‘teia’ tem a sua origem apartir desse complexo enredado de natureza cultural que nos conduz, de forma sequencial e cronológica, onde se entrecruzam personalidades e acontecimentos, em várias épocas e em vários locais ou instituições, estando Daciano sempre envolvido, como aluno, como colaborador, como atento espectador, como interessado visitante ou como efectivo actuante ou interlocutor no processo criativo, cultural ou pedagógico.”
expor ideias através da imagem. Os seus blocos também eram usados para mais tarde o designer retirar inspiração para projetos futuros. Segundo a mesma autora, Daciano introduziu o diário gráfico na sua metodologia de ensino e levou os seus alunos a ganharem o hábito de registar experiências, tal como ele.
Através do seu desenho podemos observar a sua paixão em querer conhecer mais e mais de cada objeto ou ambiente. Os seus desenhos dão uma forma
às ideias, dão-lhes uma imagem e exprimem a sua entrega total ao trabalho. Recorda-nos Rato (2002, p. 173) uma entrevista a Daciano à SIC em 1966, onde relembra o que António Lino lhe dizia: “O desenhador é um explicador.” O ato de traçar em Daciano revela a forma como o designer olhava para as coisas e para o mundo. De acordo com Rato (2002, p.174), “Verifica-se a íntima ligação que a expressão gráfica mantém com a própria evolução pessoal e profissional de quem a desenvolve. O seu desenho espelha,de uma forma espontânea, a maturação e o modo de encarar os projetos, (….)”. Em Daciano, o propósito do desenho no projeto não era comunicar mas sim transmitir através do gesto, ideias momentâneas a soluções de problemas. Era o desenho a servir o design e a arquitetura, a servir a mente.
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