• No results found

Aktører

In document Forutsatt forstått (sider 66-71)

4 Hummelvolls lærebok

4.5. Hummelvolls stemmer & aktører

4.5.3. Aktører

Durante a execução do movimento de prancha, mais concretamente durante uma perna de bolina, tarefa que pretendeu ser replicada neste estudo, os velejadores executam movimentos singulares que na sua totalidade representam os processos cíclicos acima descritos.

Tendo anteriormente destacado o efeito que a acção do velejador tem na embarcação, pretende-se, agora, estabelecer a ligação entre a acção do atleta, a sua repercussão no barco e a actividade muscular inerente.

3.3.1. Plano Sagital

No desenrolar da navegação à bolina, o velejador da classe Laser é, a partir de uma intensidade de vento entre os 8 e os 10 nós, obrigado a recorrer à posição de prancha para equilibrar a força que o vento exerce sobre a vela.

O movimento sobre o plano sagital, no qual o tronco do velejador se desloca entre a posição de mais perto da borda da embarcação, flexão, e a posição de maior alavanca, distendido fora de borda, extensão, tem por si só o objectivo de equilibrar a embarcação, mantendo-a direita.

É necessário destacar a importância da navegação à bolina mantendo o barco direito. Este equilíbrio é fundamental para se estabelecer o alinhamento entre o centro do patilhão e o centro vélico. Um barco adornado a sotavento tem tendência a orçar, e um barco adornado a barlavento tem tendência a arribar. Para seguir uma trajectória recta com uma embarcação que não está perfeitamente equilibrada é necessário mexer

67 no leme, aumentando a cada momento o atrito da embarcação e diminuindo a sua velocidade de ponta. Note-se que isto diz respeito à embarcação da classe Laser, podendo ser aplicado a demais embarcações de vela ligeira que não sejam portadoras de quilha.

Após esta breve descrição, é perceptível que a acção dos velejadores no plano sagital seja fulcral na manutenção do seu equilíbrio e, por conseguinte, no rendimento da embarcação.

No presente estudo, recorreu-se também à electromiografia para identificar a acção muscular em cada uma das acções planares dos sujeitos. Desta forma destaca-se para a flexão-extensão o seguinte:

- É inevitável afirmar que o grau de extensão está inteiramente relacionado com o nível de activação muscular. Desta forma foi observado que para a extensão os sujeitos requisitaram em primeira instância os retos femurais e os retos abdominais. O vasto externo esquerdo foi igualmente activado mas apresentou maior valor de activação aquando da rotação no plano frontal. Os abdominais oblíquos apresentaram valores muitos baixos.

3.3.2. Plano Frontal

Mais uma vez durante a bolina, os velejadores encontram-se a grande maioria das vezes com condições de mar menos favoráveis. Seja pela própria onda ou seja pela mareta levantada pela acção de vento e/ou corrente, é necessário fazer com que a embarcação não embata “de chapa” contra as ondas. Esta terminologia é referente ao embate desamparado e de frente da proa da embarcação na onda.

Para que tal não aconteça, ou para que aconteça de uma forma mais suave e/ou menos danosa para a velocidade de ponta da embarcação, o velejador executa um movimento de rotação do tronco segundo o plano frontal de forma a aproximar os seus ombros da linha de popa da embarcação ou da proa, dependendo da acção que seja necessária. Quando o objectivo é “tirar a proa” da onda, impedindo o embate, o ombro do lado do leme é aproximado da linha de popa, fazendo a rotação de todo o tronco nesse sentido; quando há necessidade de ajudar o barco a descer a cava da onda, o

68 ombro do lado da proa é aproximado da mesma, promovendo a rotação do tronco para a parte dianteira do barco.

Interessa conhecer durante os movimentos de rotação sentido popa e de rotação sentido proa, quais são entre os músculos analisados os que mais intervêm:

- Esta execução é efectuada geralmente em conjunto com a extensão no plano sagital, de forma que os músculos anteriormente referidos como tendo maior envolvimento no movimento do plano acima descrito estão igualmente presentes. A diferença chega pois da componente muscular lateral (abdominais oblíquos e vasto externo). Uma vez que só o vasto externo esquerdo deteve eléctrodo, analisou-se a rotação no sentido de considerar o velejador amurado a EB. Apesar disto, não foi possível achar uma consonância em termos de activação, com a maioria a promover a activação do lado esquerdo com maior intensidade, apesar de ter existido um sujeito com maior activação à direita. Pensa-se que a activação dos músculos do lado oposto àquele para onde está a ser feito o movimento ocorrerá quando o sujeito trava o movimento, ou seja, quando executa a rotação sobre o seu lado esquerdo. No final promove a activação do abdominal oblíquo direito.

3.3.3. Plano Longitudinal

Uma vez usada a análise cinemática pode-se inferir que existe ainda uma terceira componente no movimento de prancha, a rotação sobre o eixo longitudinal. Embora não se saiba qual o efeito que terá na embarcação, o facto é que esta componente esteve presente em todos os sujeitos desta amostra e é parte integrante deste movimento.

Desta forma sugere-se como principais intervenientes do ponto de vista muscular para a execução desta componente planar:

- Mais uma vez, todos os músculos intervenientes na extensão do plano sagital e na rotação do plano frontal. Esta torção é geralmente efectuada nos últimos graus de extensão e rotação dos planos anteriormente caracterizados. Desta forma relega-se sobre os mesmos grande parte da causalidade da activação muscular. Existe somente um aspecto sobre o qual vale a pena reflectir: se foi nos últimos graus de rotação que se deu a torção e se na descrição do plano frontal se abservou uma activação do abdominal oblíquo do lado oposto àquele para onde se executou o movimento, então poderá estar

69 relacionada essa mesma activação com este movimento de torção sobre o plano longitudinal.

In document Forutsatt forstått (sider 66-71)