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Fokusgruppe

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5.4 U TVIKLING AV STIMULI

5.4.1 Fokusgruppe

Esta sessão tem por objetivo caracterizar as três usinas estudadas, as quais foram denominadas de usina A, B e C.

a) Usina A

A usina A situa-se na região de Piracicaba, é de pequeno porte e apresenta gestão familiar. Nesta usina, o corte mecanizado foi adotado desde 2006, mas ainda há frentes de corte manual.

O maquinário para as duas frentes de corte mecanizado são todos de propriedade da usina e compreendem:

• Máquinas colhedoras de cana-de-açúcar: 5 do tipo CASE modelo 7700 (2 alocadas em uma frente e 3 na outra)

• Tratores: 7 todos com transbordo duplo

• Cargo: 2

• Caminhão do tipo cavalo-motor: 2

• Carregadeira: 3

• Caminhão-comboio: 1 que se reveza entre as duas frentes

• Caminhão-pipa: 0

Para o corte mecanizado, a usina conta com um total de 58 trabalhadores, distribuídos nas seguintes funções:

• Operador de máquina colhedora: 14 pessoas, sendo 4 folguistas

• Tratorista: 20 pessoas, sendo 6 folguistas

• Motorista: 15 pessoas, sendo 3 folguistas, dos quais dois se revezam fazendo 2 dias no caminhão e 2 dias no cargo

• Motorista do comboio: 2 pessoas, sendo que os folguistas são na verdade os mecânicos

• Mecânico: 5 pessoas, sendo 1 folguista

• Encarregado da frente: 2 pessoas para uma frente de corte, pois os outros dois encarregados da outra frente são os próprios operadores de colhedoras.

Na usina A não há líderes nas frentes de corte, sendo a hierarquia: todos os trabalhadores da frente – encarregado – gerente. O encarregado é responsável por acompanhar a colheita no campo, gerenciar os consertos e manutenções necessárias e responder ao gerente da usina.

A jornada de trabalho é de 12 horas (o que excede as oito horas de trabalho entra como hora extra), portanto, com dois turnos com horário das 6:00 horas às 18:00 horas e das 18:00 horas às 6:00 horas. O sistema de folgas do operador de máquina colhedora é do tipo 5x1 com troca de turnos a cada 15 dias. A fim de não interromper a colheita durante 12 horas, no dia da troca de turno os operadores da usina A trabalham 18 horas. Essa troca funciona da seguinte maneira: os operadores que estão no turno diurno e passarão para o noturno ao invés de entrar às 6:00 horas, o fazem ao meio-dia e saem às 6:00 horas do dia seguinte; já os operadores que estão no turno noturno e passarão para o diurno, entram às 18:00 horas (ao invés das 6:00 horas) e saem ao meio-dia do dia seguinte.

A forma de remuneração dos operadores de colhedoras é exclusivamente segundo as horas trabalhadas e tem adicional noturno e horas extras.

Os operadores tem direito a 1 hora de refeição e também 1 hora de café. A refeição é oferecida pela usina e chega do restaurante da usina até a frente de corte através dos caminhões e treminhões. A água cada um traz de casa em um recipiente suficiente para o dia todo de trabalho.

Para o cargo de operador de colhedora não há muitos requisitos, como por exemplo, experiência comprovada, haja vista a necessidade da usina frente à falta de mão-de-obra. Assim, a dinâmica de contratação funciona da seguinte forma: primeiro os operadores são contratados temporariamente para uma safra e ao final dela, é feita uma análise se esses operadores são efetivados ou dispensados.

b) Usina B

A usina B também se situa na região de Piracicaba e faz parte de um grupo composto por cinco unidades, sendo esta a única do grupo localizada no Estado de São Paulo. A usina implantou o corte mecanizado em 2010 e tem apenas uma frente mecanizada, sendo as outras seis frentes de corte manual.

Como o corte mecanizado na usina é muito recente, grande parte do maquinário da frente de corte é terceirizado:

• Máquinas colhedoras de cana-de-açúcar: 4, sendo 2 da usina do tipo CASE modelo 7700 e 2 da empresa que terceiriza a colheita, do tipo Star

• Tratores: 7, sendo 6 deles terceirizados

• Cargo: 0

• Caminhão do tipo cavalo-motor: 0

• Carregadeira: 1 também terceirizada

• Caminhão-comboio: 1 de propriedade da usina

• Caminhão-oficina: 1 de propriedade da usina

• Caminhão-pipa: 1 de propriedade da usina.

• Operador de máquina colhedora: 10 pessoas, sendo 5 delas contratadas da usina (1 delas é o folguista) e as outras 5 são terceirizadas (dentre as quais 1 delas é o folguista)

• Tratorista: 14 pessoas, das quais apenas 3 são contratadas da usina (e uma delas é o folguista)

• Motorista: 11 pessoas (sendo 1 folguista), todas terceirizadas

• Motorista do comboio: 3 pessoas, sendo 1 folguista

• Mecânico: 3 pessoas, sendo 1 folguista

• Encarregado da frente: 2 pessoas, sendo o folguista os operadores de máquinas colhedoras.

A usina B tem o cargo de líder da frente de corte como intermediário entre o encarregado e o supervisor. A função do líder é gerenciar a colheita, determinando quais áreas vão ser colhidas, onde será o pátio, a entrada e saída do talhão e verificando a qualidade da colheita.

Da mesma forma que a usina A, o sistema de folgas na usina B é do tipo 5x1 e a jornada de trabalho é de 12 horas com dois turnos que compreendem o horário das 6:00 horas às 18:00 horas e das 18:00 horas às 6:00 horas. Entretanto, nesta usina os turnos são estabelecidos previamente e permanecem fixos durante toda a safra.

Até o momento do estudo, a forma de remuneração dos operadores de colhedoras na usina B era exclusivamente segundo as horas trabalhadas, entretanto, estava sendo considerada a possibilidade de implantar uma espécie de bônus de acordo com a produtividade do operador. Este bônus seria acumulado e oferecido durante a entressafra, período em que o salário cai, uma vez que os operadores trabalham somente 8 horas por dia.

Na usina B os operadores tem direito a 1 hora de refeição e também 1 hora de café, entretanto, a usina apenas oferece a refeição se a frente de corte está próxima à usina, caso contrário, a comida é trazida de casa pelos operadores, da mesma forma que a água.

A prática de contratação da usina em questão também é temporária durante uma safra antes da efetivação, com requisitos básicos a carteira de habilitação nível D e experiência de pelo menos um ano.

c) Usina C

A usina C fica situada mais à região de Campinas e adquiriu a primeira máquina colhedora de cana-de-açúcar em 1994, quando deu início ao corte mecanizado. Atualmente a usina apresenta um índice de mecanização de 70%, com todos os maquinários de sua propriedade divididos em três frentes de corte:

• Máquinas colhedoras de cana-de-açúcar: 11, sendo 7 do tipo John Deere modelo 3510 e 4 do John Deere modelo tipo 3520. Duas frentes de corte tem 3 máquinas cada e uma frente tem 4 máquinas.

• Tratores: 22

• Cargo: 0

• Caminhão do tipo cavalo-motor: 0

• Carregadeira: 3

• Caminhão-comboio: 2 que se revezam entre as frentes

• Caminhão-oficina: 3

• Caminhão-pipa: 2 que se revezam entre as frentes

Uma das três frentes de corte estudada tem 56 trabalhadores distribuídos nos seguintes cargos:

• Operador de máquina colhedora: 12 pessoas, todas contratadas da usina, com 3 folguistas

• Tratorista: 28 pessoas, todos terceirizados (sendo 7 folguistas)

• Motorista: 15 pessoas, sendo 3 folguistas

• Motorista do comboio: 3 pessoas, sendo 1 folguista

• Mecânico: 3 pessoas, sendo 1 folguista

• Encarregado da frente: 3 pessoas.

Na usina C a jornada de trabalho é de 8 horas com três turnos rotativos que compreendem o horário das 7:00 horas às 15:00 horas, das 15:00 às 23:00 horas e das 23:00 horas às 7:00

horas. O sistema de folgas dos operadores também é do tipo 5x1, com troca de turnos imediatamente após a folga.

A forma de remuneração para o operador de colhedora na usina C consiste de uma parte fixa do salário segundo as horas trabalhadas e uma parte variável que inclui um prêmio de acordo com a produção e a chamada 9ª hora. O prêmio leva em conta perdas de matéria-prima (altura do corte de base, altura do desponte, rebolos que caem no chão) que são analisadas por uma espécie de fiscal da usina, impureza mineral (terra), vegetal (ervas daninhas, por exemplo) e quebras na máquina por falha operacional.

A 9ª hora é na verdade a hora de refeição, que é paga aos operadores e, portanto, não há um horário reservado para a refeição. A usina oferece a comida se for pago um adicional, de modo que normalmente os operadores trazem a refeição de casa, bem como a água.

Devido à falta de mão-de-obra qualificada, os critérios para a contratação de operadores na usina C também não são rígidos. Normalmente, é exigida apenas alguma experiência com máquinas agrícolas em geral (tratores, carregadeiras) e a própria usina capacita os operadores através do chamado “multiplicador”. Este cargo refere-se ao operador de colhedora mais experiente que tem exclusivamente a função de ensinar os novos operadores quanto à operação da máquina, critérios de qualidade, noção de perdas, etc.

In document MAS5100: M ASTEROPPGAVE (sider 37-0)