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Advantages and shortcomings of existing analyses (1): the nature of SE

A Figura 3.8 representa a distribuição dos valores normalizados de ETRs entre as amostras. Os dados normalizados permitem distinguir claramente os padrões de distribuição de ETRs das amostras. Primeiramente notam-se os dois calcários completamente isolados em relação às demais amostras, em razão da magnitude muito

com uma diferença constante e positiva em relação à composição do PAAS, destacando-se uma provável anomalia negativa em Ce.

Um padrão de distribuição distinto do saprolito é apresentado pelas amostras do P1 e P2, acompanhado de perto pela composição do P3. Os demais solos apresentam um padrão de distribuição intermediário, mas que sempre se repete para os três primeiros elementos da série (La, Ce e Pr) e cujos teores de ETRs gradam entre os extremos representados pelos solos à montante (P1, P2 e P3) e o saprolito amarelo. Quase todas as amostras evidenciam uma anomalia positiva de Ce, com destaque para a amostra do depósito de argila (38) e para o saprolito vermelho. Isso contrasta com a anomalia negativa do saprolito amarelo. A única amostra de solo que apresenta padrão semelhante ao do saprolito amarelo é a amostra-extra 36 (Nitossolo).

Os teores apresentados pela amostra P6-Bw a aproximam do saprolito amarelo, enquanto que o padrão é intermediário entre este e o P1-Bw2. O mesmo se observa para o P4-Bc1. Já as amostras P5-Bt, P5-Bw, o material da descontinuidade, o P7-Bi e o material do depósito de argila apresentam um padrão bem intermediário entre os extremos (saprolito amarelo e P1). Os teores do P3-Bw2 estão abaixo do P1 e P2, indicando uma depleção de ETRs. Isto pode ter relação com o processo de dissolução-reprecipitação de sílica, considerando a posição desta amostra, na zona de formação da silcrosta. Pode ser definida uma seqüência aproximada na gradação entre os padrões, conforme segue: saprolito amarelo → Nitossolo (36) → saprolito vermelho e P4-Bc1 → P6-Bw → P7-Bi, depósito de argila e descontinuidade → P5-Bt e P5-Bw → P1 e P2 → P3. Nota-se que, novamente, as amostras do saprolito amarelo e do P1 representam extremos opostos na gradação entre os padrões de distribuição.

Verifica-se ainda que a maior distinção entre as amostras é dada pelos teores de ETRs leves, enquanto que os teores mais homogêneos dos ETRs pesados ocasionam sua aproximação. Os ETRs leves são mais insolúveis do que os pesados (com exceção do Ce, mais suscetível às condições redox do meio), de maneira que seus teores tendem a ser menos modificados pelos processos de intemperismo. Assim, entende-se que os padrões de distribuição dos ETRs leves tendem a ser mais conservados nas amostras do que os padrões dos ETRs pesados e, dessa forma, modificações nos padrões de ETRs leves estariam mais relacionadas à mistura de materiais diferentes, enquanto que os teores das ETRs pesadas estariam mais sujeitos a uma homogeneização, especialmente se as amostras estão sujeitas a um longo período de intemperismo.

5. Conclusões

- Os teores dos elementos imóveis Th, Zr e Sc apresentam distribuição semelhante no conjunto de amostras. Estes teores, embora estejam bem correlacionados aos valores de Ki das amostras, provavelmente também são determinados pela mistura de dois materiais de origem distintos, os quais possuem concentrações iniciais destes elementos contrastantes entre si;

- Os elementos Ga, Hf e Nb estão altamente relacionados entre si e com Zr, Th e Sc, e também se mostram bem correlacionados aos valores de Ki das amostras, indicando que estes elementos possuem comportamento geoquímico semelhante nos solos, ou seja, insolúveis e que tendem a concentrar ao longo do intemperismo químico dos solos;

- A análise dos padrões de distribuição dos teores de elementos imóveis e dos ETRs permitem concluir que o saprolito vermelho é um material em um estágio de intemperismo intermediário entre o saprolito amarelo e os solos, e que este não pode ser tomado como um potencial material de origem para os solos da topossequência, sendo que o saprolito amarelo se mostra melhor relacionado a estes solos;

- Os calcários apresentam teores extremamente baixos de elementos-traço e ETRs, com exceção dos elementos-traço Sr, Ba e W. A análise dos padrões de distribuição dos teores de elementos imóveis e dos ETRs indica que o calcário apresenta pouca influência sobre a composição dos solos analisados;

- Os padrões de distribuição dos teores de elementos imóveis e dos ETRs são recorrentes e ambos evidenciam que estes perfis são desenvolvidos da mistura de dois materiais de origem distintos, os quais provavelmente são a cobertura detrítico-laterítica e as rochas metapelíticas do Grupo Paranoá. Este último material, para os solos da topossequência, é mais bem representado pela amostra do saprolito amarelo.

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