6 Survival test
6.11 Discussion of survival test
6.11.1 The adequacy of modified survival craft for use in cold climate conditions
Os citotóxicos, devido à sua elevada toxicidade e elevado custo, apresentam um circuito de distribuição especial e uma sala própria com condições específicas para a sua realização.
As salas de preparação referentes aos citotóxicos devem estar numa zona independente dos SF e aconselha-se que nestas salas, a preparação seja exclusivamente para os citotóxicos, com exceção de alguns fármacos. Estas condições são exigidas para que os citotóxicos preparados garantam o mínimo de contaminações e a preparação apresente o mínimo de erros (Farmacêuticos, O.d., 2013). Para garantir a qualidade dos citotóxicos, as preparações devem ser realizadas de
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acordo com as normas estabelecidas. Nos centros hospitalares devem ser estabelecidas normas e procedimentos escritos para todos os equipamentos utilizados, que devem ser implementados de modo a garantir a qualidade na preparação dos citotóxicos (Farmacêuticos, O.d., 2013).
O CHTV possui protocolos validados que foram elaborados por médicos, farmacêuticos e enfermeiros para cada tipo de tratamento. O seguimento desses protocolos é essencial para um correto tratamento de modo a minimizar os erros de prescrição.
A prescrição relativa aos citotóxicos contém os dados do doente, a pré-medicação, as indicações necessárias à preparação dos citotóxicos e a terapia adjuvante e, deve ser validada pelo farmacêutico responsável por este setor. Relativamente à pré-medicação, o farmacêutico tem de validar e preparar esta medicação que é transportada no carro de transporte juntamente com os citotóxicos. Esta pré-medicação é bastante importante para o doente de modo a controlar e minimizar as reações adversas resultantes do tratamento com citotóxicos. A pré-medicação é variável para cada doente, assim como para cada doença nomeadamente o estadio em que se encontra. Os medicamentos mais utilizados são antieméticos como a metoclopramida, antagonistas específicos da serotonina como o ondansetrom, corticosteroides como a dexametasona, entre outros. Assim como a pré-medicação, a terapia adjuvante é variável. Pode ter como objetivo minimizar as possíveis reações adversas assim como a prevenção de re-incidências.
Na prescrição para a preparação de citotóxicos, devem estar presentes dados fundamentais para a correta preparação destes medicamentos, nomeadamente a dose de cada citotóxico, o tempo previsto para a perfusão, a solução de diluição a utilizar e o respetivo volume, a via de administração, a superfície corporal e/ou o peso.
Segundo o Sistema de Gestão de Qualidade dos SF no CHTV, a preparação dos citotóxicos é iniciada quando estiverem validadas 80% das prescrições previstas. A preparação neste centro hospitalar é realizada por medicamento e não por doente, e os primeiros a serem preparados são os anticorpos monoclonais, seguidos dos citotóxicos que possuem tratamento com tempo de administração mais longo. A preparação dos citotóxicos é considerada de alto risco e deve ter-se em conta todos os cuidados no manuseamento destes produtos e garantir as condições asséticas necessárias à sua preparação, assim como o local de preparação deve garantir essas condições. Para garantir essas condições, os citotóxicos devem ser preparados na câmara de fluxo de ar laminar vertical (CFLV). No CHTV, a CFLV pertence à classe II tipo B2 – câmara de exaustão total, ou seja, não ocorre uma re-circulação do ar. Este tipo de câmaras é necessário quando há um elevado número de preparações de citotóxicos (Farmacêuticos, O.d., 2013). A preparação deve ser realizada em condições de pressão negativa de forma a proteger o operador, o ambiente de preparação e o produto, à contaminação. Estas diferenças de pressão têm como objetivo garantir que as substâncias perigosas não passem para a antecâmara e os agentes patogénicos não sejam transmitidos das salas vizinhas para a sala de preparação dos citotóxicos (Farmacêuticos, O.d., 2013).
Para a preparação dos citotóxicos, apenas dois técnicos entram na sala limpa de preparação devidamente equipados. Um técnico realiza a preparação na CFLV e o outro auxilia a preparação,
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sempre sob a supervisão do farmacêutico. Por vezes, pode ocorrer rotatividade na preparação, quando há um elevado número de preparações a realizar e para evitar um descuramento em alguns procedimentos, uma vez que estas preparações exigem elevada concentração por parte do operador. Para entrar na sala limpa de preparação dos citotóxicos, os técnicos devem utilizar todo o equipamento necessário para a sua proteção individual (EPI). O uso deste equipamento também é fundamental para prevenir contaminações dos profissionais que manuseiam os citotóxicos. Deste equipamento fazem parte: batas, fatos/fardas que substituem a roupa dos técnicos e são utilizados por baixo da bata, luvas protetoras e esterilizadas, máscaras, proteção ocular, protetores de sapatos e toucas. Durante a preparação dos citotóxicos, deve estar no interior da câmara, um contentor para colocar todo o material proveniente da preparação dos citotóxicos (seringas, spikes, ampolas vazias). E um contentor fora da câmara, de grande capacidade para colocar todos os materiais de grande ou médio volume, como EPI e os contentores pequenos. Posteriormente, todos os contentores contendo resíduos relacionados com os citotóxicos devem ser incinerados a temperaturas superiores a 1000ºC (Farmacêuticos, O.d., 2013). Deve-se pulverizar com álcool a 70º, todo o material antes da entrada na sala de preparação dos citotóxicos e antes da entrada na CFLV. Assim como se deve limpar a CFLV com álcool a 70º antes e após a preparação dos citotóxicos. Em caso de derrame, está disponível um kit que contém todo o material necessário para evitar risco de contaminação. Estes kits estão devidamente identificados e localizados.
O transporte dos citotóxicos é efetuado num carro adquirido para o efeito e identificado com um símbolo biohazard/citotóxicos (SF, CHTV). O farmacêutico responsável organiza os citotóxicos no carro de transporte, devidamente rotulados com o nome do doente, o nome do citotóxico e o volume final. Este tem de assinar um protocolo de entrega no qual está presente uma listagem com todos os citotóxicos para os doentes. Este protocolo de entrega também é assinado pelo enfermeiro do serviço que receciona o carro de transporte de citotóxicos. Esse transporte é efetuado por assistentes operacionais do respetivo serviço clínico e deve ser realizado com segurança, no carro de transporte para esse fim ou em tabuleiros de inox (SF, CHTV).
Os SF para garantirem a qualidade dos citotóxicos preparados são sujeitos a uma validação microbiológica, que tem como objetivo avaliar as condições assépticas de preparação dos citotóxicos. No CHTV, faz-se um controlo microbiológico semanal e um controlo mensal. O controlo semanal é realizado às segundas-feiras e faz-se o controlo microbiológico às pontas das luvas do técnico manipulador antes e após a preparação, às placas de sedimentação no interior da CFLV durante o procedimento, às placas de contato na CFLV antes e após a manipulação. O controlo mensal é realizado nas primeiras segundas-feiras. Além de se fazer o controlo microbiológico semanal, também se realiza o controlo às pontas das luvas do técnico ajudante antes e após a preparação, bancada de trabalho, local aleatório da sala branca no início e fim da preparação, câmara de transferência e a uma placa de sedimentação durante o procedimento no exterior da câmara.
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