5.2 Curvicircular Feature Aggregation
5.2.2 Aggregation
N° INSTRUMENTO AUTOR CONCEITO/COMPREENSÃO
01 Observação Helder Boska Instrumento importante no levantamento de dados qualitativos e que possibilita a participação conjunta dos usuários e do assistente social... um esforço conjunto entre assistente social e usuários, para refletir criticamente os mecanismos de produção e reprodução social das relações nas quais estão inseridos, reconstruindo as mediações, em uma perspectiva de totalidade e historicidade. (SARMENTO, 2012, p.115).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
...a observação como um instrumento que o profissional, efetivamente, emprega no exercício profissional, implicando em um conjunto de reflexões que permite compreender o mundo no qual está inserido; assim, permite uma compreensão diferenciada com a finalidade de superar a fragmentação, com vista a reconstruir a totalidade. (SANTOS; SOUZA FILHO; BACKX, 2012, p. 24)
Maria de Fátima Matos Cardoso
Essa vivência, busca por percepções, memórias e sentimentos, que quando apreendidas profissionalmente, denomino de observação sensível, o que se sentiu nestes instantes vividos, são histórias de vida, ainda que lembranças. (CARDOSO, 2008, p.24).
Observação sensível tem a qualidade de nos alertar para o sensível no relacionamento com os usuários. (CARDOSO, 2008, p. 24).
Observar não é simplesmente olhar, observar é destacar um conjunto, objetos, pessoas, animais ambientes, algo especificamente (então quando você olha, você vai destacar alguma coisa específica daquilo que você está olhando) e prestar atenção nas características, a gente vai olhar cor, tamanho, relações, cheiros. (TRIVINOS, 1987, p. 26).
Maria Luiza de Souza
A observação consiste na ação de perceber, tomar conhecimento de um fato ou acontecimento que ajude a explicar a realidade objeto do trabalho e, como tal, encontrar os caminhos necessários aos objetivos a serem alcançados. É um processo mental e ao mesmo tempo técnico. (SOUZA, 2000, p. 184)
02 Entrevista Helder Boska A entrevista se constitui como um instrumento utilizado intencionalmente e que sendo estabelecido entre indivíduos diferenciados em seus papéis, vai expressar contradições nesta relação...é o estabelecimento de um diálogo que vai se realizando à medida que vamos desvelando o real, o concreto e ampliando a consciência crítica ou reduzindo a alienação dos entrevistados ou do próprio assistente social.(SARMENTO, 2012, p.115).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
Já a entrevista consensualmente entendida como um instrumento, é empregada quando se faz necessário entender um pouco mais sobre o usuário, seus questionamentos, queixas, manifestações, objetivando o alcance de determinadas finalidades, com dada direção. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 25).
Maria de Fátima Matos Cardoso
Entrevista social... nos permite uma interação com a realidade social, sob a ótica da história de vida de alguém que deseja e necessita viver condições melhores, mais dignas, e que as informações e recursos, não estão disponíveis para um acesso autônomo. (CARDOSO, 2008, p.34).
A palavra entrevista tem a ver com isso mesmo, que é entre as vistas, entre olhar, entre o meu olhar e o olhar do outro. (CARDOSO, 2008, p.39).
A entrevista social desvela o ser político em ação, não tem como escapar desta verdade. (CARDOSO, 2008, p.40).
A entrevista social é por excelência um meio para estabelecimento das relações com o usuário, com a pessoa que procurou o serviço, a fim de permitir o desenvolvimento da intervenção profissional... em meu entendimento é um espaço dialógico. (CARDOSO, 2008, p, 52).
Maria Luiza de Souza
A entrevista destina-se a colher informações implementadoras e dinamizador do próprio processo de diálogo. A entrevista é uma conversa entre duas ou mais pessoas, com o objetivo de compreender, identificar ou constatar uma situação determinada. (SOUZA, 2000, p. 186 e 187).
03 Visita domiciliar Helder Boska A visita domiciliar como instrumento que potencializa as possibilidades de conhecimento da realidade (conhecendo com o usuário, as suas dificuldades, a sua realidade e não o uso policialesco e disciplinador de reafirmação do poder de controle institucional) e que tem como ponto de partida de referência a garantia de seus direitos ( através dos serviços que lhe são levados) sendo construído um papel educativo, colocando um saber técnico à disposição da reflexão sobre a qualidade de vida.(SARMENTO, 2012, p.116).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
A discussão sobre esse instrumento – consensualmente assim reconhecido – girou em torno de cuidados que devem ser adotados quando da sua utilização. Recomenda-se que seja utilizado como uma afirmação de direitos e com muito cuidado, pois significa adentrar no espaço provado das pessoas, das famílias. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 27).
Maria de Fátima Matos Cardoso
Em todo o caso, o território nos diz muito e é por este motivo que o instrumental da visita social, seja onde for, nos permite aprofundar nosso conhecimento da realidade para desenvolver análise dos impactos sociais que determinadas políticas sociais podem produzir. (CARDOSO, 2008, p. 63).
04 Abordagem Helder Boska É um contato intencional de aproximação através do qual é criado um espaço para o diálogo crítico, para a troca de informação e/ou experiência para a aquisição de conhecimentos e/ou estabelecimento de relações de interesse dos usuários. (SARMENTO, 2012, p. 115).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
A abordagem...Ela é vista como um canal de comunicação com a população, como um primeiro contato, no sentido de criar uma possibilidade de ligação dentre os diferentes espaças. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 24).
Maria Luiza de Souza
Abordar, como o próprio termo já indica significa achegar-se, aproximar-se. A abordagem é o próprio ato de abordar. A sua importância está no chamar a atenção par o ato de achegar-se ou aproximar-se da população. Este ato pode revelar diferentes tendências e objetivos e, como tal, marca decisivamente o desenrolar do processo... A abordagem é um processo aparentemente simples. No entanto no desenrolar marca todo um conjunto de ações pelo que consegue expressar, sobretudo no seu início. (SOUZA, 2000, p. 182 e 183).
05 Relacionamento Helder Boska Portanto, é esta ação profissional intencional, isto é, o processo de reconstrução das relações no campo das mediações, no âmbito das relações sociais. (SARMENTO, 2012, p.114).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
No debate, a justificativa em favor do mesmo instrumento, foi o argumento que o relacionamento tem uma intencionalidade e dele se vale sistematicamente o assistente social no exercício profissional. Além sempre presente em qualquer forma de atendimento à população usuária, a partir dele é possível se estabelecer (ou não) relações mais ou menos democráticas, mais ou menos autoritárias, de dependência ou autonomia, ou seja, é através do relacionamento que estabelece ou não essas relações. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 24).
06 Informação Helder Boska A informação precisa ser concebida como potencializador valioso em nossas ações, precisa ser entendida como instrumento que organiza e veicula informações de interesse da população e do assistente social. (SARMENTO, 2012, p. 115).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
Defende-se que a ideia de informação é mais abrangente que a de documentação, pois não se trata somente de documentar e registrar. A informação levaria em conta, tanto a parte da linguagem verbal, não verbal e escrita, necessitando garantir um fluxo de socialização de conhecimentos. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 26).
Maria de Fátima Matos Cardoso
A coleta de informações contribui para transformar a prática, transformar o espaço, o conhecimento e as formas de organização social e articulação político-social. Quando em atuação, profissionais que documentam suas práticas e as tornam fontes de pesquisa social e de compartilhamentos com outros profissionais, estão na verdade contribuindo com o futuro da profissão e da qualificação dos espaços de atenção e cuidados sociais. (CARDOSO, 2008, p. 56).
Maria Luiza de Souza
A documentação é um recurso elucidativo de situações próprias ou relacionadas a área. Como tal, inclui os relatos dos trabalhos comunitários aí desenvolvidos, ajuda a conhecer, analisar e avaliar a realidade comunitária, assim como o processo pedagógico em desenvolvimento e não se reduz ao registro desse processo... A documentação em DC é um conjunto sistemático de registros sobre situações gerais ou contingências específicas da comunidade e sobre a dinâmica pedagógica dos trabalhos comunitários desenvolvidos. Tem como objetivo a reconstituição histórica das lutas da população em função dos interesses e preocupações presentes nas áreas de moradia. Objetiva, também, a constituição de informes que venham a subsidiar análises e avaliações necessárias à realimentação do processo pedagógico do DC. (SOUZA, 2000, p. 169).
07 Reunião Helder Boska Nessa perspectiva, a reunião é o estabelecimento de uma dinâmica na qual emergem as forças vivas dos indivíduos em grupo. A correlação de forças vai emergindo na medida em que a realidade concreta vai se revelando e aí se percebem os elementos contraditórios da relação entre as classes sociais e a organização da sociedade. (SARMENTO, 2012, p. 116).
Claudia Mônica dos Santos Rodrigo de Souza
Filho Sheila Backx
(Consensos e dissensos)
Sendo a reunião um dos instrumentos do grupo. Considera-o como instrumento porque socializa interesses que estão em jogo, as relações entre os seus membros, sendo empregado para dar visibilidade e para trabalhar com essas relações de poder, bem como a socialização de determinadas informações. (SANTOS, SOUZA FILHO, BACKX, 2012, p. 25).
Maria Luiza de Souza
A reunião é um instrumento coletivo de reflexão sobre as necessidades, preocupações e interesses comunitários, assim como de organização e ação. (SOUZA, 2000, p. 188).