de Agente Comunitário de Saúde – ACS, que mora também na região.

Caso tenham necessidade de um atendimento específico, precisam deslocar-se a município de Breves para serem atendidos. Vejamos as manifestações sobre a saúde:

A gente vai pra Breves...infelizmente o ACS, que o vizinho, às vezes né...antigamente tinha aquele papel que ele dava né...o encaminhamento...hoje em dia não tem mais...tiraram o encaminhamento da mão dele...aí se tornou difícil pra gente porque a gente chega lá em Breves no posto que o nosso direito né...pra gente se consultar que é com o dr. (...) e quando chega no hospital eles mandam pra lá...olha uma vezes eu me senti...mesmo eu fui lá sai daqui...eu tava doente e o Manuel foi me deixar lá em Breves...quando eu cheguei lá que eu conversei com uma enfermeira lá...ela disse assim: “olha a senhora não...não...espere...espere aí que vamos ver se tem vaga (...): “olha minha filha...onde entra o rico entra o pobre...onde entra aquele que não tem como se valer chega aos pés daquele que tem poder e vai...não manda...e assim eu fiz...eu não mandei você e lá falar com ele”...porque senão eu ia ficar lá...em pé...esperando a resposta...os bancos tavam lotado de gente...e foi assim que eu fui atendida...por ele já...aí ela disse assim: “mas ô exigência”...aí eu disse assim: “Não minha filha porque só sabe a dor que tá sentindo, né”...aí ele me atendeu passou o remédio...tomei duas injeção e fui de lá cantando baixo e fui me embora...mas graças a Deus que eu fui atendida né... (Moradora da Região, líder comunitária)

Esse depoimento revela um problema que todos os moradores relataram sobre um dos principais problemas na comunidade, a falta de assistência à saúde. Quanto maior a distância da casa do morador em relação ao município de Breves, mais grave a situação se configura.

Os moradores utilizam outras estratégias para cuidar da saúde, por meio dos saberes medicinais tradicionais. Visitamos outras famílias que moram mais distantes da escola, já próximo do município de Melgaço. Nesse trajeto, a constatação foi do

agravamento da carência na assistência à saúde e nas condições de vida desses moradores na medida em que ficam mais afastados do município sede.

Isto porque, a maioria dos moradores não possuía meios de transporte que facilitassem a ida ao município. Recorrem a alternativa de deslocamento à Breves somente em situações de extrema necessidade.

A maioria das casas não apresentava pintura. Quando pintadas, eram somente as fachadas, as frentes das casas. Em geral são construídas no estilo palafitas e o espaço entre uma e outra casa não segue um padrão de distância. Para movimentar-se entre elas e os espaços coletivos, como a escola, a igreja, utilizam a canoa e rabetas.

As construções das casas são feitas com madeiras extraídas dos próprios terrenos. Os moradores revelaram que aguardavam a concessão por parte do INCRA de madeira para substituição das madeiras já deterioradas.

No espaço de suas residências, os moradores também realizam para a preparação do matapi, instrumento utilizado para captura do camarão, tecelagem de cestos e outros produtos artesanais utilizados para o dia-a-dia.