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ADMINISTRATION AND EFFICIENCY

Os gestores participantes de nosso estudo são predominantemente do sexo feminino, no total de (3); sendo: (2) gestoras em escolas públicas e (1) gestora numa escola particular religiosa; apenas (1) representante masculino referente à escola particular laica.

Em relação à formação acadêmica, (3) gestores são graduados em Pedagogia com formação nas séries iniciais; desses (3) somente (1) gestora fez habilitação em Administração Escolar e Orientação Educacional, O assistente de direção pedagógica é formado em Educação Física.

Quanto à realização de cursos de formação continuada oferecidos pelas Diretorias e Secretarias de Ensino, (3) gestores confirmaram suas participações, mas somente (1) gestor identificou o curso. O gestor da escola particular laica não respondeu a questão.

No que diz respeito a realizar cursos de especialização, mestrado ou doutorado as respostas se apresentam da seguinte maneira: (2) gestores, da escola pública estadual e escola particular religiosa, fizeram pós-graduação em Psicopedagogia, sendo que (1) deles é mestre em Educação Arte e História da Cultura. Uma gestora da escola pública municipal fez pós-graduação Lato Sensu em Didática do Ensino Superior e (1) gestor da escola particular laica respondeu que não realizou cursos desse nível.

Com referencia à formação acadêmica, formulada na questão cinco sobre o que o ensino proporcionou-lhes, as alternativas se apresentaram da seguinte maneira:

ƒ Os gestores da Escola Municipal e da escola particular religiosa responderam que o conhecimento sobre a educação ambiental e a consciência ecológica, somente foram adquiridos pela mídia;

ƒ O gestor da Escola Estadual respondeu que o ensino forneceu condições para ele se organizar como gestor: planejar estudos, realizar os trabalhos, desenvolver pesquisas com o objetivo de mudar comportamentos e posturas e também favoreceu condições

para vivenciar um clima favorável no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável;

ƒ No entanto, o assistente de diretoria pedagógica da escola particular laica também pontuou igualmente as respostas do gestor da Escola Estadual e acrescentou uma terceira alternativa “proporcionou uma base e conhecimento suficiente para acompanhar os conceitos de consciência ecológica”.

Portanto, apuramos que as respostas acima descritas, reafirmam o que os estudos comprovaram até agora, que o ser humano não aprende aquilo que lhe é ensinado somente pelo professor ou por uma única fonte de conhecimento, mas também principalmente na relação de aprender com o outro, a educação tem um caráter social que leva os indivíduos a serem criativos e a desenvolverem habilidades e competências. Outro item importante à ressaltar é a formação do indivíduo, o ser humano que direciona e atualiza a sua formação em Educação, tem mais oportunidades de colocar em prática uma vivência pedagógica diferenciada do que os demais, em outra formação.

Na questão seis, que trata da atuação profissional e questiona com relação às horas trabalhadas pelos gestores, todos respondentes trabalham período integral, isto é, oito horas por dia. Já na questão sete, referente aos anos de exercício da função de Diretor/Vice-Diretor/Coordenador Pedagógico, a freqüência simples apresentou-se da seguinte forma: assistente de diretoria pedagógica da escola particular laica, de 20 à 30 anos; diretora da escola pública municipal, 11 à 20 anos; escola particular religiosa, 6 à 10 anos; diretora da escola pública estadual, 1 à 5 anos.

Nas questões referentes ao ambiente escolar, questão oito, que diz respeito ao grupo de alunos que freqüenta a escola e como os mesmos se preocupam com Educação Ambiental, somente na escola pública municipal o gestor caracterizou que todos os componentes do grupo/classe não possuem conscientização e isto, impedem decisões coletivas. Os demais gestores (escolar particular laica, escola particular religiosa e escola pública estadual) enfatizaram que, existe uma conscientização entre o grupo/classe, e que algumas vezes estes grupos se encontram divididos em pequenos sub-grupos, elaboram ações

coletivas e a escola favorece o espaço para que a comunidade local possa participar.

Na questão nove, que se refere à freqüência que são realizadas as atividades, palestras ou eventos sobre educação ambiental vinculados ao Projeto Político Pedagógico na escola, três gestores afirmaram que a escola desenvolve essas atividades, de quatro à seis vezes ao ano. Somente um gestor da Escola Municipal afirmou que, desenvolve atividades sobre Educação Ambiental de uma à três vezes ao ano, o que corrobora com a questão anterior, na qual o grupo de alunos não adquiriu uma consciência ambiental formada pela gestão escolar.

No entanto na questão dez, relativo à desenvolvimento dos projetos de trabalho e de pesquisa em educação ambiental que estão relacionados ao Projeto Político Pedagógico, somente a escola estadual desenvolve essas propostas de quatro à seis vezes ao ano. Os demais gestores – Escola Municipal, escola particular religiosa e laica – afirmaram que desenvolvem de uma a três ao ano.

Em relação à questão onze, sobre o que viabiliza a aquisição de conhecimentos e ações de cidadania na Educação Ambiental no âmbito escolar todos foram unânimes nas respostas enfatizando que são: realizações de atividades, palestras, eventos, projetos de trabalho, projetos de pesquisa relacionados ao Projeto Político Pedagógico e promoção de campanhas incentivadas pela mídia em datas comemorativas relacionadas com o meio ambiente.

Na questão doze, o que contribui para a aquisição de conhecimentos e ações de cidadania em educação ambiental na comunidade externa, o representante da Escola Municipal respondeu que é a realização de atividades, palestras ou eventos relacionados ao Projeto Político Pedagógico. O gestor da Escola Particular Religiosa respondeu que é a realização de projetos de trabalhos ou de pesquisa relacionados ao Projeto Político Pedagógico. O gestor da Escola Estadual optou igualmente pelas duas alternativas respondidas anteriormente. O assistente de diretor da Escola Particular Laica além de responder igualmente as duas alternativas anteriores, acrescentou uma terceira alternativa que é a promoção de campanhas incentivadas pela mídia nas datas comemorativas relacionadas com o meio ambiente.

Na questão treze, quando questionados se nas reuniões de HTPC/JEI ocorrem discussões e estudos em relação à Educação Ambiental, somente o gestor da Escola Estadual afirmou que acontece e que geralmente estes estudos e discussões são encaminhados pela coordenadoria/direção por meio de textos pertinentes, vídeo conferência e projetos ligados a proposta Política Pedagógica da Escola. Nas demais escolas infelizmente não se promovem esse tipo de discussão; na Escola Particular Religiosa o gestor afirmou que só existe a discussão desse tema quando há algum evento ou data específica, os gestores da Escola Particular Religiosa e Laica deixaram a resposta em branco.

Ao compararmos as respostas da questão anterior com a questão nove, ou seja, qual a freqüência que a escola desenvolve atividades, palestras ou eventos em Educação Ambiental, fica evidente que as atividades são realizadas quando há somente um evento ou data específica, como por exemplo, o Dia da Árvore, o Dia do Índio e o Dia da Água, o que denota uma característica cultural na formação do gestor compromissado com as problemáticas ambientais, e que as discussões e os estudos na área de Educação Ambiental não são prioridades na visão do gestor.

Na última questão, referente às atitudes do gestor para incentivar e implementar a Educação Ambiental na escola e na comunidade, o gestor responsável pela escola particular religiosa não respondeu, deixou a resposta em branco. O gestor da escola particular laica, afirmou que por meio de palestras, eventos, atividades, projetos de trabalho e pesquisas são alternativas para o incentivo. O gestor da escola pública municipal apontou que campanhas e oficinas de reciclagem são ações que incentivam a educação ambiental. No entanto, o mais importante é a sistematização dos procedimentos, como inserir estes conteúdos no dia a dia dos alunos e criar o hábito de pensar em Educação Ambiental. E por último, merece destaque a resposta do gestor da Escola Estadual onde este afirma; “que as ações implementadas na comunidade formam o cidadão para o desenvolvimento sustentável do Planeta e, que tem sido uma prática constante por meio de palestras e projetos que possibilitam ao aluno e aos pais perceberem as condições atuais do Planeta, do País, do Estado e da comunidade, apontando para o que se pode fazer no “local” para mudar posturas e atitudes em relação a natureza e a qualidade de vida. Cada qual tem sua

parcela de responsabilidade e todos devem saber disso. Para isso, deve servir a Educação para orientar e alertar.”

Ressaltamos, porém que nesta última questão a fala do gestor da Escola Municipal é contraditória quando afirma que as suas ações no ambiente escolar estão voltadas para o incentivo de práticas e criação de hábitos direcionados a uma Educaçao Ambiental. No entanto, ao mesmo tempo afirma que os alunos freqüentadores dessa escola, não possuem a consciência ambiental e ainda impedem as decisões coletivas.

Assim, as respostas dessa última questão evidenciam o que Leff afirma em seus estudos:

“a consciência ambiental se manifesta como uma angústia de separação e uma necessidade de reintegração do homem na natureza. Dar ênfase a um desenvolvimento sustentável, numa ação equilibrada do progresso no presente e garantir a qualidade ambiental para as gerações futuras, é uma das funções que cabe a Educação e a Sociedade.” (LEFF, 2002, p.169).

Portanto, é preciso buscar nos seres humanos, os maiores responsáveis pela degradação do meio ambiente, uma proposta educacional que introduza o processo de (re) valorização das identidades culturais, das práticas tradicionais, dos processos produtivos que envolvam a sociedade e o seu desenvolvimento, possibilitando a reapropriação dos valores conservacionais e do comportamento humano.